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domingo, 29 de novembro de 2009

OS HEBREUS DE COCHIN OU KOCHI – RACISMO CONTRA OS HEBREUS DA ÍNDIA

Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

Skype: lindoebano


Kerala é um estado que se situa no extremo sudoeste da Índia, sua capital é Thiruvananthapuram e a maior cidade é Cochin. Tem 38.863 km² com uma população aproximada de 32 milhões, [censo 2001], com 3,44% da população do país, e a densidade demográfica de 819 habitantes por km². É um dos estados mais desenvolvidos com taxa de alfabetização superior a 90%. A língua oficial é o malaiala. A maioria da população é descendente dos dravidianos, primeiros habitantes da Índia, antes da invasão ariana.
É o lar de diversas comunidades ainda primitivas que vivem nas florestas de Kerala, entre elas destacamos os Adivasi e os Cholanaikkans:

Mulher Adivasi do grupo Kondh Kutia, o maior contingente está no estado de Orissa.

Aadivasi Dance - Thillele

Entre os grupos mais isolados do estado de Kerala estão os Cholanaikkans, vivem do recolhimento de alimentos, caça e coleta de produtos florestais secundários. Foram contatados pela primeira vez na década de 60 do século passado. Em 2001 só havia 361 Cholanaikkans.

Os Cholanaikkans

Trabalhadoras da zona rural de Kerala

A história da Índia é uma das mais antigas da humanidade, inicialmente habitada pelos povos pretos que ainda são a maioria da população do país, entre eles estão os considerados dalits, que sofrem um racismo institucional por causa do sistema de castas. A Índia detém a maior população preta no mundo. Vede o artigo neste blogger:
OS DALITS DA ÍNDIA - A MAIOR POPULAÇÃO PRETA DO PLANETA

A cidade de Cochin está localizada no estado de Kerala, no sul da Índia, é considerada a Veneza do Oriente e Rainha do Mar Arábico, é um dos 03 maiores portos da Costa Oeste da Índia e um dos melhores portos naturais do mundo.

A presença dos hebreus na Índia é muito antiga dados contam de sua chegada bem antes do nascimento de Yahoshua, adaptando-se facilmente à população nativa não enfrentaram problemas com a cor epitelial até a chegada dos novos invasores: os europeus e com eles praticantes de uma nova religião chamada Judaísmo e tudo mudou.
Um dos dados mais antigos e aceitos é de que os hebreus chegaram à época do rei Salomão através do comércio do reino de Israel com o rei de Kerala no sul da Índia. As marinhas dos Reis Hiram e Salomão visitaram a Índia, pois é afirmado que trouxeram o ouro, prata, marfim, macacos e pavões (I Reis10: 22). Estes são todos os produtos indianos, especialmente os pavões, e é interessante notar que a palavra hebraica para "pavão", "tukkiyyim," é de origem Dravidiana. O
utra hipótese que seriam uma das “dez tribos perdidas de Israel” (nós sabemos que os hebreus não estão perdidos conforme os desejos dos askenazis e sefardistas, a maioria veio escravizada para as Américas no tráfico transatlântico da costa ocidental africana).
Estas diversas hipóteses dão a antiguidades dos hebreus de Cochin na Índia como uma das mais antigas comunidades em diáspora do planeta, e a imagem fala mais do que qualquer palavra. Uma foto de um hebreu da Índia no ano de 1929.
Os hebreus de Cochin eram altamente respeitados e foram autorizados a se instalar em Cochin pelo marajá local, e posteriormente se tornaram conselheiros dos Marajás, uma boa parcela prosperou como comerciantes, em que controlavam o comércio de pimenta. Muitos se tornaram funcionários públicos e soldados.
No fim do ano de 1550, o "Raja de Cochin” se recusou a lutar uma batalha no sábado, porque nesse dia os seus soldados hebreus não lutariam, e eles eram os melhores guerreiros, Provavelmente, a Índia foi o único país no mundo que na guerra, em deferência à sua estima aos soldados hebreus, não houve batalhas no sábado.
Em 1167, Benjamin de Tudela escreveu que viviam 1.000 hebreus na Costa do Malabar :
"são pretos como os seus vizinhos e são bons homens, os observadores da lei, e possuem a Torá de Moisés, os profetas, e alguns poucos conhecimentos do Talmud e da Halachá. São cerca de 1.000 famílias que vivem do cultivo de pimenta, canela e gengibre.”
A comunidade dos comerciantes hebreus foi influente dentro e fora do seu estado e foram os principais motivos para a prosperidade em seu reino.

Estas são inscrições gravadas em um conjunto de tábuas de bronze conhecido como o "Sâsanam". Dispõe acerca da propriedade da Aldeia de Anjuvannam, que fora cedida ao hebreu Joseph Rabban, como agradecimento pela contribuição dos hebreus ao reino.
A data da Carta pode ser fixada em cerca de 750 a.C, mas não pode, por razões paleográfico, têm sido muito mais cedo do que isso, nem o mais tardar em 774, uma vez que uma concessão feita aos assírios nestorianos na época foi copiado a partir dele.
Em Cochin, havia uma divisão bem organizada: O maior grupo é chamado de “Meyuhassim” (que significa privilegiado em hebraico) ou judeus Malabari, são considerados ter chegado à Índia como comerciantes durante o período do rei Salomão. O segundo grupo é chamado de “Pardesi” (Estrangeiros). São judeus de Portugal, Holanda, Espanha e Alemanha.
Estes dois grupos eram comerciantes e tinham escravos que se converteram ao judaísmo e, posteriormente, liberado de sua condição de escravos e são chamados de “Meshuhararim" (que significa liberado em hebraico).
Os estrangeiros começaram a afirmar que os Meyuhassim eram prosélitos e convertidos objetivando o poder político e econômico e que o príncipe foi de sua comunidade. O principado durou até o ano de 1524 quando foi atacado pelos muçulmanos e foram para Cochin.
Os portugueses quando chegaram à Índia atacaram os hebreus e destruíram seus templos religiosos.
Os hebreus da Índia foram pesquisados por Nathan Katz no seu livro: Who Are the Jews of India? Informa que nas comunidades de Indiana e do Malabar incluía “judeus negros” e “judeus brancos”. Escreveu que a origem dos judeus negros está na antiguidade e os judeus brancos eram descendentes de comerciantes espanhóis no século XV-XVI. Outra informação é de que os judeus Paradesi, também chamados de “judeus brancos ou estrangeiros", se instalaram na região posteriormente, chegando à Índia a partir de países europeus, como Holanda e Espanha, e trazendo com eles a linguagem Ladina e seus costumes sefarditas no século XVIII. Os judeus holandeses e portugueses possuíam escravizados e os discriminavam tanto como os hebreus que já habitavam na região há mais de mil anos. Nas sinagogas os judeus exigiam dos seus escravizados que os beijassem as mãos e ficassem em locais afastados.
O isolamento dos hebreus de Cochin terminou com a chegada dos judeus e o poder europeu na Índia, e foram influenciados pela religião do judaísmo.
A vida confortável dos hebreus, no entanto, foi modificada por uma rixa criada pelos judeus brancos de Mattancherry contra os hebreus de Ernakulam, as comunidades eram separadas por uma estreita faixa de mangue e da cor de sua pele, eles se envolveram numa disputa por séculos, divididos pelo racismo e reivindicações. Os judeus sefardistas tentaram mudar a história dizendo que eles chegaram à Índia nos tempo de Salomão, tentando se apropriar da história dos hebreus de Cochin e que os pretos foram seus escravizados convertidos ao Judaísmo.
A linha divisória os entre grupos rivais tornou-se racismo, grupos com ancestralidade diferentes, identificados como "os pretos e os brancos". A luta por privilégios, vantagens políticas e econômicas, criando ressentimento, ódio e desprezo que resultou no apartheid de fato dos judeus contra os hebreus de Kerala. Os brancos tiveram ascensão social amplamente negado aos hebreus, porque invadiram a Índia. Os últimos a dominar foram os colonialistas britânicos que só foram expulsos em 15 de agosto de 1947.

Inclusive os casamentos considerados tabu, mesmo quando necessários para sustentar o encolhimento do número de hebreus e judeus de Kerala, porque os judeus de Paradesi diziam ter a pureza racial.

Sinagoga de Kottayil kovilakom e Sinagoga Thekkumbhagom, esta última localizada na rua dos judeus na área de Ernakulam de Cochin, foi construída em 1580.

Uma placa da anterior sinagoga em Kochangadi em Kochi (construída em 1344 pelos hebreus) é colocada na parede externa da sinagoga Paradesi. Diz a tradição que a estrutura foi construída no ano de 5105 (no calendário hebraico), como uma morada para o Espírito de Deus. Fato este comprovado pelos historiadores e estudantes do hebraico.
Sinagoga Paredisi foi construída em Kochi, no estado de Kerala no sul da Índia. Paradesi significava “estrangeiro”, foi utilizada para os judeus brancos espanhóis e holandeses. A sinagoga Paredisi foi construída pelos holandeses por isso a denominação estrangeira e lá havia a discriminação por causa da cor epitelial feita pelos judeus aos hebreus.
Há poucos hebreus atualmente na ilha de Cochin,
existem apenas em Mattancheri e cerca de 50 na vizinha Ernakulam. A maioria dos membros da comunidade de Cochin tem mais de 60 anos de idade, o mais novo membro com 30 anos, porque uma grande parte se converteu ao cristianismo. Depois da criação do estado de Israel importante parcela migrou e se instalou no Moshav de Nevatim no Negev Israel (sul) e Moshav de Yuval no Norte, no bairro de Katamon em Jerusalém, em Beer Sheva, Dimona e Yeruham acreditando que haviam chegado à Terra prometida. Sofrem a discriminação racial dos askenazis como também sofrem os hebreus etíopes e outros hebreus pretos. A discriminação em Israel segue uma linha conforme a cor epitelial, os donos do poder são os askenazis (europeus da Europa ocidental e central) e por últimos os hebreus da Etiópia, Cochin e Bene Israel da Índia.

O racismo em Israel contra os verdadeiros hebreus é uma constante, acima uma foto de hebreus etíopes protestando contra a discriminação.

MELODIANS "RIVERS OF BABYLON" PSALM 137:1

quarta-feira, 27 de maio de 2009

HARAPPA E MONHEJO–DARO – CIVILIZAÇÃO PRETA DO VALE DO INDO

Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano

É abissal e crítico o desconhecimento da afrocentricidade entre os estudiosos de história. A maioria dos leitores do artigo anterior ficou espantada e em alguns fóruns fui chamado de insano, confesso fiquei feliz por ter a oportunidade de trazer a algumas pessoas o questionamento sobre a história afro global. Um membro da comunidade de Budismo, neste fórum disse que os pretos agora iriam pedir cotas para o Nirvana e outro em uma comunidade de estudante de história afirmou que os pretos não têm mais o que inventar. Discorrer sobre o Buda Preto foi mexer no vespeiro do eurocentricismo e fazer com que pessoas seguidoras do budismo pudessem demonstrar que a verdade de acreditarem em uma filosofia não branca os afeta profundamente apesar de não se declararem racistas. A incongruência é visível: Dizem que acreditam na igualdade entre os seres humanos e a importância da cor da pele nada significa, mas, seguir filosofias fundadas por pretos é inconcebível.
A ciência da história está acima dos desejos do que pensamos ou do que queremos.
A História das civilizações primevas remonta a única raiz: os povos pretos e suas migrações no planeta. Entender e ensinar história permeia-se no conhecimento dos povos originais como base da evolução da humanidade.
A história civilizatória no Vale do Indo remonta a milhares de anos com a população preta dos dravidianos que fundaram a desenvolvida civilização das cidades de Harappa e Mohenjo-Daro (Colina dos Mortos) aproximadamente em 2200 a.C, seu sitio arqueológico começou a ser estudado somente em 1920 na província de Sind no Paquistão. Foram as primeiras cidades urbanizadas do planeta, contemporâneas ao antigo Kemeth e civilizações mesopotâmicas como a dos sumerianos; com uma extensão territorial maior e ainda desconhecida. Esta civilização ainda está em fase das escavações dos sítios arqueológicos e podendo superar a civilização de Khemet em algumas áreas de conhecimento e tecnologia. Os arqueólogos descobriram na Índia e no Paquistão mais de mil sítios arqueológicos pertencentes ao que hoje chamamos de civilização do Indo, ou de Harappa.
Os sítios arqueológicos, cuja maior parte apresenta uma superfície entre 80 ares e dois hectares, estão espalhados por uma área de 780 mil quilômetros quadrados, ou seja, duas vezes maior que o território da antiga Suméria. Nenhuma civilização da idade do bronze possuía área de influência geográfica tão extensa.
URBANIZAÇÃO:
É considerada a maior das civilizações urbanizadas da antiguidade, superando Khemet, Mesopotâmia e a China. O planejamento urbano foi muito desenvolvido milhares de anos antes do urbanismo do Império Romano. São consideradas Harappa e Monhejo-Daro as cidades mais antigas em planejamento urbano do planeta.
Monhejo-Daro possuía grandes artérias, orientadas na direção norte-sul, com cerca de dez metros de largura, cruzavam em ângulo reto, a cada 200 metros, com ruas que seguiam a direção leste-oeste. Esse traçado dividia a metrópole em quadriláteros, no interior dos quais havia um emaranhado de ruelas sem plano preciso, com larguras variando entre um metro e meio e três metros.
Harappa, que também ostentava uma planificação igualmente avançada, foi construída com um conjunto de pequenas elevações, dominado por uma cidadela, e um quadrilátero de avenidas orientadas na direção norte-sul, delimitando amplos bairros.
As ruas foram matematicamente construídas em forma de cruzamento no sentido norte sul, verdadeiros bulevares, com lojas e restaurantes. Havia poços públicos e sistemas de esgotos e coletores de lixo.
Houve uma preocupação com os trabalhadores e criaram bairros operários para melhorar o seu bem-estar.
A população dessas cidades possuía cabelos crespos, lábios carnudos e narizes largos.

O historiador grego Diodurus Siculus relaciona essas civilizações parecidas com a civilização da Etiópia e o povo de Harappa identificava Osíris como o seu fundador e, conforme Diodurus Siculus Osíris fundou diversas cidades no Vale da Índia, inclusive Nysa, em memória da cidade de Khemet onde fora educado. Outro escritor grego Apolônio de Tyana visitou a Índia no final do primeiro século e escreveu que os seus habitantes eram colonos da Etiópia. Há um documento latino chamado Alexandria Itenerari escrito em 345 d. C para o Imperador Constantino relatando que a Índia é uma continuidade de povos do Egito e Etiópia. O historiador Eusébio escreveu que no reinado do Faraó Amenofis IV, um grupo de etíopes do vale do Indo se estabeleceu no vale do Nilo.
Como já é de notório saber dos estudiosos da afrocentricidade a yoga é uma criação das civilizações pretas detentoras das práticas de curas possibilitadas através da melanina condutora da espiritualidade. Imagino neste momento como ficam os defensores do eurocentrismo. Quais serão os seus argumentos e ataques as provas históricas e arqueológicas? Serão que deixarão de praticar a yoga? A yoga era praticada nesta civilização como também no antigo Khemet (Egito), sendo este o próximo tema deste blogger.
Foi descoberta uma piscina de banho público com águas aquecidas em Monhejo-Daro. A escrita de Harappa ainda não foi decifrada e quando forem descobertos novos escritos grandes revelações surgirão dessa majestosa civilização preta.
Desenvolveram grande tecnologia na produção de alimentos com técnicas avançadas de irrigação e aproveitamento da terra com a plantação do trigo, milho, cevada, ervilhas, gergelim, arroz, cebola, algodão e armazenamento de milhares de toneladas de cereais.
A engenharia naval foi proeminente com navios feitos com teca uma madeira resistente e apropriada que possibilitou a escoação comercial dos produtos tendo uma administração central representada por autoridades religiosas. O comércio exterior atingia toda a região da Mesopotâmia, antes da invasão dos gregos chamada de Terra dos Etíopes, Irã, Ásia Central e possivelmente a regiões da África chegando a Khemet, recebendo como pagamento metais preciosos, possuindo pesos e medidas padronizadas, usavam vinte e um pesos.
Conheciam a mineração e a fundição, pois trabalhavam o ferro, o bronze, o ouro, pedras preciosas e semipreciosas como o lápis, ágata, pérola, cornalina, madrepérola, lápis-lazúli e turquesa foram encontrados sinetes de estealite e outros metais. Foram grandes ceramistas na produção de telhas e vitrais.
A produção dos oleiros através de suas oficinas descobertas deixa os arqueólogos boquiabertos, além de terem usados tinturarias e trabalhado no artesanato de contas.
Os artesãos produziam figuras de elefantes, tigres, crocodilos e diversas pessoas em posição de yoga, fato este já relatado.

Tigre em terracota

Os meios de transportes usavam os bois puxando carroças com rodas de madeira.
Esta poderosa civilização preta foi de uma índole pacifista e de grande sensibilidade espiritual e contemplativa possivelmente sem a existência de classes sociais, que leva aos graves conflitos na sociedade.
Não foram encontrados grandes monumentos louvando os poderosos como grandes palácios, templos, túmulos com tesouros. A eles é denotado o surgimento da religião jainista que prega a paz entre os seguidores e a o respeito profundo pela natureza. Os grandes líderes do jainismo foram homens pretos, inclusive o vigésimo terceiro líder janista é retratado com uma aparência negro-azulada de exemplar beleza.
Além da yoga é destacada a criação do jogo de xadrez, a preocupação e dedicação a infância com a fabricação de brinquedos para as crianças.

E similares a esses carrinhos ainda hoje são usados em áreas rurais do Paquistão e da Índia.
Muito ainda poderíamos escrever sobre estas civilizações, mas, estamos em um blogger e os textos não devem ser cansativos.
Concluindo, estas civilizações do Vale do Indo ainda estão em fase de descobertas e escavações dos sítios arqueológicos. É importante ressaltar que esta civilização existiu antes da invasão dos arianos que impuseram o sânscrito como língua oficial e, hoje os seus descendentes tentam negar a pretitude das civilizações do Vale do Indo e dizem que foram eles os habitantes autóctones da região. Mas, não podem destruir todos os achados em terracota e não poderão deformar a história.

PRETAS POESIAS

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Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias