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sábado, 16 de junho de 2012

OS JARAWA – UM POVO PRETO EM EXTINÇÃO – SAFARI E ZOO HUMANO


Por Walter Passos - Historiador 
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn: kefingfoluke1@hotmail.com
Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos


Habitantes das Ilhas Andamam estão localizados em arquipélagos no Oceano Índico na Baía de Bengala, entre a península indiana ao oeste e a Birmânia no norte e leste. A maioria das ilhas é parte do Andaman e Nicobar na Índia, enquanto um pequeno número ao norte do arquipélago pertence à Birmânia.



Nestes arquipélagos habitam remanescentes dos primeiros grupos humanos que migraram do continente africano há aproximadamente 60.000 mil anos. Alguns destes grupos foram extintos após o contato com invasores ingleses que propiciaram um verdadeiro etnocídio através de assassinatos, doenças infectocontagiosas, mudanças dos hábitos alimentares, introdução dos vícios do tabaco e do alcoolismo e a exploração sexual.

Os primeiros invasores britânicos criaram um assentamento em 1789 e iniciaram o processo destrutivo, como se pode ler no diário do governador britânico à época, onde menciona que recebeu instruções para destruir os nativos por intermédio do álcool e do ópio.

Assim, como muitos outros grupos originais, a maioria dos membros da tribo Bo - grupo étnico primevo - sucumbiu às doenças introduzidas pelos britânicos no século XIX. O desaparecimento de Sr Boa em janeiro de 2010, último remanescente da população, também significa o desaparecimento de uma das línguas mais antigas do mundo. O desejo demoníaco dos antigos britânicos, infelizmente cumpriu-se:

BOA SR, THE LAST MEMBER OF THE BO TRIBE, SINGS


Entre os grupos remanescentes, iremos nos ater a explanação sobre os Jarawa, a principio porque seu estudo é de suma importância do pan-africanismo os estudos dos povos pretos em África, das migrações voluntárias e dos prisioneiros das guerras árabes e cristãs que espalharam os africanos em diversas regiões do planeta, e não podemos esquecer-nos dos judeus e os seus lucros com o tráfico. Sendo fundamental para nós o entendimento da história da humanidade e da compreensão do ódio e propagação da supremacia branca contra os povos originais.

VISITING THE JARAWA TRIBE PT. 2


Os Jarawa vivem nas ilhas ocidentais do Grande e Médio Andaman no Oceano Índico, onde são caçador-coletores, caçam porcos selvagens e lagartos, pescam com arcos e flechas e coletam sementes, frutos e mel. Eles são nômades e vivem em grupos de 40 a 50 pessoas, cujo total da população não ultrapassa o total de 300 pessoas, todos sob tutela do governo indiano, com situação de sobrevivência crítica. Desde os primeiros contatos em 1998 a ameaça da extinção é quase inevitável.


Diversas empresas de turismo organizam safáris humanos (excursões para fotografarem e verem o “exótico”), prática de civilizações brancas com os povos pretos o chamado zoo humano. Inclusive foi criado um resort turístico perto da comunidade expondo a população a pessoas estranhas a sua cultura que trazem influências nefastas, há casos de abusos de jogarem comida e pagarem a policiais para as mulheres jarawas dançarem para eles:

INDIGENOUS PEOPLE ON DISPLAY IN "HUMAN ZOO" IN INDIA


ANDAMAN TRIBES LURED TO DANCE FOR TOURISTS


Na década de 70 do século passado foi construída uma estrada no território Jarawa que trouxe colonos, madeireiros e caçadores. Afetando o ecossistema da floresta e os caçadores ilegais matando os animais usados na alimentação da população.

JARAWA MAN DENOUNCES POACHERS INVADING THEIR LAND


As doenças também estão ameaçando a existência dos Jarawa, foi detectado um surto de sarampo e outras epidemias trazidas por pessoas estranhas ao habitat. O governo da Índia também objetiva levar as poucas crianças para o aprendizado da língua e dos costumes da civilização, que porá fim a milenar cultura e todo o conhecimento adquirido dos ancestrais em milhares de anos.

Outro perigo que ronda a população dos Jarawa são as campanhas de evangelização dos cristãos que como raposas astutas tentam entrar na comunidade Jarawa para disseminar ensinamentos comprovadamente perigosos com palavras de salvação e no fundo contribuirão para mais um etnocídio de um povo original. Não podemos ficar omissos.

As visitações das “pessoas de boas intenções” apesar das “proibições” do governo indiano tem demonstrado um perigo constante à preservação do povo jarawa, sendo crianças os alvos prediletos.

JARAWA TRIBE OF ANDAMAN ISLANDS


A diminuta população dos Jarawa necessita do apoio internacional para ter uma chance da não findar. A historiografia relata diversas civilizações pretas que desapareceram após contatos com o mundo “civilizado branco".


Os métodos de extermínio físico e cultural são vários, desde o morticínio violento praticado por grupos economicamente interessados nas terras habitadas por estes povos (genocídio freqüentemente brindado com a impunidade ou mesmo o patrocínio de governos racistas, autoritários e/ou corruptos) e destruição de seus ecossistemas, até pressões psicológicas coletivas insuportáveis: através da discriminação pública, da imposição de programas “educativos” que anulem os valores próprios destas culturas, da “evangelização” de missões confessionais que impõe modelos religiosos frontalmente opostos à cosmologia e culturas tradicionais destes povos, entre outros.

A imposição de um mundo globalizado para as civilizações nativas esconde interesses econômicos, culturais, religiosos e racistas que devem ser combatidos por todas e todos que respeitam a diversidade humana e o direito a terra e a vida.

Shalom!

ENDANGERED JARAWA - INDIA

 Acesse:
Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias


sexta-feira, 1 de junho de 2012

QUINTETO ABANÃ – LINDAS CANÇÕES DE MATRIZ AFRICANA



Por Malachiyah Ben Ysrayl.
Historiador e Hebreu-Israelita
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
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Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos

Giovanino Di Ganzá é um jovem paulista, filho de um indígena tapuio e uma mulher preta do Maranhão. Poeta, compositor, musicólogo, Bacharel em Violão Erudito, que tem dedicado os seus dons para divulgar lindas canções dos ancestrais indígenas e africanos, e como ele mesmo escreveu:

-Sou músico erudito entregue à música afro.

Giovani tem um blogger que deve ser visitado e proporciona melhores informações sobre o seu trabalho, além de facebook.

DI GANZÁ - MARACATU (IV)


Ele faz parte do Quinteto Abanã que é uma palavra de origem Tupi-Guarani que significa: Gente de cabelo duro.

QUINTETO ABANÃ

O Quinteto Abanã é um projeto musical que surgiu da necessidade de investigar e pesquisar as canções extraídas das manifestações populares brasileiras de matriz africana, por meio de arranjos autorais e de domínio público que misturam o popular com o erudito. O grupo se propõe a criar releituras deste legado ancestral, composições que resgatam músicas de terreiros tradicionais dos povos yorubá, banto, keto e angola.

O abanã inicia seu trabalho em 2008 a partir do encontro entre o violonista Giovani Di Ganzá e a cantora lírica Vanessa Teixeira, músicos de formação erudita e pesquisadores das manifestações populares brasileiras. Em 2011, o duo convida mais três integrantes para compor o Quinteto Abanã, o percussionista e compositor João Nascimento, o violoncelista Renato Antunes e o flautista e cantor Douglas Lima.

Com objetivo de retratar o universo mitológico dos orixás em sua musicalidade sacra afro-brasileira, o Quinteto Abanã baseia-se principalmente em pesquisas de etno-musicólogos como o ilustre Mário de Andrade, apresenta em seu repertório arranjos que misturam a sensibilidade e a pureza do canto lírico, os ritmos marcantes (de ijexá, congo, barravento, aguerê, alujá e outros) tradicionais dos terreiros afro-brasileiros e as melodias e harmonizações refinadas executadas nos instrumentos acústicos convencionais (violão, violoncelo e flauta).

QUINTETO ABANÃ




OBALUAIÊ - QUINTETO ABANÃ





ONÍ SÉ A ÀWÚRE - QUINTETO ABANÃ




Ouça as músicas do Quinteto Abanâ:
http://www.myspace.com/quintetoabana
  Acesse:

Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias

domingo, 6 de maio de 2012

SALIF KEITA – A VOZ DE OURO DA ÁFRICA


Por Malachiyah Ben Ysrayl.

Historiador e Hebreu-Israelita
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn: kefingfoluke1@hotmail.com
Skype: lindoebanoLinkFacebook: Walter Passos


Salif Keita é descendente direto do fundador do Império Mali, Sundiata Keita, nasceu na aldeia de Djoliba, no Mali, em 25 de Agosto de 1949, e por ser albino foi expulso da família na adolescência, pois o albinismo é um sinal de azar na cultura mandinka.


Mali - SALIF KEITA – AFRICA


A discriminação contra o albinismo ocorre em diversos países africanos. Nascer com deficiência de melanina é considerado maldição em muitas culturas, inclusive nos relatos dos hebreus, também uma civilização africana, onde pessoas que quebravam as regras religiosas eram punidas com a perda da melanina. Esta realidade comprova que ser preto não é maldição nas civilizações africanas e na civilização hebraica, como outrora foi difundido.

Exemplo disso, há uma espécie de maldição genética no caso de Geazi, descrito no livro bíblico de II Reis 5:27, vejamos: “Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então Geazi saiu da presença dele leproso, branco como a neve.”

Com o avanço do estudo da genética, sabemos que o albinismo é um distúrbio congênito caracterizado pela ausência completa ou parcial de pigmento na pele, cabelos e olhos, devido à ausência ou defeito de uma enzima envolvida na produção de melanina, podendo ocorrer tanto em seres humanos, como também em animais e plantas. Ele é hereditário e pode ser classificado em dois tipos: tirosinase-negativo (quando não há produção de melanina) e tirosinase-positivo (quando há pequena produção de melanina).

Os massacres e sacrifícios humanos de albinos e o comércio de partes de seus corpos têm sido relatados na Tanzânia, Burundi e Quênia e não passaram despercebidos por Salif Keita que se empenhou em uma luta para proteção e conscientização para combater a discriminação dos albinos.

Fontes históricas afirmam que entre a população Mandi do Sudão a tradição ensinava que quando aparecesse o primeiro branco eles seriam destruídos. Então é compreensível o receio aos albinos pelas gerações passadas. Torna-se necessário para compreender esse posicionamento extremo, um estudo mais acurado da questão do albinismo em território africano e saber das mudanças comportamentais e quando, na verdade, começaram a existir esses casos de assassinatos e mutilações.

Albinos Killed For Their Organs


Salif Keita por ser de família nobre não poderia dedicar a sua vida a música por ser um atributo aos griots. Esta herança real significava que sob o sistema de castas do Mali, que ele nunca deveria ter se tornado um cantor, que foi considerado como um papel de griot e disse:

-"Passei dois anos vivendo no mercado, tocando violão e cantando em bares e cafés".

Ele quebra essa regra e como um albino rejeitado, se desloca para Bamako, a mais importante cidade do Mali e inicia a sua vida musical com a o grupo "Rail Band de Bamako", onde canta musicas tradicionais com ritmos modernos. Sua música combina tradicionais estilos de música do Oeste Africano, com influências da Europa e Américas, mantendo um estilo global islâmico. Instrumentos musicais que são comumente apresentados no trabalho de Keita incluem balafons e djembes, guitarras, Koras, órgãos, saxofones, e sintetizadores

As convulsões políticas, sob a junta militar no Mali, durante a década de 1970 obrigou Keita a fugir do país, primeiro para a Costa do Marfim e, posteriormente, para a França.

Em 1973, Keita se juntou ao grupo "Les Ambassadeurs" e, mudou o nome do grupo para "Les Ambassadeurs Internationaux". A reputação do grupo subiu a nível internacional e, em 1977, Keita recebeu o prêmio da Ordem Nacional das mãos do presidente da Guiné, Sékou Touré.

CULTNE - SALIF KEITA EM SALVADOR - BAHIA


Em 2004, Salif retorna ao Mali com sua esposa e seus onze filhos para estar mais perto de suas raízes ancestrais.

MALI - SALIF KEITA - NYANAFIN


O ultimo albúm de Keita recebeu críticas positivas de todo o mundo musical:

“O último álbum de Keita, “La Différence”, foi produzido por volta do final de 2009. O trabalho é dedicado à luta da comunidade mundial albino (vítimas de sacrifício humano), para que Keita foi cruzada toda a sua vida. Em uma das faixas do álbum, o cantor chama os outros para compreender que a diferença não significa ruim e para mostrar o amor e compaixão para com os albinos como todos os outros: "Eu sou preto / minha pele é branca / assim que eu sou branco e meu sangue é negro [albino] / ... eu adoro isso, porque é uma diferença que é linda .. "," alguns de nós são bonitos alguns não são / alguns são pretos outros são brancos / toda a diferença que foi de propósito .. para nós, para completar um ao outro / vamos todos vivenciar o amor e dignidade / O mundo vai ser bonito.

La Différence é o único álbum que pela primeira vez Keita combina claramente e corajosamente diferentes influências melódicas para produzir uma sensação musical altamente original, com uma vasta gama de recurso. O álbum foi gravado entre Bamako, Beirute, Paris e Los Angeles. Esta sensação musical única é reforçada por campos soulful na faixa "Samigna" que emanam da trombeta do grande músico libanês Ibrahim Maaluf.

"La Différence” venceu um dos maiores prêmios musicais da sua carreira: o the Best World Music 2010 pela Victoires de la musique.”

LA DIFFÉRENCE" BY SALIF KEITA


A vida de Salif Keita tem sido um exemplo de superação, demonstrando com a sua música que qualquer tipo de discriminação não contribui para o amor e o respeito à humanidade. Keita não demonstra rancor pelos acontecimentos pregressos, mas trabalha com a conscientização de que as pessoas com albinismo são seres humanos como todos os outros. As diferenças têm que ser respeitadas.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

NINA SIMONE – UMA DIVA PAN-AFRICANISTA


Por Walter Passos
, Historiador,Panafricanista,
Afrocentrista e Teólogo.
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn:kefingfoluke1@hotmail.com
Skype: lindoebano





Completar-se-á no dia 21 de abril, oito anos da morte de uma das mais importantes mulheres pretas, agraciada com uma das mais belas vozes da diáspora, que não se calou e lutou contra o racismo : Nina Simone, seu nome tem um significado especial, Nina vem de pequena e Simone de uma atriz da qual era fã: Simone Signoret.

Nascida em 21 de fevereiro de 1933, em Tryon, Carolina do Norte, era a sexta filha dos oitos filhos de Mary Kate e John D. Waymon, um pastor metodista. O seu nome de nascimento foi Eunice Kathleen Waymon. A sua casa estava sempre cheia de música, e ela aprendeu a tocar piano no início de sua infância.

Foi a sua voz de contralto, seu timbre rico e sua interpretação distinta dos padrões, blues e composições de jazz, que a levou à fama na música, apelidada de "Alta Sacerdotisa do Soul", é conhecida como um das mais talentosas cantoras, compositoras e pianistas de seu tempo, se tornou parte integrante do movimento dos direitos civis e depois abraçou o movimento Black Power.

As canções de Nina Simone foram adotadas pelo movimento dos direitos civis, incluindo hinos como Backlash Blues, Old Jim Crow, Four Women e To Be Young, Gifted and Black. A última foi composta em homenagem a sua amiga Lorena Hansberry e se tornou um hino para o poder crescente do movimento negro.

Nina analisa de forma contundente em Four Women a situação das mulheres pretas.

Nina Simone - Four Women



A primeira é Tia Sara, representa a escravidão das africanas na América, mulher forte e resistente.

"Minha pele é negra
Meus braços são longos
Meu cabelo é de lã
Minhas costas são fortes
Forte o suficiente para tirar a dor
Tem sido infligida novamente e novamente
O que eles me chamam
Meu nome é tia Sarah
Meu nome é tia Sarah"

A segunda é apelidada de “Siffronia”, uma mulher mestiça forçada a viver “entre dois mundos”, uma mulher oprimida , e destaca o sofrimento do povo preto nas mãos de pessoas brancas em posições de poder.

"Minha pele é amarela
Meu cabelo é longo
Entre dois mundos
Eu pertenço
Meu pai era rico e branco
Ele forçou minha mãe numa noite
O que eles me chamam
Meu nome é siffronia
Meu nome é siffronia"

A terceira mulher é uma prostituta que se refere à canção como "uma coisa doce".

"Minha pele está bronzeada
Meu cabelo é bom,
Meus quadris convidá-lo
E meus lábios são como o vinho
Garotinha sou eu?
Qualquer um que tenha dinheiro para comprar
O que eles me chamam
Meu nome é coisa doce
Meu nome é coisa doce"

A última é uma mulher amargurada e volátil, um produto das gerações de opressão e sofrimento cometidos pela sociedade racista e suportados pelo povo africano nas Américas.

"Minha pele é marrom
E a minha forma é difícil
Eu vou matar a primeira mãe que eu vejo
Porque minha vida tem sido muito áspera
Estou terrivelmente amarga nestes dias
Porque meus pais eram escravos
O que eles me chamam
Meu Nome é Pêssegos."

Outra bela canção de Nina foi Mississippi Goddamn, escrita na década de 1960, em resposta ao assassinato de Medgar Evers no Mississipi e quatro garotas em um bombardeio de uma igreja preta no Alabama.

Ela canta "Tudo que eu quero é a igualdade para a minha irmã, meu irmão, meu povo e eu", continua: "Ah, mas este país está cheio de mentiras.



Em Backlash Blues, Ela canta:

"Você levanta os meus impostos, congela o meu salário
E manda meu filho para o Vietnã...
Você me dá casas de segunda classe
E escolas de segundo classe..."



TO BE YOUNG, GIFTED AND BLACK



"Ser jovem, talentoso e negro,
que precioso sonho lindo
Ser jovem, talentoso e negro,
Abra seu coração para o que quero dizer

Em todo o mundo sabe
Há bilhões de meninos e meninas
Quem é jovem, talentoso e negro,
E isso é um fato!

Jovem, talentoso e preto
Temos de começar a dizer aos nossos jovens
Há um mundo esperando por você
Esta é uma missão que está apenas começando

Quando você se sente realmente mal
Sim, há uma grande verdade que você deve saber
Quando você é jovem, talentoso e preto
Sua alma está intacta

Jovem, talentoso e preto
Como eu desejo saber a verdade
Há momentos em que eu olhe para trás
E eu sou assombrado por minha juventude

Ah, mas a minha alegria de hoje
Será que todos nós podemos ter orgulho de dizer
Ser jovem, talentoso e preto
É onde se deve estar"

OLD JIM CROW



"Old Jim Crow
Está aqui há muito tempo
Começou as obras do diabo
Até o morto e enterrado
Old Jim Crow
Sim, você não sabe
Está tudo acabado agora
Está tudo acabado agora

Old Jim Crow
Você sabe que é verdade
Quando você fere meu irmão
Você me machucou demais
Old Jim Crow você não sabe
Está tudo acabado agora"

Leia mais sobre o que foi o Jim Crown, clicando aqui.



WHY (THE KING OF LOVE IS DEAD)



"O que vai acontecer agora? Em todas as nossas cidades?
Meu povo está subindo, pois eles estão vivendo em mentiras.
Mesmo que tenha que morrer
Mesmo se tiver que morrer no momento em que eles sabem que é a vida
Mesmo nesse momento que você sabe que é a vida
Se tiver que morrer, está tudo certo
Porque você sabe que é a vida
Você sabe o que é liberdade para um momento de sua vida

Mas ele tinha visto da montanha
E ele sabia que não podia parar
Sempre que vivem com a ameaça de morte à frente
Gente é melhor você parar e pensar
Todo mundo sabe que estamos à beira
O que vai acontecer, agora que o rei está morto?

Todos nós podemos derramar lágrimas, não vai mudar nada
Ensine o seu povo: Será que eles vão aprender?
Você deve sempre matar com queima e queima com armas
E matam com armas de fogo e queimar - você não sabe como nós temos que reagir?

Mas ele tinha visto da montanha
E ele sabia que não podia parar
Sempre que vivem com a ameaça de morte à frente
Gente é melhor você parar e pensar
Todo mundo sabe que estamos à beira
O que vai acontecer, agora que o Rei do amor está morto?"

A sua vida foi de muitas lutas dentro dos Estados Unidos da América e o racismo fez com que deixasse aquele país, indo viver em diversos locais do planeta, inclusive na Libéria, morreu na França em 2003 e suas cinzas foram espalhadas por países africanos.

Suas músicas continuam a ser o baluarte do jazz e do blues ao redor do mundo, fornecendo a muitos cantores e grupos, inspirando gerações de grande talento, de Aretha Franklin até Índia Aire e Norah Jones.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

NAT KING COLE - UMA DAS MAIS BELAS VOZES NEGRAS




Por Walter Passos
, Historiador,Panafricanista,
Afrocentrista e Teólogo.
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

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Uma das mais belas vozes negras da história nasceu em 17 de março de 1919 na cidade de Montgomery, Alabama. Nathaniel Adams Coles ficou conhecido como Nat King Cole, filho do reverendo batista Edward James Coles e de Perlina Adams Coles. Sua mãe era pianista da igreja, ensinando-o ao pequeno Nat, que já com quatro anos de idade fez a sua primeira apresentação e ainda na tenra idade aprendeu órgão, tocando jazz, gospel e música clássica européia, aos 12 anos era pianista na igreja e aos 14 anos fundou uma banda chamada The Royal Duques.

NAT KING COLE - WHEN I FALL IN LOVE - LIVE (RARE)


Em 1937, após excursionar com uma revista musical negra, ele começou a tocar em clubes de jazz em Los Angeles. Lá, ele formou o Trio King Cole (originalmente King Cole e Seus Swingsters), com o guitarrista Oscar Moore e o baixista Wesley Prince (mais tarde substituído por Johnny Miller). O trio especializou-se em música swing com um toque delicado na medida em que não empregavam um baterista, também foram as únicas aberturas de piano e violão, muitas vezes, justaposta a soar como um único instrumento. Uma influência de pianistas de jazz como Oscar Peterson, Cole era conhecido por um piano compacto estilo sincopado, com limpeza, reposição, frases melódicas.

A música Fascination é lindíssima e na voz de Nat simplesmente primorosa.

FASCINATION - NAT KING COLE


10 de abril de 1956, em Birmingham, Alabama, ele foi atacado por seis homens brancos a partir de um grupo supremacista branco chamado “White Cizizens” durante um show e sofreu ferimentos leves nas costas.

Cole recebeu 28 discos de ouro por sucessos como "Sweet Lorraine", "Ramblin Rose", em 1962, "Too Young", em 1951, "Mona Lisa" em 1949 e “Mel Tormé” , “ Christmas Song ". Sua primeira gravação de natal incluía a famosa canção "Reindeers really know how to fly"

NAT KING COLE & SAMMY DAVIS JR


Nat foi o primeiro homem negro a ter seu próprio programa de rádio e mais tarde o seu próprio programa de TV.


QUIZÁS QUIZÁS QUIZÁS - NAT KING COLE



NAT KING COLE -


Participou nos filmes de Istambul (1957), China Gate (1957), Noite do Bairro da Lua (1959), e Cat Ballou (1965) onde canta a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.

BALLAD OF CAT BALLOU - NAT KING COLE AND STUBBY KAYE





Nat com sua filha Natalie Cole


NATALIE & NAT KING COLE UNFORGETTABLE


Nat Faleceu aos 45 anos de idade em 15 de fevereiro de 1965 com câncer no pulmão pelo vicio do cigarro, tinha o hábito de consumir três maços ao dia. Foi uma das mais belas vozes que o mundo conheceu.

A todo o momento estações de rádio e outros meios de comunicação ao redor do mundo continuam a transmitir a sua música atemporal. Após 45 anos de sua morte ele é ainda incomparável, único, com estilo próprio com uma voz de barítono que acompanhava todos os ritmos.

domingo, 15 de novembro de 2009

DIMONA – A COMUNIDADE DE HEBREUS NEGROS EM ISRAEL- ALIMENTAÇÃO VEGAN

Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

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Dimona (דִּימוֹנָה) é uma cidade em Israel no deserto de Negev, distante 36 quilômetros ao sul de Berseba e 35 quilômetros ao oeste do Mar Morto, acima do vale do Arava no distrito do sul de Israel. O Município de Dimona foi uma das cidades em desenvolvimento que foram criadas na década de 1950 com a liderança do primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion.
Sua população no final de 2007 foi estimada em 33.600 pessoas.
O nome da cidade é originária do texto em Josué 15:21-22:
"As cidades pertencentes à tribo dos filhos de Judá, no extremo sul, para o lado de Edom, são: Cabzeel, Eder, Jagur, Quiná, Dimona, Adada."
Criada na década de 50 do século passado recebeu imigrantes da África do Norte, durante os anos 1980, a população da cidade começou a crescer novamente com o início da imigração russa na década de 1990.
Com o início de o programa nuclear israelense perto da cidade foi criado o Centro de Pesquisas Nucleares de Negev. Também Dimona faz parte da transformação de energia solar de Israel, e fora do Complexo Industrial da cidade há dezenas de espelhos solares cujos raios incidem em uma torre que por sua vez, aquece uma caldeira de água para criar vapor, girando uma turbina para gerar eletricidade.
Dimona é o lar de 3.000 Hebreus pretos que começaram a se instalar na cidade no ano de 1969 liderados pelo líder espiritual Ben Ami Ben-Israel e há outros hebreus pretos em Arad, Mitzpe Ramon e na área de Tiberíades.

Amin Bem-Israel nasceu em Ben Carter no ano de 1939 em Chicago, nos Estados Unidos da América, trabalhava em uma indústria de fundição de peças de avião. Certo dia um colega de meia-idade aproximou-se dele na fonte de água e perguntou:
-"Você sabe que o nosso povo é descendente dos israelitas bíblicos?"
Ben Carter riu, achando que aquilo era uma piada. E comentando sobre o episodio disse:
- "Naquela época, eu estava totalmente focado no sonho americano, tinha um bom emprego, e em alguns anos eu teria um carro novo, talvez em uma década, ter minha própria casa e pagar por isso até eu morrer.”
O colega de trabalho persistente mostrou na Bíblia e informou que as Tribos de Israel haviam migrado para a Costa Oeste da África, onde milhares de anos mais tarde, os comerciantes de escravizados os raptaram cativos para a América. Esta verdade ainda escondida de milhões de africanos na América mudou a vida de Bem Carter que começou ansioso para espalhar a palavra, reunindo classes em sua casa para dizer aos outros afro-americanos sobre sua herança e se autodenominou Ben Ami Ben-Israel, (בן עמי בן – ישראל); significa em hebraico (Filho do meu povo, filho de Israel) e a sua idade era de 22 anos.
Afirmou ter tido uma visão do anjo Gabriel no ano de 1966 que o instruía a ir para Israel, terra dos seus ancestrais e instaurar o reino de Yah. Apesar de grandes dificuldades conseguiu reunir 350 seguidores no ano de 1967 e os levou para a Libéria, pais da África Ocidental fundado por ex-escravizados dos Estados Unidos em 1800, com o propósito de purgá-los do espírito oriundo da escravidão e da vida do mundo ocidental na América. Chegando à Libéria foram viver em cabanas e tiveram que aprender a sobreviver com as benesses da terra: banana, abacaxi, abacate, laranja e arroz oferecido pelos nativos. Depois de dois anos e meio muitos desistiram da vida dura e retornaram para os Estados Unidos da América para o “sonho americano”.
Em 1969, Bem Amim enviou cinco famílias para Israel alegando a Lei do Retorno e vários meses depois ele foi com mais 38 pessoas e em 1970 chegaram mais 49 pessoas em Israel.
As relações da comunidade com o governo askenazi de Israel foram tempestuosas. Não foram reconhecidos cidadãos e não tinham nenhuma intenção de sair. O Supremo Tribunal de Justiça, só deu uma alternativa: Os hebreus negros tinham que se converter ao judaísmo. Bem Amin disse que eram os verdadeiros hebreus e estavam na terra dos ancestrais, sendo este fato verdadeiro. Foi negada a autorização de trabalho levando os hebreus negros a extrema pobreza, inicialmente. Aos poucos o impasse fora resolvido, pois o governo de Israel não querendo ser acusado de racismo paulatinamente os autorizou a trabalhar em 1991, em 1995 a autorização para residência temporária, no início de 2004, a comunidade foi concedida o estatuto de residência pelo Ministério do Interior.

Em 2008, o presidente israelense, Shimon Peres fez uma visita histórica para a comunidade de Dimona e, em 2009 os primeiros membros da comunidade hebraica começaram a receber status de cidadania no interior do Estado de Israel.

A vida dos hebreus em Dimona tem se estabilizado pelos seus próprios esforços e por
benefícios do estado israelense, recebem bolsas do Israel's National Insurance Institute, como o apoio as crianças, assistência a deficientes, auxílio à renda, aos idosos e o Ministério da Educação subsidia uma escola de 700 alunos que estudam em 14 classes.
Conseguem a maioria das suas rendas do seu famoso coral, da oficina de costura que abastece a comunidade com suas roupas coloridas e de seu restaurante vegetariano no centro comercial de Arad, junto com uma fábrica de produtos alimentares vegetarianos.
Possui um restaurante vegetariano em Tel Aviv, os seus músicos tocam em Israel e em todo o mundo, excursionando os E.UA, Europa e África quer unicamente com seus próprios membros, ou como parte de outros grupos israelenses. Eles criaram o seu próprio gênero musical, que eles chamam Songs of Deliverance, e produzem CDs.

THE POWER OF LOVE (S.O.T.Y.)


O estilo de vida da comunidade coloca uma grande ênfase na dieta, espiritualidade e família. Eles mantêm uma dieta vegan e frequentes exercícios . As colheitas da comunidade são seu próprio alimento, administram suas próprias escolas, e operam o seu próprio hospital, uma unidade de cuidados pré-natal/pós-natal.
Notavelmente tem atraído a atenção de cientistas e profissionais de saúde é o status incontestável de boa saúde que existe entre os moradores da comunidade. Por exemplo, "um estudo médico realizado em Dimona por pesquisadores americanos em 1998 encontrou a comunidade livre de doenças típicas de Africano-americanos, tais como hipertensão, obesidade e colesterol alto", Os médicos descobriram que apenas seis por cento das pessoas na comunidade Dimona vegan sofria de pressão alta, contra 30 por cento dos homens e mulheres negros nos Estados Unidos. Obesos apenas cinco por cento da comunidade Dimona, em comparação aos 32 por cento da comunidade negra nos Estados Unidos (estudo de 1998).
Os habitantes de Dimona sabiamente não colocam aditivos nos cabelos porque sabem da importância da melanina, e os cabelos na comunidade africana e afro-diásporica são os mais atingidos pelas químicas feitas pelos brancos que tendem a descaracterizar e caricaturar as belas mulheres negras, trazendo doenças e baixando a autoestima. Particularmente, não entendo porque as mulheres negras têm os cabelos fortes e lindos e querem parecer com os cabelos fracos e sem vida.
"No mundo de hoje, o homem criou tantos desvios de substituições e para a verdadeira adoração a Deus que as pessoas perderam o seu caminho. Nós percebemos o quão longe fomos levados para longe de Deus e se surpreendeu com as mudanças drásticas necessárias para esses de nós que desejavam cumprir a nossa responsabilidade para com Deus como hebraico-israelitas. No entanto, nós nos comprometemos com o alto grau de coragem e disciplina necessária para estabelecer um estilo de vida alternativo que está em harmonia com os ciclos de Deus.”
- Declaração de filosofia pelos Africanos hebraicos Israelitas de Jerusalém
A mortalidade infantil em Dimona é zero, e Ahmadiel Ben-Yehuda, curador do museu histórico da comunidade pergunta retoricamente:
"Se a vaca come verduras, e carne da vaca é saudável o suficiente para nós, para comer sua carne, então por que não vamos diretamente ao que a vaca está comendo?"
E continua:
-"Há muitos funerais na África. Existem hospitais, mas nunca é suficiente. Temos de parar e perguntar o por quê?"
É porque já virou as costas para os presentes mais simples, mas rica de Deus - todas as frutas e legumes que crescem facilmente em torno de nós.
"Os africanos estão comendo arroz branco polido da América, em vez de arroz cultivado localmente porque fomos enganados em pensar que qualquer coisa branca é boa e tudo o marrom é inferior, que é o problema".
"Se você alimenta as crianças com leite de vaca, não deve se surpreender quando se tornarem obesos como a vaca. O leite de uma vaca é para bezerros que pesarão três toneladas quando crescerem".
"A música que ouvimos é tão importante quanto o que é ingerido em nossos corpos. Nós nunca podemos por um momento subestimar o poder da música e do seu impacto, individualmente, sobre o nosso estado de espírito e coletivamente, sobre o nosso meio ambiente". - Declaração sobre a música dos hebraicos Africanos Israelitas de Jerusalém.
"O homem come para reabastecer o corpo de nutrientes essenciais. É claro que o homem foi criado a partir da terra e seus minerais e, portanto, ele tem uma relação significativa com a fonte da qual ele foi criado. Deus, em Sua sabedoria onipotente, sabia homem tinha que ter alimentação adequada para garantir a sua existência sobre a terra. Daí foi destino de Deus, na gênese da criação do homem, para fornecer a dieta perfeita Divino base de ervas e árvores do campo.”
- Declaração sobre a dieta dos Hebreus Negros de Dimona.

AFRICAN HEBREW ISRAELITE'S ORGANIC FARM PT 1


Hoje, a próspera comunidade de Dimona em Israel pretende servir de modelo para outras comunidades ao redor do mundo. Os Africanos hebraicos israelitas continuam a expandir sua presença em todo o mundo, com centros comunitários e sua própria cadeia de restaurantes vegan em Israel, Gana, E.U.A. Ilhas Virgens, e todos os Estados Unidos (Chicago, Houston, Washington DC, Atlanta, St. Louis, Cleveland, Tallahassee, Charleston, Vicksburg).
Os hebreus Africanos enviaram alguns de seus membros para a África para trabalhar com as comunidades, na esperança de encorajar mudanças de estilo de vida.
No Benin, eles estabeleceram uma fazenda orgânica e uma escola de agricultura e nutrição. Em Gana, há uma fábrica de produtos de soja, um restaurante de comida vegetariana e um moinho de arroz local. Na África do Sul, eles têm um projeto de nutrição para pessoas vivendo com HIV.
Enfrentam as dificuldades da importação dos alimentos processados que mudaram drasticamente os hábitos alimentares dos africanos e as comidas fast-food na África urbana, que maldosamente através dos interesses internacionais ocidentais desejando o lucro através das doenças produzidas pelos alimentos, os africanos preferem os enlatados nas prateleiras dos supermercados, os sucos de laranjas cheios de aditivos do que as próprias laranjas do quintal.
Apesar de todas essas conquistas e a coragem de requisitar a terra dos nossos ancestrais e viver uma vida no estilo vegan, os hebreus de Dimona sabem no intimo que os judeus (askenazis) não são os verdadeiros hebreus. Tiveram que aceitar o Judaísmo para sobreviver e participam da vida ativa em Israel, inclusive enviando seus jovens para o Exército. Foram alvos de investigação do FBI que consideram os verdadeiros hebreus no planeta como perigosos, porque requisitam a recuperação da nossa verdadeira identidade e proclamam essa verdade a todos os africanos que vieram cativos para as Américas, conforme as profecias de Deuteronômios capítulo 28.
Sabemos que antes da volta de Yahoshua estes fatos ocorrerão e alguns dos hebreus teriam que voltar a terra dos seus ancestrais. Yah os abençoe e tenha misericórdia deles porque Yahoshua está voltando e restaurando o seu verdadeiro povo.

PRETAS POESIAS

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