Mostrando postagens com marcador AIDS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AIDS. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de fevereiro de 2010

UGANDA E A LEI ANTI-GAYS - O ÓDIO EM NOME DE JESUS


Por Walter Passos
, historiador, panafricanista,
afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion).
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

Msn: kefingfoluke1@hotmail.com

Skype: lindoebano




Está circulando na net mensagens e abaixo-assinados sobre a possibilidade de se aplicar a pena da morte em homossexuais em Uganda. Este fato chamou-me a atenção porque mais uma vez, infelizmente, o cristianismo está envolvido em ações que cerceiam o direito a vida; então, tive que pesquisar mais profundamente e tentar responder alguns questionamentos:

O que levou os ugandenses cristãos a entenderem que o evangelho (Boas Novas) pode significar morte? Quais foram às bases de entendimento? Quais as influências externas? Como está reagindo à comunidade homossexual em Uganda e em outros países africanos? Estas e outras respostas em um olhar mais profundo contribuirão para começarmos a entender a sociedade ugandense.



UGANDA

Em 1894, como resultado do Tratado de Berlim de 1890, no qual muitos países europeus se apropriaram de diversos territórios na África, Uganda foi declarada um protetorado britânico.

Uganda tem uma área de 197.058.000 km², com uma população de 31,9 milhões (ONU, 2008). Está localizada no planalto do Leste Africano, com média de cerca de 1100 metros (3250 pés) acima do nível do mar, e quase totalmente dentro da bacia do Nilo. Limitado a norte pelo Sudão, a leste pelo Quênia, a sul pela Tanzânia e por Ruanda e a oeste pela República Democrática do Congo. O principal grupo étnico é o Ganda e possui outros grupos étnicos incluindo entre eles os Lango, Acholi, Teso, Karamojong e Maasai.

A capital é a cidade Kampala, sua principal atividade econômica é a agricultura com 80% da população ativa. Uganda tem o seu nome a partir do Reino Buganda, anteriormente abrangia uma parte do sul do país, incluindo a capital, Kampala. Atualmente cerca de 76% da população do país vivem um pouco abaixo da linha internacional de pobreza dos Estados Unidos, US$ 2,00 por dia, atualmente passa uma grave crise alimentar.

Uganda


De acordo com o censo de 2002, os cristãos representavam cerca de 84% da população. A Igreja Católica (41,9%), seguido da Igreja Anglicana de Uganda (35,9%). A terceira religião é o Islã, representam 12% da população. O censo enumera apenas 1% da população que segue religiões tradicionais, e 0,7% são classificados como "outros não-cristãos”. Uma das sete Casas Bahá'í de Adoração do mundo está localizado nos arredores de Kampala. O Judaísmo também é praticado por um pequeno número de ugandenses nativos conhecidos como Abayudaya. Leia o nosso artigo sobre os hebreus em Uganda.

O atual presidente é Yoweri Kaguta Museveni e a primeira dama é Janet Museveni Kataha, evangélica, que sugeriu um censo sobre virgindade como forma de combater a AIDS.

A influência dos evangélicos no poder é proeminente. Há propostas governamentais de concessão bolsas de estudo a alunos que não mantenham experiências sexuais; canções evangélicas são entoadas para receber os visitantes nos aeroportos, adesivos nas portas do Legislativo definem Uganda como - abençoada por causa do cristianismo. Inclusive o ministro da Ética e Integridade de Uganda (que já havia ameaçado proibir o uso de minissaias) declarou recentemente que "os homossexuais podem se esquecer dos direitos humanos".

As propostas, ditas cristãs conservadoras têm um bom aceitamento em uma população majoritariamente residente nas zonas rurais e com grande influência de igrejas com histórico conservador, aliadas ao crescimento do pentecostalismo e neopentecostalismo. Os pentecostais possuem a Uganda Pentecostal University que oferece diversos cursos entre eles: Direito, Comunicação, Tecnologia da Informação e Administração.

KAMPALA PENTECOSTAL CHURCH - SONG


As igrejas conservadoras, pentecostais e neopentecostais possuem um histórico de combate aos homossexuais em todos os países do planeta, e não seria diferente em Uganda.

No Brasil, há a exceção da Igreja Universal do Reino de Deus, através do Bispo Edir Macedo, defensor do aborto, da distribuição de camisinhas e está se aproximando de maneira sutil dos homossexuais, em contrapartida o pastor Silas Malafaia continua com a sua “cruzada santa” de combate a homossexualidade e defesa da “moral evangélica”.

Diversas pessoas se manifestaram em bloggers contra e a favor da lei que pode aplicar pena de morte em homossexuais em Uganda, entre eles um cidadão que usou o pseudônimo de ÚLTIMO CRISTÃO:

“Até que enfim! Parabéns Uganda continue assim, que os outros países africanos sigam e implemente esta leis anti-gays.
Espero que o Brasil faça leis iguais. Lugar de gays é na jaula ou vala!
Levítico 18:22 (JFA))
Com homem não te deitarás, como se fosse mulher, é abominação.
Levítico 20:13 (JFA)
“Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”.
Saudações Evangélicas!”

http://noticias.gospelmais.com.br/uganda-lei-anti-gay-morte-homossexuais-igrejas-protestantes-entrevista-pastor-pro-vida-familia-martin-ssempa.html

Na África, 13 países não cerceam direitos a homossexuais, em contrapartida concentra o maior número de países com leis antigays no mundo. São 38 nações, mais da metade do continente, que proíbem legalmente o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Quatro países: Mauritânia, Nigéria, Sudão e Somália, aplicam a pena de morte, e Uganda pode ser o próximo se a lei for aprovada. Em muitos países islâmicos, especialmente no Irã, os gays são enforcados.


Em 25 de Setembro de 2009, o Deputado David Bahati, chefe do Conselho dos Escoteiros de Uganda, apresentou ao Parlamento ugandês o “Projeto de Lei contra a Homossexualidade 2009”. O autor da lei de pena de morte para os homossexuais afirma:

“A criminalização da homossexualidade para proteger as crianças e os jovens que são vulneráveis ao abuso sexual e desvio.”

A perseguição aos homossexuais em Uganda não é fato novo, já há uma lei que pune em até 14 anos de prisão, mas, a nova proposta é a pena de morte por enforcamento.

O ativista dos direitos humanos Peter Tatchell denunciou:

"O líder do Movimento Escoteiro em Uganda está exigindo a execução de todos os escoteiros que cometem repetidos atos homossexuais"


PARTES DO PROJETO DE LEI

“O objetivo deste projeto é criar uma legislação abrangente para proteger a família tradicional, proibindo (i) qualquer tipo de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, e (ii) a promoção ou reconhecimento de tais relações sexuais em instituições públicas como saudável , normal ou um estilo de vida aceitável, inclusive nas escolas públicas, através de ou com o apoio de qualquer entidade do governo em Uganda ou qualquer outra organização não-governamental, dentro ou fora do país. A pesquisa indica que a homossexualidade tem uma variedade de conseqüências negativas, incluindo maior incidência de violência, doenças sexualmente transmissíveis e uso de drogas.

Dada o histórico, os valores jurídicos, culturais e religiosos que defendem que a família fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher é a unidade básica da sociedade. Esse Projeto de Lei visa o reforço da capacidade do país para lidar com novas ameaças internas e externas à família tradicional heterossexual. Essas ameaças incluem: redefinição dos direitos humanos para elevar o comportamento homossexual e transgênero como categorias legalmente protegidos dos povos.

Esta legislação visa travar o avanço dos "direitos sexuais", que procura estabelecer as classes legalmente protegidas com base nas preferências e comportamentos sexuais, bem como dos créditos que as pessoas têm direito com base nessas preferências e comportamentos. “Direitos sexuais e ativistas criaram novos eufemismos para promover essa agenda, como “orientação sexual”, identidade de gênero”," minorias sexuais "e" direitos sexuais ".

Esta nova legislação reconhece o fato de que a atração pelo mesmo sexo não é uma característica inata e imutável e que as pessoas que sofrem deste transtorno mental e pode ter mudado para uma orientação heterossexual. Ele também reconhece que, porque os homossexuais não nascem dessa forma, mas desenvolver esse transtorno com base em experiências e as condições ambientais, é evitável, especialmente entre os jovens que estão mais vulneráveis ao recrutamento para o estilo de vida homossexual.

PARTE II: proibição da homossexualidade e as práticas

4. Agravadas homossexualidade

1 - Qualquer pessoa que comete o delito mencionado com outra pessoa que está abaixo da idade de 18 anos em qualquer dos casos previstos em caso de condenação é passível de sofrer a morte.
2 - As circunstâncias referidas na subsecção (1) são as seguintes:
a - Se a pessoa contra quem o delito é cometido é inferior a 14 anos de idade;
b - Se o infrator estiver infectado com o HIV;
c - Se o infrator for pai ou tutor ou pessoa em autoridade sobre a pessoa contra quem o delito é cometido;
d - Quando a vítima do delito é uma pessoa com deficiência, ou
e - Quando o agressor é um criminoso em série.
3 - Qualquer pessoa que tenta cometer o crime de homossexualidade com outra pessoa com menos de 18 anos em qualquer das circunstâncias especifica na sub-secção (2), comete um crime e é condenado à prisão perpétua.

PARTE V-DIVERSOS

10. Anulação dos tratados internacionais inconsistente, protocolos, declarações e convenções:
1- Qualquer instrumento jurídico internacional, cujas disposições são contraditórias ao espírito e às disposições consagradas na presente lei, são nulas e sem efeito na medida de sua inconsistência.
2 - As definições dos Negócios Estrangeiros da "orientação sexual", "direitos sexuais", "minorias sexuais", "identidade de gênero" não devem ser utilizadas em qualquer forma de legitimar o homossexualismo, transtornos de identidade de gênero e práticas relacionadas em Uganda.

Acesse a proposta da Lei completa:
http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html

A medida também obrigaria até ministros religiosos a denunciar às autoridades qualquer pessoa suspeita de ser homossexual, dentro de 24 horas. Se não fizerem e for comprovada a sua omissão, seriam punidas com até 03 anos de prisão.

O ativista de direitos gays na Uganda, Frank Mugisha, diz que:

"Esta lei nos colocará em grande perigo. Por favor, assine o abaixo-assinado e diga a outros para se juntarem a nós. Caso haja uma grande resposta global, nosso governo verá que a Uganda será isolada no cenário internacional, e não passará a lei".

O ativista gay David Cato disse que foi espancado por quatro vezes, duas vezes preso e demitido de seu emprego de professor por causa de sua orientação sexual.


Um dos maiores ativistas anti - gay e um dos mais altos defensores do projeto de lei é um pastor carismático, Martin Ssempa, da Igreja da Comunidade Makerere e integrante da Força-tarefa Contra o Homossexualismo em Uganda. Ele também tem papel de conselheiro e consultor no governo que dirige uma organização de Uganda para erradicação da Aids. Projeto financiado, em parte, pelos EUA e que foi associado com o alcance global da Saddleback Church do Sul da Califórnia, dirigida por Rick Warren, autor do best-seller "The Purpose Driven Life. Ssempa tem uma propensão para queimar camisinhas. Em 2007 organizou uma manifestação para protestar contra o homossexualismo e os "agentes homossexuais e ativistas" que estavam infiltrados em Uganda.

A história de sua vida não traz boas recordações porque dois de seus irmãos morreram de AIDS. Em janeiro, informou o anti-gay e pastor Rick Warren Buddy de que Martin Ssempa realizou uma exibição de pornografia gay para pedir o apoio do público para o anti-projeto de lei pendente a homossexualidade, que foi assistido por 300 pessoas que lotaram uma igreja evangélica na capital de Uganda, após os planos para uma “marcha de um milhão de homens” foram frustradas pela polícia devido a preocupações de segurança.

Disse Martin Ssempa a multidão:

"Os homossexuais têm como argumento principal o de que as pessoas fazem na privacidade de seus quartos não interessam a ninguém, mas você sabe o que eles fazem em seus quartos?", perguntou o pastor.

Ssempa exibiu um slide show de imagens pornográficas gay, e continua:
"Isto é “comer pênis de outro homem”", disse o pastor, antes de entrar ainda mais descrições gráficas. “É isso que Obama quer trazer à África?", disse ele após críticas ferozes dos USA ao projeto de lei em Uganda.

Representando inúmeras igrejas de Uganda, entre elas a Igreja Católica Apóstolica Romana e a Igreja Adventista do Sétimo Dia e parte do movimento islâmico, Ssempa responde a Rick Warren, pastor evangélico norte-americano, sobre o referido projeto de lei:

“Caro pastor Rick Warren,

Cumprimentos de Natal dos Pastores aqui, em Uganda. Acusamos a recepção de sua carta em que convida a nos pronunciar contra a proposta do Projeto de Lei contra a Homossexualidade, que está atualmente no processo de desenvolvimento no nosso Parlamento. Este projeto tem sido muito mal interpretado por alguns homossexuais causando histeria e aproveitamos esta oportunidade para lhe dar o fundo, educá-lo sobre os principais aspectos da lei, bem como responder às preocupações que você levantou.

Na verdade as manchetes que dizem que a lei de Uganda para matar gays, é deliberadamente enganosa. Deve realmente dizer, a lei propõe em Uganda pena capital para homens com HIV que estuprem meninos e infectá-los com o HIV/ SIDA assim como para heterossexuais que estupram meninas. Você vê, nós temos muitas preocupações perturbadoras, como uma crise das pessoas vivendo com HIV / SIDA (PVHS) que estupram e infectem crianças com HIV / AIDS em uma crença grotesca demoníaca de uma cura sexual através de "virgens", como prescrito por curandeiros satânicos. Somos perseguidos por uma invasão maciça de europeus ricos e os grupos americanos que estão desprezando nossa visão tradicional Africana de casamento e família, assédio moral e ameaça cortar a "ajuda" se nós não legalizar os pecados de Sodoma e Gomorra! Estamos preocupados com alguns membros da mídia ocidental, que é obcecada com a homossexualidade.

Na verdade, estamos preocupados que o cristianismo ocidental rompeu tanto com a palavra de Deus que os homossexuais e lésbicas estão sendo ordenados bispos, como atesta a eleição de Maria Glasspool em seu estado da Califórnia na semana passada!. Nós queremos ter certeza de que a África propositadamente evitará os erros da Igreja ocidental e nós esperamos aprender mais com o nosso diálogo encíclico pastoral.

A homossexualidade é ilegal, não natural, ímpia e Não-Africana: Em Uganda, e na maior parte do Sul do planeta, a homossexualidade é um "ato sexual mal e repugnante", que rompe simultaneamente quatro leis estabelecidas.

Primeiro, a lei da natureza, que afirma que os machos acasalam com as fêmeas;

Segundo a lei da nossa terra, como já foi dito em nosso Código Penal e na Constituição;

Em terceiro lugar, a lei da nossa fé como na Bíblia Sagrada para os cristãos e os Sargado Quran para os nossos amigos muçulmanos;

Em quarto lugar, a lei de de nossas culturas tribais africanas que têm sido proferidas por nossos pais há milhares de anos antes de tradições civilizadas.

Embora possamos ter diferenças de opinião sobre muitos assuntos como em muitas sociedades democráticas, esta é uma questão que todos nós concordamos.

Uma pesquisa local recente demonstrou que 95% dos ugandenses se opõem à homossexualidade. A atual lei sobre a homossexualidade (em Uganda, do Código Penal 145) pune todas as formas de sexo "não natural", ato punido até com prisão perpétua. Da mesma forma a tentativa de cometer os mesmos delitos é crime passível de sete anos de prisão. Estas disposições foram instituídas pela Lei de 15 de junho de 1950!

Nossa Luta Histórica:

Quando você chegou à Uganda em uma quinta-feira, 27 de março de 2008, e manifestou o seu apoio ao boicote da Igreja de Uganda ao pró-homossexual da Igreja da Inglaterra, você declarou: "A Igreja da Inglaterra está errada, e eu apoio a Igreja da Uganda".

Ainda se lembrou de dizer: "a homossexualidade não é uma forma natural de vida e assim não é um direito humano. Não vamos tolerar este aspecto a todos”.

Você estava na verdade afirmando a longa luta histórica cristã de Uganda contra a homossexualidade institucionalizada. Este boicote não foi o início da luta. De fato, em 03 de junho de 1886, 26 novos ugandeses convertidos ao cristianismo foram martirizados por sua posição contra um rei desviante, que tomou para si a prática da sodomia. Lá a fé em Cristo encorajou-os a posição contra a homossexualidade, resistindo ao "ponto de derramamento de sangue".

Hoje vamos honrá-los, e 3 de junho é feriado nacional, onde milhões de fiéis convergem Uganda para lembrar e renovar suas forças. (Quando se chocaram a fé e o estado homossexual).

Como você mesmo disse: "..a Bíblia diz que o mal tem de ser combatido. O mal tem de ser interrompido. A Bíblia diz para não se negociar com o mal. Ele diz que pará-lo. Parar o mal."

Uma vez que a homossexualidade é um mal, você não pode ser contra uma lei que visa pará-lo a menos que se tenha enraizado com isso.”

Carta completa em: http://www.martinssempa.com/warren-response.html

Afirmou também que em uma entrevista g1.globo.com :

G1 - Por que a lei é importante?

Martin Ssempa - É importante para colocar um fim na sedução e no recrutamento de nossas crianças na sodomia por meio da máquina de propaganda gay. Isso é financiado por George Soros, [da ONG] Hivos na Holanda e outras agências suíças. Sodomia é um crime, mas precisamos de uma lei para impedir sua disseminação.

G1 - Por que a família tradicional precisa ser protegida? O que acontece em Uganda?

Martin Ssempa - A família é a base da sociedade. Mas nós somos uma nação pobre com muitas famílias pobres... Esses ricos europeus e americanos chegam com seu dinheiro para corromper nossas crianças na sodomia. Precisamos protegê-las dessa exploração.
Ssempa está lutando duramente para aprovação do projeto antes de 04 de abril, como um "presente de Páscoa" para a nação.

ANTI-GAY PROTESTS IN UGANDA


As influências externas ocorreram através de organizações e pastores norte-americanos que foram proferir cursos em Uganda para ajudar a resolver o “grave problema da homossexualidade” e “curar os homossexuais”. Uganda se tornou alvo para grupos evangélicos norte-americanos e personalidades evangélicas conhecidas visitaram o país para difundir mensagens de combate ao homossexualismo, entre as quais o reverendo Rick Warren que visitou Uganda em 2008 e comparou homossexualidade a pedofilia.

Entre os que estiveram em Uganda está Lee Caleb Brundidge que afirma estar disponível por telefone e treinamentos on-line e palestras em igrejas para todos que desejam abandonar as práticas homossexuais, através do e-mail: cbrundidge@xpmedia.com
Scott Lively, Lee Caleb Brundidge e Don Schmierer, evangélicos norte-americanos, foram a Kampala para séries de conferências. O tema dos eventos, baseado na Bíblia de acordo com Stephen Langa, pastor ugandense: A ameaça de homens e mulheres homossexuais representa contra os valores da família africana tradicional.

Lively e seus colegas discutiram suas idéias sobre como as pessoas homossexuais podem ser transformados "em linha reta", como os homens gays freqüentemente sodomizam adolescentes e como "o movimento gay é uma instituição do mal", cujo objetivo é "derrotar o casamento social e substituí-lo por uma cultura de promiscuidade sexual.”

Em 17 de março de 2009, em seu blog, Lively escreveu que alguém comparou sua campanha como "uma bomba nuclear contra a agenda gay em Uganda."

As conversações foram, aparentemente, instrumentos para o desenvolvimento do projeto de lei pelo parlamento ugandês. O projeto, apresentado em Novembro de 2009, pediu a pena de morte em alguns casos, e recebeu opróbrio internacional. Ao saber das conseqüências, Lively deplorou que "a legislação foi muito dura”.



ANTI-GAY BILL INSPIRED BY AMERICAN PASTORS


Que a paz retorne a Uganda e o direito inalienável a vida seja preservado porque Yahoshua o verdadeiro Enviado de Yah veio trazer Paz, Justiça e Vida e não a pregação da morte que o cristianismo em suas diversas vertentes através do tempo tem propagado no planeta.

Shalom!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

AIDS – ACASO OU CONSPIRAÇÃO ANTI-PRETO

Por Aidan Foluke, Membro da COPATZION, Tesoureira do CNNC e Acadêmica de Enfermagem.
Skype: aidanfoluke
O Vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o organismo causador da doença chamada AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) que na sua forma progressiva ataca o sistema imunológico com o aparecimento de infecções oportunistas que vão desde a tosse ao coma, entre elas destacamos: Tuberculose, Pneumocistose (Pneumocystis carinii), Infecções fúngicas recorrentes na pele, boca e garganta, Diarréia crônica por Isóspora ou criptosporidium, Diarréia crônica com perda de peso, Neurotoxoplasmose, Neurocriptococose, Citomegalovirose. A AIDS também torna as pessoas particularmente suscetíveis ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente os causados por vírus, como o câncer de colo de útero e o sarcoma de Kaposi.

Nas crianças com AIDS, as infecções oportunistas surgem como formas severas de infecções bacterianas comuns a toda criança como: conjuntivite, infecções de ouvido e amigdalite.
As entidades cientificas de saúde, cientistas, líderes de países, organizações políticas e militantes pretos manifestam-se emitindo opiniões diversas sobre as possíveis causas e conseqüências dessa pandemia que tem afetado a humanidade,

ceifando vidas e condenando a morte milhões de pessoas e a maioria preta no planeta, especialmente de países africanos e africanos em diáspora.

Entre os diversos pontos de vistas há os que defendem a questão da AIDS como um vírus desenvolvido por fatores do “acaso” e outros que acusam abertamente a criação de um vírus geneticamente modificado para a destruição dos indesejáveis: homossexuais, prostitutas, viciados em drogas e a população preta mundial. Irei expor estes pontos de vistas cabendo ao leitor e a leitora decidir o que melhor lhe aprouver.

HISTÓRICO DA AIDS SOBRE A CONCEPÇÃO DO ACASO:
Na literatura da medicina a AIDS ainda tem uma origem polêmica e os primeiros diagnósticos aconteceram nos USA nos inícios dos anos 80 do século passado. Alguns casos foram diagnosticados em homens homossexuais em Nova York e na Califórnia que desenvolveram infecções oportunistas e cancros raros resistentes a tratamentos conhecidos. Neste período ainda não se usava o nome AIDS, entretanto, as pessoas afetadas sofriam de uma síndrome desconhecida.
A descoberta do vírus HIV ocorreu posteriormente e é reconhecido como causador da AIDS, havendo ainda hoje questionamentos entre cientistas. Foram feitas pesquisas da origem do HIV e como se manifestou nos seres humanos e descobriram em laboratórios americanos e franceses que o HIV é um lentivirus (vírus lentos), porque demora a produzir efeitos no organismo. São encontrados em animais como ovinos, eqüinos, bovinos e felinos (gato). No caso da AIDS os cientistas europeus e americanos constataram que o lentivirus é proveniente do SIV (Vírus da Imunodeficiência dos Símios) que afeta os macacos e em humanos se manifesta como HIV-1 e HIV-2.
O HIV-2 corresponde ao SIVsm encontrado nos White-crowned ou White-collared Mangabey, que habita nas florestas do Senegal e no Leste de Gana.



O HIV-1 corresponde ao SIVcpz encontrado em chimpanzés comuns no centro da África, afirmação defendida por Paul Sharp da Nottingham University e Beatrice Hahn da University of Alabama.
Os cientistas que defendem a transmissão dos macacos para humanos alegam que houve zoonose no momento em que caçadores africanos se alimentaram de chimpanzés ou o sangue do animal entrou em contato com feridas do caçador. Alegam também que a contaminação ocorreu através do uso de seringas não descartáveis que pode ter sido usadas em algum caçador e transmitido o vírus para a população.
Recentemente Jim Moore, especialista em primatas defende a “Teoria do Colonialismo” ou “Coração das Trevas”, afirmando que no final no século XIX e início do século XX, a exploração colonial francesa na África Equatorial e a exploração colonial belga no Congo belga, forçaram trabalhadores africanos a trabalhos exaustivos, a fome, falta de saneamento básico, foram obrigados a se alimentar de macacos e vacinados contra a varíola para serem mantidos vivos, e também prostitutas foram usadas o que serviu de aumento da doença. As provas foram apagadas porque os colonizadores destruíram os laudos médicos.
E ainda houve informações de relações bestiais entre africanos e macacos, que infelizmente muitas pessoas acreditam.


HISTÓRICO DA AIDS SOBRE A CONCEPÇÃO DA CONSPIRAÇÃO:
Na história da medicina sabemos de relatos de infecções propagadas no período da escravidão e pós-abolição. Relembremos da sífilis no Brasil colônia, quando homens brancos estupraram meninas pretas virgens procurando a cura da doença.
Nos USA uma comunidade inteira foi infectada com sífilis em 1932 servindo como cobaias para estudos, que determinavam "a partir de autópsias as patologias advindas do corpo humano." Quase 400 homens pretos pobres com sífilis a partir de Condado de Macon, Alabama, foram usados para o experimento. Os alemães invadiram a Namíbia e além do crime do genocídio realizaram experiências genéticas no povo preto.
http://cnncba.blogspot.com/2009/01/o-genocdio-esquecido-revolta-dos.html
Povos no planeta foram vítimas de invasores europeus que transmitiram doenças desconhecidos. Então, por este “histórico doentio” torna-se compreensível que exista um importante grupo de líderes e cientistas que acreditam e defendam a hipótese da conspiração do AIDS.
A controvérsia do surgimento da AIDS ocorre da não aceitação de que o vírus veio proveniente do macaco, sendo considerada por eminentes cientistas uma grande farsa difundida com propósito de esconder a sua verdadeira intenção. Vamos conhecer essas idéias:
Os primeiros artigos sobre a conspiração da AIDS ocorreram com a Sociedade Real de Londres que realizou uma série de conferências procurando descobrir a causa inicial da AIDS e a origem do HIV. Respeitados cientistas e acadêmicos debateram a possibilidade de que o HIV-1, o mais amplo e mortal vírus da AIDS em humanos evoluiu de contaminações acidentais de vacina e posterior transmissão para a maioria de aldeões africanos.


Segundo o site New World Order, o HIV / AIDS na África foi inicialmente espalhados por hospitais missionários católicos romanos e os seus re-uso de "agulhas sujas". Estes hospitais regularmente obtêm doações de material médico / vacinas diretamente a partir da Igreja Católica Romana com os Cavaleiros de Malta, através dos seus membros no seio da indústria farmacêutica. Desde a década de 1970 Cavaleiros de Malta apóiam e ajudam organizações como AmeriCares Knightsbridge Internacional que têm fornecido suprimentos médicos a países necessitados, incluindo África do Sul, Haiti e Camboja - países que agora são mais atingidas pelo HIV / AIDS.
http://www.geocities.com/newworldorder_themovie/aids.html
Houve uma vacinação em massa para imunização da poliomielite que contaminou milhares de pessoas no continente africano.

O criador da vacina foi o judeu askenazi Hilary Koprowski, que em 1957 na África Central a sua vacina foi cultivada em células de macaco. Alguns especulam que a AIDS nesta região fora desenvolvida a partir do vírus da imunodeficiência símio. Koprowski nega qualquer ligação com o HIV. O Jornalista britânico Edward Hooper divulgou uma hipótese de que a AIDS foi criada inadvertidamente no final dos anos de 1950, no Congo Belga por Koprowski quando investigava uma vacina contra poliomielite.

A Dra. Wangari Muta Maathai, queniana, mestre em Biologia e doutora em Anatomia, ativista feminista e defensora do meio ambiente, ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2004 por sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, da democracia e da paz. Ela se tornou a primeira mulher africana, e primeiro ambientalista a ganhar o prêmio.
Em uma entrevista para a revista "Time" acerca do Prêmio Nobel da Paz alegaram que ela disse que "a AIDS é uma arma biológica fabricada pelo mundo desenvolvido para acabar com a raça negra". Maathai posteriormente, em uma declaração escrita, emitida em Dezembro de 2004: "Eu não diria nem acreditam que o vírus foi desenvolvido por pessoas brancas ou poder branco a fim de destruir os povos africanos. Tais opiniões são perversas e destrutivas."

O Cientista askenazi Jakob Segal de origem lituana, afirma que a AIDS foi criada em laboratório, no Fort Detrick (Centro de investigação de Guerra Biológica) a partir de Visna e HTLV-I.
Afirmou que o novo vírus foi testado em condenados que se voluntariaram para o experimento em troca de sua libertação da prisão. Sem mostrar sinais precoces da doença, os prisioneiros foram libertados depois de seis meses. Alguns eram homossexuais, e estava em Nova York, onde a doença foi inicialmente detectada em 1979.
Os investigadores não tinham contado sobre a criação de uma doença com períodos muito longos de encubação. (Um ano é relativamente curto para a AIDS, mas não seria incomum se a infecção foi induzida por injeções de doses elevadas.) Se os investigadores tiveram suas cobaias humanas em observação por um longo tempo, eles descobriram a doença e poderia ter sido conteúdo.
Em outras palavras, Segal disse que a AIDS é o resultado de pesquisas e experiências em armas biológicas.
Dr. Alan Cantewwll Jr., é um aposentado dermatologista, e investigador na área do cancro e microbiologia da AIDS. Ele é autor de cerca de 30 artigos publicados entre o final dos anos 1960 e meados de 1980, predominantemente em sarcoma de Kaposi e outras neoplasias dermatológicas relacionadas com a infecção do HIV.
Mais recentemente, ele tem escrito artigos especulativos sobre a origem do HIV, sugerindo que pode ter sido liberada uma guerra biológica do vírus e / ou deliberadamente colocados em uma Hepatite B vacina usada visam americano homossexuais e negros.


Seus livros são publicados pela Aries Rising, sua própria editora, que começou em 1984, para divulgar suas idéias. Ele também foi publicado em Nova Aurora ', uma revista australiana dedicada a "apresentar notícias e informações ignoradas ou deliberadamente suprimida pela mídia", Orgânica, paranóia, Steamshovel Imprensa e os Novos Africanos.
O Rev. Jeremiah Wright pregou sermões em que culpou o governo americano de criar um estado racista e inventar o vírus do HIV como uma forma de genocídio contra o povo de cor. Este foi um dos fatores do afastamento de Barack Obama de seu antigo pastor e mentor.
Tshabalala-Msimang foi graduada pela Fort Hare University em 1961. Como um número de jovens de um Congresso Nacional Africano CADRES enviado ao exílio para a educação, ela recebeu a formação médica na Primeira Leningrado Instituto Médico na União Soviética de 1962 a 1969. Ela foi então treinada em obstetrícia e ginecologia na Tanzânia, finalizando em 1972. Em 1980 ela recebeu um mestrado em saúde pública da Universidade de Antuérpia na Bélgica.
Ministra da Saúde da África do Sul de 1999 a 2008 no governo do presidente Mvuyelwa Thabo Mbeki, é uma eminente defensora da medicina tradicional africana e relutou em aplicar os medicamentos anti-retrovirais para o tratamento da AIDS, sugerindo o uso da medicina tradicional africana, como o uso do limão, beterraba, alho, batatas africanas e uma dieta alimentar equilibrada, recebendo o apoio do presidente, sendo duramente criticada pelo mundo ocidental.



A pandemia da AIDS tem afetado duramente a população preta no planeta e é uma doença que ainda não tem cura. Na Bahia os dados de 2007 do DATASUS atestam que 114 pessoas pretas foram diagnosticadas como novos casos. Os números reais não são conhecidos por motivos de medo, preconceito, falta de informação e descaso com a saúde da população em geral. É necessário que os profissionais que cuidam da saúde da população preta fiquem mais atentos a disseminação da doença que está levando o nosso povo a um processo de destruição.


Vote na enquete e manifeste a sua opinião: A AIDS foi uma fatalidade ou uma conspiração anti-preto?

PRETAS POESIAS

PRETAS POESIAS
Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias