segunda-feira, 2 de julho de 2012

A AMANTE DO MEU MARIDO E A OUTRA DO MEU NAMORADO - OS HOMENS PRETOS E AS RELAÇÕES EXTRACONJUGAIS


Por Malachiyah Ben Ysrayl - Historiador e Hebreu-Israelita

E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn: kefingfoluke1@hotmail.com
Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos


Se você puder responder as perguntas abaixo, ficarei agradecido, se não puder, agradeço também.

Você acha que existe uma prática poligâmica não oficial no Brasil? Se existir, essa prática pelos homens pretos foi herdada dos ancestrais? Ou uma falta de responsabilidade na relação conjugal?

Foram com respostas a essas perguntas que este texto foi produzido. Ressalto, de início, que este não está baseado em nenhuma metodologia de pesquisas acadêmicas. São apenas reflexões, logo, não possuem o objetivo de depreciar os homens pretos que nesta sociedade racista são considerados violentos e irresponsáveis ou defender a pratica da poligamia.

Antes, todavia, não podemos esquecer que somos descendentes de prisioneiros de guerras impetradas pelas civilizações brancas e cristãs em séculos anteriores que culminou na escravidão nas Américas. Como resultado, todas as nossas relações foram influenciadas pelas mazelas.

Destaca-se, também, que a prática poligâmica em território africano se acentuou em larga escala após a invasão e islamização das terras ancestres, que alterou o patriarcalismo criando novas concepções sociais de famílias.

Quando se fala em poligamia, imediatamente o território africano é citado, inclusive nos dias atuais. Jacob Zuma, presidente da África do Sul tem várias esposas e questionamentos são levantados dentro do seu próprio país.

Não vou me ater a conceituações de poligamia e patriarcalismo, o que me interessa é entender, sem as conceituações da academia, o que algumas pessoas pensam sobre este tipo de relacionamento. Diante disso, questionei a alguns amigos e amigas no Facebook. As respostas foram bem distintas e deixo-vos para tirar as próprias ilações, sem citar os nomes das pessoas que gentilmente responderam as minhas indagações. Outras, por diversos motivos não quiseram responder, as agradeço também.

Vejamos os parâmetros escolhidos aleatoriamente:

Perguntas:

1. Você acha que existe uma prática poligâmica não oficial no Brasil?
2. Se existir, essa prática pelos homens pretos foi herdada dos ancestrais?
3. Ou uma falta de responsabilidade na relação conjugal?

Dentre os entrevistados, que aceitaram responder às perguntas, apresentaram-se as seguintes tendências:

Mulheres:

19 mulheres, dessas:
07 entendem ser essa uma prática ancestral.
12 entendem ser essa prática irresponsável

Homens:

14 homens, desses:
06 entendem ser essa uma prática ancestral.
06 entendem ser essa prática irresponsável
02 não souberam responder

Resultado integrado:

Prática Ancestral: 12 pessoas
Prática irresponsável: 18 pessoas.
Não souberam responder: 02 pessoas.

Entre as respostas coletadas, alguns trechos foram selecionados, guardando a coerência do discurso apresentado, para ser interpretadas pelas leitoras e leitores que participaram do debate.

HOMENS PRETOS:

“Todo homem é predador e fraco espiritualmente. E aquele que diz o contrário, é um verdadeiro demagogo.”

“Na verdade, essa prática não passa de mera carência afetiva. Somos homens pra uma mulher só e sofremos muito com a ideia de perdê-las.”

“Debatemos muito que foi suscitado. E por este motivo, muitos valores se confundem. Mas, no Brasil, temos uma matriz judaico-cristã e, logo, as duas coisas se confundem. A responsabilidade conjugal é uma falha e tanto, penso eu, em um pais como o nosso, multicultural”

“Poderia ser herdado pelos ancestrais, mas acho que nos tempos de hoje as relações estão bem bagunçadas mesmo.”

“No meu curso de relações raciais, uma bióloga negra polemizou, dizendo que com o extermínio de homens pretos, será normal um dia, a mulher preta admitir que divida homem.
Daqui a pouco será o meio de sobrevivência do grupo negro, primeiro tem mais mulher que homem no Brasil e os pretos são os que mais morrem”.
“vejo como fato natural, não só do homem negro, talvez seja a influência herdada, o desejo de sexo diversificado, talvez isto.”

“Outra questão por mim observada aqui onde passo, é que as mulheres negras entrevistadas não gostariam de ter filhos com pais negros, sentem-se constrangidas em ter filhos de cor preta, alegação para o preconceito por elas vivido.

Fiz algumas observações a respeito do assunto com jovens negros (as) e pude observar que as opiniões são as mesmas. Meninas pretas admiram jovens brancos, mas não um só, admiram mais de um garoto e em muitos casos acabam ficando com mais de um, o jovem preto tem a mesmo opinião, mas escolhe apenas uma branca”

“A poligamia e o patriarcalismo apenas se parecem, mas são muito diferentes. A poligamia não herda tradição familiar, no patriarcalismo tradição em primeiro lugar (entendendo-se tradição como núcleo familiar).”

“O que temos na sociedade ocidental é poligamia e nas sociedades africanas patriarcalismo. O homem ocidental é incapaz de manter um núcleo familiar. O africano é pai desde os primórdios do mundo, é pai por natureza, está nos genes.

O europeu destrói a família, o africano constrói a família.

Esta ideia que o africano é polígamo é uma tática para diminuir a população negra.

Veja: todos os grandes patriarcas eram negros. Não conheço nenhum patriarca branco.”

“Não acredito que exista essa prática não - Existe uma cultura de que homem preto não pode ser fiel "dada a sua natureza" - e isso é pura balela - Somos fiéis sim - até porque somos religiosos demais. Antigamente era socialmente impossível ao negro ter uma família só porque ele não conseguia dar conta nem dele daí uma mulher aqui pra ajudar; outra ali pra emprestar o do cigarro, e por aí vai. Homem é homem independentemente da cor em qualquer lugar.”

“Estou há alguns anos fora do Brasil, no entanto, posso te falar algumas coisas daqui da África Austral:
A poligamia é muito praticada aqui ainda hoje. E, sim, é uma cultura herdada dos ancestrais.
Com o aumento das missões católicas e evangélicas, isso tem diminuído um pouco, mas existem lugares em Mozambique, por exemplo, que se o homem não tem três esposas, ele não tem boca para opinar na aldeia, queria dizer, ele ainda não tem boca.”

“Então... sobre existir, certamente existe. Mas, não de uma forma conversada, discutida. Via de regra, velada. O que acarreta inúmeros problemas.
Sobre ser herdada de nossos antepassados, não creio.
Não defendo necessariamente a monogamia estética, ornamental. Mas, mesmo sabendo das múltiplas possibilidades relacionamentais em Afrika, pensar em recriá-las/vivenciá-las aqui, fazendo uma transposição anacrônica do que nos convém,seria muito conveniente. Vivendo em uma realidade de masmorra, como essa quem que estamos inseridos, me parece meio fantasioso, pensar em pescar somente alguns elementos. A cura da doença que a branquitude nos criou tem de ser completa não esporádica... com micro elementos. Por isso, mesmo tendo críticas à imposição monogâmica ornamental, que reside na maioria das relações, com exceção de algumas, penso que poligamia, mesmo num contexto de centralização e empoderamento das famílias, da comunidade, vislumbrado e possibilitado em algumas estruturas policonjugais (diferente de poligâmicas), não é algo pensado de fato. Via de regra, é só uma postura de se relacionar multiplamente, e descompromissadamente.”
“A mulher preta aceita a poligamia e sabe que o homem preto tá na moda. Elas sabem que se não tratar os homens bem, as brancas estão atrás de nós.”
“Acho que existe sim, é extrema e é uma falta de responsabilidade, respeito em todos os sentidos...
Isso falta de responsabilidade e respeito na relação conjugal...
Conheço pelo facebook um advogado branco homosexual que diz ter relação sexual somente com homens Negros, casados e solteiros, que fala que a coisa mais fácil é conseguir um homem Negro para se relacionar.

Diretor Pedagógico do curso de inglês com Cultura Negra Ebony English (www.ebonyenglish.com.br):
“Poligamia diz respeito à relação seres vivos preservam mais de um vínculo sexual no ato ou época de reprodução. Nos humanos, a poligamia é vínculo matrimonial
entre mais de duas pessoas.
É preciso fazer uma distinção entre o entendimento da poligamia enquanto fenômeno biológico manifesto e praticado entre várias espécies de seres vivos e a poligamia enquadrada por preceitos morais diversos e que tendem a colocar "poligamia" e "amantismo" na mesma vala comum.
Algumas civilizações aprovam e dão suporte ao ato da poligamia, enquanto relacionamento institucionalizado.
Em algumas localidades do leste europeu e do Oriente Médio há também registro da
união matrimonial com mais de 3 membros em uma mesma família.
Há indícios de que a religião Mórmon pratica a poligamia desde a sua fundação oficial pelo "profeta" Joseph Smith, em 1820.
Do ponto de vista científico, creio ser razoável a presunção de que quando a espécie Homo Sapiens partiu do leste Africano para povoar os demais continentes, o fez em ondas migratórias distintas, em grupos relativamente homogêneos e pequenos. A sobrevivência destes grupos dependia de um mínimo de articulação e noções de
liderança para as manobras de caça, pesca, abrigo... e sexo! Neste sentido,
eventualmente o líder do bando teria "privilégios sexuais", para o caso de uma das membros do sexo feminino adoecer ou morrer ao longo do deslocamento migratório.
Dado ao estado evolutivo embrionário daqueles primeiros seres humanos, nem
mesmo o ato sexual incestuoso poderia ser desconsiderado.
Com o surgimento e o aprimoramento das regras de convivência em civilizações estabelecidas (resultantes da fixação de populações humanas em determinadas coordenadas geográficas), a instituição "matrimônio" foi se redesenhando, com o
acréscimo de dogmas e tabus de ordem espiritual, moral e religiosa que acabaram
por abolir, estigmatizar e na maioria dos casos condenar severamente a prática da
poligamia.
As civilizações modernas, notadamente a grande maioria das culturas cristãs-
ocidentais condenam a prática da poligamia.
Há uma corrente científica que defende a tese de que o fator "domínio genético" (no
sexo masculino de uma grande parte dos seres sexualmente reprodutivos) é ainda c
um traço característico do nosso Complexo-R [a região mais velha e mais primitiva de nossa massa cinzenta; o centro de agressão/sobrevivência de nossa existência], e que ele seria o responsável pelo impulso nos seres vivos do sexo masculino a garantir a sobrevivência de sua espécie através da multiplicação em massa de sua prole e, por extensão, de sua carga genética, a qual tenderia a se sobrepor sobre "os
outros reprodutores concorrentes".
Não existe correspondência entre etnia e poligamia. A formação da assim chamada "civilização brasileira" se deu em circunstâncias específicas. Os europeus
aqui chegaram e uma das primeiras providências dos colonizadores recém-chegados foi estuprar um grande número de índias virgens, não havendo qualquer freio em seus arroubos sexuais, mesmo para aqueles colonizadores que aqui desembarcassem já casados e com família constituída.
As próximas vítimas (por mais de 300 anos) foram às mulheres negras, que eram estupradas já na África, e também durante "a grande travessia" e ao desembarcarem em solo brasileiro. Há registro de jesuítas que eram donos de africanas escravizadas e que eram mantidas apenas para a satisfação de práticas sexuais escusas:
Os homens africanos escravizados só tinham duas funções em território brasileiro:
trabalhar e reproduzir até morrer. O vínculo matrimonial era desencorajado e mesmo que esses ocorressem os senhores latifundiários continuavam a subverter (sexualmente, vale lembrar) os laços precários de vida conjugal dos escravizados e seus descendentes de forma sistemática.
A análise a ser feita é: o que veio primeiro, a poligamia enquanto estratégia de sobrevivência ou as regras que se esforçam em tornar a estratégia inapropriada para o convívio em sociedade?
A discussão estimula a discussão em várias abordagens e espero que as reflexões acima venham a contribuir com a discussão.”

MULHERES PRETAS:

“Minha pergunta é: os homens pretos daqui praticam a poligamia ou o adultério? Ou poligamia e adultério são a mesma coisa?”

“Eu penso que a poligamia praticada pelos homens pretos é resultado de uma herança machista, que está presente em quase todas as culturas. E que continua incentivando este tipo de comportamento onde os homens justificam seu comportamento pernicioso pelo simples fato de serem homens.”

“Primeiro tendo a acreditar que algumas tribos africanas tinham a pratica da poligamia, mas num outro contexto. Onde as relações sociais se davam de outra forma.
Em relação à segunda pergunta acredito que seja um misto de baixa autoestima, conjugada com a imagem machista e super sexualizada do homem preto.
Mas não acredito que na sociedade atual não da pra encarar a poligamia como uma postura vantajosa. Somente do ponto de vista da variabilidade de parceiras. Não posso conceber que se prefira isso à construção de uma família, por mais que questione o modelo de família branca. Acho que essa postura reflete a autodestruição e auto-sabotagem que permeiam a construção da psique masculina negra.”

“Considero falta de responsabilidade....gostei da ideia podemos discutir mais, gosto disso....Considero safadeza.”

“Não creio que exista poligamia não oficial no Brasil. Parece-me que para ser considerado polígamo o homem deveria ter responsabilidades com as duas mulheres, algum laço para além das relações sexuais. Acredito que temos sim, um afrouxamento do comprometimento nas relações. Não creio que nossa ancestralidade interfira neste aspecto.”

“Acho que esta no caráter da pessoa, visto que traição não esta no DNA e sim no comportamento de cada um. Me fiz entender?”

“Sim, existe. Porém não se trata de uma herança dos ancestrais, creio que seja uma irresponsabilidade na relação conjugal, se valer na herança ancestral é muito fácil para justificar o mau caratismo e a falta de respeito e consciência. Mas, não é verdade que se herda mau caratismo e canalhice.”

“É fácil por culpa nos defeitos nos nossos ancestrais pretos isso está bem arraigado na nossa cultura preconceituosa e racista.
Não acredito, principalmente porque as relações atuais não são baseadas em comprometimento e sim em instantaneidade.
Penso que na década passada o adultério era moda, assim como na década de 80 a moda era o consumo de drogas; atualmente creio que com tanta liberdade e independência entre mulheres e homens, que o compromisso casamento é uma decisão muito pensada.
Se existir está pratica pelos homens pretos foi herdada dos ancestrais?
Sinceramente vejo muito mais homens brancos com práticas poligâmicas do que homens negros; afinal quantos negros existem no Brasil com esse poder financeiro?
Ou uma falta de responsabilidade na relação conjugal?
Creio que atualmente exista muito medo do comprometimento devido a diversos fatores:
1. Muitas mulheres no mercado.
2. Masculinidade questionável/flexível.
3. Homens imaturos e mulheres controladoras
4. Falta de exemplos consistentes dentro de casa
5. Idealizações utópicas
6. Troca de valores. Formar uma família não é mais um valor dentro da sociedade.”

“Pelo que tenho estudado algumas praticas que nossa sociedade cultiva advém de uma carga de característica que foi transmitida hereditariamente."

Dentre as respostas, uma foi selecionada, de maneira exemplificativa, para que fossem tecidos alguns comentários que se julgaram pertinentes.

Uma irmã disse:

“Com certeza é cultural como também uma questão de sobrevivência e mantenedora de muitas sociedades africanas. É um meio de repor as grandes perdas de óbito infanto-juvenil.
Isso é ainda mais comum no nordeste. Que Rio de Janeiro e São Paulo há muitos nordestinos e seus conceitos também influenciam essas cidades na formação da população
As separações são comuns quando a mulher cobra muita fidelidade, muitas sabem e aceitam por questões de dependerem de seus esposos dependência do esposo ou mesmo gostarem deles para não perdê-lo se sujeitam.”

Comentários:

Notei que os pareceres são bem distintos. Entre eles, a resposta acima atribui ao fato do homem preto possuir várias mulheres ser advindo de uma diferenciação regional, entre pretos nordestinos, muitos deles imigrantes que foram para o sudeste, e pretos sulistas.
Salvo melhor juízo, não conheço pesquisas estatísticas ou sociológicas que corroborem com a ideia apresentada. Neste caso, cabe a pergunta: será que os homens pretos cariocas, mineiros, capixabas e paulistas são diferentes nas suas atitudes com as mulheres pretas? Ou tal opinião retrata uma manifestação racista introjetada no ideário popular, inclusive reproduzida por militantes do Movimento Preto Organizado?

Estudos sociológicos (GUIMARÃES: 2009) apontam que ocorreu uma “mutação” do racismo contra pretos para racismo contra nordestinos, nos dizeres do autor: “Dito de outro modo, “baianos” e “nordestinos” passaram a ser, neste contexto, uma codificação neutra para os “pretos”, “mulatos” ou “pardos” das classes subalternas, transformados, assim, nos alvos principais do “novo racismo” brasileiros”.

Logo, não está descartada a possibilidade daquele comentário ter sido fruto de um racismo intrínseco, afinal será que o homem preto do sudeste não tem outras relações afetivas sendo casado ou namorando?

CONCLUSÃO

E vocês, leitoras e leitores, o que pensam desse assunto? Será que as relações extraconjugais do homem preto são fruto de uma herança genética ou, como alegado pela maioria dos entrevistados, fruto de uma prática irresponsável? Comentem.

  Acesse:
Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias

11 comentários:

Anônimo disse...

As mulheres que comentaram são mal-amadas. Tem muitos negros que são descendentes de reprodutores da senzala e gostar de muita mulher tá no sangue, Falei e pronto.

Léia Bertolino disse...

PENSO QUE TUDO ISTO É RESULTADO DE UMA CULTURA ARCAICA QUE VEM DE GERAÇÃO A GERAÇÃO QUE PRECISA SER EDUCADA NOS DIAS ATUAIS! EU PARTICULARMENTE NÃO CONCORDO COM ESTE TIPO DE ATITUDE,COMPORTAMENTO,PENSO SER UMA FALTA DE RESPEITO E DIGNIDADE COM O SEU PARCEIRO(A).lÉIA BERTOLINO DOS SANTOS

Déia Regis disse...

TEM UMA DIFERENCIAÇÃO NOS COMPORTAMENTOS DOS HOMENS NEGROS NORDESTINOS E DO SUDESTE PELA MINHA OBSERVAÇÃO IMPIRICA. SOU BAIANA, OS HOMENS NORDESTINOS SÃO MAIS DESINIBIDOS,E ATÉ ATIRADOS. O DO SUDESTE ELE VAI DE LEVE, ESPERA UMA BRECHA PARA CHEGAR. BAIANO É MUITO DE TOQUE, O PESSOAL DO SUDESTE SE PRESERVA UM POUCO.

Juliana Marques disse...

Não acredito que seja nem genética, nem irresponsabilidade. Acredito que as mulheres negras se sujeitam a este tipo de relação com homens negros por uma questão de sobrevivência mesmo, porque o número de jovens negros mortos é muito grande e são poucos homens negros que hoje querem se casar com as mulheres negras. Me confunde um pouco essa questão porque essa prática poligâmica,de adultério ou extra conjugal como definem, acredito q passe muito mais pela questão do racismo que a população negra sofre do que uma questão de valor moral religioso, acho que é mais uma forma de preconceito, não sei estou confusa ainda.

Nice Pinheiro disse...

Sei que você está focando no homem negro, mas essa desculpa de "ancestralidade", de "sempre foi assim", de que homem é assim mesmo, não rola mais. A maioria dos homens brancos, orientais etc e tal, também são assim. É cultural? Sim, até certo ponto. Tipo "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus", homem tem instinto animal, homem não nasceu para ter uma mulher só, homem tem carências e são inseguros, por isso precisam sempre variar de mulher para se autoafirmar e blá, blá, blá. Penso que é questão de caráter, questão de lealdade e fidelidade (duas coisas distintas, mas que estão ligadas. E quem disse que mulher também não é assim? Homens são criados por mulheres, e somos nós, as mulheres, quem fazemos dos meninos homens de verdade ou projetos de homem. A maioria é projeto. Difícil ver um homem de verdade. Comprometimento, lealdade, caráter: só os homens de verdade tem. O resto....é resto. E a situação é a mesma para muitas mulheres. A verdade é que a situação está lamentável...

http://abocalivre.wordpress.com/ disse...

O PLANETA TERRA, com seus humanos são infiéis ao longo dos séculos.
Na verdade: "Trair e coçar é só começar". Risos
Pronto FALEI !

Anônimo disse...

Boa discussão. Esse assunto tem diso tabu na nossa sociedade. Creio eu que a poligamia é cultural, seja em Africa, seja no Brasil. Adultério é a apenas uma nomenclatura encontrada para definir a poligamia nao assumida, pq tds nos sabemos que os homens negros tem mais de uma mulher.ntalvez isso esteja relacionado a teoria de que este é viril. A velha idéia de que homens e mulheres negr@s sejam os melhores na cama...e td mundo quer provar. O fetiche. Talvez estejamos caminhando para essa solidariedade nos relacionamentos. Os casamentos abertos tem proporcionado essa maior liberdade. Agora, noto que tem havido uma mudança no posicionamento feminino que recomend: se ele pode eu tbem posso...já ouvi muito q mulher trai por carência...hj em dia a mulher trai por tesão tbem. Ela esta descobrindo que tbem pode partilhar dos prazeres masculinos. Por que ter somente um homem se eu posso ter outras possibilidades? Então, é isso. A nossa sociedade ainda e muito hipócrita. Finge que é monogâmica. Entretanto, nao é isso que a realidade nos revela. Se o homem gosta da possibilidade de ter varias mulheres, e isso nao tem nada a ver com ancestralidade, na minha modesta opinião, esse " direito" tem que ser compartilhado com o sexo oposto. Essa é a minha teoria. Proponho que vc pergunte as mulheres algo sobre isso. Se elas forem sinceras, muito macho vai se surpreender com as respostas.

Anônimo disse...

Acho que a infidelidade começou lá no jardim do edem por causa do pecado de Adão e Eva. não sou negra, mas ja está na hora de acabarmos com o preconceito contra os negros de querermos responsabilizar os negros por tudo de errado e ruim que acontece.

selasie disse...

Essa coisa de achar que a mulher é "quente" por causa da etnia e um mito visto que a sexualidade pra mulher não é so relacionada ao prazer sexual ,se fosse elas não exitariam em um convite de um homem pra ralação sexual ,alias elas nos chamariam o tempo todo pra fazer ,e isso pode ser qualquer uma , branca ,Negra , Asiática

2 acho meio hipocrisia julgar o "Homem sempre como infiel " hoje em dias a promiscuidade é de ambos os lados ,por acaso ja ouviram falar de hipergamia feminina ? toda as mulheres a possui pois , onde eu trabalho as mulheres casadas são muitos hipergâmicas rsrs ,nos homem fomos feitos pra distribuir nosso genes a vida inteira estamos aptos a isso 24h por dia bem diferente da mulher ,o que faz nos freia são as leis morais da sociedade ,mas alguns estudos dizem que os homem estão mais interessados no relacionamento serio mais do que as mulheres

3 o comportamento sexual delas funciona do meio que elas esta inserida ,se ela tiver no baile funk com umas amigas ela vai se comporta da mesma forma que qualquer funkeira se é que me entende ,se ela for evangélica ela vai se recata , então não tem como dizer que é diferente pois isso e mito

4 isso vai muito do comportamento da pessoas ,ja conheci negras que eram mais pré disposta a ter relação sexual abertamente e outras não , não ha como definir isso ,pois a mesma negra que era recatada pode mudar depois de uma decepção na relação amorosa

5 por mais que não assumam elas estão a cada dia buscando parecer com homem ,outro dia eu estava vendo aquela marcha das" vadias "as mulheres andando sem a camisa com peito de fora , depois fiquei sabendo que a ideia veio de uma das militantes que tinha lido um cartas de um rapaz dizendo que a mulher sente calor e por isso elas podiam andar sem camisa? pela mor de Ala ne .... então o comportamento delas atualmente tem o homem como modelo sim

6 aqui no face eu tive alguns discussões desagradáveis com algumas mulheres feminista , eu sempre apoiei o feminismo , antes de entra em conflito com algumas ,depois desses debates fui procura analisar o que se passa dentro desse movimento e descobrir que feminismo não e bem o que parece ser, pesquisado uma das coisas que descobri é que a maioria das feminista não estão no movimento pra conquista mais espaço como eu imaginava ,mas sim " ódio aos homens " logico que elas não vão assumir , mas todas que debateram comigo tinha esse problema, o rancor de algum homem que não a tinha tratado bem ,e começaram a reclamar de todos os homem " todos " são varias coisas que descobri que me fizeram abandonar esse movimento de vez ! mas não vou perder meu tempo lutando contra ,esse feminismo e usando sim pra sexualidade pois elas querem a liberdade sexual que nos homem aparentamos ter , aparentar pois não são todos homem que tem esse liberdade que muitas acham que nos temos ,hoje elas conquistaram isso sim ,qualquer mulher pode transar quando quiser como fazem ne rs , mas a liberdade que elas buscam , e não ter a moral ferida quando transar com uns 15 caras e sair mal falada ,pois ainda andamos em uma sociedade que neste caso concordo machista em oprimir o lado sexual das mulheres
Shalom .irmão

selasie disse...

Essa coisa de achar que a mulher é "quente" por causa da etnia e um mito visto que a sexualidade pra mulher não é so relacionada ao prazer sexual ,se fosse elas não exitariam em um convite de um homem pra ralação sexual ,alias elas nos chamariam o tempo todo pra fazer ,e isso pode ser qualquer uma , branca ,Negra , Asiática

2 acho meio hipocrisia julgar o "Homem sempre como infiel " hoje em dias a promiscuidade é de ambos os lados ,por acaso ja ouviram falar de hipergamia feminina ? toda as mulheres a possui pois , onde eu trabalho as mulheres casadas são muitos hipergâmicas rsrs ,nos homem fomos feitos pra distribuir nosso genes a vida inteira estamos aptos a isso 24h por dia bem diferente da mulher ,o que faz nos freia são as leis morais da sociedade ,mas alguns estudos dizem que os homem estão mais interessados no relacionamento serio mais do que as mulheres

3 o comportamento sexual delas funciona do meio que elas esta inserida ,se ela tiver no baile funk com umas amigas ela vai se comporta da mesma forma que qualquer funkeira se é que me entende ,se ela for evangélica ela vai se recata , então não tem como dizer que é diferente pois isso e mito

4 isso vai muito do comportamento da pessoas ,ja conheci negras que eram mais pré disposta a ter relação sexual abertamente e outras não , não ha como definir isso ,pois a mesma negra que era recatada pode mudar depois de uma decepção na relação amorosa

5 por mais que não assumam elas estão a cada dia buscando parecer com homem ,outro dia eu estava vendo aquela marcha das" vadias "as mulheres andando sem a camisa com peito de fora , depois fiquei sabendo que a ideia veio de uma das militantes que tinha lido um cartas de um rapaz dizendo que a mulher sente calor e por isso elas podiam andar sem camisa? pela mor de Ala ne .... então o comportamento delas atualmente tem o homem como modelo sim

6 aqui no face eu tive alguns discussões desagradáveis com algumas mulheres feminista , eu sempre apoiei o feminismo , antes de entra em conflito com algumas ,depois desses debates fui procura analisar o que se passa dentro desse movimento e descobrir que feminismo não e bem o que parece ser, pesquisado uma das coisas que descobri é que a maioria das feminista não estão no movimento pra conquista mais espaço como eu imaginava ,mas sim " ódio aos homens " logico que elas não vão assumir , mas todas que debateram comigo tinha esse problema, o rancor de algum homem que não a tinha tratado bem ,e começaram a reclamar de todos os homem " todos " são varias coisas que descobri que me fizeram abandonar esse movimento de vez ! mas não vou perder meu tempo lutando contra ,esse feminismo e usando sim pra sexualidade pois elas querem a liberdade sexual que nos homem aparentamos ter , aparentar pois não são todos homem que tem esse liberdade que muitas acham que nos temos ,hoje elas conquistaram isso sim ,qualquer mulher pode transar quando quiser como fazem ne rs , mas a liberdade que elas buscam , e não ter a moral ferida quando transar com uns 15 caras e sair mal falada ,pois ainda andamos em uma sociedade que neste caso concordo machista em oprimir o lado sexual das mulheres
Shalom .irmão

Valdir dos Santos disse...

O amor é que é importante. Todas os fatores existem de fato e atuam sobre os seres de forma refrescante. Quando há muita pressão de um fator, busca a zona de conforto. Quando há liberdade isto se dá de modo franco e aberto sem muitas consequências. Quando não há liberdade, há consequências a considerar. Mas tem que haver um grau de responsabilidade porque somos apenas os atores do grande teatro da vida. A nossa escolha é muitas vezes determinada por circunstâncias externas e assim menor dor haverá se nos atermos a ela. Todos os fatores devem ser considerados nesta complexa equação e da solução depende o futuro da humanidade. Eu porque a minha cabeça dói quando penso, daí eleger três fatores para determinar a minha conduta.O amor pelas mulheres,os orgasmos e a estabilidade financeira para poder garantir a satisfação das duas primeiras.

PRETAS POESIAS

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Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias