domingo, 8 de novembro de 2009

ABAYUDAYA - OS HEBREUS PRETOS DE UGANDA

Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke.

E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano


“Para destruir um povo, primeiro você deve cortar as suas raízes.”
Alexander Solzhenitzyn

Uganda está localizada no planalto do Leste Africano, com média de cerca de 1100 metros (3250 pés) acima do nível do mar, e quase totalmente dentro da bacia do Nilo. Limitado a norte pelo Sudão, a leste pelo Quênia, a sul pela Tanzânia e por Ruanda e a oeste pela República Democrática do Congo. A sua capital é Kampala.


KAMPALA UGANDA


Possui uma população atual com cerca de 24 milhões de habitantes, vivendo principalmente à beira dos Grandes Lagos Africanos. Estão catalogadas 39 línguas africanas, dos grupos bantu e nilóticas, entre as quais, a mais falada (por cerca de 16% da população, de acordo com o Ethnologue – Languages of Uganda) é a língua “ganda” ou luGanda, relativa ao principal grupo étnico deste país, os buGanda. Outras línguas faladas pelos residentes no Uganda são o inglês (língua oficial), o kiSwahili e línguas indianas.
Infelizmente a mídia ocidental quando falava de Uganda se referia ao governo de Id Amin Dada, questionado por muitos de seus atos e ao enfrentar o mundo ocidental. Foi feito um filme O Último Rei da Escócia, lançado em 2006 com atores: Forest Whitaker, James McAvoy, Kerry Washington, Simon McBurney, David Oyelowo.
Uganda tem se sobrepujado e conseguido vitórias contra a AIDS, que precisam ser melhoradas. Embora aclamada pelas Nações Unidas como o maior sucesso da África, Uganda ainda tem muitos problemas. Um milhão de pessoas morreu, deixando um milhão de órfãos. O índice de AIDS foi reduzido em dois terços, para 5%, mas ainda contrasta com o de 0,3% da Europa Ocidental. Mais de 250 ugandenses são infectados todos os dias.
A história dos hebreus em Uganda remonta há milhares de anos.

"Há uma tradição de 33 reis, e uma linha legendária que remonta ao rei Davi. É uma história de orgulho. As lendas falam do povo ugandense e sua trajetória seguindo o curso do Rio Nilo, no decorrer dos séculos, subjugando todas as tribos dos países por eles atravessados."Hermann Norden, White and Black in East Africa, Boston, 1924, p. 248.
De acordo com a tradição e reforçando as observações do autor do livro, o fundador da Comunidade hebraica em Uganda (Abayudaya), Semei Kakungulu era realmente um descendente do Rei David e da tribo de Judá.
Semei Kakungulu nasceu em 1889 e faleceu em 1928, poderoso guerreiro e estadista do povo Baganda. Em 1880 foi convertido ao cristianismo por um missionário protestante o qual lhe ensinou a ler a bíblia em swalli o qual discordou pouco tempo depois das práticas nocivas do cristianismo europeu. No início dos anos 1900, um desencanto lento, mas contínuo mútuo surgiu entre Kakungulu e os britânicos. Em 1913, tornou-se cristão malaquita. Este foi um movimento descrito pelos britânicos como um "culto", que foi "uma mistura de Judaísmo, Cristianismo e Christian Science". Muitos dos que aderiram à religião de Malaki onde Kakungulu estava no controle foram Baganda.
Embora ainda um malaquita, Kakungulu chegou à conclusão de que os missionários cristãos não estavam lendo a Bíblia corretamente. Ele ressaltou que os europeus ignoravam o sábado real, e guardavam o domingo. Como prova, ele citou o fato de que Yahoshua foi enterrado na sexta-feira anterior ao sábado, e que sua mãe e seus discípulos não visitaram o túmulo no dia seguinte porque era o sábado, mas esperou até domingo.
Em 1919, Kakungulu circuncidou seus filhos e de si mesmo e declarou que a sua comunidade era da tribo de Judá, fugiu para o pé do monte Elgon e se estabeleceu em um lugar chamado Gangama onde começou um grupo separatista conhecido como Kibina Kya Bayudaya Absesiga Katonda (Comunidade dos judeus que confiam no Senhor). Os britânicos ficaram enfurecidos com essa ação e que efetivamente cortados todos os laços com ele e seus seguidores.
Abayudaya significa: Filhos de Judá, e vivem em uma área remota ao leste de Uganda com práticas milenares as quais estão sendo modificadas paulatinamente com a presença dos askenazis.
Ugandan Jews getten down (Oseh Shalom)


Vivem com uma prática rigorosa das leis do Tanach (Leis, profetas e escritos). Sua população é estimada em cerca de 1.100 pessoas, já foram 3.000, antes das perseguições do regime de Idi Amin Dada; Mesmo durante o regime quando sinagogas foram fechadas e as orações tinham de ser mantido em segredo, cerca de 80-90% da comunidade Abayudaya foi convertida ao cristianismo e ao Islã em face da perseguição religiosa o povo Abayudaya não abandonou suas crenças. Como os seus vizinhos, eles são agricultores de subsistência. A maioria Abayudaya é de origem Bagwere, exceto para os de Namutumba que são Basoga. Eles falam Luganda, lusoga ou Lugwere, alguns falam hebraico.
Em 2003, JJ Keki, um membro da comunidade Abayudaya, criou uma cooperativa de produtores de café na região, incluindo não só os produtores de sua comunidade, mas os produtores de café, cristão e muçulmano.

Praticam uma dieta seguindo os ensinamentos dos ancestrais e com abstinência da carne de porco.

Há diversos projetos educacionais e na foto abaixo vemos uma escola homenageando Semei Kakungulu.

Schools of the Abayudaya


A comunidade vem aumentando a uma taxa constante. Eram apenas 300 pessoas no momento da queda de Idi Amin. O povo Abayudaya têm crescido e os seus ensinamentos transmitidos de geração em geração.

Infelizmente a presença askenazi dos USA e Israel tem aumentado e influenciado a comunidade com o poder do dinheiro, este apoio humanitário e político tem ajudando a suprir as necessidades que passam esta comunidade, o resultado foi à conversão ao judaísmo conservador.
Os askenazis que não são semitas, e sim caucasianos, afirmam que a comunidade Abayudaya é de novos conversos e não tem sangue dos hebreus, ignorando uma tradição de 33 reis, e uma linha legendária que remonta ao rei Davi e a migração em diferentes momentos de diversos grupos de hebreus para regiões africanas. O povo Abayudaya inicialmente praticava uma forma de mosaismo bíblico, praticando inclusive o sacrifício de animais, entre outros costumes. No entanto, como a comunidade aumentou as suas relações e interações com comunidades judaicas, nomeadamente nos Estados Unidos e Israel, a sua filosofia religiosa e os costumes mudaram para o judaísmo normativo.

Nós, hebreus-israelitas, sabemos que isso faz parte das profecias, e os askenazis que fundaram o judaísmo e se apropriaram da nossa verdadeira identidade, precisam dos verdadeiros hebreus abençoados com a melanina, pois eles sabem que não são hebreus, mas europeus. Oremos a Yah para que muito em breve estes irmãos e irmãs de Abayudaya saiam do laço do passarinheiro.

Abayudaya - We Are Happy

4 comentários:

Anônimo disse...

SERÁ QUE ESTA INCURSÃO DE BRANCOS NA AFRICA, COM UM CORTE JUDAICO É PARA DESCARACTERIZAR OS ANTIGOS HEBREUS? E PASSAREM A CUMPRIR O RITO ASKENAZI?

http://www.raisingmalawi.org/

Fábio disse...

Interessante o blog hein..estão de parabéns, quando der visitem meu blog www.ecosdotelecoteco.blogspot.com . Sucesso à todos..

MAGUEBI disse...

Essas informações de força identidade e a busca de nossas raizes seriam o que ha de melhor para nossas criaças estudarem , na lei da história da Africa ,sera por que ainda estamos com dificudade para revelar tanta informação ? espero que um dia meus irmão e irmãs tenham a oportunidade de conhecer nossas verdade . veleu , mais uma vez

Diogo ! disse...

Me informando mais sobre os " judeus negros " caí aqui em seu blog. Sei que aproximadamente 47% da África é mulçumana.

Quantos milhares (ou milhões ?!) praticam o judaísmo ?

Gostaria muito que me ajudasse
Diogo Santos
caxias.diogo@hotmail.com

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