quinta-feira, 26 de maio de 2016

I SEMANA PAN-AFRICANA EM VITÓRIA - ÁFRICA E DIÁSPORA AFRICANA

Programação Completa Dia 01 de Junho – Quarta-Feira Evento.png
08h15 - Credenciamento
09h00 – Abertura Solene  
Local: Auditório do IC II - Ufes


09h30 às 12h00
Tema I – Historiografia dos Povos Africanos


Convidado  -  Profº Drº Henrique Cunha,  Universidade Federal do Ceará (1994).
“Origem dos Povos Bantus, Migrações e Ocupação do Continente Africano.”


Convidado - Pedro Matos, Doutorando em Relações Internacionais PUC/MG “Desafios das Realidades Africanas ao Conceito de Estado Moderno.”


Convidado  -  Profº Drº Jair Silva, UFES
“A Importância da Formação dos Profissionais Africanos Pelo Programa Estudante Convênio de Graduação e de Pós-Graduação (PEC-G e PEC-PG) para o Desenvolvimento das Nações Africanas.”


Intervalo para o almoço – 12h00-14:00


14h00 às 16h00
Tema II – Educação Afrocentrada
Moderadora - Sarita Faustino


Convidada - Profª Drª Jurema de Oliveira, UFES/Nafricab
“A Literatura Africana de Língua Portuguesa”


Convidado  - Profº Drº Jorge Nascimento, UFES/PPGL
           “Racismo, violência e resistência na literatura contemporânea e na música popular”


Lançamento: Programa Afroeducacional ‘Eskurecendu’ com Nicodemus N’djungu


16h00 - Coffee Break


16h15 às 19h00 – Minicursos e Oficinas
Minicursos (16h15 às 17h00)
Yorubá
Por: Abdou Malik Abdou
Local: sala 04 do IC IV
Kriol de Guiné-Bissau
Por: Hodair Brandão
Local: sala 05 do IC IV

Oficinas  de Capoeira (17h00 às 19h00)
Por: Rofer Neves
Local: Ao lado da Biblioteca Central
Oficina de Abayomi (bonecas de pano)
Por: Leila Silva
Local:Elefante Branco


19h15 às 20h00
Tema III – Ações Afirmativas
Moderadora: Mirts Sants


Convidado – Profº Drº Sérgio Pereira dos Santos
“Branquidade, relações raciais e autodeclaração: conveniências e conflitos no Brasil”


Convidado – Profº Drº Amauri Mendes Pereira
“Ações Afirmativas enquanto políticas públicas em seus diversos aspectos”


Dia 02 de Junho – Quinta-Feira
Local: Auditório do IC II - Ufes


10h00 às 20h00
Tema I - Patrimônio Digital e Informação: tradição, cultura e diversidade na Diáspora Africana
Convidado – Profº Akim Olori de Ogum ‘PC’, Centro Cultural Coco De Umbigada: Projeto NUFAC / Nucleo Olinda - PE
Game Afrobrasileiro  ‘Contos de Ifá’

Tema II – Kilombos, Resistência e Direito às Terras
Moderadora: Patrícia Rufino


Convidada Profª Olindina Serafim, São Mateus - ES
“Diretrizes Curriculares para a Educação Escolar Quilombola”


Convidado –  Arilson Ventura, Coordenador Nacional e Estadual da Conaq “Políticas Governamentais de Titulação dos Territórios Quilombolas do Espírito Santo”


Convidada Kátia Penha, Integrante da Coordenação Estadual dos Quilombos do ES: “Povos Quilombolas e Direito às Terras: Desafios e Conquistas”


15h00 às 16h00
Tema III – Mulherismo Africana e Mulher Preta no Enfrentamento ao Racismo
Moderadora: Eliane Quintiliano


Convidada – Gilza Marques, Pan-africanista e ativista do Movimento Reaja ou Será Morta(o).  
Introdução ao Mulherismo Africana”


ConvidadaSônia Rodrigues Penha, Psicóloga e psicanalista integrante do Grupo Raiz Forte e militante do Movimento de Mulheres Negras Capixaba.
“Psicologia Afrocentrada: O Impacto dos Traumas Raciais na Vida das Mulheres Pretas”


16h00 - Coffee Break


16h15 às 19h00 – Minicursos e Oficinas
Minicursos (16h15 às 17h00)
Lingala
Por: Alfred Dango
Local:sala 04 do IC IV
Afrocentricidade
Por: Gabriel Swahili,Doutorando pela UFBA e membro da Afrocentricidade Internacional
Local:sala 27 do IC IV


Oficinas (17h00 às 19h00)
Oficina Duafe (tranças,turbantes,maquiagem,pinturas e cuidados)
Por: Drusille Fagnibo
Local:Cantina do Onofre
Oficina de Dança e Corporeidade (Kuduro,Decalé,Azonto e Gumbé)
Por: Adey Ikaro
Local: Cantina do Onofre


19h15 às 20h00
Tema IV – O Pan-africanismo no Brasil
Moderador - Guiné Ribeiro


Convidado - Hamilton Onirê Borges, Pan-africanista e Ativista do Movimento Reaja ou Será Morta(o).
“Pan-africanismo e a luta de Base Comunitária”


Dia 03 de Junho – Sexta-Feira
08h00 às 14h00
Local: Mucane, Centro de Vitória


08h30 às 10h00
Tema I -  Cinema Africano e o Cinema Negro
Moderadora:  Gabriela Santos
Convidado - Adriano Monteiro, Mestrando em Comunicação da UFES.
“O Cinema Negro e o Movimento Afrofuturísta”


Convidado - Dr. Adama Onédraogo, Cineasta Pan-africano
“História do FESPACO e Desafios Encarrados nas Produções Cinematográficas Antirracistas”


10h00 às 12h00
Tema II - Diáspora Africana nas Antigas Colônias Espanholas
Moderador(a): Vitor Taveira


Convidado - Maurício Alejandro, Doutorando em História pela Ufes e antropólogo com experiência em estudos latinoamericanos:


Convidado - Manuel R. Alfonso Sánchez, Doutorando em Engenharia Elétrica do Programa Pós-Graduação pela Ufes
“El movimiento negro y la diaspora africana en Colombia”


Convidado - Yordan Lopez, Médico Geral
“Os Afrocubanos”


14h00 às 15h00
Tema I – Contribuições Culturais Africanas Para o Mundo
Moderador(a):


Convidado – Walter de Oliveira Passos, Professor e Escritor
“Conhecimentos Africanos como Valores de Preservação da ancestralidade, Resgate e Afirmação da Identidade Preta”


15h00 às 16h00
Tema II – Afroemprendimento e Fomentação da Economia Preta no Cenário Nacional
Moderador(a):


Convidada – Ana Paula Tongo, Empresária  
“Mulheres Negras Emprendedoras: Afroemprendimento e Participação Ativa na Militância Antirracista”


Convidado – Profº Akim Olori de Ogum PC
"Centro Cultural Coco De Umbigada : Game Afro brasileiro  Contos de Ifa - Projeto NUFAC / Nucleo Olinda - PE


Convidado – Flávio Tongo, Empresário
“Empresário Negro e Ações Afirmativas: oportunidades e desafios”


16h00 - Coffee Break
16h15 às 19h00
Minicursos e Oficinas
Minicursos (16h15 à 17h00)
Kicongo
Por: Billy Bantu
Local: Mucane
Kriol de Cabo Verde
Por: Beatriz Batalha
Local: Mucane


Oficinas (17h00 à 19h00)
Vivência das danças de Cabo Verde (Zouk, Funaná, Batuque)
Por: Priscilla Rocha e Celsa Tavares
Local: Mucane


Percussão e Rítmos
Por: Renato Santos
Local: Mucane

19h15 às 20h00
Tema III –  As Demandas, Organizações e Perspectivas Afirmativas do Povo Preto


Convidada – Miriam Cardoso, Militante do Movimento Negro Capixaba
“Histórico e Desafios do Movimento Negro e a Questão de Gênero”.


Convidado - Luiz Carlos Oliveira, Coordenador Geral da CECUN, Militante do Movimento Negro Capixaba
“Panorama da Luta e Organização do  Movimento Negro.”


Dia 04 de Junho – Sábado
07h30 às 12h00
Torneio Pan-Africano “Henry Sylvester Williams”
Local: Quadra poliesportiva de Bairro República
Endereço: Av. Presidente Costa e Silva, SN, Bairro República, Vitória, ES, Brasil


15h00 às 22h00
Confraternização das Áfrikas
Local: Adufes

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

ESCOLAS MAIS EFICIENTES DO EUROCENTRISMO
















     Walter Passos - Historiador

Skype: lindoebano
 Facebook: Walter Passos

As escolas mais eficientes do eurocentrismo são a Escola Bíblica Dominical (evangélicas) e a Escola de Catequese (católicas). As crianças indígenas e africanas (pretos no planeta) aprendem a odiar e demonizar as suas culturas e ancestralidades. Quando adultos tornam-se arautos e defensores do branqueamento, uma arma mortal do cristianismo contra as tradições ancestres dos seus pais.

O interessante é que se apropriam de um texto africano dos hebreus. Escrito para a realidade dos hebreus como manutenção cultural e deturpam para escravizar mentes de descendentes de civilizações primevas. 
Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele. Provérbios 22: 6



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

TINHA QUE SER PRETA












Walter Passos - Historiador

Skype: lindoebano
 Facebook: Walter Passos






Com certeza,
Tinha que ser preta
Para ser tão íntegra,
Adorada,
Inteligente,
Charmosa,
Poderosa,
Gente da gente!

Tinha que ser preta
Para exalar tanta boniteza!

Tinha que ser preta...

terça-feira, 21 de abril de 2015

REENCONTRO DO AMOR












Walter Passos - Historiador
Skype: lindoebano
 Facebook: Walter Passos

Sexta-feira, outono, um dia fresco. Algumas folhas secas voam ao vento. Outras folhas farfalham revelando segredos. Outras renascem. O outono é o mês do renascimento e revivências.

No auditório de ar-condicionado, engenheiros, técnicos, jornalistas e interessados aguardam o início de um workshop sobre tecnologia digital que durará dois dias. A oficina promete.

Repentinamente ao olhar para as poltronas da fileira atrás, fulano fica surpreso e sem voz. Borboletas revoam em seu estômago. Um amigo da infância, que há décadas não sabia notícia, estava sentado e o olhando como estivesse vendo uma miragem.

Em uma peça pregada pelo destino os dois homens se encontram.

Haverá muito que prosear. Eles irão relembrar nestes dois dias de seminário, fatos que marcaram as vidas e acreditavam que nunca mais seriam comentadas.

Já havia passado trinta e oito anos. Nasceram no mesmo ano e no mesmo mês. Três dias de diferença.  São do signo de Peixes. Atualmente, possuem quarenta e nove anos de idade. Fora muito tempo sem notícias. De choros e tristezas pela separação forçada, da amizade violentamente proibida entre os dois meninos. 

Nasceram e foram criados em um bairro da chamada periferia, pobres e pretos. Vizinhos e colegas da mesma classe escolar. Torcedores do Leão da Barra (Vitória). Entristeciam-se quando o time do coração perdia. Parceiros em tudo. Mas, havia uma diferença que separava as famílias: a religião. Uma seguidora de uma igreja renovada (pentecostal) era totalmente contraria a bela amizade que aflorava dia a dia entre as crianças. A outra criança era de uma família de religião de matriz africana. Duas famílias pretas separadas pela convicção religiosa. Como diziam os meus antigos:  cada qual no seu cada qual.

Longe das repressões familiares, os amigos se encontravam e brincavam de bola de gude, pião, babá (futebol), arraia, picula, pega ladrão e outras brincadeiras de menino que raramente são conhecidas pelas crianças de hoje.

Júnior, de baixa estatura, gordinho, um dos nossos personagens era um menino introvertido. Falava pouco, meio caladão e desconfiado. Sentia-se a vontade quando chegava Carlão, o outro personagem, um menino precoce, de uma estatura considerável e forte por isso o superlativo: Carlão. Alegre e de boa conversa.

Quando os outros meninos chamavam Júnior de “Mariquinha” por ele se recusar a participar de certos tipos de brincadeiras, era o mesmo que procurar briga com Carlão.

Certo dia, no final de tarde,  Júnior e Carlão se tocaram, fato ocorrido, no esconderijo de uma casa abandonada no final do beco. Local onde se masturbavam olhando as revistas proibidas pelos adultos.
Caro ledor e ledora estão a se perguntar:

- O que tem de mais duas crianças amigas se tocarem?

Eu respondo:

- Não foi um toque simples, há mais coisas que terão que ser reveladas. Esse fato repercutiu violentamente entre as famílias.

Voltando à casa abandonada.

Era época de festas juninas e os meninos da rua resolveram realizar um casamento caipira. Era uma brincadeira de meninos. Foi sugerido que Carlão fosse o noivo e Júnior a noiva. Interessante é que eles gostarão da ideia e aceitaram participar da brincadeira, com padre e tudo. Tinham entre dez  ou onze anos de idade. O casório foi realizado e houve “lua de mel” entre os meninos. No dizer da meninada: o troca-troca.

Júnior foi duramente espancado pelo pai, um homem preto, obeso, crente renovado, que disse que o filho, estava com pomba-gira.  Coitado de Juninho. Apanhou de cinturão para se livrar do “encosto sodomita”, conforme o seu pai. A sua mãe chorava e orava para que o seu filho não entrasse no caminho da perdição.

Carlão, disse em casa que era mentira. O pai dele disse que não gostava de conversa fiada e fofoca de vizinhos e se o filho “comeu” ou “deu”, o problema era dele. E mandou todo mundo para aquele lugar. As pessoas diziam que ele era de macumba (nome dado erroneamente a praticante de religiões de matrizes africanas). A mãe de Carlão disse que tinha mais o que fazer.

Na outra semana, depois de ficar trancado em casa, a família de Júnior muda de residência e nenhum vizinho soube do paradeiro. Inclusive mudaram de igreja. Disseram que se mudaram para outra cidade.

Trinta e oito se passaram,  Carlão olha para trás e vê Júnior. O coração de Carlão dispara e o de Júnior acelera. Levantam e se abraçam lacrimejando.

- Há quanto tempo, Juninho! Por que nunca mais deu noticias?

- Eu fui proibido, Carlão!

E conversaram. Falaram da vida. Júnior estava casado e com filhos.  Riram porque gostavam de tecnologia digital. Júnior era oficial de uma grande igreja. Carlão tinha um cargo importante em sua religião de matriz africana. Continuava solteirão e disse:

- Ainda vivo de aventuras...

Resolveram se hospedar juntos no mesmo hotel para papearem, havia tanto tempo afastados.

À noite, no quarto, depois de muita conversa deixaram todos os conceitos e preconceitos de lado. Resolveram dormir de cochinha e se amaram.


PRETAS POESIAS

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