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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A FOME NA ÁFRICA - OS MITOS DA FOME AFRICANA

Por Aidan Foluke, membro da COPATZION, Tesoureira do CNNC/BA e Acadêmica de Enfermagem. E-mail: vanessasoares13@hotmail.com

Skype: aidanfoluke


Um dos primeiros relatos bíblicos sobre a fome está relacionado com KEMET onde José interpreta um sonho do faraó e abastece os celeiros por 07 anos, e torna-se a salvação para todas as nações circunvizinhas e por este motivo os hebreus foram residir em Kemet. A África sempre é relacionada como local de bênçãos tanto assim que lá foi o Jardim do Éden.

No dia 16 de outubro, dia Internacional contra a fome, os olhos do mundo se voltam para as populações pretas no planeta que é sua maior vítima. Esta data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Interessante lembrar que algumas nações participantes da ONU foram às principais colonizadoras e destruidoras do equilíbrio do continente Africano. Celebrado em mais de 150 países o dia mundial contra a fome (ou dia mundial da alimentação) tem como objetivo conscientizar a humanidade sobre a difícil situação enfrentada pelas pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome.

Segundo dados da ONU, 854 milhões de pessoas sofrem de fome em todo mundo, e, aproximadamente 24 mil pessoas morrem de fome por dia. Desses, estima-se que 16 mil sejam crianças.

A maioria das pessoas quando ouve a palavra África associa à pobreza, AIDS, guerras étnicas, pecado, demonismo e principalmente a fome. O Continente-Mãe se tornou o modelo da morte (vitória do colonizador- cristão imperialista que conseguiu desestruturar sociedades equilibradas).

Inventaram mitos para culpar os próprios africanos e afro-diásporico da pobreza e da fome, fazendo com que fossem esquecidas as causas do empobrecimento da população: Colonialismo e Racismo - de mãos dadas se apropriaram das riquezas naturais, escravizaram e mudaram hábitos alimentares e de cultivos, escondendo os reais motivos do empobrecimento e da fome dos pretos no planeta.

Poverty in Africa - In your Eyes




Entre algumas mentiras propagadas, destacamos:

A NATUREZA É A PRINCIPAL CAUSA DA FOME NA ÁFRICA - MENTIRA

Ecologicamente equilibrados os sistemas alimentares africanos foram prejudicados, pois as melhores terras agrícolas foram tomadas para o cultivo de café, cana de açúcar, cacau e outras colheitas de exportação que eram vistos como os meios para o desenvolvimento econômico de acordo com a teoria neoclássica da vantagem comparativa. Privados e fundos do governo foram investidos para desenvolver estas culturas, enquanto a produção de alimentos para a maioria pobre foi negligenciada. Milhões de hectares de florestas e árvores foram destruídos, roubando a terra do reabastecimento orgânico. Culturas de exportação como algodão, amendoim e tabaco absorvem grandes quantidades de nutrientes do solo. Após a colheita de cada ano, o solo foi deixado nu e desprotegido levando a erosão acelerada. É esta infeliz, mas evitável situação que tem contribuído para a fome provocada pela desertificação de vastas áreas na África.

A FOME É CAUSADA PELA SUPERPOPULAÇÃO - MENTIRA

Contrariamente à opinião popular, a fome não é causada pela extrema densidade populacional. Se fosse, nós esperaríamos encontrar fome generalizada em países densamente povoados como Japão e Holanda e pouca ou nenhuma fome nos países de baixa densidade populacional como o Senegal e Zaire, onde, de fato, a desnutrição e a fome são comuns.
Os africanos usam uma porcentagem muito pequena dos recursos do globo. Por exemplo, 850 milhões de habitantes da África (11,3 % da população mundial) consomem apenas 2,4 % da energia comercial do mundo, enquanto 300 milhões de pessoas os EUA (4,9 %da população mundial) consomem 25,1%
É verdade que a taxa de crescimento da população da África (3,0% por ano) é maior do que a de qualquer outro continente. É importante, no entanto, para compreendermos a relação real entre as taxas de crescimento populacional e da fome. Elevadas taxas de crescimento da população não causam fome. Ao contrário, ambos são conseqüências das desigualdades sociais que privam as maiorias pobres - especialmente mulheres - da segurança e oportunidade econômica necessária para que optar por ter menos filhos.

OS GOVERNANTES AFRICANOS SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA NÃO PRODUÇÃO DE ALIMENTOS - MENTIRA

Para colocar toda a culpa nos governos africanos é dar a entender que eles só controlam o destino dos seus países. As forças que institucionalizou a fome em África são compostas por corporações transnacionais, os governos ocidentais, agências internacionais e as elites africanas, bem como os governos. A África é um continente diverso, com mais de 50 governos que vão desde alguns que são descaradamente anti-agricultores e de pessoas que realmente tentando ajudar a maioria pobre. Mas em cada nação, pode-se dizer que apenas quando o ganho maior controle dos recursos do seu país é que vamos ver um fim às políticas que sistematicamente empobrecem as pessoas e deixá-los vulneráveis a desastres naturais. Muitos governantes africanos se preocupam em adaptações ao modelo ocidental, apesar de um grupo de líderes estarem convictos que na formação de um modelo panafricanista ira começar a resolver as questões africanas.



O MERCADO DE ALIMENTAÇÃO MUNDIAL PODE RESOLVER OS PROBLEMAS DA FOME NA ÁFRICA - MENTIRA
A maioria das pessoas não consegue perceber que o mercado mundial é o pior inimigo da África. Quase todos os países Africanos dependem da exportação de tecnologia, alimentos industrializados e são grandes devedores internacionais. Enquanto os preços reais no mercado mundial para estes produtos têm diminuído durante o período pós-II Guerra Mundial, os preços das importações de manufaturados dos países industrializados aumentaram de forma constante. Ao longo da África Subsaariana, os preços baixos afetaram mercados e comunidades locais que dependem de um leque muito restrito das exportações. A maioria de africanos encontra-se na armadilha do "comércio", onde são forçados a produzir culturas de subsistência e continuam a viver suas vidas em extrema pobreza.

A AJUDA HUMANITÁRIA PODE RESOLVER A FOME NA ÁFRICA – MENTIRA

Os Estados Unidos e a Europa dooam grandes quantidades de alimentos de emergência para a África, o alimento que tem, sem dúvida, salva milhares de vidas. Mas, embora seja essencial para ajudar as pessoas em necessidade, é preciso lembrar que a ajuda alimentar, na melhor das hipóteses, só trata os sintomas da fome e da pobreza, e não suas causas. A ajuda alimentar pode comprometer a produção alimentar local, inundando os mercados africanos com preços dos alimentos inaccessíveis a maioria da população. A concentração da ajuda os USA e da Europa possuem objetivos estratégicos e não humanitários. De todos, os USA ajudam à África sendo que 60 % dos recursos se concentram em apenas um país: Egito. Os USA ajudam outros 53 países africanos e quase metade desta é remetida para apenas seis países (África do Sul, Moçambique, Etiópia, Senegal, Libéria e Zâmbia). A ajuda humanitária é uma falácia porque detrás há interesses de exploração e as nações mais ricas do mundo são acusadas de padrões duplos - exportam bilhões de dólares em armas para países pobres, enquanto debatem medidas para tirá-los da pobreza.

A SOBERANIA ALIMENTAR SERÁ RESOLVIDA PELA AGRA (ALIANÇA PARA UMA REVOLUÇÃO VERDE NA ÁFRICA) – MENTIRA

A iniciativa ‘Aliança para uma Revolução Verde na África’ (AGRA) financiada pelas Fundações Gates e Rockfeller chegou à África anunciando que irá ajudar os pequenos agricultores a entrar no mercado, são projetos milionários financiados para a promoção da biotecnologia na agricultura fazendo os agricultores mais dependentes de produtos químicos de alta toxicidade, sementes hibridas e plantações geneticamente modificadas, destruindo os conhecimentos ancestrais de agricultura, beneficiando os fazendeiros ricos e aumentando as dívidas dos africanos.
Em maio de 2008, delegados de organizações de camponeses de diferentes países africanos que compartilham a visão do movimento internacional camponês, La Via Campesina, se reuniram em um encontro regional em Madagascar. Eles expressaram sua oposição à introdução de políticas destrutivas que estão minando a produção local de alimentos ao forçarem os agricultores a produzir cultivos comerciais para as corporações transnacionais (TNCs) e a comprar seus próprios alimentos no mercado mundial. Os camponeses e os pequenos agricultores não colhem nenhum benefício dos preços mais altos. Plantam alimentos, mas os benefícios da colheita geralmente são tirados de suas mãos: também muito freqüentemente já têm sido prometidos aos credores, às empresas de insumos agrícolas, ou diretamente aos comerciantes ou à unidade de processamento.

As conseqüências são imprevisíveis com apropriação das terras florestais desalojando as comunidades tradicionais com monoculturas para biocombustíveis, como: jatrofa em Gana e Zâmbia; cana-de-açúcar na Uganda, Tanzânia e Quênia; dendezeiro em Benim, Camarões e Costa do Marfim. Resultado de mais miséria para os africanos e benefícios aos países ocidentais, estas políticas destrutivas estão minando a produção local de alimentos ao forçarem os agricultores a produzir cultivos comerciais para as corporações transnacionais (TNCs) e a comprar seus próprios alimentos no mercado mundial, colocando também os sistemas sociais e toda a cultura africana em maior decadência.

A ÁFRICA PAGA O PREÇO DO PECADO - GRANDE MENTIRA

De todos os mitos este com certeza é a matriz que os sustentam. Baseados na maldição do continente africano que todos os malefícios foram, são e serão feitos. A péssima interpretação, falsificação e omissão dos escritos bíblicos propiciam a total perversidade feita em África. O Cristianismo protestante e católico mantém milhares de missionários no continente africano, constroem templos majestosos e convencem os africanos que eles são amaldiçoados e precisam mudar seus hábitos culturais e renegarem os seus hábitos milenares, inclusive hábitos alimentares. Ressaltando que seus missionários serviram para observar a África e suas riquezas. Do continente abençoado a África se tornou amaldiçoada pela grande mentira das igrejas cristãs.
Conclusão
Do Saara, o maior deserto do Planeta, às riquezas em fauna e flora das florestas equatoriais da África Central. A África apresenta variações climáticas impressionantes sendo considerado o paraíso na terra. A África cobre apenas 20% do território do mundo, mas estima-se que 90% das reservas mundiais de platina e 65% dos diamantes. Ela também tem cerca de 40% de ouro e 60% de manganês e cobalto, enquanto a África do Sul reivindica 80% de cromita do mundo.
A fome entre os africanos é um objetivo mundial de destruição do povo santo, morte daqueles que são a imagem e semelhança de YAH. Pois as mesmas nações que levam a sua desarmonia para a Continente Mãe são aqueles que “desejam” criar novas formas de cultivo para atender os interesses ocidentais. Catequizar os africanos para se sentirem culpados da fome como grandes pecadores e incultos. Propagando pela mídia os modelos ocidentais de vida. Criando até uma data de reflexão das misérias feitas por eles e doando migalhas estratégicas para o povo original. Estes fatos “solidários” disfarçam os horrores que eles mesmos organizaram. A fome se tornou também uma arma política em que os países ocidentais estão projetando suas agendas nos países afetados da África. A China e a Índia são as últimas potencias na entrada do clube de exploração, ambos os países estão lutando arduamente para influenciar mais e mais países para expropriar as riquezas africanas.

The Beauty Of Africa


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