terça-feira, 12 de agosto de 2008

A MAJESTOSA CIVILIZAÇÃO DE KUSH


Walter Passos - Historiador
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As escavações e estudos dessa civilização se concentram no atual Sudão, maior país da África.
Os kushitas, em épocas mais recentes, ocupavam o sul do Nilo com seu impressionante exército de arqueiros.
Kush foi o local do Jardim do Éden. Gen. 2: 11-14 - "Um rio saía do Éden para regar o jardim, e de lá se dividia em quatro braços. O primeiro chama-se Fison: é aquele que rodeia toda terra de Hévila, onde existe ouro; e o ouro dessa terra é puro, e nela se encontram também o bdélio e a pedra de ônix. O segundo rio chama-se Geon: ele rodeia toda a terra de Kush. O terceiro rio chama-se Tigre e corre pelo oriente da Assíria. O quarto rio é o Eufrates."
Nos escritos do Antigo Testamento, Kush é conhecido também por Núbia e muitas vezes citado como Etiópia.
Da civilização Kushita, originaram-se os egípcios, após as migrações endereçadas ao norte do continente africano.
Os historiadores gregos Homero e Heródoto deixaram registrados que os Kushitas povoaram o Egito, a Arábia, a Palestina, a Ásia Ocidental e a Índia. Foram considerados, por Heródoto, como os mais altos, os mais bonitos; de maior longevidade entre as raças humanas e os mais justos dos homens. São citados nos anais de todas as civilizações. A arte de embalsamento, pelo qual são famosos os faraós egípcios, teve sua origem na civilização kushita.
O Império de Kush construiu três vezes mais pirâmides que os egípcios e possuíram a cerâmica mais bela do mundo, assim considerada por todos os povos, inclusive os gregos.
A economia kushita era baseada em pedras preciosas, madeira de ébano, mar­fim, e também diversos produtos que contribuíram decisivamente para a manutenção e crescimento da civilização egípcia.
A 25ª dinastia do Egito é conhecida como dinastia etíope, em 712 a.C., por­que o Egito foi conquistado pelo Império Kushita que governaram o Egito e a Núbia.
A primeira capital do Império  foi à cidade de Kerma, anterior a 5.000 a.C, considerada a cidade mais antiga da África, cujo tamanho compreendia 62 acres e possuindo mais de 200 casas, e edifícios maciços do tijolo que foram devotados ao comércio e às artes, com um templo e um palácio.
A segunda capital foi Napata, um centro sagrado e devotado aos deuses. O templo fundado em Jebal Barkal, uma montanha sagrada, transformou-se na fonte de reivindicações de Núbia ao trono de Kemet. Os reis de Núbia invadiram Kemet e estabeleceram a 25ª dinastia. Eram os mestres do mundo. O império de Núbia abrangeu a Síria no norte à Núbia no sul. Os reis de Núbia ajudaram o estado de Israel em seu esforço de guerra contra os Assírios. A terceira capital foi Meroé, a sua linhagem real durou mil anos. A cultura de Núbia em Meroé combinou tradições egípcias.
As mulheres tiveram papel proeminente na sociedade kushita, ocupando posições de poder e prestígio. Ao contrário das rainhas do Egito que possuíam o poder derivado dos seus maridos, as rainhas de Kush eram governantes independentes. Kush era uma sociedade matriarcal no período de Meroé. Os historiadores acreditam que em Meroé, uma das capitais do império kushita, nunca um homem reinou. O título de Candances para as rainhas foi originado do vocábulo ‘kentace’, e existiu por mais de quinhentos anos. Quatro dessas rainhas: Shanakdakete, Amanirenas, Amamishakete, Amamitere foram guerreiras temidas e comandaram seus bravos exércitos.

A Rainha Amamishakete e seu companheiro
A rainha Amanirenas reinou na cidade Meroé e quando o imperador romano Augustus tentou impor um imposto aos kushitas, Amanirenas e seu filho Akini­dad, realizaram um ataque violento a um forte romano na cidade Asuan. Augustus mandou as tropas romanas; comandadas pelo general Peroneus, retaliaram, mas, encontraram uma forte resistência de Amanirenas comandando as tropas que derrotou os romanos e os obrigaram a negociar a paz.
Os kushitas detiveram o avanço dos romanos na África, e colocaram um busto de César Augustus enterrado debaixo de uma entrada em um templo. Nesta maneira, todos que entraram pisariam em sua cabeça.
A rainha Amanirenas era alta, muito forte e cega de um olho; venceu as tropas romanas no ano 23 a.C., obrigando Roma a trocar embaixadores e fecha­ram um acordo, onde Roma devolveu um território cushita, anteriormente pago em imposto. Outras rainhas também enfrentaram as tropas romanas.
O exército africano de Kush derrotou inimigos egípcios, gregos e romanos.
A civilização de Kush, com seu alfabeto, comércio e triunfos arquitetônicos é considerada por alguns estudiosos, como superior às civilizações mais desenvolvidas do mundo antigo.
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Um comentário:

farao disse...

Olha como nao tem como nao se emocionar com tal historia ,fico lebrando quando crianca que eu tentava busca referencia em alguma civilizacao e nao achava ,quando buscava nos livros so achava oprecao , a vitoria cush ,e suprema ,por que no mundo antigo ,na era de roma ninguem o fez ,isso mostra por isso que nao vemos sobre estas civilizacoes em livros de historia , tambem tem a quase vitoria de cartago que com o grande general Anibou que tambem quase destruiu roma ,olha voces acertaram mais uma vez ,parabem por divugar a histiria dos Cam

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