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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

OS AFRO-BOLIVIANOS - AS MINAS DE POTOSI - JULIO PINEDO O REI AFRO-BOLIVIANO


Por Walter Passos, historiador, panafricanista,
afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion).
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn: kefingfoluke1@hotmail.com
Skype: lindoebano


A Bolívia, país central na América do Sul, com uma extensão territorial 1.098.580 km², com duas capitais: La Paz (administrativa) e Sucre (judicial). A população estimada é de nove milhões de habitantes, 30% de Quechua, 30% de mestiços (mistura de brancos e nativos), 25% de Aymara, 15% de brancos e 0,5% da de pretos.

O povo preto é marcante na Bolívia por sua resistência, apesar do pequeno contingente populacional devido ao massacrante histórico de exploração dos espanhóis. Conhecer a Geografia Africana nas Américas é de vital importância ao entendimento do tráfico negreiro patrocinado pelas civilizações cristãs, da possibilidade de estreitar uma rede afro-latina de informações panafricanas e combater o isolamento das informações veiculadas pela mídia suprindo a falta de projetos educacionais em programar a matéria Geografia Africanas nas Américas no ensino fundamental ou médio.

Presume-se que a população preta da Bolívia seja de 50 mil pessoas, mas, não se sabe ao certo.

BLACK BEAUTY IN BOLIVIA



A população africana vive no Yungas (na língua aimará significa "Terra Quente”) em diversas cidades pequenas e isoladas e aldeias das montanhas. Yungas é uma zona transitória entre o planalto andino e a floresta amazônica.


As prováveis origens da população afro boliviana são do Senegal, Congo e Angola. O apelido de Angola é muito comum. Apesar de viverem perto dos aymara, nunca perderam a sua Identidade Africana.

Após o seqüestro do continente africano foram forçados a trabalhar nas minas de prata de Potosi - a 4000m acima do nível do mar na Bolívia, Situada na cordilheira ocidental dos Andes, é a cidade mais alta do mundo, tendo atualmente 110 mil habitantes. Fundada em 1545, logo após a descoberta pelos espanhóis das suas minas de prata, Potosi tornou-se rapidamente no maior produtor mundial de prata, bem como numa das povoações mais prósperas e com maior número de habitantes do mundo na época.

Em 1987, foi declarada pela UNESCO "Patrimônio da Humanidade", um local que não deve ser esquecido por ser um dos maiores cemitérios de nativos americanos e africanos mortos pelos cristãos europeus.
Inicialmente, o trabalho nas minas de Potosi foi realizado por nativos (indígenas) escravizados extraindo e refinando a prata, mas a exposição a doenças européias, mercúrio e a brutalidade levou a população a diminuir 90%, um genocídio das comunidades nativas.

Para compensar a diminuição da força de trabalho indígena, os colonos fizeram um pedido em 1608 para a Coroa em Madri para começar o seqüestro de 1500 a 2000 escravizados africanos por ano. Um total estimado de meio milhão de africanos trazidos da África Central para trabalhar nas minas de alta altitude de Potosi durante toda a era colonial na Bolívia.

A população indígena era ainda o essencial da força de trabalho de mineração, mas os africanos estavam envolvidos em refino e cunhagem. Estes detinham o conhecimento tecnológico da mineração e fundições de metais, é de suma importância lembrar que eles trouxeram uma cultura muito avançada relacionados à fundição de metais; porque foram os primeiros mineradores do planeta.

De 1556 a 1783 - a era de ouro de Potosi - um total de 45.000 toneladas de prata pura foi extraído de Cerro Rico, 7.000 toneladas do que foi para a monarquia espanhola serviu para pagar as suas dívidas, a outra parte foi destinada a enriquecer o capitalismo europeu à custa de indígenas e africanos.

Entre as explorações mais vexatórias, submeteram os africanos escravizados a empurrar os moinhos da Casa de La Moneda como "mulas humanas". A vida útil de uma “mula” foi de apenas dois meses, sendo inutilizada e imediatamente substituída. Nas Minas no Brasil (Minas Gerais e Goiás) os africanos eram obrigados a beber um laxante feito de pimenta malagueta, vinagre e sal após o trabalho na mineração.

Nas minas de Potosi os africanos inalavam a fumaça tóxica da fundição e os vapores de mercúrio, trabalhavam nas minas sem luminosidade por cerca de quatro meses, ao saírem tinham os olhos vendados para proteger da luz solar. O trabalho era de uma jornada acima de 12 horas diárias e foram usadas crianças, também sujeitas ao amianto, gases tóxicos, explosões. Os espanhóis davam aos africanos folhas de coca para “aliviar” o sofrimento e a fome. É considerada pelos historiadores a maior exploração de africanos no período colonial realizado pelos europeus, um desrespeito a humanidade na exploração do trabalho escravizado.

Os europeus realizaram um genocídio sem precedentes na África e na América destruindo civilizações nativas e se apropriando da força de trabalho e das riquezas, com o apoio incondicional do cristianismo, o qual usufruiu dos trabalhos indígenas e africanos escravizados.

De Potosi os africanos que sobreviveram à exploração, um verdadeiro genocídio nas minas foram vendidos para as haciendas – organização do latifúndio na América espanhola – localizadas na região subtropical dos Yungas.

Nota-se que a existência dos afrobolivianos se deu a resistência à escravidão e a exploração, porque de meio milhão de africanos, sobrevive atualmente aproximadamente 10% que foram levados para Potosi. Não podemos esquecer que a possibilidade da sobrevivência se deu as fugas individuais e coletivas e a formação de palenques nas densas florestas bolivianas.

ENTREVISTA DE NELSON VILCA A UNA AFROBOLIVIANA

É deveras interessante é de que na Bolívia ainda existe um forte sentimento de pertencimento às raízes africanas, na manutenção da memória ancestral; a tradição oral relata que entre os escravizados do Congo foram seqüestrados descendentes da nobreza congolesa antes da invasão francesa e belga. Em 2007, o neto de Bonifácio Pinedo, o agricultor Julio Pinedo foi coroado rei, sendo o único conhecido como descendente direto de uma realeza congolesa. Possivelmente é o único rei na América Africana, foi reconhecido pela população preta e pelo prefeito (governador) de La Paz, José Luis Paredes, o qual o entregou a coroa e o bastão como símbolo da realeza africana.

- "Não estamos na Bolívia pela escolha. Nós fomos trazidos aqui pela força e obrigados esquecer os nossos costumes".

Afirmou categoricamente Martina Padredos, uma afro-boliviana de Yungas, que veio à cidade para a coroação do rei, e continuou:

- "O mínimo que o Estado pode fazer é reconhecer que somos membros deste país também."

Na verdade, é uma questão de afirmação étnica importante de ser africano.

REY AFROBOLIVIANO (1/2)

A mais conhecida afirmação cultural afroboliviana é a Saya, dança de beleza incomparável:

Os intereses económicos que movían la práctica del comercio de esclavos en el siglo XVIII hicieron que la población africana emigre a Latinoamérica. Y como la música y la danza es parte de la vida del ser humano, esta también viajó a la tierra de Los Andes, donde se adaptó a prácticas ancestrales ya existentes.

Su origen africano está implícito en la deformación del vocablo Nsaya de Origen Kikongo (Africa); así la saya etimológicamente significa: trabajo en común bajo el mando de un (a) cantante principal. Está compuesta de música, danza, poesía y ritmo donde se utiliza bastante la metáfora y la sátira, tocando temas de la esclavitud y de la situación actual.

La Saya afro-boliviana presenta elementos del ancestro africano; sin embargo posee algunas peculiaridades sincréticas aymaras como la vestimenta, especialmente en las mujeres.
"La Saya" boliviana fue declarada patrimonio cultural e intangible del departamento de La Paz

SAYA AFROBOLIVIANA, ORGULLO BOLIVIANO!!!!


Mas a sua mistura com o indígena aimara é notável: os afro-bolivianos usam o mesmo pollera, saias em camadas, e chapéus-coco que distinguem o grupo indígena com quem partilham a região subtropical, em locais como Coroico, Murarata, Chicaloma, Calacala, Toscaña e outros. Em 2004, foi constatado de que os afro-bolivianos (assim como os povos indígenas) enfrentam a discriminação, as desvantagens na saúde, na expectativa de vida, educação, renda, alfabetização e trabalham em condições brutais. Ainda muito a fazer em um dos países mais pobres da América Latina, herdeiro da exploração econômica européia e das elites latifundiárias, o respeito à diversidade cultural da maioria indígena e da minoria africana.
Conhecer a população afro-boliviana é de mister importância para todos nós africanos em terras americanas, saber da presença e de suas lutas de afirmação servem de exemplo para revivermos a cada momento a presença da ancestralidade rica e inextinguível em toda a América.

Shalom!

afro saya


sábado, 30 de janeiro de 2010

PALENQUE DE SAN BASILIO – O NEGRO NA COLÔMBIA- A INVISIBILIDADE DO NEGRO NA AMÉRICA LATINA




Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion).
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn: kefingfoluke1@hotmail.com

Skype: lindoebano




Palanqueras: Lindas mulheres do Palenque de San Basilio

Ministro aulas há mais de 20 anos e não noto até hoje os educadores ensinarem aos estudantes a presença de pretos nas Américas, especialmente na América Latina, e muito menos é estudado o processo de escravidão que aprisionou famílias, as separou e espalhou por todo o continente americano.

A visibilidade de populações negras na América Latina se dá em momentos de extrema crise como foi o caso relatado pela mídia dos problemas com os marrons no Suriname (América Holandesa), o terremoto do Haiti, atletas que fogem de delegações cubanas, e outros fatos que trazem repercussões. Não quero discutir neste momento essas categorias geográficas que nos dividiram em latinos, anglo-saxônicos, holandeses.

Os europeus após invadirem vastas regiões africanas, seqüestraram os prisioneiros de guerras e escravizaram famílias falantes da mesma língua e uma das mais nefastas conseqüências é de que hoje são obrigados a se comunicar com a língua do opressor e amaldiçoam ou consideram exóticas as línguas dos seus ancestres.

Apesar dessas divisões regionais os pretos e pretas “latino-americanos” possuem uma resistência histórica que os mantêm vivos e visíveis na América Latina, quebrando a manutenção programada da invisibilidade nos livros didáticos e da mídia eurocêntrica.

A mídia e os livros didáticos que chegam às chamadas “periferias”, fora do chamado centro de conhecimentos e do poder, ignoram as questões cruciais dos “africanos latino-americanos”, alimentando a invisibilidade perversa e a negação dos problemas cruciais de milhões de pessoas, cerceando uma pan-africanismo nas Américas.

A Colômbia possui mais pretos e pretas do que o Haiti, é o terceiro país em população africana nas Américas,sendo superado por Brasil e Estados Unidos da América, com cerca de 10 milhões. Há mais pretos e pretas na Colômbia do que em 24 países africanos, entre eles: Ruanda, Somália e Congo. A mídia não comenta sobre os pretos colombianos. Ouvimos falar das FARCS, de atentados terroristas, do tráfico de drogas, das ameaças de Hugo Chaves ao povo colombiano, dos problemas fronteiriços com o Equador. E assistimos em jogos grandes jogadores colombianos que atuam na seleção ou em clubes brasileiros.

Torna-se necessário conhecermos este país vizinho e um pouco da história afro-diásporica de pretos e pretas que foram escravizados pelos espanhóis. A escravidão espalhou africanos em toda a América escravista e as conseqüências pós- abolição deixou uma herança maldita de discriminação racial que gerou desemprego, falta de habitação, cruciais problemas de saúde, insegurança, crises de identidade, continuidade da catequização católica, alvos primordiais das evangelizações protestante, e em grande massa especialmente das igrejas pentecostais e neo-pentecostais e, a não aceitação nestes países do ser – africano, levando-os a maioria populacional a constante marginalização social, econômica, cultural e religiosa.

Na Colômbia, 80% dos pretos e pretas vivem na pobreza extrema, apesar de suas habitações estarem em áreas de riqueza e muitos sob o fogo cruzado das FARCS e do Exército Colombiano. Não me aterei a comentar sobre a população chamada afro-colombiana neste artigo, por causa da complexidade histórica e a riqueza cultural da terceira população preta nas Américas. Em breve, irei escrever sobre a resistência destes irmãos africanos no território colombiano. Convido-vos a realizar uma pequena reflexão sobre o Palenque de San Basilo.

Localizado no sopé da Serra de Maria, distante a 70 km de Cartagena das Índias, que foi o principal porto do Caribe no comércio transatlântico de escravos do século XVI ao início do século XIX, está o Palenque de São Basílio com uma população aproximada de 3.500 habitantes.

Os espanhóis tiveram que enfrentar diversas guerras dos cimarrones em suas colônias nas Américas, os escravizados da atual Colômbia fugiram dos navios, da mineração, de fazendas, e do serviço doméstico, após as fugas, se uniram para formar pequenos grupos. Muitos foram capazes de viver em quilombos protegido por pântanos e densas florestas. Protegiam-se das tropas construindo cercas de troncos de árvores, galhos e espinhos. Viviam da agricultura da subsistência de mandioca, milho, feijão, batata, banana, além da pesca e pilhagem.
Armados com arcos e flechas, garruchas e pedras, as comunidades Cimarrón lutaram bravamente contra a dominação espanhola, e muitas vezes foram para a batalha com os rostos pintados das cores vermelha e branca.

Um dos grandes líderes da resistência foi o rei Africano, Benkos Biohó, conhecido no folclore tradicional como o Rei dos Matuna. Benko é um nome de uma região no leste do rio Senegal. Foi um líder da resistência Africana, que realizou ataques organizado do porto vizinho de Cartagena com outras 10 pessoas, e fundou San Basilio de Palenque, a "aldeia lendária do Cimarróns".


A história de Benkos Biohó sempre foi de resistência, relata-se que desceu de barco o rio Madalena fugindo para a liberdade, sendo infelizmente recapturado, mas, escapou novamente em 1599 em terras pantanosas do sudeste de Cartagena, e organizou um exército de africanos que dominaram todos os montes de Maria. Possuía um serviço de inteligência e com ele conseguiu impetrar diversas derrotas as forças espanholas e abalar economicamente o império espanhol na região. Os grandes avanços das tropas de Benko levaram o governador a fazer um acordo de paz em 16 de junho de 1605. Não sendo possível derrotar os quilombolas, em 18 de julho de 1605, o governador de Cartagena, Geronimo Suazo e Casasola, ofereceu um tratado de paz para Benkos Bioho, reconhecendo a autonomia do Matuna Palenque. O tratado foi violado pelos espanhóis em 1619, quando andando descuidado Bioho foi preso, enforcado e esquartejado em 16 de março de 1621. O governador Garcia Giron, que ordenou a execução, alegando que era perigoso o respeito de que Bioho havia gerado na população e “está por trás dele e encantamento que toma todas as nações da Guiné está na cidade.

Até o final do século XVII, a região de Montes de Maria contava com mais de 600 quilombolas, sob o comando do Domingo Padilla, que reivindicou para si o título de capitão, enquanto sua esposa Jane adotou o de vice-rainha, e as tentativas de contestar com sucesso na soberania de as autoridades coloniais.

Tornou-se o primeiro local livre de toda a América escravagista por decreto real do Rei de Espanha, no ano 1713. Fato histórico notório porque se deu 18 anos após a destruição da Confederação dos Palmares (1695), 57 anos antes dos holandeses serem forçados a assinar tratados de paz com os grupos Ndyuka no atual Suriname (1760) e 91 anos antes dos africanos derrotarem o Império Frances e conseguirem a independência do Haiti (1804).

Em 1774 San Basilio, pela primeira vez figurou no censo do governo colonial espanhol.

PALENQUE SAN BASILIO, BOLIVAR, MAROON COMMUNITY IN COLOMBIA

É único local da América Latina que se fala uma língua crioula baseada no espanhol:

O The New York Times noticiou em 18 de outubro de 2007, que a língua Palenquero possa ser a única linguagem espanhola baseada em crioulo da América Latina e a gramática é tão diferente do espanhol, que os falantes do espanhol não podem entendê-lo. Alguns lingüistas acreditam que o Palenquero pode ser o último resquício de um espanhol falado pelos escravizados na América Latina. A língua crioula criada à base do vocabulário espanhol com uma forte influência de idiomas africanos de origem bantu: kikongo e kimbundu do Congo e Angola. Também pelo Português, a língua do os seqüestradores de Africanos escravizados para a América do Sul no século XVII. A língua palenquera não se limita unicamente a seus aspectos gramaticais e estruturais. A língua palenquera é toda uma construção cultural relacionada com a interpretação da realidade desta comunidade.


Em 2005 a aldeia de Palenque de São Basílio foi proclamada obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

SON PALENQUE-HIMNO DE SAN BASILIO DE PALENQUE

Oh, Oh, Oh, Oh, Oh...
Palenque fue fundado, fundado por Benkos Biohó

Y el esclavo se liberó hasta que llegó a famoso
(bis)
África, África, África, África...
Yo tengo mi rancho grande, también tengo mi machete

Lo tengo dentro de mi rosa, en el pueblo de Palenque
(bis)
África, África, África, África...
Contra los blancos luchó con todos sus cimarrones,

Y vencido los españoles la libertad nos brindó
(bis)
África, África, África, África.

A riqueza ancestral do Palenque de San Basilio é diversificada, um pedaço da África na Colômbia, um forte conhecimento medicinal africano, com técnicas de curas das enfermidades.

“Como botánicos o yerbateros son conocidos los depositarios del saber médico tradicional basado en la combinación de plantas y de partes de animales que se administran en momentos y modalidades determinadas. Las tomas, baños o emplastos son las modalidades más comunes de administración de los medicamentos tradicionales; los cuales van generalmente acompañados de rezos (secretos) como complemento o condición necesaria de su actuación terapêutica”.

Os rituais fúnebres na religião de matriz africana, conhecida como lumbalú:

El origen del lumbalú se remonta al territorio bantú en el continente africano.47 Etimológicamente está compuesto por el pre.jo /lu/ que significa colectivo y /mbalú/ que significa melancolía, recuerdos o re.exión. Este rito se lleva a cabo cuando fallece una persona en Palenque, y se celebra por medio de cantos y bailes alrededor del cadáver, cuando una voz líder es acompañada por un coro que la sigue de manera espontánea durante nueve días y nueve noches. En el lumbalú se condensan las concepciones de Palenque ya que: “En el lumbalú se relacionan íntimamente el baile, la música y el canto. El lumbalú en sí mismo es música, a un nivel rítmico, es canto en cuanto manifestación oral, es baile (baile ri muerto) como expresión corporal y es un ritual.

No Palenque se conservou a música africana e a tradicional forma de fabricação de instrumentos para interpretá-la, como tambores (os mais conhecidos são: o pechiche, o bongó, a timba, o bombo, o llamador e o alegre), a marimbula e as maracas.

O bullerengue sentado: é um canto feminino que em suas origens se associava às mulheres grávidas. Hoje em dia, é cantado pela voz feminina que interpreta os versos que são respondidos por um coro de mulheres.

A chalupa: é o ritmo mais alegre da música palenquera.
O som de negros: é uma dança onde se mostra o cortejo de namoro entre o homem e a mulher.
A chalusonga: é a mistura da música do continente africano com alguns estilos do Caribe insular e a imitação destes últimos nos instrumentos do Palenque.

O som Palenquero: é o formato do som cubano trazido pelos trabalhadores cubanos aos talentos açucareiros no Caribe colombiano o século XX que se fusionou com a música da região.
Saiba mais sobre o Palenque de San Basilo, acessando:
http://palenquedesanbasilio.masterimpresores.com/files/index.asp

Na Colômbia, como no Brasil, a mestiçagem programada para o embranquecimento da população africana, originou diversas colorações epiteliais, criando crise do chamado mulato ou mestiço, e a negação de ser africano, por isso a identidade e preservação do Palenque de São Basílio serve como parâmetro identitário para milhões de colombianos, que estão se auto-descobrindo como originários da Mãe-Africa.

CENSO AFROCOLOMBIANO 2005/ AFROCOLOMBIAN CENSUS