quarta-feira, 14 de setembro de 2016



O PREDADOR PEDÓFILO NA ESCRAVIDÃO






Por Walter Passos,
Teólogo, Historiador, Poeta,
 Afrocentrista e Pan-africanista







O meu artigo não se destina a discutir homoafetividade masculina, se vós viestes lê-lo com esse objetivo está perdendo o seu tempo. Irei discorrer a respeito de mais um horrendo crime praticado pelos escravizadores brancos contra os escravizados africanos. 
É de suma importância entender os crimes praticados na escravidão e a necessidade dos descendentes dos escravizadores que usufruem do trabalho dos nossos ancestrais a todo o momento atentarem contra a nossa dignidade e história.
A escravidão de africanos foi o crime mais horrendo da história humana. Há uma parcela da comunidade preta não desejosa de saber desses crimes. Passam mal e me acusam de ofender os descendentes dos escravizadores. Não ofendo ninguém. Sou historiador e não preto da Casa Grande. Se tu fazes parte desse grupo, por favor, não continue a leitura, nem leia os meus artigos, pois irá aumentar a sua crise. Entendo a sua baixa autoestima. Inclusive há comunidades no facebook de psicólogos que cuidam de questões raciais. Procure ajuda: Psicologia e Relações Raciais
Como tu persistes na leitura, és amante da verdade histórica!
As maiores vítimas da escravidão não foram as mulheres e nem os homens, mas, as crianças. Sabemos das diversas violações contra as crianças, inclusive em 2009 publiquei o artigo CRIANÇAS PRETAS USADAS COMO ISCAS DE JACARÉS - TORTURA NA ESCRAVIDÃO  Fato esse ocorrido também no Brasil em alguns estados do nordeste.
Os psicólogos ao estudarem os desejos e abusos sexuais cometidos por adultos (senhores de escravizados) nas crianças pretas poderão diagnosticar desvios patológicos de sexualidade. Deixo essa análise para os psicólogos. 
Os escritores da escravidão, maioria brancos, evitam discorrer sobre esses estupros a vulneráveis. Quais seriam os motivos? Escassez de fontes primárias, vergonha nas tradições da oralidade? Um silêncio programado bem arquitetado?
Estuprar mulheres e meninas pretas, castrar homens e meninos já causam repugnância. Usar a relação de poder para submeter crianças às taras de bons cristãos, nos causa indignação ao historiar tão nefasto crime contra a humanidade.
A taxa de sobrevivência de crianças era bem pequena devido às diversas circunstâncias, a exploração das mulheres grávidas, a proibição das escravizadas em amamentarem os seus filhos, pois, o leite das mesmas era vendido pelos senhores e criou-se a história da boazinha "ama de leite", a tão louvada "mãe preta" pela sociedade branca, a subnutrição crônica, cegueira noturna, inchaços abdominais, músculos inchados, pernas arqueadas, lesões de pele, convulsões, etc. Uma parcela de sobreviventes era destinada ao trabalho braçal e outra especialmente para as taras sexuais dos senhores brancos. 
Haviam “Fazendas de Recreio” nos USA destinada a criação, compra e venda de crianças para o uso sexual de homens brancos. 
Em outros locais existem relatos de homens e crianças forçadas a ter relações sexuais com homens brancos. Diversos casos são conhecidos de padres “comedores” de meninos no Brasil Colônia e Império,mais perigosos do que os bichos-papões "comedores" de crianças contados pelas antigas pretas. Quantas crianças foram abusadas sexualmente pelas missões cristãs no continente africano? Quantas crianças foram violentadas na escravidão?
Na história da escravidão no Brasil, houve um período, no qual, as meninas pretas e virgens foram estupradas por homens brancos doentes, porque se criou a mentira descarada de que a cura da sífilis ocorria após essas relações. 
Gilberto Freire relata em seus livros a iniciação sexual dos filhos dos senhores com escravizadas (estupros das meninas pretas) e das “brincadeiras” dos “moleques” que serviam aos “sinhozinhos” (depravados e vagabundos). Ele omite o fato dos adultos usarem sexualmente a molecada. Relatos do estupro coletivo as crianças pretas não são detalhadas nos seus escritos. Aliás, não há conflitos na sua visão, uma verdadeira democracia racial (com crianças pretas usadas sexualmente).
Atualmente o tráfico de crianças pretas na África para escravização sexual continua, feita por árabes muçulmanos.
Há milhares de relatos de abusos sexuais de crianças e adolescentes africanas e afro-americanas por tarados ocidentais. 
O crime continua!

domingo, 11 de setembro de 2016

CASTRAÇÃO NA ESCRAVIDÃO





Por Walter Passos,
Teólogo, Historiador, Poeta, Pan-africanista e Afrocentrista






Muito se comenta sobre as covardes violências sexuais aplicadas as mulheres na escravidão. O estupro foi à marca indelével das violações aos corpos das mulheres pretas praticados pelos senhores , feitores e escravizados reprodutores.
Os escravizados foram vítimas de violências sexuais e mutilações horrendas e não foram casos isolados. Milhões de africanos foram castrados na África, Europa, Ásia e nas Américas por cristãos e muçulmanos e sobre esse horrendo crime que vamos ventilar neste artigo. 
As punições poderiam incluir a mutilação, a castração ou a amputação de alguma parte do corpo. A castração foi uma das mais revoltantes impostas aos escravizados nas Américas como punição aos "crimes sexuais" contra as mulheres brancas e as fugas.
Os historiadores brancos não se preocupam em relatar sobre os escravizados usados por mulheres brancas para fins sexuais e muito menos a pedofilia de padres e senhores tarados por meninos pretos escravizados.
Há relatos na literatura brasileira de castrações em escravizados. Exemplo de RECURSO MACABRO – Castrado na Roça de Estórias e Lendas de Goiás e Mato Grosso. Seleção de Regina Lacerda
- De fato, como havia planejado o coronel, o fogo atingiu, as palhas. O pobre coitado tentou, cuidadosamente, cortar as voltas do arame, mas teria melhor sorte se lhe dessem, em vez de faca, um alicate. As labaredas devoravam a cobertura e as paredes de palha. Um calor tremendo infernava o interior.
O Raimundo tinha dois caminhos a seguir: o suicídio ou desfazer-se dos elementos da procriação. Para não se matar tinha dois motivos: o da religião e o da covardia. Do primeiro êle estava livre, pois desconhecia isto; o da covardia privava-o deste ato.
Quando o fogo já lhe tostava os pêlos, fechou os olhos e apartou-se do amarrado, usando a faca.
* * *
Fez êle mesmo, por muitos dias, os curativos com cinza de fogão, urina e fumo de rolo. Ficou muito acabrunhado, vagando pelo mato, combatendo as moscas varejeiras.
Não se alimentava.
Perdeu, em pouco tempo, a razão e tomou as proporções de um porco bem cevado.
O pobre eunuco ganhava dinheiro, comida, pinga e fumo, mostrando o sinal para os outros, rindo e babando sempre.
- “O comendador entrou aqui com 2400 escravos de serviço, que eram escravos bantos, esses eram homens castrados, destinados ao serviço”, começa a narração da guia, a herdeira Adélia”. 
O MANEJO E REPRODUÇÃO HUMANA NA FAZENDA SANTA CLARA - Por PAMELLA CHICARINO
Nos Estados Unidos há diversos casos de castração praticados por cristãos batistas e que os membros das igrejas concordam com essas atitudes:
- “ Mas um episódio de castração de escravizados levou o questionamento entre membros e os líderes em uma Congregação Batista na Carolina do Sul em 1710, sobre um membro que tinha castrado um fugitivo. Alguns dos líderes da igreja explicaram que cumprir a lei impediria "vadiagem, furto, roubo, insurreições e ultrajes" pelos escravizados. Uma vez que os pretos eram “rudes, cuja natureza exigia uma mão mais rigorosa”.
Estima-se que os muçulmanos nos treze séculos de tráfico de africanos castraram 80% dos escravizados os quais sequestraram para o chamado “Oriente Médio”. 
“'O Califado em Bagdá no início do século dez tinha 7.000 eunucos (castrados) africanos. O tráfico de escravizados feito pelos árabes baseava-se na venda de homens castrados. Os meninos pretos na idade de oito a doze tiveram os escrotos e os pênis completamente amputados. Cerca de nove em cada dez sangraram até a morte durante o procedimento, mas, o preço elevado por eunucos no mercado do tráfico fez a prática rentável”.




















Tanto os cristãos (senhores) castravam os escravizados rebeldes como ato de tortura e punição e os muçulmanos árabes consideravam a castração necessária para eunucos trabalharem perto das mulheres árabes nos haréns. Somente assim eram considerados dignos de confiança após perderem a masculinidade.

"Enquanto a Mutilação Genital Feminina (MGF) envolve a remoção horrível da genitália exterior que não permite as mulheres de sentir prazer sexual, a castração de escravizados foi um procedimento muito mais horrível e mortal".
Remoção completa do pênis e testículos sem anestesia. O processo foi muitas vezes feito através da remoção de todos os órgãos genitais externos em um corte, resultando em grande perda de sangue, e na maioria das vezes a morte".

A castração eliminava toda a possibilidade de procriação de mais escravizados, o que significava que os muçulmanos viajaram de volta a África para sequestrar mais e mais, assim, o sequestro de pelo menos 28 milhões de africanos e propositadamente ou acidentalmente matando cerca de 112 milhões.
Não dá para quantificar as dores físicas e psicológicas de milhões de africanos. Os traumas por toda uma existência. 

A escravidão e castração de africanos ainda não terminou pelos árabes. Acredita-se que ainda milhões de africanos ainda vivem sobre regime de escravidão dos árabes.
Paro por aqui, apesar de ser historiador não sinto mais vontade de escrever sobre isso.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O PASTOR APAIXONADO




Por Walter Passos,
Teólogo, Historiador, Poeta, Pan-africanista e Afrocentrista







Ouço comentários todos os dias que as religiões de matrizes africanas são “redutos” de homoafetividade. Essa afirmação é verdadeira ou mais uma forma de tentarem com o machismo discriminarem a reverencia a nossa ancestralidade? A homoafetividade pode ser proibida por filosofia ou opção religiosa?

Conheci diversos estudantes de teologia homoafetivos e pastores de diversas denominações do protestantismo histórico, pentecostais e neopentecostais. A homoafetividade ainda é um grande tabu na nossa sociedade. Não vou emitir opiniões sobre as determinações de religiões, apenas os sofrimentos de pessoas homoafetivas que sentem necessidade de continuarem no cristianismo ou no islamismo e pagam o preço por suas opções religiosas.
O escritor Adam Clayton Powell Jr escreveu na revista Ebony de novembro - 1951 sobre um fato ocorrido no ano de 1920 em uma cidade não informada dos USA. O pastor de nome não citado o qual ficou angustiado com a morte do seu jovem assistente (provavelmente pastor auxiliar) o qual ele considerava bonito e belo macho.
“Descrevendo o funeral, Powell enfatizou a voz do pregador trêmula, seus olhos encharcados de lágrimas, seu corpo tremendo, e sua tentativa de saltar para a sepultura com o caixão”.
Conforme Powell o reverendo soluçava amargamente pela perca do seu amante, relembrando os diversos anos de convivência. O fato interessante era o conhecimento da comunidade religiosa sobre o relacionamento amoroso desses dois líderes cristãos.
Segundo Powell “Toda a comunidade sabia sobre ele, no entanto o ministro era e é hoje um dos mais poderosos e ' respeitáveis ' pastores pretos em toda a América”. 
O que a caríssima ledora e ledor acham desse fato? É correto as igrejas cristãs proibirem a homoafetividade enquanto diversas lideranças e membros de ambos os sexos praticam essa forma de amor?


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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A BONECA ABAYOMI - INVENÇÃO OU VERDADE HISTÓRICA?







Por Walter Passos, 
Historiador, Pan-africanista, Afrocentrista e Poeta





Há certos relatos históricos não possuidores de comprovação documental e oralidade, consequência de infelizes hábitos de se criarem mitos da escravidão. A história preta tem sido uma ciência vilipendiada, forjada de mentiras e apropriada pelos eurocêntricos.
As pessoas estão acostumadas a “diagnosticar” estórias. Compreensível no mudo virtual em comunidades onde as pessoas escrevem ao bel querer sem responsabilidade para um grupo desinformado-desinteressado ou desconhecedor das metodologias da história. A Prova é: eu acho e acabou... As comprovações documentais não são consideradas.
Na história brasileira há uma tentativa de se fazer engolir uma pseudo supremacia nagô (Yoruba) em detrimento aos bantus. Mais uma artimanha de pesquisadores brancos como Pierre Verger e outros que criaram o mito da superioridade Yoruba. Os brancos tentam nos ensinar sobre a nossa história e religiosidade. Eles são engraçados! Felizmente, a população preta tem questionado essa tática caucasiana de criar celeumas entre o nosso povo e estamos aprendendo a respeitar as diversas influências africanas nas nossas vidas.
Na década de 80 do século passado se criou uma história irreal sobre as bonecas que vi na minha infância, as quais minha mãe e minha tia aprenderam das mais antigas e confeccionavam para as meninas brincarem de mamães ou fazerem teatrinhos. Nunca ouvi o nome dados atualmente: abayomi (A palavra Abayomi significa: encontro feliz, ou encontro precioso, aquele que traz felicidade e alegria).


“Quando os negros vieram da África para o Brasil como escravos, atravessaram o Oceano Atlântico numa viagem muito difícil”. As crianças choravam assustadas, porque viam a dor e o desespero dos adultos. As mães negras, então, para acalentar suas crianças, rasgavam tiras de pano de suas saias e faziam bonecas com elas para as crianças brincarem. Essas bonecas são chamadas de Abayomi”.
Não nego a importância do trabalho de Waldilena Martins e muito menos a influência dessas confecções na releitura das novas bonecas de pano na autoestima do nosso povo.. Questiono o nome ABAYOMI. “As crianças choravam assustadas, porque viam a dor e o desespero dos adultos”. As mães negras, então, para acalentar suas crianças, rasgavam tiras de pano de suas saias e faziam bonecas com elas para as crianças brincarem. Essas bonecas são chamadas de Abayomi.
Bonecas foram brincadeiras de crianças em Kemet (Antigo Egito) em Mohenjo daro, Harappa e em todas as civilizações.
Algumas questões precisam ser discutidas:
1- Os interesses dos traficantes em África.
2- A quantidade de homens e mulheres e crianças (gênero)
3- O transporte dos prisioneiros de guerras (alimentação, vestimentas, doenças, como ficavam aprisionados, etc..).
3.1 Como eram alocados, homens mulheres e crianças.
4- Qual era a taxa de sobrevivência
5- Quando começou o sequestro dos povos da Costa de Benin em direção ao Brasil
Outras questões poderiam ser ventiladas para uma discussão mais aprofundada. Não sendo necessário. O mito de que foram mulheres Yoruba que rasgavam as saias dos vestidos em navios do desespero não pode ser comprovado e não existe esse nome para bonecas pretas em nenhuma tradição africana nas Américas. Foi um mito criado na década de 80 do século passado no Brasil.
Evidente que as primeiras bonecas de pano a serem criadas no Brasil foram de tradição bantu. Isso é inquestionável. Os nomes dados? Perderam-se na história.
A confecção de bonecas de panos foi um fato corriqueiro para brincadeiras das meninas em toda América Africana.
Inclusive no Sul dos USA na época da escravidão as mulheres pretas confeccionam bonecas de duas cabeças (topsy-turvy doll) (boneca de pernas para o ar) em vez de pernas, outra cabeça que poderia ser escondido sob a saia da boneca. Uma cabeça e um conjunto de braços seriam brancos; os outros seriam pretos, os senhores de escravizados não queriam que as crianças pretas tivessem bonecas porque davam uma ideia de empoderamento.
"Quando o senhor de escravizados ia embora, as crianças tinham o lado preto, mas, quando o senhor de escravizados estava por perto, elas tinham o lado branco”.


O nome dado as bonecas na década de 80 do século passado, nós a chamávamos de “boneca de pano”, inclusive em Salvador/Bahia, antigamente havia bonecas de panos brancos nas mãos de meninas pretas.
O que não podemos conceber é o Nagocentrismo ou Yorobofolia. Quando vou à roça de candomblé, é uma casa ketu (nagô), mas, a verdade histórica está acima das tradições familiares e escolhas pessoais.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O RESPEITO AO IDOSO NO CRISTIANISMO E NAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA



Por Walter Passos, Historiador, Pan-africanista, Afrocentrista e Poeta
Nesses dias andando por certa rua, uma senhora com mais de 80 anos de idade reclamava do mesmo modo que a minha falecida mãe sobre o abandono de irmãos, irmãs e líderes religiosos os quais não a visitavam. 


A minha mãe abandonou o modo de cultuar o Criador conforme ensinamentos dos ancestrais e permitiu ser convertida a religião eurocentrada (protestantismo calvinista), sofrendo todas as formas de discriminação racial por ser preta e baiana, comungando a sua fé no cristianismo em uma cidade do Rio de Janeiro. A minha mãe sentiu-se abandonada já em Salvador da presença dos chamados “irmãos e irmãs” de fé. 

O cristianismo desenvolveu uma concepção antibíblica de abandono dos seus idosos e doentes, de falta de respeitabilidade aos mais velhos. Não conheço relato bíblico de abandono dos ancestrais no Tanach, é triste ouvir dessas pessoas que só possuíam valor quando contribuíam financeiramente. Realidade antagônica aos cultos afro-brasileiros ou de matriz africana, fica ao gosto da ledora e do ledor essa conceituação.
A civilização ocidental possui um hábito de colocar os seus pais, tios, tias e avós em asilos porque eles atrapalham a vivência familiar. Na verdade, uma forma de se livrar do idoso, agora considerado um entrave para o bem da família. Esses fatos são utilizados por membros de igrejas. Evidente, o cristianismo é branco apesar de certas igrejas possuírem quase 100% de membros pretos. O que impera é a concepção europeia de vida e falta de amorosidade aos mais velhos.
São duas concepções de vida:
1- A branca cristã que ojeriza os idosos e não possuem tempo e
2- A africana que respeita os idosos e possuem todo o tempo porque sem idoso não tem ancestralidade.


Nos cultos afro-brasileiros ou de matriz africana só podem existir com a presença dos mais idosos, porque eles que transmitem o conhecimento e quanto mais idoso, mais sábio e digno de maior reverencia.
Eu gosto de ir ao candomblé pedir a benção aos mais velhos, sinto-me honrado quando uma senhora ou um senhor conversa comigo ensinando-me sobre a vida, sobre as energias, sobre a cosmologia africana. 
Infelizmente, muitos pretos catequizados e convertidos se voltam contra os seus antigos e amaldiçoam a sua ancestralidade para serem bem vistos pelos seus líderes brancos ou líderes pretos embranquecidos.
Acredito que o temos de aprender com os cultos afro-brasileiros ou de matriz africana a forma de tratar os que nos deram a vida e transmitiram os genes abençoados oriundos da África mãe.
Um texto despretensioso só para reflexão.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

MODA AFROCENTRADA - CONVERSA DE PRETO


É importante possuir uma roupa bonita e que mostre a nossa pretitude, o orgulho de ser africano no Brasil. Nós da CONVERSA DE PRETO sabemos o quanto somos belos. Então organizamos uma grife que juntamente com tantas outras que já estão nessa caminhada oferecendo roupas afrocentradas ao nosso belíssimo povo.
Observe como são maravilhosas as nossas camisas:


Você também pode colocar a sua foto em uma camisa usando a frase:



As mulheres pretas sabem muito bem disso. São as mais belas do planeta.

E nós sabemos que a pretitude é uma benção por isso temos essa camisa para mulheres e homens :
- Se a coisa tá preta é mais bonita.



Convido-vos a conhecer alguns dos nossos lançamentos. Em breve estaremos colocando para vocês outros modelos.


Visite a nossa página no Facebook



O legal de tudo isso que você pode comprar em até 10 vezes sem juros no 




sexta-feira, 8 de julho de 2016

ESCURECENDO A TEOLOGIA





Por Walter Passos,
Historiador, Pan-africanista, Afrocentrista e Poeta


Toda religião tem um pensar teológico. Acredito que fazer teologia é explicitar o nosso compreender das divindades. O entendimento da comunidade e todos os conceitos não explicáveis tornam-se dogmas, proibidos de serem questionados ou modificados. Isso afeta a minha inteligência. Sou totalmente antidogmático. 
Desde a minha tenra infância tento entender os mistérios das religiões, os ensinamentos que aceitei e nunca os compreendi e muito menos os achei justos. Cresci preocupado com as coisas das divindades e por isso bem novo fui estudar teologia em Campinas-SP e na cidade do Rio de Janeiro. Tornei-me um defensor e propagador do calvinismo, aceitando inconteste os seus ensinamentos, especialmente da eleição, predestinação e soberania de Deus. 
Um dia, sempre tem um dia, cansei-me da igreja eurocêntrica e desisti de ser pastor presbiteriano. Não me tornei um ateu porque sou melaninado e todos os melaninados possuem o poder transcendental de contato com as forças espirituais. Somos os seres originais e possuímos como os antigos africanos esse dom proporcionado pela melanina e glândula pineal. Enxergamos através das estrelas como os Dogons do Mali. Olhamos através da sorte como os hebreus, povo africano. Por falar em hebreus continuo desafiando teólogos e historiadores que me digam um personagem branco do Tanach (Velho Testamento). Somos descendentes dos primeiros cientistas, dos inventores da matemática, da filosofia, da medicina e de todas as ciências. Inclusive da teologia, porque fomos criados a imagem e semelhança de Nzambi Mu Pungu, Olodumare ou YHWH. Depende da sua cultura, da sua nação e de milhares de nomes que a sociedades dão ao Eterno e Misericordioso.
As pessoas me perguntam: Qual é a sua religião? 
Respondo: - Nenhuma. 
Sou um hebreu-israelita com um pé no candomblé. 
Não entenda porque nem eu quero entender. Quero apenas viver sobre a proteção dos meus antepassados.
O fazer teológico é como se fosse uma conversa de crianças sobre assuntos de adultos. Parece não entenderem, elas entendem tudo, mas, não dão a importância que damos. Tudo é uma verdadeira brincadeira.
Eu escolhi uma pessoa para ser minha Yá, por enquanto. Yá na nação Ketu é mãe, a cuidadora e aconselhadora das nossas coisas espirituais, aquela que a gente senta e conversa os nossos segredos, aquela que joga os búzios e nos orienta como viver melhor com os nossos odus. Eu tenho uma mãe. Gosto muito dela, não sei se ela será a minha mãe espiritual, quem sabe. .Depende dos meus ancestrais. Mas, eu gosto dela. A Dadá, minha Yá, a minha gratidão.
Uma coisa eu não entendo no candomblé é o sincretismo com o catolicismo. Conheço muita gente que não concorda, mas, por hierarquia e respeito com as Yas não questionam. Eu questiono qualquer coisa que me incomode na teologia. Sou livre porque livres são os meus antepassados.
Não entendo gente de asè ir à igreja católica, assistir missa, pedir a benção de padre, se ajoelhar e implorar favores aos pés das imagens dos eguns brancos. Solicitar orientação à igreja católica que foi cúmplice e obteve lucros com a escravidão dos nossos antepassados. As mãos da igreja católica, os pés o corpo estão sujos dos sangues dos nossos ancestrais.
Um dia desses conversando com uma senhora de asè, ela me falou da Santíssima Trindade. Respondi que não acreditava. Ela olhou-me indignada e quis me explicar como caminhos dos orixás. Disse assim:
- Oxalá tem novo, tem velho, tem assim, tem acolá. Isso é igual à trindade.
Olhei para ela, ternamente perguntei:
Olorum pode nascer da barriga de uma mulher?
Ela indignada, asseverou:
- Não!
Continuei amorosamente:
Olorum não pode. Mas YHWH pode?
A trindade não é ensinamento dos hebreus e nem africano.
A trindade é uma invenção eurocêntrica.
Já se viu Nzambi Mu Pungu nascer da barriga de uma mulher..


CONVERSA DE PRETO - MODA AFROCENTRADA




      https://www.facebook.com/conversadepreto/

quinta-feira, 26 de maio de 2016

I SEMANA PAN-AFRICANA EM VITÓRIA - ÁFRICA E DIÁSPORA AFRICANA

Programação Completa Dia 01 de Junho – Quarta-Feira Evento.png
08h15 - Credenciamento
09h00 – Abertura Solene  
Local: Auditório do IC II - Ufes


09h30 às 12h00
Tema I – Historiografia dos Povos Africanos


Convidado  -  Profº Drº Henrique Cunha,  Universidade Federal do Ceará (1994).
“Origem dos Povos Bantus, Migrações e Ocupação do Continente Africano.”


Convidado - Pedro Matos, Doutorando em Relações Internacionais PUC/MG “Desafios das Realidades Africanas ao Conceito de Estado Moderno.”


Convidado  -  Profº Drº Jair Silva, UFES
“A Importância da Formação dos Profissionais Africanos Pelo Programa Estudante Convênio de Graduação e de Pós-Graduação (PEC-G e PEC-PG) para o Desenvolvimento das Nações Africanas.”


Intervalo para o almoço – 12h00-14:00


14h00 às 16h00
Tema II – Educação Afrocentrada
Moderadora - Sarita Faustino


Convidada - Profª Drª Jurema de Oliveira, UFES/Nafricab
“A Literatura Africana de Língua Portuguesa”


Convidado  - Profº Drº Jorge Nascimento, UFES/PPGL
           “Racismo, violência e resistência na literatura contemporânea e na música popular”


Lançamento: Programa Afroeducacional ‘Eskurecendu’ com Nicodemus N’djungu


16h00 - Coffee Break


16h15 às 19h00 – Minicursos e Oficinas
Minicursos (16h15 às 17h00)
Yorubá
Por: Abdou Malik Abdou
Local: sala 04 do IC IV
Kriol de Guiné-Bissau
Por: Hodair Brandão
Local: sala 05 do IC IV

Oficinas  de Capoeira (17h00 às 19h00)
Por: Rofer Neves
Local: Ao lado da Biblioteca Central
Oficina de Abayomi (bonecas de pano)
Por: Leila Silva
Local:Elefante Branco


19h15 às 20h00
Tema III – Ações Afirmativas
Moderadora: Mirts Sants


Convidado – Profº Drº Sérgio Pereira dos Santos
“Branquidade, relações raciais e autodeclaração: conveniências e conflitos no Brasil”


Convidado – Profº Drº Amauri Mendes Pereira
“Ações Afirmativas enquanto políticas públicas em seus diversos aspectos”


Dia 02 de Junho – Quinta-Feira
Local: Auditório do IC II - Ufes


10h00 às 20h00
Tema I - Patrimônio Digital e Informação: tradição, cultura e diversidade na Diáspora Africana
Convidado – Profº Akim Olori de Ogum ‘PC’, Centro Cultural Coco De Umbigada: Projeto NUFAC / Nucleo Olinda - PE
Game Afrobrasileiro  ‘Contos de Ifá’

Tema II – Kilombos, Resistência e Direito às Terras
Moderadora: Patrícia Rufino


Convidada Profª Olindina Serafim, São Mateus - ES
“Diretrizes Curriculares para a Educação Escolar Quilombola”


Convidado –  Arilson Ventura, Coordenador Nacional e Estadual da Conaq “Políticas Governamentais de Titulação dos Territórios Quilombolas do Espírito Santo”


Convidada Kátia Penha, Integrante da Coordenação Estadual dos Quilombos do ES: “Povos Quilombolas e Direito às Terras: Desafios e Conquistas”


15h00 às 16h00
Tema III – Mulherismo Africana e Mulher Preta no Enfrentamento ao Racismo
Moderadora: Eliane Quintiliano


Convidada – Gilza Marques, Pan-africanista e ativista do Movimento Reaja ou Será Morta(o).  
Introdução ao Mulherismo Africana”


ConvidadaSônia Rodrigues Penha, Psicóloga e psicanalista integrante do Grupo Raiz Forte e militante do Movimento de Mulheres Negras Capixaba.
“Psicologia Afrocentrada: O Impacto dos Traumas Raciais na Vida das Mulheres Pretas”


16h00 - Coffee Break


16h15 às 19h00 – Minicursos e Oficinas
Minicursos (16h15 às 17h00)
Lingala
Por: Alfred Dango
Local:sala 04 do IC IV
Afrocentricidade
Por: Gabriel Swahili,Doutorando pela UFBA e membro da Afrocentricidade Internacional
Local:sala 27 do IC IV


Oficinas (17h00 às 19h00)
Oficina Duafe (tranças,turbantes,maquiagem,pinturas e cuidados)
Por: Drusille Fagnibo
Local:Cantina do Onofre
Oficina de Dança e Corporeidade (Kuduro,Decalé,Azonto e Gumbé)
Por: Adey Ikaro
Local: Cantina do Onofre


19h15 às 20h00
Tema IV – O Pan-africanismo no Brasil
Moderador - Guiné Ribeiro


Convidado - Hamilton Onirê Borges, Pan-africanista e Ativista do Movimento Reaja ou Será Morta(o).
“Pan-africanismo e a luta de Base Comunitária”


Dia 03 de Junho – Sexta-Feira
08h00 às 14h00
Local: Mucane, Centro de Vitória


08h30 às 10h00
Tema I -  Cinema Africano e o Cinema Negro
Moderadora:  Gabriela Santos
Convidado - Adriano Monteiro, Mestrando em Comunicação da UFES.
“O Cinema Negro e o Movimento Afrofuturísta”


Convidado - Dr. Adama Onédraogo, Cineasta Pan-africano
“História do FESPACO e Desafios Encarrados nas Produções Cinematográficas Antirracistas”


10h00 às 12h00
Tema II - Diáspora Africana nas Antigas Colônias Espanholas
Moderador(a): Vitor Taveira


Convidado - Maurício Alejandro, Doutorando em História pela Ufes e antropólogo com experiência em estudos latinoamericanos:


Convidado - Manuel R. Alfonso Sánchez, Doutorando em Engenharia Elétrica do Programa Pós-Graduação pela Ufes
“El movimiento negro y la diaspora africana en Colombia”


Convidado - Yordan Lopez, Médico Geral
“Os Afrocubanos”


14h00 às 15h00
Tema I – Contribuições Culturais Africanas Para o Mundo
Moderador(a):


Convidado – Walter de Oliveira Passos, Professor e Escritor
“Conhecimentos Africanos como Valores de Preservação da ancestralidade, Resgate e Afirmação da Identidade Preta”


15h00 às 16h00
Tema II – Afroemprendimento e Fomentação da Economia Preta no Cenário Nacional
Moderador(a):


Convidada – Ana Paula Tongo, Empresária  
“Mulheres Negras Emprendedoras: Afroemprendimento e Participação Ativa na Militância Antirracista”


Convidado – Profº Akim Olori de Ogum PC
"Centro Cultural Coco De Umbigada : Game Afro brasileiro  Contos de Ifa - Projeto NUFAC / Nucleo Olinda - PE


Convidado – Flávio Tongo, Empresário
“Empresário Negro e Ações Afirmativas: oportunidades e desafios”


16h00 - Coffee Break
16h15 às 19h00
Minicursos e Oficinas
Minicursos (16h15 à 17h00)
Kicongo
Por: Billy Bantu
Local: Mucane
Kriol de Cabo Verde
Por: Beatriz Batalha
Local: Mucane


Oficinas (17h00 à 19h00)
Vivência das danças de Cabo Verde (Zouk, Funaná, Batuque)
Por: Priscilla Rocha e Celsa Tavares
Local: Mucane


Percussão e Rítmos
Por: Renato Santos
Local: Mucane

19h15 às 20h00
Tema III –  As Demandas, Organizações e Perspectivas Afirmativas do Povo Preto


Convidada – Miriam Cardoso, Militante do Movimento Negro Capixaba
“Histórico e Desafios do Movimento Negro e a Questão de Gênero”.


Convidado - Luiz Carlos Oliveira, Coordenador Geral da CECUN, Militante do Movimento Negro Capixaba
“Panorama da Luta e Organização do  Movimento Negro.”


Dia 04 de Junho – Sábado
07h30 às 12h00
Torneio Pan-Africano “Henry Sylvester Williams”
Local: Quadra poliesportiva de Bairro República
Endereço: Av. Presidente Costa e Silva, SN, Bairro República, Vitória, ES, Brasil


15h00 às 22h00
Confraternização das Áfrikas
Local: Adufes

PRETAS POESIAS

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Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias