segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

ESCOLAS MAIS EFICIENTES DO EUROCENTRISMO
















     Walter Passos - Historiador

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As escolas mais eficientes do eurocentrismo são a Escola Bíblica Dominical (evangélicas) e a Escola de Catequese (católicas). As crianças indígenas e africanas (pretos no planeta) aprendem a odiar e demonizar as suas culturas e ancestralidades. Quando adultos tornam-se arautos e defensores do branqueamento, uma arma mortal do cristianismo contra as tradições ancestres dos seus pais.

O interessante é que se apropriam de um texto africano dos hebreus. Escrito para a realidade dos hebreus como manutenção cultural e deturpam para escravizar mentes de descendentes de civilizações primevas. 
Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele. Provérbios 22: 6



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

TINHA QUE SER PRETA












Walter Passos - Historiador

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Com certeza,
Tinha que ser preta
Para ser tão íntegra,
Adorada,
Inteligente,
Charmosa,
Poderosa,
Gente da gente!

Tinha que ser preta
Para exalar tanta boniteza!

Tinha que ser preta...

terça-feira, 21 de abril de 2015

REENCONTRO DO AMOR












Walter Passos - Historiador
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Sexta-feira, outono, um dia fresco. Algumas folhas secas voam ao vento. Outras folhas farfalham revelando segredos. Outras renascem. O outono é o mês do renascimento e revivências.

No auditório de ar-condicionado, engenheiros, técnicos, jornalistas e interessados aguardam o início de um workshop sobre tecnologia digital que durará dois dias. A oficina promete.

Repentinamente ao olhar para as poltronas da fileira atrás, fulano fica surpreso e sem voz. Borboletas revoam em seu estômago. Um amigo da infância, que há décadas não sabia notícia, estava sentado e o olhando como estivesse vendo uma miragem.

Em uma peça pregada pelo destino os dois homens se encontram.

Haverá muito que prosear. Eles irão relembrar nestes dois dias de seminário, fatos que marcaram as vidas e acreditavam que nunca mais seriam comentadas.

Já havia passado trinta e oito anos. Nasceram no mesmo ano e no mesmo mês. Três dias de diferença.  São do signo de Peixes. Atualmente, possuem quarenta e nove anos de idade. Fora muito tempo sem notícias. De choros e tristezas pela separação forçada, da amizade violentamente proibida entre os dois meninos. 

Nasceram e foram criados em um bairro da chamada periferia, pobres e pretos. Vizinhos e colegas da mesma classe escolar. Torcedores do Leão da Barra (Vitória). Entristeciam-se quando o time do coração perdia. Parceiros em tudo. Mas, havia uma diferença que separava as famílias: a religião. Uma seguidora de uma igreja renovada (pentecostal) era totalmente contraria a bela amizade que aflorava dia a dia entre as crianças. A outra criança era de uma família de religião de matriz africana. Duas famílias pretas separadas pela convicção religiosa. Como diziam os meus antigos:  cada qual no seu cada qual.

Longe das repressões familiares, os amigos se encontravam e brincavam de bola de gude, pião, babá (futebol), arraia, picula, pega ladrão e outras brincadeiras de menino que raramente são conhecidas pelas crianças de hoje.

Júnior, de baixa estatura, gordinho, um dos nossos personagens era um menino introvertido. Falava pouco, meio caladão e desconfiado. Sentia-se a vontade quando chegava Carlão, o outro personagem, um menino precoce, de uma estatura considerável e forte por isso o superlativo: Carlão. Alegre e de boa conversa.

Quando os outros meninos chamavam Júnior de “Mariquinha” por ele se recusar a participar de certos tipos de brincadeiras, era o mesmo que procurar briga com Carlão.

Certo dia, no final de tarde,  Júnior e Carlão se tocaram, fato ocorrido, no esconderijo de uma casa abandonada no final do beco. Local onde se masturbavam olhando as revistas proibidas pelos adultos.
Caro ledor e ledora estão a se perguntar:

- O que tem de mais duas crianças amigas se tocarem?

Eu respondo:

- Não foi um toque simples, há mais coisas que terão que ser reveladas. Esse fato repercutiu violentamente entre as famílias.

Voltando à casa abandonada.

Era época de festas juninas e os meninos da rua resolveram realizar um casamento caipira. Era uma brincadeira de meninos. Foi sugerido que Carlão fosse o noivo e Júnior a noiva. Interessante é que eles gostarão da ideia e aceitaram participar da brincadeira, com padre e tudo. Tinham entre dez  ou onze anos de idade. O casório foi realizado e houve “lua de mel” entre os meninos. No dizer da meninada: o troca-troca.

Júnior foi duramente espancado pelo pai, um homem preto, obeso, crente renovado, que disse que o filho, estava com pomba-gira.  Coitado de Juninho. Apanhou de cinturão para se livrar do “encosto sodomita”, conforme o seu pai. A sua mãe chorava e orava para que o seu filho não entrasse no caminho da perdição.

Carlão, disse em casa que era mentira. O pai dele disse que não gostava de conversa fiada e fofoca de vizinhos e se o filho “comeu” ou “deu”, o problema era dele. E mandou todo mundo para aquele lugar. As pessoas diziam que ele era de macumba (nome dado erroneamente a praticante de religiões de matrizes africanas). A mãe de Carlão disse que tinha mais o que fazer.

Na outra semana, depois de ficar trancado em casa, a família de Júnior muda de residência e nenhum vizinho soube do paradeiro. Inclusive mudaram de igreja. Disseram que se mudaram para outra cidade.

Trinta e oito se passaram,  Carlão olha para trás e vê Júnior. O coração de Carlão dispara e o de Júnior acelera. Levantam e se abraçam lacrimejando.

- Há quanto tempo, Juninho! Por que nunca mais deu noticias?

- Eu fui proibido, Carlão!

E conversaram. Falaram da vida. Júnior estava casado e com filhos.  Riram porque gostavam de tecnologia digital. Júnior era oficial de uma grande igreja. Carlão tinha um cargo importante em sua religião de matriz africana. Continuava solteirão e disse:

- Ainda vivo de aventuras...

Resolveram se hospedar juntos no mesmo hotel para papearem, havia tanto tempo afastados.

À noite, no quarto, depois de muita conversa deixaram todos os conceitos e preconceitos de lado. Resolveram dormir de cochinha e se amaram.


sábado, 10 de janeiro de 2015

BRIGA DE MARIDO E MULHER ORIXÁ METE A COLHER.



Walter Passos - Historiador
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Salvador é a terra do preto doutô, das mais formosas  pretas faceiras, das belas praias, de Itapuã a Ribeira, do Pelourinho e de um povo bonito e festeiro. Dos terreiros e candomblés. Salvador é a terra do asè.

Salvador é uma terra contraditória, sendo extremamente machista e dominada pelo poder matriarcal nos mais importantes candomblés. Daqueles, inclusive, há alguns que ainda hoje é vedada aos homens a iniciação. Não há Yaô do sexo masculino para manifestar as energias da natureza.

Sendo uma população machista, a violência contra a mulher é manifestada pelos adeptos de todas as manifestações religiosas, inclusive entre os seguidores das religiões de matrizes africanas. Fatos esses que não deveriam ocorrer por causa dos ensinamentos de estabilidade e respeito entre os gêneros.

Contam os mais antigos que nessa bela cidade preta, viveu um ogã, mulherengo, não podia ver os rabos de saia que ia com o seu “bico doce” dá uma cantada.

Gabava-se de a sua companheira ser uma mulher delicada, serena, sensual, atenciosa, de um sorriso doce e eximia cozinheira, filha da Dona da Panela e das Águas Doces.
Oxossi é um orixá que gosta de festejos, o seu paó não é em segredo, é com festas, muita comilança e foguetório.

O nosso Ogã, sendo um devoto do Grande Caçador, soltava os mais potentes foguetes na festa de Odé. Era só sorrisos, vestido de branco. Só Alegrias e foguetes. Há anos ele fazia isso e sabia que o Orixá aprovava a sua homenagem.


Em uma das festas, o ogã queimava os foguetes e um deles explodiu em suas mãos. O grito de dor atravessou Salvador e o impacto da explosão fora tão forte...

As perguntas começaram:

- O que houve?

- O que a comunidade fez?

A respeitadíssima Iakekerê exclamou:

- Será que o meu pai não gostou da festa?
                                  
Enquanto as indagações continuaram, a festa reiniciou e foi dado socorro médico ao afamado ogã que teve os quatro dedos da mão amputados pela explosão do foguete.
Ninguém é bobo. Dias depois, consultaram no jogo de búzios o motivo da explosão do foguete nas mãos do Ogã mais considerado da roça.

A resposta de Oxossi foi direta e incisiva:

- Diga a “fulano de tal” que nunca mais ele levantará as mãos pra agredir mulher alguma, principalmente em sua esposa, a filha de Oxum.

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Conversa De PRETO -

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A VINGANÇA DO PRETO GARANHÃO

Walter Passos - Historiador
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Papeando com um amigo em um bar, no Pelourinho, sobre o racismo conseguimos chegar a conclusões bem parecidas a respeito dos retrocessos e avanços da população preta no Brasil. O meu amigo é um homem “bem estudado” como diziam os meus antigos, cursou faculdade, pós-graduado, vida financeira bem estabilizada, possui casa de veraneio em uma boa praia do litoral baiano, carro do ano e uma família preta. Uma bela esposa da cor de ébano.


O meu amigo é um preto bonito, já quarentão, filho de Xangô com Osun, se orgulha da ascendência Yoruba. Como bom filho de Xangô é um exímio conquistador dos rabos-de-saia como gosta de afirmar e diz que tem a doçura de Oxum que encantas as mulheres.

Conversa vem e conversa vai. Conversamos sobre as pretas bonitas, as rainhas do universo, e ele sorria feliz e disse-me:

- Nada mais belo que uma mulher preta. É a minha preferida!

- "Há outras preferências?". Retruquei:

- "Sim!". Afirmou.

Explique meu brother, pedi estarrecido. Interessado em entender o que um homem preto de mais de 1.90m de altura entendia por “outras preferidas”. Quando o olhei nos olhos, o vi olhar de soslaio, sorria no canto da boca para a mesa ao lado, e duas loiras com “flertes secos“ sorriam para a nossa mesa.

Disse:

- Entendi meu amigo! Não concordo contigo!

Então, ele falou com uma cara descarada:

- É vingança, meu preto!

Quase me engasgo com a roska de umbu-cajá. Olhei abismado e indaguei à meia-voz:

- Namorar mulher branca é vingança?

Ele respondeu empafioso e energicamente:

- Com certeza, meu brother! Vingo o que as pretas sofreram na escravidão. Os abusos, a humilhação. Tudo de ruim. Quando eu “pego” uma mulher branca eu escancaro. Faço barba, cabelo e cavanhaque. A minha vingança maligna. Boto pra lá! Afirmava prazeroso.

Continuou dizendo:

- Você, um preto até bem afeiçoado, devia também se vingar.  Conheço muitos pretos do movimento negro que também são guerreiros vingativos. Botam pra lá!

Olhei seriamente e disse:

- Irmão, cada um inventa o que quer e não vai ser por isso que vamos deixar de ser amigos. Vá se vingar! Eu vou descer o Pelô, irei à roda de samba apreciar mulheres que eu não vá me vingar. As belezas das descendentes das terras d’alem mar.

O que você acha dessa vingança? Dê a sua opinião.




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PARADISE LOVE – PROSTITUIÇÃO MASCULINA NO QUÊNIA

 
Walter Passos - Historiador
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Quando falamos em turismo sexual temos a concepção de exploração do gênero feminino em diversas faixas etárias, especialmente nos países das Américas, África e Ásia.

A exploração e os abusos sexuais dos africanos e seus descendentes, infelizmente, foram e são práticas constantes no continente africano e nos países americanos. As relações sexuais forçadas ocorreram em diversas faixas etárias, praticados por senhores de escravizados, escravizados reprodutores, padres e todos os que detinham algum poder no sistema produtivo escravagista.  As mulheres e as meninas foram as maiores vítimas desses monstros da escravidão.

Chama a atenção também o abuso sexual de meninos escravizados e, não podemos esquecer que homens também eram usados sexualmente por senhoras de escravizados, fatos esses pouco comentados na historiografia, mas, citados na oralidade.

Nos dias atuais, ao falarmos de turismo sexual na África pensamos imediatamente na prostituição feminina, na facilidade imposta pela pobreza da necessidade da venda de sexo por preços baratíssimos a turistas europeus. Mas, o que chama a atenção é a prostituição masculina de jovens africanos que se tornaram alvos preferenciais de mulheres europeias quinquagenárias que não conseguem parceiros sexuais em seus países e descobriram que o dinheiro possibilita a compra de favores sexuais na África de homens muito mais jovens.



Essa realidade tornou-se o filme Paradise: Love (alemão - Paradies: Liebe) lançado em 2012 pelo cineasta alemão Ulrich Seidl e sua esposa Veronika Franz, estrelado por Margarethe Tiesel como Teresa, uma mulher austríaca considerada gorda pela beleza eurocêntrica e Peter Kazungu, um belo e formoso jovem preto, como Munga.

A película expõe o encontro de dois mundos, o mundo branco europeu e o mundo preto africano, com suas nuances de sexualidade sem a ideia propagada do amor interracial. O que a personagem Teresa e outras mulheres europeias procuram nas praias do Quênia é o sexo fácil oferecido por diversos jovens que as chamam de “sugar mamas”.


O amor é representado pela opressão racial e social dos jovens africanos que se submetem por dinheiro às mulheres rejeitadas nos seus próprios países e chamadas falsamente de “belas” por causa do dinheiro que possuem e usam para comprar “o amor”. Elas escolhem com quem ficar.


No filme, ocorre que os jovens africanos sabem da necessidade sexual das europeias e as exploram financeiramente.  Mas, se submetem a todos as vontades e taras, sendo considerados objetos para uso e abuso.


Vocês devem assistir ao filme no link abaixo e iremos abrir uma discussão sobre o assunto.

Paradies












terça-feira, 26 de agosto de 2014

POVO MANGBETU – LIPOMBO


Walter Passos - Historiador
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Localizado na província Oriental, região nordeste da República Democrática do Congo, a área Mangbetu é uma floresta e savana. A economia é uma junção de agricultura, criação de pequenos animais, caça, pesca e coleta. As culturas de rendimento têm incluído o óleo de palma, café, amendoim, arroz, banana e milho.
O povo mangbetu é conhecido pela peculiaridade do alongamento do crânio, técnica denominada de lipombo.
O limpombo foi uma técnica utilizada nas sociedades Maia e de Kemet (Antigo Egito), inclusive pela Rainha Nefertiti e o Faraó Tutancâmon.
 

As cabeças dos bebês eram envoltas com um pano, a fim de dar-lhes esta aparência aerodinâmica. Com a presença do cristianismo e a ocidentalização essa prática foi fortemente abalada a partir dos anos de 1950.


A diva Nina Simone abalou os padrões eurocêntricos usando o penteado mangbetu:

Os Mangbetu praticavam a escarificação:
Os europeus cristãos para saquear e cometer genocídios contra as populações africanas inventaram mentiras, é uma delas foi que o povo Mangbetu era canibal.

Os Mangbetu são conhecidos por sua arte altamente desenvolvida, sobretudo em Marfim e pela sua rica musicalidade.Uma harpa foi vendida por mais de US$ 100.000. Musicólogos também procuram os Mangbetus para fazer gravações de vídeo e áudios das suas belíssimas músicas.

KUNDI HARP; OLD RECORDING FROM CONGO, AFRIKA (1952)

Medalha da década de 1927, da coleção Dupont de Marcel Rau, representando uma mulher Magbetu.



Continua no próximo artigo.

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domingo, 3 de agosto de 2014

LIVRO: PERFUME DE MELANINA


Adquira o seu livro autografado e ganhe um DVD de brinde com 24 poemas declamados.

Valor: R$ 15,00 (quinze reais). Envio grátis.
Forma de Pagamento: Depósito em Conta ou Transferência Bancária.

Banco: Bradesco
Nome: Walter de Oliveira Passos
Agência: 3602
Conta Poupança: 1895-3

Encaminhar comprovante e endereço para o e-mail perfumemelanina@gmail.com



Confira as Interpretações Poéticas no dia do lançamento:

Perfume de Melanina - Interpretações Poéticas - Parte I 


Perfume de Melanina - Interpretações Poéticas - Parte II



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domingo, 27 de julho de 2014

AS CANTIGAS DE NINAR AFRICANAS


Walter Passos - Historiador
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As cantigas de ninar ficam impregnadas nas nossas mentes e todas as pessoas ao carregarem um bebê, ou uma criança de tenra idade, pensam nas antigas canções. Quantos de nós somos levados pelas circunstâncias a entoar uma canção para ninar um bebê ou uma criança de colo?
As mulheres possuem mais “jeito” para lidar com esse grande desafio. Assevera a maioria dos homens. 
Colocar um bebê ou uma criança de colo para adormecer não é função para qualquer homem, torna-se necessário a arte de “ninar” , que é acompanhada por antigas cantigas repassadas pelas ancestrais.
Até hoje, são repetidas canções de ninar carregadas de estereótipos, de preconceitos, de preceitos morais ocidentais, amedrontamento e terrorismos nas crianças pretas. Considero-as canções de ninar da escravidão, formulada nas Casas Grandes para que nos tivéssemos medo de nós mesmos e dos nossos.

As canções de ninar cantadas pelas descendentes de africanos escravizados pela mais violenta e sangrenta guerra da história mundial, estimulam nas crianças um mundo fantasioso branco e os dá uma concepção conforme os desejos do opressor: do mundo preto é feio e impuro; do Boi da Cara Preta pega crianças; do Saci aleijado e viciado em tabaco, criando nas mentes infantis a autorrejeição da sua tez melaninada.
  
Por outro lado, é ensinado pelas famílias pretas o mundo “branco puro e bonito das falsas histórias de contos de fadas”, que posteriormente substituem as canções de ninar de personagens pretas assustadoras e ruins.

Observem que este grupo de reggae repete a ideologia branca do Boi da Cara Preta:

Boi da Cara Preta ~ Ritmo "Reggae"

Evidente que as canções de ninar para as crianças pretas deveriam surgir das suas experiências históricas e ancestralidade.

Quais as canções de ninar que as africanas trouxeram consigo?
Quais as canções de ninar cantadas nas senzalas e quilombos?
A grande pergunta: como são as canções de ninar na África?

Nessa viagem pelo mundo virtual encontrei músicas africanas maravilhosas de ninar e as compartilho para uma futura discussão.

SONGS FROM THE BAOBAB (AFRICAN LULLABIES AND NURSERY RHYMES)

AFRICA IS A BEAUTIFUL LULLABY



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quarta-feira, 23 de julho de 2014

QUILOMBO DO AMOR E QUATRO ELEMENTOS



Walter Passos - Historiador
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Walter Passos é escritor, poeta e historiador, no dia 30 de julho lançará, no Forte Santo Antônio além do Carmo- Salvador/Bahia, o livro Perfume de Melanina.
Conheça alguns poemas de Walter Passos:

 QUATRO ELEMENTOS -   Interpretação de Thaty Meneses



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Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias