domingo, 11 de novembro de 2012

EVANGÉLICOS E O EMBATE À LEI 10.639/03 - NOVOS CAMINHOS DE RESOLUÇÃO DO CONFLITO












Por Malachiyah Ben Ysrayl - Historiador e Hebreu-Israelita
Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos


Membro de uma Igreja protestante por muito tempo, estudei matérias teológicas em dois renomados seminários: Presbiteriano de Campinas e Batista do Rio de Janeiro. Ordenado pastor, apesar de há duas décadas não exercer o ministério, conheço bem o pensamento dos evangélicos e protestantes, suas lideranças e os movimentos de renovação da fé cristã evangélica implementados no Brasil, na América Latina e na África.

Como consequência dessa fé, deixaram de ser novidades a reação contrária de grupos evangélicos ao convívio respeitoso com outros grupos religiosos, intitulados em sua maioria, como demoníacos, principalmente se ligados à África e suas culturas.  

Exemplo disso, escolas, públicas e privadas, que têm por um dos seus objetivos o compartilhamento de diversas expressões filosóficas, vem sendo o espaço de embates religiosos ferrenhos.

Os evangélicos se consideram legitimados por Deus em não querer participar de estudos, semanas ou temas que ventilem a África e suas inúmeras culturas. Assim, torna-se importante compreender o pensamento dos evangélicos no tocante a as “ameaças” da lei 10.639/03 e suas alterações, para que se seja possível criar mecanismos de sua real efetividade. 

A princípio, existe um processo de formação ideológica nas milhares de igrejas, culminada nos princípios da dita fé cristã protestante e no racismo introjetadas sutilmente nessa fé, para combater às religiões de Matriz Africana. 

Para entendê-los, é preciso sentir como eles, pensar como um evangélico, especialmente no tocante: 

- “Sé fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2.10);

- “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16.33).

- “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre YAHUSHUA e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (II Co 6:14-15).

Os evangélicos, ao empreendem embates religiosas, se sentem dignos do evangelho e, assim como o apóstolo Paulo, enfrentando o bom combate. 

Não há como parar este embate! Pois, ele é endêmico ao ser cristão evangélico, satisfaz quase condição imprescindível ao acesso à vida eterna. Lembremos-nos de um dos mais polêmicos pastores: Silas Malafaia, que se sente um cruzado contra a homoafetividade e na propagação e defesa do evangelho. Outro, o Bispo Macedo, ainda hoje usa imagens de sua prisão, em 24 de maio de 1992 sob acusação de charlatanismo, curandeirismo e estelionato, para dizer que foi perseguido por causa da sua fé.

Desnecessário afirmar que para os evangélicos as trevas, o mal, o demônio e sua legião, residem no continente africano – o continente esquecido, o continente da Cam (personagem bíblico amaldiçoado, que segundo os evangélicos tinha cor epitelial escura e se dirigiu à África, levando consigo tal maldição).

Nisso, estudantes e professores evangélicos se sentem perseguidos quando são obrigados a trabalhar questões que envolvem o continente africano e suas expressões culturais, porque consideram a África um continente perdido, assolado pela pobreza e por doenças, infestados pelo demônio e suas diversas expressões nas suas religiões, onde as pessoas precisam urgentemente do evangelho e de missões de resgate de suas almas. Os evangélicos ignoram e não compreendem que a pobreza e as demais mazelas de uma relevante parcela dos africanos vieram decorrentes do próprio cristianismo, da colonização europeia cristã e da escravidão cristã. Para melhor entendimento, clique no link e leia: CRISTIANISMO E COLONIALISMO - CONVERSÃO E NEGAÇÃO DAANCESTRALIDADE

A maioria dos evangélicos é totalmente ignorante em relação ao continente africano. Não conhecem a história e geografia da África e são tão ignorantes que desconhecem que os acontecimentos do povo de Israel ocorreram na África e amaldiçoam a terra abençoada pelo próprio livro que consideram sagrado. Desconhecem que o verdadeiro e antigo Israel é africano e o nome do patriarca era Avraham (pai de muitos ham).

Com o crescimento dos evangélicos no Brasil se torna difícil um prognostico positivo em relações de respeito com as religiões de matriz africana, tanto dos alunos quanto dos educadores que chegam ao cumulo, por serem evangélicos, de contribuir e reforçar o preconceito contra a África e as suas culturas.  

Não podemos permitir que a escola venha a ser o palco de ensaios de intolerância religiosa e desrespeito a projetos que tentam, apesar de serem bastante questionáveis, uma nova discussão sobre a África.

Necessário é se tomar medidas jurídicas cabíveis quando estes fatos ocorrerem e a denunciar instituições e professores que discriminam as influências africanas.

Há, contudo, outros caminhos mais inteligentes a serem tomados por educadores e educadoras que trabalham as referidas leis:

Estudar as culturas e a geografia africana através da Bíblia. Como pode ser isso?

Através da experiência pessoal e durante muito tempo, tenho desconstruído esse olhar discriminatório sobre a África através do próprio “conhecimento” bíblico dos estudantes: o surgimento das primeiras civilizações, o surgimento dos primeiros habitantes do planeta, localização do Jardim do Éden, as civilizações do Vale do Nilo: Kusch, Kemet e  Etiópia e etc.

Escrevi um texto que deixou os evangélicos em polvorosa por falta de argumentos, quando através do livro bíblico de deuteronômio falei sobre o terreiro, sacrifícios de animais, oferendas com azeite e farinha, proibição de mulheres menstruadas no terreiro, limpeza de corpo com pombos, etc. Alguns evangélicos me chamaram de filho do Capeta. Ora, então que rasguem a bíblia porque o povo de Israel era um povo que só adorava com os pés no chão.

“É um dia de sexta-feira e a comunidade se reúne no terreiro com os sacerdotes vestidos de branco, todos estão descalços e iluminados com a luz da lua, os tambores tocam altos e o som com a sua forte percussão vai até as entranhas da alma”. As mulheres menstruadas são consideradas impuras e não devem participar dessa reunião sagrada no terreiro.
No terreiro estão às árvores consideradas sagradas, as danças são lindas, uma maravilha de se ver e dá uma vontade imensa de participar. Fora do terreiro estão vasilhames de barro com farinha e azeite. “Irrompe um silêncio sagrado no arraial, porque é necessário reparar o mal, feito pela comunidade, e um bode será imolado e ofertado em sacrifício.”

Importante destacar que até hoje em Israel, os Askenazi (brancos descendentes de Jafé que não são os hebreus originais) fazem sacrifícios de animais e os evangélicos com hipocrisia não os chamam de demônios e os tem como povo abençoado, e demonizam os africanos que como os antigos hebreus realizam sacrifícios.

Vejamos a imagem abaixo e pensemos:


Qual a diferença entre os Judeus que cortam o pescoço de um cordeiro e derramam seu sangue no altar e um africano que sacrifica uma galinha em suas oferendas?

Então, há muitos caminhos a percorrer no combate a intolerância religiosa através do conhecimento do continente africano a partir da história dos hebreus contida nos livros que eles mesmos escreveram (Bíblia). 

Então, um caminho a ser feito é questionar os evangélicos através da própria ignorância deles, e daí partir para outras metodologias e estudar os africanos sequestrados e suas culturas. Estou pronto a prestar assessoria a educadores que desejar realizar projetos nesta área. 

Não permitiremos que a escola admita a didática da intolerância afetando a formação de mentes que devem crescer livres.

  Acesse:
 
Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias

5 comentários:

AFROCIBERATIVISMO disse...

Fantástico, sem palavras! VocÊs como sempre o máximo. Só penso que nunca parem, por favor!

Beijos

élidi

Elba Oliveira disse...

Praticar a lei 10.639 é orientar estudos e caminhos diversos sobre a contribuição de um povo para crescimento e formação de uma nação chamada Brasil. Sem esquecer que, dentre esses povos haviam pessoas de diversas religiões e níveis sociais e que todos contribuíram, lutaram independente das suas religares. Lutaram independente dos seus “eus” para, inclusive, que eu estivesse, aqui hoje, livre. Eles estavam tão à frente de nós, em pleno século XXI, as suas lutas eram por ideais de liberdade, avanço, prosperidade, por algo que lhes foi tirado, roubado. E nós, ainda brigamos por religião, o que é pior entre nós mesmos. Quando vamos voltar à era da evolução?
Existe uma grande diferença entre ensinar cultura e História afro-brasileira e ensinar/obrigar o aluno a aceitar e praticar uma das religiões de matriz africana. Como cristã é óbvio que eu não desejo que meu filho seja obrigado a praticar religiões contrárias a nossa fé, assim, como qualquer pai ou mãe de qualquer religião. África tem várias matrizes, não estamos falando de qualquer lugar, estamos falando de ÁFRICA. É intolerante que qualquer ser em formação seja obrigado a isso. É preciso saber que a contribuição dos africanos não é, e não foi apenas de uma única religião, de uma culinária e de um tipo de música.
Os programas de televisão reforçam o mito de que negro só sabe sambar e cozinhar. As escolas, por sua vez, organizam suas feiras-afro, no mês da consciência negra, para reforçar ainda mais esses mitos e não para dizer a VERDADE e desconstruir e construir novos ideais de luta, referência e identidade.
Muitos educadores não querem/ou não sabem divulgar a diversidade religiosa trazida da África para cá, parece que a África era um pequeno lugar com uma única religião, um único tipo de comida e dança. Em outras palavras, para alguns educadores, ensinar a prática de uma religião é incluir a lei no planejamento pedagógico. Ou, ainda, para alguns educadores a lei 10639 só serve para a parte da lúdica. É surreal...
Como educadora fui perseguida e discriminada por uma diretora de escola que pratica uma religião de matriz africana que difere da minha religião de matriz, também, africana. Infelizmente, muitos educadores querem ir para sala ensinar religião e dizem que estão trabalhando a lei 10639 e se alguém questionar sua “prática pedagógica” é tachado intolerante, preto embranquecido. Às vezes me sinto numa inquisição renovada, “agora é minha vez”.
Acredito, como educadora, que, o meu aluno não tem que ir a escola aprender a praticar religião, provavelmente ele já tem uma, que pode ou não ser herança de seus pais. Tem que aprender a VERDADE sobre a África, os africanos e sua contribuição para esse país chamado Brasil e até para outros países.
Com relação ao texto que o senhor escreveu de que deixou alguns evangélicos em polvorosa. Gostaria de saber se o senhor gosta de ser comparado a alguém?
Acredito que cada ser é único, e tem suas particularidades. Assim como as religiões que foram criadas com base em outras e foram criando suas particularidades e vertentes. Então nos dias atuais cada ser em si e cada religião criada, com base ou não em outras, deve ser respeitada, tolerada com todas as suas essências. Comparações certamente não são bem vindas para ambos os lados do “embate”. Desculpe, estamos numa guerra, professor?
“O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. (...) É nesse sentido também que a dialogicidade verdadeira, em que os sujeitos dialógicos aprendem e crescem na diferença, sobretudo, no respeito a ela, é a forma de estar sendo coerentemente exigida por seres que, inacabados, assumindo-se como tais, se tornam radicalmente éticos.” Pedagogia da autonomia 1996.

Elba Oliveira
Cristã, preta, mulher, mãe, educadora/orientadora de aprendizagem.
elba.oliver@bol.com.br

Elba Oliveira disse...

Praticar a lei 10.639 é orientar estudos e caminhos diversos sobre a contribuição de um povo para crescimento e formação de uma nação chamada Brasil. Sem esquecer que, dentre esses povos haviam pessoas de diversas religiões e níveis sociais e que todos contribuíram, lutaram independente das suas religares. Lutaram independente dos seus “eus” para, inclusive, que eu estivesse, aqui hoje, livre. Eles estavam tão à frente de nós, em pleno século XXI, as suas lutas eram por ideais de liberdade, avanço, prosperidade, por algo que lhes foi tirado, roubado. E nós, ainda brigamos por religião, o que é pior entre nós mesmos. Quando vamos voltar à era da evolução?
Existe uma grande diferença entre ensinar cultura e História afro-brasileira e ensinar/obrigar o aluno a aceitar e praticar uma das religiões de matriz africana. Como cristã é óbvio que eu não desejo que meu filho seja obrigado a praticar religiões contrárias a nossa fé, assim, como qualquer pai ou mãe de qualquer religião. África tem várias matrizes, não estamos falando de qualquer lugar, estamos falando de ÁFRICA. É intolerante que qualquer ser em formação seja obrigado a isso. É preciso saber que a contribuição dos africanos não é, e não foi apenas de uma única religião, de uma culinária e de um tipo de música.
Os programas de televisão reforçam o mito de que negro só sabe sambar e cozinhar. As escolas, por sua vez, organizam suas feiras-afro, no mês da consciência negra, para reforçar ainda mais esses mitos e não para dizer a VERDADE e desconstruir e construir novos ideais de luta, referência e identidade.
Muitos educadores não querem/ou não sabem divulgar a diversidade religiosa trazida da África para cá, parece que a África era um pequeno lugar com uma única religião, um único tipo de comida e dança. Em outras palavras, para alguns educadores, ensinar a prática de uma religião é incluir a lei no planejamento pedagógico. Ou, ainda, para alguns educadores a lei 10639 só serve para a parte da lúdica. É surreal...
Como educadora fui perseguida e discriminada por uma diretora de escola que pratica uma religião de matriz africana que difere da minha religião de matriz, também, africana. Infelizmente, muitos educadores querem ir para sala ensinar religião e dizem que estão trabalhando a lei 10639 e se alguém questionar sua “prática pedagógica” é tachado intolerante, preto embranquecido. Às vezes me sinto numa inquisição renovada, “agora é minha vez”.
Acredito, como educadora, que, o meu aluno não tem que ir a escola aprender a praticar religião, provavelmente ele já tem uma, que pode ou não ser herança de seus pais. Tem que aprender a VERDADE sobre a África, os africanos e sua contribuição para esse país chamado Brasil e até para outros países.
Com relação ao texto que o senhor escreveu de que deixou alguns evangélicos em polvorosa. Gostaria de saber se o senhor gosta de ser comparado a alguém?
Acredito que cada ser é único, e tem suas particularidades. Assim como as religiões que foram criadas com base em outras e foram criando suas particularidades e vertentes. Então nos dias atuais cada ser em si e cada religião criada, com base ou não em outras, deve ser respeitada, tolerada com todas as suas essências. Comparações certamente não são bem vindas para ambos os lados do “embate”. Desculpe, estamos numa guerra, professor?
“O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. (...) É nesse sentido também que a dialogicidade verdadeira, em que os sujeitos dialógicos aprendem e crescem na diferença, sobretudo, no respeito a ela, é a forma de estar sendo coerentemente exigida por seres que, inacabados, assumindo-se como tais, se tornam radicalmente éticos.” Pedagogia da autonomia 1996.

Elba Oliveira
Cristã, preta, mulher, mãe, educadora/orientadora de aprendizagem.
elba.oliver@bol.com.br

Elba Oliveira disse...

Praticar a lei 10.639 é orientar estudos e caminhos diversos sobre a contribuição de um povo para crescimento e formação de uma nação chamada Brasil. Sem esquecer que, dentre esses povos haviam pessoas de diversas religiões e níveis sociais e que todos contribuíram, lutaram independente das suas religares. Lutaram independente dos seus “eus” para, inclusive, que eu estivesse, aqui hoje, livre. Eles estavam tão à frente de nós, em pleno século XXI, as suas lutas eram por ideais de liberdade, avanço, prosperidade, por algo que lhes foi tirado, roubado. E nós, ainda brigamos por religião, o que é pior entre nós mesmos. Quando vamos voltar à era da evolução?
Existe uma grande diferença entre ensinar cultura e História afro-brasileira e ensinar/obrigar o aluno a aceitar e praticar uma das religiões de matriz africana. Como cristã é óbvio que eu não desejo que meu filho seja obrigado a praticar religiões contrárias a nossa fé, assim, como qualquer pai ou mãe de qualquer religião. África tem várias matrizes, não estamos falando de qualquer lugar, estamos falando de ÁFRICA. É intolerante que qualquer ser em formação seja obrigado a isso. É preciso saber que a contribuição dos africanos não é, e não foi apenas de uma única religião, de uma culinária e de um tipo de música.
Os programas de televisão reforçam o mito de que negro só sabe sambar e cozinhar. As escolas, por sua vez, organizam suas feiras-afro, no mês da consciência negra, para reforçar ainda mais esses mitos e não para dizer a VERDADE e desconstruir e construir novos ideais de luta, referência e identidade.
Muitos educadores não querem/ou não sabem divulgar a diversidade religiosa trazida da África para cá, parece que a África era um pequeno lugar com uma única religião, um único tipo de comida e dança. Em outras palavras, para alguns educadores, ensinar a prática de uma religião é incluir a lei no planejamento pedagógico. Ou, ainda, para alguns educadores a lei 10639 só serve para a parte da lúdica. É surreal...
Como educadora fui perseguida e discriminada por uma diretora de escola que pratica uma religião de matriz africana que difere da minha religião de matriz, também, africana. Infelizmente, muitos educadores querem ir para sala ensinar religião e dizem que estão trabalhando a lei 10639 e se alguém questionar sua “prática pedagógica” é tachado intolerante, preto embranquecido. Às vezes me sinto numa inquisição renovada, “agora é minha vez”.
Acredito, como educadora, que, o meu aluno não tem que ir a escola aprender a praticar religião, provavelmente ele já tem uma, que pode ou não ser herança de seus pais. Tem que aprender a VERDADE sobre a África, os africanos e sua contribuição para esse país chamado Brasil e até para outros países.
Com relação ao texto que o senhor escreveu de que deixou alguns evangélicos em polvorosa. Gostaria de saber se o senhor gosta de ser comparado a alguém?
Acredito que cada ser é único, e tem suas particularidades. Assim como as religiões que foram criadas com base em outras e foram criando suas particularidades e vertentes. Então nos dias atuais cada ser em si e cada religião criada, com base ou não em outras, deve ser respeitada, tolerada com todas as suas essências. Comparações certamente não são bem vindas para ambos os lados do “embate”. Desculpe, estamos numa guerra, professor?
“O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. (...) É nesse sentido também que a dialogicidade verdadeira, em que os sujeitos dialógicos aprendem e crescem na diferença, sobretudo, no respeito a ela, é a forma de estar sendo coerentemente exigida por seres que, inacabados, assumindo-se como tais, se tornam radicalmente éticos.” Pedagogia da autonomia 1996.

Elba Oliveira
Cristã, preta, mulher, mãe, educadora/orientadora de aprendizagem.
elba.oliver@bol.com.br

Danbiraxé disse...

Maravilha, essa indicação de estratatégia retomou o fôlego nno processo de proteção de nossas comunidades tradicionais

PRETAS POESIAS

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