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domingo, 9 de agosto de 2009

O OBELISCO NEGRO - O ANTIGO ISRAEL BÍBLICO

Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

Skype: lindoebano



A comunidade COPATZION faz parte da história dos antigos hebreus relatados nos livros bíblicos, esta afirmação de pertencimento não é compreendida para além da nossa comunidade por motivos da maioria da população preta desconhecer a trajetória de migrações dos nossos ancestrais em direção a África. Fazemos parte da restauração mundial da nação dos verdadeiros hebreus. Acreditamos em Yah e no Messias Yahoshua.
Os pretos que se converteram ao cristianismo romano e protestante e suas variações, ao islamismo, ao espiritismo, ao budismo, e outras religiões permeiam no processo de catequização a se adequarem em sentido integral a filosofias não ancestrais, fora da história de seus antepassados. Fato este não ocorrido com os seguidores de religiões de matriz africana que perfazem, apesar das inferências, um sentimento étnico-religioso, e podem afirmar que seguem as religiões dos seus ancestrais, mantendo vivo o conhecimento repassado através de gerações e gerações, apesar das diversas realaborações provocadas pelo rapto do continente africano e necessidades de adaptações nas Américas. Por isso é muito forte na Bahia as nações africanas serem representadas em associações religiosas onde se tornou possível a identificação não somente simbólica, mas étnico-africana de ser ketu, angola-congo, jeje, ijexá, e outras, tanto assim que religião e identidade étnica se encontram no Brasil através das religiões de matriz africana, por isso o meu respeito aos praticantes dessas religiões e o respeito aos meus ancestrais (família) que praticaram essa religião e ainda aos remanescentes. O meu avô paterno nascido em 1884 era de candomblé e os pais dele também. Não tenho o histórico como o candomblé entrou na minha família.
Em primeiro momento é de estranhar para os cristãos que lêem os meus artigos as afirmações acima, mas são necessárias para entender o pertencimento da COPATZION na nação dos antigos hebreus.
Torna-se importante assimilar que nós não seguimos a religião chamada judaísmo e não somos judeus, é de fundamental importância esta distinção para não haver confusão. O judaísmo foi uma religião criada pelos askenazis, palavra no hebraico que significa alemão, após mais de 700 anos da morte de Yahshoua. Por isso é importante ler o livro The Thirteenth Tribe de Arthur Koestler, link disponível neste blogger.
Também não somos judeus messiânicos. Somos hebreus, descendentes e continuidade do verdadeiro Ysrayl.
Independente de prática religiosa os pretos escravizados do continente africano são de origem hebraica e neste artigo iremos começar a trabalhar estas afirmações, sendo assim necessário, para um melhor conhecimento pedagógico conhecermos os hebreus da Bíblia.
As imagens conhecidas dos personagens bíblicos em uma civilização judaico-cristã afetam o nosso cognitivo desde a tenra infância, e nestas imagens criamos os nossos referenciais para toda a vida. Dentro do mundo cristão católico e protestante essas imagens introjetadas através dos meios de comunicação, especialmente o cinema e a televisão forçaram os nossos neurônios a pensar que os hebreus bíblicos foram pessoas européias. Uma das imagens mais conhecidas é de Moisés, divulgada pelos quatros cantos do planeta por empresas de Hollywood:


Então vamos através dos escritos dos hebreus atestar como eles se declaravam. Onde estão esses escritos? Na coleção de livros que conhecemos por Bíblia.
As traduções do hebraico e aramaico são tendenciosas para esconder a verdadeira imagem preta dos hebreus. E também através dos livros didáticos nas chamadas escolas dominicais de igrejas protestantes, nas catequeses católicas, nas imagens do Messias, especialmente nas igrejas adventistas, nas revistas das Testemunhas de Jeová. Até em muitos centros de umbanda e em alguns terreiros de candomblé que aceitam o sincretismo religioso ou paralelismo religioso, dependendo a interpretação, as imagens que tentam retratar o Messias hebreu não são a realidade. Divulgam um homem europeu cooperando com a supremacia branca religiosa.

Yahoshua na Umbanda / Yahoshua no Espíritismo

E ATÉ A IGREJA METODISTA QUE TEM UMA PASTORAL CONTRA O RACISMO DIVULGA A IMAGEM DE YAHOSHUA EUROPEU.

http://www.metodistavilaisabel.org.br/missao_new/oracao2.asp
OS BATISTAS ASSIM ACREDITAM NO MESSIAS E ENSINAM AS CRIANÇAS PRETAS
http://br.geocities.com/jdbmibc/imagens


IMAGENS EM REVISTAS DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA
(Crianças pretas adventistas acreditam que são verdadeiras)


http://www.igrejaadventista.org.br/Ministeriodacrianca/capas1/biblia_p2.jpg



Os documentos históricos são provas incontestáveis, apesar dos escritos da Bíblia não deixarem dúvidas sobre a cor epitelial dos antigos hebreus, as interpretações são realizadas induzindo aos leigos e neófitos a acreditarem na branquitude dos personagens hebreus, que relataram a sua história em diversos livros, alguns perversamente retirados do Canon conhecido como erradamente como Primeiro Testamento, porque o Primeiro e o Segundo Testamento são contínuos que relatam o amor de Yah e o Messias com o verdadeiro Yasryl.
Existem diversas imagens dos hebreus cativos em Khemet, na Assíria e na Babilônia e retratam a sua pretitude. Interessante é a não divulgação nos meios de comunicação das religiões e da mídia.
Há um documento histórico que ajudou a desmascarar a farsa elaborada a partir do surgimento do cristianismo europeu e da difusão através do judaísmo de imagens européias para os personagens reais da história dos hebreus: a única imagem existente de um rei de Israel. Sobre ela que discorreremos e vocês ficarão estarrecidos em ver que o rei de Israel foi nesta escultura um preto, como todo o verdadeiro Israel.
E depois de lerdes esse artigo e se ainda continuares mentindo para as crianças nas suas igrejas sobre a cor dos hebreus, terei que chamá-lo de mentiroso (a) se as criancinhas desenharem hebreus com características européias e ficardes calado. Recusando-se a ensinar a verdadeira história.
Então vamos conhecer o Rei de Israel que foi descrito pelos seus conquistadores, os Assírios.
Após a morte de Salomão em 931 a. C. a ocorreu a divisão dos hebreus, em dois reinos: O Reino de Israel e o Reino de Judá. O seu filho Roboão seguindo os jovens conselheiros aumentou os impostos possibilitando a divisão das tribos nortistas, que se tornou um estado independente com a capital em Samaria, até o ano 721 a. C. Somente a tribo de Judá e Benjamim continuaram com Roboão, com a capital em Jerusalém; e as outras dez tribos seguiram Jeroboão da tribo de Efraim. A primeira capital do Reino do Norte (Israel) foi a cidade de Siquém, depois Fanuel, posteriormente Tersa.
A história dois reinos foi conturbada, em diversos momentos travaram guerras entre si e enfrentaram inimigos poderosos, entre eles, a Assíria que destruiu o reino de Israel e a Babilônia que destruiu o reino de Judá, nestes dois episódios, os hebreus foram levados cativos.
A Mídia divulga imagens sobre os hebreus na Babilônia, conforme os interesses dos europeus e askenazis vede abaixo:

As próximas imagens estavam em escavações de sítios arqueológicos que retratam o exílio babilônico:

As inscrições encontradas nas escavações da Assíria e da Babilônia retratam a imagem dos hebreus, e nelas encontramos um povo preto, que continua escondido pelos padres, pastores e guias do cristianismo e do judaísmo em todas as regiões do planeta. Quais serão os motivos de esconder a verdade? Por que falsearam as imagens dos hebreus? O leitor pode me responder? O que você acha?


A descoberta do obelisco preto de uma vez por todas desmascarou a farsa da cor epitelial dos verdadeiros hebreus. O "Black Obelisco" de Shalmaneser III (reinou 858-824 a.C) é um calcário preto Neo-assírio de baixo-relevo e retrata a escultura de Nimrud (antiga Kalhu), no norte do Iraque. É o mais completo obelisco da Assíria descoberto, e é historicamente importante porque mostra imagens de um antigo israelita. Foi erguido como um monumento público em 825 AC, num momento de guerra civil.
Descoberto em 1846 em Nimrud, no Iraque, o Obelisco Negro de Shalmaneser está atualmente no Museu Britânico.
O Obelisco Negro de Shalmaneser foi erguido em uma estela como uma vitória pelo rei assírio Shalmaneser III (858-824 a.C) em cerca de 841 a.C. A cerca de sete-pés, de quatro faces, monumento em calcário contém muitas imagens e aproximadamente 190 linhas de texto. A imagem abaixo mostra o rei de Israel Jéu abaixado em humilde homenagem depois da derrota para a Assíria (2 Reis 9-10).

Mas Jeú não teve o cuidado de andar de todo o seu coração na lei do Senhor Deus de Israel, nem se apartou dos pecados de Jeroboão, com os quais este fez Israel pecar. II Reis 10:31.

A representação de Jeú é uma das primeiras imagens de um sobrevivente israelita.

Observe os detalhes dos Hebreus cativos.


A importância do obelisco para a história é fundamental, pois
comprova os fatos da história de Israel relatados nos livros bíblicos e demonstra que houve um exílio das chamadas “Dez Tribos”. O caminho do povo hebreu se deu em direção a região chamada atualmente continente africano. Não somente após o exílio da invasão Assíria, também após a dominação do reino de Judá, pelos babilônios, no domínio grego e com a fuga de um milhão de hebreus na dominação romana que foram habitar Kemeth (Egito).
O obelisco comprova a cor epitelial dos hebreus bíblicos e eles sabem a verdade.


HEBREUS EM CATIVEIRO NA ASSIRIA

Escultura escavada na antiga cidade de Nínive (Capital da Assíria) observe os cabelos dos hebreus em cativeiro. Museu Britânico.
Pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Salmos 137:3.
Esta escultura escavada do palácio em Nínive mostra três prisioneiros de guerra tocando liras sendo levados embora por um soldado.

SOLDADO HEBREU

MÚSICOS HEBREUS




ELES SABEM A VERDADE
O obelisco comprova a cor epitelial dos hebreus bíblicos e eles sabem a verdade.
A vontade de Yah se estabelece na reestruturação da sua nação amada, que após sofrer o cativeiro e ser deportada em navios, novamente recebe a benção de Yah que nunca a abandonou.
A hebréia nação preta tem a história mais antiga em diásporas forçadas do planeta, e atualmente está sendo restaurada, conforme as palavras do profeta sobre o Vale dos Ossos Secos em Ezequiel 37:
1-Veio sobre mim a mão De YAH; e YAH me levou em espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos,
2 e me fez andar ao redor deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale e estavam sequíssimos.
3 E me disse: Filho do homem, poderão viver estes ossos? E eu disse: YAH, tu o sabes.
4 Então, me disse: Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra de YAH.
5 Assim diz o YAH a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
6 E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou YAH.
7 Então, profetizei como se me deu ordem; e houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso.
8 E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito.
9 E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz YAH: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
10 E profetizei como ele me deu ordem; então, o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército grande em extremo.
11 Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel; eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados
12 Portanto, profetiza e dize-lhes: Assim diz YAH: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, e vos farei sair das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
13 E sabereis que eu sou YAH, quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair das vossas sepulturas, ó povo meu.
14 E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra, e sabereis que eu, YAH , disse isso e o fiz, diz YAH.
15 E veio a mim a palavra de YAH, dizendo:
16 Tu, pois, ó filho do homem, toma um pedaço de madeira e escreve nele: Por Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros. E toma outro pedaço de madeira e escreve nele: Por José, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros.
17 E ajunta um ao outro, para que se unam e se tornem um só na tua mão.
18 E, quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo: Não nos declararás o que significam estas coisas?
19 Tu lhes dirás: Assim diz YAH: Eis que eu tomarei a vara de José, que esteve na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei à vara de Judá, e farei delas uma só vara, e elas se farão uma só na minha mão.
20 E os pedaços de madeira sobre que houveres escrito estarão na tua mão, perante os olhos deles.
21 Dize-lhes, pois: Assim diz YAH: Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra.
22 E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.
23 E nunca mais se contaminarão com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com as suas prevaricações; e os livrarei de todos os lugares de sua residência em que pecaram e os purificarei; assim, eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
24 E meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor; e andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão.
25 E habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; e habitarão nela, eles, e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente.
26 E farei com eles um concerto de paz; e será um concerto perpétuo; e os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.
27 E o meu tabernáculo estará com eles, e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
28 E as nações saberão que eu sou YAH que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles, para sempre.

terça-feira, 3 de março de 2009

NEGRO SPIRITUALS - CANÇÕES DE RESISTÊNCIA.


Por Walter Passos - Teólogo e Historiador
Pseudônimo: Kefing Foluke.
Um dos mais belos ritmos musicais de resistência na escravidão foram os chamados spirituals, e diversos estudos sobre a sua origem ainda são temas de pesquisas de musicólogos, teólogos e historiadores.
De acordo com o excelente artigo escrito pelo musicólogo Juarês de Mira:
“A musica sempre esteve presente nas aspirações e lutas por liberdade dos negros desde que nas Américas, aportaram trazidos como escravos. Deles foi roubado, sua língua, família, e grande parte de sua cultura; ainda assim seus opressores não puderam remover a sua música, que era a expressão da alma deste povo. Ano após ano esses escravos e seus descendentes aceitaram o cristianismo que era a religião de seus senhores. A Música era parte integrante do dia a dia do africano e era usada nos trabalhos, nas caçadas, nas festas, enfim toda a atividade era pontuada com musica. O poder desta musica da Diáspora aparece como elemento condutor da grande herança ancestral e cultural da Mãe África.
O Musicólogo M. Kolinsky fez um estudo comparativo de Negro spirituals e Canções Nativas da África Ocidental, e muitos eram idênticos, ou intimamente aparentados em estrutura tonal (escala e modo). Um Spiritual que ficou mundialmente conhecido no arranjo de Bob Dylan (many Thousands Go) , No More Auction Block For Me, segundo Kolinsky é claramente idêntico a uma canção do povo Achanti (Gana).”Leia todo o artigo: http://negrospirituals.blogspot.com/2008/05/negro-spirituals-um-canto-de-liberdade.html
Analisar as manifestações libertárias pretas com os olhares das ciências sociais brancas, utilizando os seus instrumentos metodológicos deformados e preconceituosos, infelizmente, tem levado estudiosos pretos a tecerem conclusões equivocadas, como se estes fossem modelos a serem seguidos por nosso povo. Já se passou o momento de aceitar as conclusões dos pesquisadores brancos sobre a nossa história, as nossas manifestações religiosas, as nossas vivências. Os que escreveram e escrevem sobre nós, as suas análises, independente se forem feitas em grandes centros acadêmicos, tem que ser questionados e postas à prova. Sempre duvide dos estudos feitos pelos descendentes dos escravizadores, e no caso especifico dos catequizados pelo catolicismo e convertidos ao protestantismo desconfiem quando falarem da história dos hebreus e da cor de Yahoshua.

A escravidão foi formada de grandes campos de concentração baseada no latifúndio, na monocultura e exploração da mão-de-obra escravizada. O alento, a esperança, a contestação e o desafio as normas escravistas vigentes, foram também expressas através da musicalidade em toda a América escravista.

Os Negros Spirituals tornaram-se uma das formas mais elaboradas de cânticos e práticas de resistência especialmente nos Estados Unidos da América, que serviram como mensagens e manutenção da unidade para o enfretamento contra o sistema cristão branco escravista e manutenção de resquícios históricos ancestrais.
Diversas canções foram códigos de fugas ocultos e de duplas mensagens, planejando rebeliões ou evitando recapturas de escravizados fugidos. Os negros spirituals estão fortemente ligados a revolta do pastor preto Nat Turner, terma já publicado neste blogger: http://cnncba.blogspot.com/2007/11/nat-turner-o-profeta-guerreiro-lder-da.html
Relacionamos também os spirituals a Harriet Tubman valorosa mulher preta que lutou contra a escravidão, o racismo e o direito ao sufrágio das mulheres, entre seus fatos importantes houve incursões para libertar mais de setenta escravizados, conhecidas como Black Moses.
Entre tantas canções citamos os exemplos de: "And He never said a mumbelin’ word," "Go down Moses," "Oh Freedom," e "Steal Away to Jesus."

Uma das grandes características dos intelectuais pretos protestantes brasileiros é desconhecerem a sua história africana. Ignorar a civilização hebraica e sua migração para extensas regiões da África Ocidental e conseqüente escravização para as Américas, criando diversas formas de resistência, tornou-se uma forma de embranquecimento histórico e teológico, os tornando co-participes da má interpretação da história bíblica e do verdadeiro Povo Hebreu. Não detendo esse conhecimento ou negando a aprendê-lo, incorre em erros de análises. Como foi o caso de um antigo pastor preto o qual escreveu um artigo na Revista Simpósio nº 27 de junho de 1983, páginas 237 -252. Este artigo escrito pelo Reverendo Leontino Farias dos Santos, doutor em teologia e pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI), intitulado: Aspectos sociolingüísticos da tradução de hinos protestantes Camp meetings e Negro Spirituals. Apesar de o reverendo tentar explicar a origem da musicalidade dos escravizados repete concepções calvinistas de superioridade racial branca:
“...Os fieis geralmente assim procediam porque estavam excitados a ponto de chegar ao frenesi, ao êxtase em seu mais alto grau, onde toda a ordem é esquecida e cada um dança, rodopia, pula berra e canta como quer, apesar de na vida normal ser pessoa pacta e disciplinada.
As pessoas envolvidas perdem a noção do ridículo e se lançam a histeria, possuídas por espíritos estranhos, com berros, uivos, linguagem ilógica e cânticos espirituais...
Queremos nos referir à criatividade, capacidade de improvisação e harmonia que caracterizam os cânticos espirituais dos negros. Sem técnica pré-estabelecida, sem ensaios, sem cultura musical e sem cultura geral historicamente reconhecida pelos povos mais desenvolvidos...
Outra característica é a criação de canções de sofrimento com demonstração de espírito de resignação...”
O autor usa adjetivos discriminatórios ao referir-se a expressões corporais africanas, repetindo termos da academia branca que se considera humana e trata os africanos e seus descendentes como “bestiais”:
“As pessoas envolvidas perdem a noção do ridículo e se lançam a histeria, possuídas por espíritos estranhos, com berros, uivos, linguagem ilógica e cânticos espirituais..”.

Como é o caso do Reverendo Leontino, um homem preto, que deveria reanalisar o texto, e reescrevê-lo com uma concepção empretecida, livre das influências acadêmicas brancas calvinistas, apesar de trazer para época informações interessantes, no meu caso particular, de ter acesso há 26 anos a estas pesquisas.
O que me levou a refletir sobre esse tema não sendo um musicólogo foi a canção Kum Ba Yah, uma das musicas favoritas de muitos hebreus-israelitas.

O que chama a atenção imediata é o nome sagrado de Yah nesta linda canção. Yah é abreviatura de YHWH, não devemos pronunciar Jah, Javé ou Jeová porque não existe na língua hebraica a letra J.
Uma das primeiras perguntas: Como os escravizados conheciam essa canção com o nome sagrado de Yah?
Encontramos o nome de Yah que é uma abreviação de YHWH cerca de 50 vezes nos livros bíblicos e citamos alguns exemplos:
A primeira ocorrência do nome Yah ocorre em Êxodo 15:2, quando Moisés e o Povo Hebreu cantam uma canção sobre a derrota de Faraó e seus cavaleiros:
(Yah é a minha força e canção e Ele se tornou a minha salvação)

Esta canção veio do continente africano e não foi influenciada pelos escravizadores cristãos brancos, sendo especial entre os spirituals na escravidão.
O conhecimento do nome sagrado de Yah pelos escravizados pretos antes da catequização nos dá pistas sobre a presença de hebreus pretos na África Ocidental e faz-nos refletir a história do povo hebreu e sua diáspora, sendo este um tema a ser publicado futuramente neste Blogger.
Louvado seja Yah para sempre! Hal-le-lu-Yah!!!

 Acesse:
Poemas de amor ao povo preto:  

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

CULTO DE INAUGURAÇÃO DA COPATZION



Por: Ulisses Passos. Acadêmico de Direito, Pan-Africanista e Presidente do CNNC/BA e membro da COPATZION. Pseudônimo: Aswad Simba Foluke. E-mail: ulisses_soares@hotmail.com



Ontem, dia 30 de novembro a Comunidade Pan-Africanista de Tzion, realizou o seu culto inaugural. O povo preto uniu-se para louvar e festejar Yavé. Yeshua, o Africano, esteve presente em nossos corações.

Foi uma manhã de confraternização dos cristãos pretos que livremente cantaram, dançaram e louvaram a Yeshua, o Messias, e renovaram os seus votos ao crescimento da Igreja Preta, a divulgação da Teologia Preta, a propagação do Cristianismo de Matriz Africana, ao compromisso da real liberdade do povo preto, as missões de libertação e inserção cada vez maior de combate ao racismo na sociedade e nas igrejas evangélicas.
Contamos com a ilustre presença do Pastor Batista Allan Callahan (USA), que nos trouxe uma inspirada mensagem sobre Yeshua e seu amor a humanidade. Tivemos momentos de louvor e adoração, canções de Bob Marley (One Love e Redemption Song), orações e declamação de poesias de Agostinho Neto e Marcus Garvey, leia:

O Louvor Africano de Batalha
(Marcus Garvey)
O sol africano está brilhando acima do horizonte,
O dia está surgindo para nós, homens e mulheres pretas ao redor do mundo;
Nosso Deus está na linha da frente, e conduz o Batalhão Santo,
Avante, faça suas bandeiras brilharem, irmãos de nobres ações.

Há uma bandeira que nós amamos verdadeiramente -
O vermelho, o preto e verde,
Maior emblema que pode ser declarado,
A mais brilhante já vista.

Quando o mal for rompido, a terra vai tremer,
Nem oceanos, mares, nem lagos estarão a salvo,
O nosso sofrimento foi muito longo, nosso choro subiu até o trono de Deus;
Temos contados diversos erros, e apelamos por uma mudança efetiva.

Então, Senhor, deixe-nos ir para a batalha, com a Cruz na frente;
Vamos ver nossos inimigos sucumbirem, ver suas fileiras se dividir
Porque com Deus não há qualquer obstáculo que não possa ser ultrapassado,
Nem vitória que não possa ser alcançada.

Todos os filhos de Deus, seja na angústia ou nos castigos,
Não importa onde, com misericórdia, seu amor está lá;
Então dei-nos coragem para alegres cantar louvores ao Rei, O Salvador, Cristo, o Senhor.

OH, África, vitória! Veja, o inimigo vai cair!
Cristo levar-nos a vestir a coroa triunfante;
Jesus, lembramos com carinho o sacrifício da cruz,
Então levantamos as nossas bandeiras para nunca mais sofrer.


A ordenação do Pastor Fredson Oliveira e sua inspirada pregação foi sobre o Amor de Yeshua para o povo preto, o povo escolhido de Yavé.

Agradecemos a presença dos representantes da ANEC (Associação de Negros Evangélicos de Camaçari), do Pastor Callahan e dos membros do CNNC/BA. Agradecemos também a apoio dos irmãos pretos Paulo Rogério e Geilson da Mídia Étnica.
Veja algumas fotos do Culto inaugural da Igreja Preta:


Leitura das Sagradas Escrituras Africanas
Irma Kinda, irmã Makini, irmã Aidan,Pastor Fredson, irmã Bete e Sista Dina.

Pastor Fredson, esposa Jaqueline e filha Fernandinha

Dança do Povo Preto


O Povo Preto é só Alegria!


Deixai vir a mim as criancinhas- Palavras de Yeshua, o Africano.



Ras Roberto e Ras Sidnei , tocadores dos instrumentos sagrados, nos agraciaram com o Toque do Coração em louvor a Yeshua. Irmã Manana, Irmão Thembi, irmã Makeda e seu esposo Ednor.



Irmã Aidan, irmã Elenita e irmã Manana

Parabenizo a iniciativa dos irmãos, pois acredito, que estamos caminhado par esse momento, em que em nossas igrejas negras, terão uma participação na pregação autentica do verdadeiro Evangelho do Cristo, que como os irmãos acredito ser preto tembém. Infelizmente não poderei estar com os irmãos nessa ação afirmativa, mas creio que terei a oportunidade de participar de uma celebração com os irmãos em breve.
Continuem precisaremos da experiências de vocês para enchermos o Brasil de igrejas pretas dirigidas por pretos.
João Preto/PASTOR

Veja mais fotos da COPATZION no Orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList.aspx?uid=10464817996003069858

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

IGREJA PRETA - A RECONSTRUÇÃO ESPIRITUAL DOS AFRICANOS E AFRICANAS NA DIÁSPORA

Por Walter Passos. Teólogo, Historiador, Pan-africanista, Afrocentrado e Presidente CNNC – Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos. Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos@gmail.com


Após dois anos de imensos debates internos e tentativas de aproximação com pastores e igrejas protestantes, possuidoras de “programas” contra a discriminação racial, o CNNC (Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos) percebeu a impossibilidade de manutenção e permanência da maioria de seus membros nessas comunidades. Não excluímos totalmente o diálogo com essas igrejas e suas lideranças brancas, as quais mantêm dentro de suas instituições milhões de descendentes de africanos aprisionados mentalmente, sendo esse o motivo de continuarmos com essa tentativa, com a nossa voz profética, com obrigação de alertá-las sobre o pecado do racismo contra as filhas e filhos de Yavé.
Sabemos que certas igrejas possuem pastorais ou estão iniciando discussões, aonde ordenam pretas e pretos as representem em reuniões dos Movimentos Sociais, evitando o confronto dos verdadeiros representantes dessas igrejas - os brancos - que possuem as decisões. Estes não comparecem, são os reais detentores do poder eclesiástico, estes não desejam mudanças na opressão racial e acumulam experiências de dominação, usam estas pastorais, evitando também discutir internamente a discriminação contra o povo preto nas suas igrejas, concílios e na sociedade, outrossim, as pretas e pretos servem muito bem para escamotear o que eles deveriam urgentemente discutir e tentar resolver em conjunto.
O Movimento Negro sabe e confirma que o CNNC é a única organização cristã preta livre, adjetivada pelas igrejas brancas e seus representantes descendentes de africanos de “negros rebeldes”, “negros desobedientes”, “negros hereges”, “negros divisionários”, “negros pecadores”, “negros endemoniados”. Consideram-nos pregadores de uma Teologia Negra e da saída do povo preto dessas instituições, o que não deixa de ser verdade em última análise. O CNNC não deseja e nem pede que as igrejas brancas peçam perdão ao povo preto pela escravidão. Não acreditamos na seriedade moral e espiritual desta petição. Inclusive a maioria delas não atendeu ao pedido de perdão sugerido por membros de algumas organizações cristãs que ilusoriamente acreditam nas igrejas brancas. Pedimos sim, a Yavé que perdoe essas igrejas que usando indevidamente o seu Santo Nome participaram da invasão da África - Continente Abençoado, do tráfico de mulheres, crianças e homens originais, da exploração dos nossos ancestrais e são culpadas pela omissão da escravidão e racismo, e muitas delas da participaram da morte de milhões de africanos e descendentes, e além do perdão, que Yavé proceda com a devida justiça atingindo todos aqueles que até hoje se utilizam do racismo e das inúmeras mentiras para construção dos seus Impérios religiosos anti-pretos.
O CNNC entende o medo das igrejas brancas e as causas da preocupação da manutenção de milhões de pretas e pretos passivos, em seus quadros religiosos. Abaixo, analisaremos os motivos principais que levam ao desespero dessas estruturas eclesiásticas:

CRISTIANISMO DE MATRIZ AFRICANA

O CNNC foi a primeira organização no Brasil a divulgar que a origem do cristianismo é africano, através de profundos estudos da história do cristianismo, da história das civilizações do Vale do Nilo, da região conhecida por Magreb e especialmente pelos estudos das Sagradas Escrituras Africanas (Bíblia). Os livros do Primeiro Testamento tiveram como espaço geográfico a África antes de ser separada pelo congloremerado anglo-francês que construiu o canal de Suez. África e Ásia são na verdade uma só extensão territorial e os fatos históricos bíblicos tiveram como atores e atrizes mulheres e homens pretos.
As primeiras comunidades cristãs se formaram na África e ainda existem como provas vivas das revelações de Yavé para as civilizações originais, assim, ainda temos a Igreja Copta no Egito e a Igreja na Etiópia, formadas bem antes da Igreja Branca Católica Apostólica Romana e das Igrejas Brancas surgidas na Reforma Protestante do séc. XVI. Por isso a COPTAZION se espelha em uma tradição africana, numa reelaboração de fé dos ancestrais africanos, denunciando que o cristianismo que ai está seja católico ou protestante, omite a verdade histórica e das primeiras comunidades africanas cristãs. Yeshua, nunca foi a Europa, foi um homem africano com uma família africana e com mensagens de reconciliação, de libertação e paz para os africanos e seus descendentes. A COPTAZION é a única igreja no Brasil que reconhece e propaga o Cristianismo de Matriz Africana como um dos seus principais alicerces doutrinários.
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O MEDO DE JESUS CRISTO PRETO

QUESTÃO ECONÔMICA

Censos realizados há alguns anos, demonstram que há cerca de 15 milhões de descendentes de africanos membros de diversas igrejas evangélicas ou protestantes. A amada leitora e o amado leitor se forem membro de igreja, sabe que a manutenção das instituições perpassa com a contribuição direta dos fiéis, sendo assim, podemos enumerar algumas: dízimos, ofertas, campanhas beneficentes, etc., para manutenção de escolas, hospitais, templos, gráficas, seminários, missões, salários pastorais, entre outros.
Desde a infância aprendi a contribuir com os trabalhos das igrejas, em muitos momentos eu guardava o pouco dinheiro para a merenda escolar com a finalidade de ofertar na escola dominical. Deixei de comprar os meus doces, mas aprendi a responsabilidade da contribuição de se manter a instituição religiosa. Apenas me arrependo de ter deixado de saborear os doces e ter contribuído para manutenção do racismo. Nenhuma organização sobrevive sem a participação econômica de seus membros e na igreja esse aprendizado começa na infância.
Vamos brincar um pouco de economia, não sendo a minha área poderei incorrer em erros, mas baseado em experiências e relatos, analisaremos as contribuições de 15 milhões de descendentes de africanos para as diversas organizações protestantes. É bom ressaltar, o dízimo significa para muitas igrejas, dez por cento do salário. Há membros de diversas classes sociais , e a maioria recebe o um salário mínimo; dez por cento do salário mínimo são R$ 415,00 reais; se você ganha um salário mínimo e se for um crente fiel; dez por cento, isto é, 41 reais pertencem à instituição. Se você ganha 2000 reais, 200 são da instituição. Além das ofertas, campanhas, etc... Suponhamos na média que 15 milhões de pretos contribuam na média 50 reais ao mês, evidente que essa média deve subir, pela aquisição de diversos CDs, shows do grande mercado gospel, da compra de Bíblias, literatura, cartões, roupas, e diversos outros objetos diariamente adquiridos pelo povo preto evangélico.
Por baixo façamos a multiplicação:
15.000.000,00 X 50,00 = 750 milhões de reais, em um ano serão nove bilhões de reais utilizados para a manutenção do racismo protestante.
Pode-se chegar tranquilamente também a média de 100 reais pela venda de material evangelístico e poderosas campanhas de manutenção de programas de rádios e televisivos. Então façamos uma média de R$100,00 mensais, isso sem integrar as Testemunhas de Jeová e os pretos na Igreja Católica que não fazem parte nesses cálculos, porque teríamos um valor impossível neste momento de supor.
Na média de R$100,00 X 15.000.000,00 = 1 bilhão e 500 milhões de reais investidos pelos descendentes de africanos evangélicos nas igrejas que negam a discriminação racial no Brasil.
Pasmem! Setecentos e 50 milhões de reais ou um bilhão e 500 milhões de reais são disponibilizados ao mês, nove bilhões de reais ou 15 bilhões de reais anualmente para a manutenção de estruturas que negam o racismo e esse montante não são voltados para a comunidade negra.
Minha irmã e meu irmão preto é o momento de se fazer reflexões.
- O que você tem feito pelo seu povo preto?
- O suor de seu trabalho tem servido para a manutenção do racismo nas igrejas evangélicas?
- O dízimo e oferta garantem que seus filhos e filhas estudem nos colégios dessas denominações?
- Não já passou o momento de você reverter esse processo?

QUESTÃO HISTÓRICA
A negação do racismo na igreja protestante é de tentar escamotear o passado dos escravizadores norte-americanos que trouxeram a fé evangélica para o Brasil, e com eles o racismo protestante de missões o qual já encontrou uma sociedade racista baseada no catolicismo escravizador.
Foram formadas igrejas baseadas no simbolismo branco-puritano-racista, que delinearam e marcaram todas as igrejas históricas e a posteriori as denominações pentecostais e neopentecostais.
A historia do protestantismo Brasileiro é baseada no liberalismo, na idéias do Darwinismo Social, da Predestinação (que criou o Apartheid na África do Sul e as Leis Jim Crow) e em teologias anti-preto. O interesse dos primeiros protestantes foi de converter brancos e não descendentes de africanos, ocorrendo uma inversão de alvo, tornando-se necessário um entendimento mais acurado da presença maciça de pretos e pretas nas denominações protestantes históricas, especialmente a fé batista. Nas outras igrejas históricas há também comunidades exclusivamente pretas, e a grande presença de comunidades evangélicas em quilombos, fato este, não comentado por historiadores, sociólogos e antropólogos. As igrejas pentecostais e neopentecostais são majoritariamente negras, como o caso especifica das Assembléias de Deus e de outras.
A história do protestantismo no Brasil é pautada na discriminação racial e no alijamento da parcela preta dos processos decisórios, tanto assim, que a Igreja Metodista, ainda se recusa de aceitar como um dos heróis da fé, o crente metodista marinheiro João Cândido.
A história do protestantismo no Brasil é a negação do ser africano, são concepções eurocentradas e norte-americanas, que através de seus programas educativos se apropriaram do discurso da inferiorização dos descendentes de africanos. Aliás, muito bem planejado, afetando as relações de convivência da família, do povo preto, criando um desejo intenso de branqueamento das poucas lideranças masculinas e o desejo intrínseco de “melhoria” racial; um péssimo exemplo para as crianças e jovens. Achei um vídeo na internet o qual retrata a visão distorcida das relações entre negros em uma igreja protestante.

A QUESTÃO TEOLÓGICA
Um dos recortes fundamentais da manutenção da escravidão mental dos descendentes de africanos no protestantismo e a Teologia.
Quando usamos a conceituação de teologia branca é para explicitar diretamente que os conceitos do cristianismo protestante são europeus e norte-americanos. Não vou citar as diversas escolas teológicas, mas todos os pensadores são brancos, a teologia tem postulados brancos ocidentais, inclusive pretos e pretos se tornam doutores e doutoras nesses pensamentos, nada entendem de afrocentricidade, mas são mais brancos do que os próprios brancos e se voltam violentamente contra o modo de pensar africano e afro-diaspórico. O Povo preto é o mais espiritual da terra porque possui a essência do sopro divino, resultante de ser a primeira criação de Yavé, os seres originais. Um povo repleto de alegria e espiritualidade. O povo escolhido de Yavé para povoar o planeta, sendo a sua imagem e semelhança, não estou excluindo as outras cores epiteliais que sofreram mutações genéticas temporais. Apenas afirmo que o povo preto é originariamente o POVO de DEUS, conforme escrito nas Sagradas Escrituras Africanas e em todas as antigas tradições do mundo. As Sagradas Escrituras Africanas relatam erros e acertos de povos africanos e suas relações com o Deus PRETO.
As igrejas protestantes ensinam uma teologia branca excludente, anti-histórica e anti-Bíblica que mantém milhões de descendentes de africanos aprisionados, imaginando um Deus europeu, escravizador e terrorista, que não ama o povo preto. Incrível, como a teologia foi transformada, apropriada e deformada para a manutenção de inverdades que favoreceram o império branco romano e foi novamente transformada na reforma protestante branca européia do sec. XVI. Os diversos pensamentos teológicos da Igreja Branca Romana e da Reforma Branca Protestante foram direcionados aos povos brancos e serviram de exclusão do Povo Preto.
Por isso, o CNNC, não aceita e nem compreende que teólogos brancos no Brasil queiram produzir uma Teologia Negra – melhor seria Teologia Preta - isso é impossível, é vergonhoso, como também e questionável que pretos e pretas que ainda estão dominados e subservientes nas igrejas brancas em suas pastorais e concílios, tentem fazer um Teologia Negra sendo orientados por esses pastores. Isso é brincadeira!!! Somente pretos livres e independentes em suas comunidades pretas tem a possibilidade de viver e escrever uma Teologia Negra, porque é a sua vivência espiritual com Yavé, podem entender, sem a interferência espiritual dos líderes brancos e suas teologias excludentes a vontade de Yavé para o seu povo preto. Junte-se a nós nessa caminhada.
QUESTÃO DAS MULHERES E CRIANÇAS
As igrejas no Brasil servem de exclusão das crianças e das mulheres mantendo o foco da patriarcalidade, de uma teologia patriarcal, sexista e machista. As crianças alvo do amor de Yeshua são desconsideradas, especialmente as crianças descendentes de africanos, alvos incontestes de uma educação discriminatória que afeta a sua auto-estima desde o ventre materno, formadas em escolas dominicais que afetam a sua formação como africanos em diáspora.
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O RACISMO NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
As mulheres pretas, as grandes baluartes da ancestralidade africana, da família, da fé, são esquecidas nestas igrejas protestantes, milhões de mulheres pretas não tem o reconhecimento da sua beleza e inteligência como obra-prima do criador na África, e essas igrejas machistas a negam a ordenação pastoral, colocoado-as como serviçais de templos e organizações. Por isso torna-se necessário a imediata libertação espiritual dessas mulheres e crianças para que se redescubram na africanidade e possam cumprir verdadeiramente a missão de unificação do seu povo nas igrejas evangélicas e nas sociedades afro-diaspóricas.
Conclusão: Estes são alguns fatores de pretas e pretos de diversas denominações em Salvador-Bahia, resolveram atender o chamado de Yavé para se organizarem além do CNNC, na primeira Igreja Preta do Brasil - COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Apesar de no Brasil existir igrejas que se autodenominam de Negras, possuem apenas cultos alegres e avivados, como é natural, pois sua maioria é de descendentes de africanos que abundam a alegria e a Graça de Yavé e onde está o povo preto reunido está à presença do Eterno, abençoando ao seu povo original. Infelizmente estas igrejas possuem uma teologia branca em comunidades pretas. A COPTAZION é uma igreja preta com uma teologia preta, ai está à diferença.
Os desafios já surgiram e ataques já se iniciaram contra a COPATZION, as lideranças brancas e membros pretos afetados por estas estão desesperados pela aceitação da COPATZION pela comunidade preta. Estamos recebendo dezenas de e-mails de todo o Brasil e do exterior com pedidos de inauguração da COPATZION.
Irmãs e irmãos pretos, você pode agora LIVREMENTE LOUVAR A YESHUA, o AFRICANO, cantar e tocar os tambores sagrados, participar de confraternização como um só povo: O POVO DE YAVÉ, e no próximo dia 30 estaremos fazendo a nossa primeira celebração com a ordenação do nosso pastor, cânticos, poemas, danças e confraternização da Igreja Preta.
Contribua com essa idéia. Precisamos implementar ações de missões e construção do nosso templo. Tenha a COPTZAION nas suas orações e nas suas ofertas. Precisamos enviar missionários (as), queremos chegar a sua cidade com as nossas missões de libertação. Seja corajoso e corajosa. Aceite o desafio de fé. Só com a sua ajuda, irmã e irmão preto, poderemos enfrentar esses impérios religiosos consumistas e racistas que você ajuda a construir e manter, por falta de opção, porque sempre acreditou no amor de Yeshua. Agora chegou o momento de você construir pelo seu povo preto.
Entre em contato com os cristaosnegros@yahoo.com.br e com copatzion@gmail.com e vamos mudar esse jugo desigual.

PRETAS POESIAS

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