Historiador e Hebreu-Israelita
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
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Os Hebreus constituíram-se quanto povo dentro do território africano. Tal composição possuiu sua gênese em Mizraim, no Kemete (atual Egito), e de lá se consolidou em Canaã, após o Êxodo sob a direção de Moshe.
Importante destacar que Kemete e Canaã eram um só território africano para aquelas civilizações, cuja divisão territorial somente ocorreu muito recentemente com a invasão das civilizações brancas e a drástica alteração toponímica, através da construção do canal de Suez.
Por conta de seu desenvolvimento econômico, Kemete foi o local ideal e mais seguro para a sobrevivência dos hebreus, desde a época de Avraham (Abraão, pai de muitos pretos).
Em outra análise, não há como concordar com alguns grupos afrocentristas, notadamente inimigos dos hebreu-israelitas, que habitualmente se referem à civilização de Kemete para atribuí-la todo o conhecimento, restando aos hebreus a absorção e adaptação cultural, ao passo que também negam a pretitude de Israel, apoiando, por ignorância, a farsa Askenazi.
Esta análise equivocada demonstra ausência do conhecimento histórico de Kemete e de suas relações econômicas, políticas e culturais. Sem mais delongas, não podemos esquecer que o povo hebreu se origina em Kemete e a sua cor epitelial não era diferenciada, tanto assim que em diversos relatos eles são considerados um só povo, como é o preto hoje.
No livro de Bereshit (Gênesis) há diversos relatos dos hebreus se parecerem com os habitantes de Mizraim, alguns exemplos: Os dez irmãos de Yosef não o reconheceram, no sepultamento de Yaacov e Moshe cresceu na corte do faraó. Inclusive Yahoshua foi levado para Mizraim com os seus pais Yosef e Miryahm fugindo de Herodes por causa da matança das crianças de Beit Lehem.
Após esse introito, necessário para elucidar alguns temas sobre a comunidade dos hebreus em Kemete, discorreremos sobre a comunidade hebraica de Elefantina, uma ilha do rio Nilo, a oeste de Aswan, na fronteira com a Núbia (Sudão), que se estabeleceu na região no V século antes da nossa eram comum.
Elefantina é uma palavra de origem grega que significa elefante, os antigos habitantes de Mizraim chamavam de Yebo, que também significa elefante, este nome surge por causa dos elefantes que foram levados do sul para a Núbia. A ilha possuía uma importância geográfica estratégica por causa das constantes guerras entre Kemete e o poderoso império de Kush.
- O rei Manasses da Judéia enviou soldados que se estabeleceram em Elefantina apoiando o Império de Mizraim.
- Mercenários judeus foram enviados para o Egito durante o reinado do faraó Psammetichusis II, o rei Zedequias teria sido o responsável pelo ato. Isto porque, o rei Zedequias foi o único governante de Judá contemporâneo com Psammetichusis II. Desde então, Mizraim teria sido mais propenso a apoiar os rebeldes antibabilônicos, a presença de mercenários judeus em MIzraim pode ter sido visto como um ato de cooperação contra um inimigo comum. Corroborando com essa hipótese, extraímos o escrito no Livro de II Reis:
"Com isso, todas as pessoas [restante dos judeus em Judá] desde o menor até o maior, juntamente com os oficiais do exército, fugiu para o Egito com medo dos babilônios." (2 Reis 25:26).
Alguns profetas falam da presença de hebreus no Egito, entre eles, Isayah:
"Veja, eles virão de longe,
alguns do norte, alguns do oeste,
alguns da região de Assuão [Siena]. " -Isayah 49:12
A vivência dos hebreus em Elefantina ainda é estudada com afinco, pois permite através de uma vasta quantidade de documentações, entre elas, papiros e sítios arqueólogicos, o entendimento da diáspora dos hebreus.
Elefantina era conhecida como a terra do deus Khnub, originário de Kush-Nubia como outros importantes deuses e deusas de Kemete. Originalmente esse deus é representado como um homem com cabeça de carneiro. Os hebreus construíram um templo para YHWH parecido com o templo de Salomão o qual foi destruído por egípcios, por causa dos holocaustos, que incluíam ovelhas, bois e cabras. O sacrifício de carneiros no templo era claramente uma das principais causas da revolta dos egípcios. Um documento encontrado retrata a destruição final do templo em 410 aC, Segundo o documento, os sacerdotes egípcios de Khnub cooperou com Vidranga que enviou o seu filho Nefayan no comando de um exército egípcio e ordenou "o templo de YHWH na Fortaleza de Elefantina tem que ser destruído"
Há um papiro que solicitar ao rei Dario da Persa a reconstrução do templo de Elefantina, acesse o link:
http://www.kchanson.com/ancdocs/westsem/templeauth.html
Na ilha diversos papiros denominados como “Papiros de Elefantina”, foram encontrados nos assoalhos das casas, vasos de cerâmica e jarros.
De especial importância é a "Carta da Páscoa", que remonta a 419 a.C. A carta era de Ananias para Jedenayah da guarnição israelita em Elefantina. Em sua carta, Hennanyah instruiu os hebreus a "manter o Festival do Pão Ázimo" e "serem puros e cuidadosos.", juntamente com outras instruções relacionadas à observância do festival. Os estudiosos suspeitam que Hennanyah tenha sido o irmão da figura bíblica, Neemyah.
O destino desconhecido da comunidade de Elefantina pode ser interpretado de maneiras variadas. Uma possibilidade é a migração para a Núbia, assim como os soldados egípcios fizeram durante o tempo de Psammetichus. Sendo assim, seria uma estranheza se os hebreus fossem brancos de olhos azuis como são os askenazis, que se dizem judeus e habitam no território de Israel e se originam do Cáucaso.
Outra hipótese, mais instigantes, é que caminharam para o ocidente da África, devido a diversas tradições orais de grupos étnicos que afirmam terem vindo de Mizraim ou Kemete (Antigo Egito) e de Kush-Núbia e resguardam em sua linguística e costumes, hábitos inteiramente hebraicos.
Shalom!


















