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quinta-feira, 30 de julho de 2009

A GUERRA NEGRA - GENOCÍDIO DOS ABORÍGENES DA TASMÂNIA

Por Walter Passos, historiador e teólogo

Pseudônimo: Kefing Foluke.

E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Facebook: Walter Passos

Skype: lindoebano

Na história das civilizações pretas ainda se pauta os estudos na invasão do continente africano, desenvolvendo uma pedagogia histórica restritiva e de negação das migrações do primeiro povo pelo planeta.
No século XIX os ingleses invadiram o continente atualmente conhecido por Oceania e realizaram um dos mais violentos genocídios da história mundial, destruindo civilizações milenares em um projeto de apropriação territorial, expropriação de riquezas, extermínio dos habitantes e a conversão forçada ao cristianismo.
Temos que entender esse projeto devastador do colonizador inglês como um ato de racismo, mais uma vez o invasor branco, com a sua idéia deformada de supremacia racial consegue ter atitudes diferentes conforme os seus interesses. A Inglaterra traficou escravizados do continente africano e combateu o tráfico quando mudou o seu modo produtivo com a Revolução Industrial.
Uma das regiões mais afetadas foi a Tasmânia, ilha e estado australiano situado a 240 km da costa sudeste da Austrália.
Sua superfície é de 65 022 km² e ela contava, em 2002, com uma população de 474 000 habitantes.
A população da Tasmânia provavelmente ultrapassasse 5.000 pessoas com uma história de mais de 10.000 anos que fora maldosamente destruída por uma nação racista que se dizia pautada nos ensinamentos bíblicos. Os habitantes da Tasmânia não tiveram chances de sobrevivências e foram exterminados.
A invasão do Império Britânico resultou no genocídio de milhares de “aborígenes” que resistiram bravamente à invasão colonial, tendo como resultado a deportação à Ilha Flinders, onde a vida dura escravizada e doenças levaram a extinção do valoroso povo da Tasmânia que não se deixou abater.

Atualmente os descendentes de ingleses habitam a ilha e sorriem como se nada tivesse acontecido.

Flinders Island Lions Club

Guerra Negra é usada na historiografia para ressaltar o extermínio realizado pelos ingleses contra a população preta da Tasmânia, sendo de vital importância compreendermos que a guerra realmente começou quando os ingleses desembarcaram em 1803 na Tasmânia com o projeto de extermínio do povo local, apesar da historiografia branca datar de 1828 a 1832. Em 1º De dezembro de 1826, a Tasmanian Colonial Times, jornal de circulação da época, declarou:

“Não fazemos exibição enfática de Filantropia. Dizemos isto sem ressalvas, à autodefesa é a primeira lei da natureza. O Governo deverá retirar os nativos - Se não, eles serão caçados como animais selvagens e destruídos!”

Cartaz usado para enganar o povo preto

Em 1816 antes da Guerra Negra representando o tenente-governador Arthur com a "política de amizade e igualdade de justiça" para “assentados” e Aborígenes.

O Governo devidamente declarou lei marcial em novembro de 1828 e "Brancos foram autorizados a matar negros à vista" (que foi por isso que nenhum colono branco nunca foi condenado pela morte de um aborígene). A recompensa foi fixada de £ 5 por adultos, £ 2 por criança.
Prêmios foram dados a captura dos nativos e além da guerra muitos morreram ao contraírem a gripe dos invasores.
Uma das táticas dos invasores ingleses foi o uso de pastores para enganar e persuadir os habitantes, fato esse ainda muito forte nas comunidades africanas e afro-diásporicas. Na Tasmânia invadida quem se deu a esse papel foi o pastor George Augustus Robinson “Protetor de Aborígenes”, chamado a montar uma "missão amigável" para encontrar os 300 restantes nativos na Tasmânia. Iludiu os nativos levando-os a escravidão e a morte. Um dos grandes objetivos da igreja cristã foi a “purificação” do povo preto que conseguintemente levou a destruição.
Robinson recebeu em pagamento um total de 8.000 libras em seu papel como protetor de Aborígenes. Ele construiu uma pequena comunidade, que incluiu uma igreja e chamou a área de “Ponto de Civilização”. Muitos dos indígenas que viviam no porto tinha sido removido sob falsos pretextos a partir de seu verdadeiro lar na Tasmânia. O Ponto de civilização foi essencialmente uma fábrica que existia para transformar os chamados “selvagens” em cristãos. Entre os 300 nativos que foram atraídos para a ilha apenas 40 permaneceram por meados dos anos de 1840. A maioria tinha morrido devido a doenças e a exploração do pastor.
Uma das práticas dos britânicos foi o rapto das mulheres para serem usadas sexualmente e as crianças foram tratadas como escravizadas. A grande tática dos invasores foi à destruição da família preta.
Caçaram o povo preto por diversão, raptaram, violaram as mulheres criando harens, desenvolveram o instinto de perversidade com uma disciplina da escravatura – com castigos e flagelos: desde chicoteadas com couro de Canguru a mulheres e crianças arrastadas nas fendas das rochas até terem os seus miolos expostos. Os cristãos britânicos na Tasmânia serviam ao Satanás que tem prazer em tentar destruir o povo original, feito a imagem e semelhança de Yah.
Foi necessária a resistência, então o governo britânico declarou a “Guerra Negra” que durou de 1828 a 1832. Em 1830 eles criaram a linha preta que objetivava destruir os povos da Tasmânia.
Mannalargenna (1770-1835), um chefe-guerreiroTasmaniano, foi o chefe dos Ben Lomond (Plangermaireener).
Como líder do Plangermaireener, ele organizava ataques de guerrilhas contra soldados britânicos na Tasmânia durante o período conhecido como a Guerra Negra. Manalargena tinha sido capturado por George Augustus Robinson e acompanhou-o, juntamente com Truganini em sua "missão amigável" para mover o restante da população aborígine para a Ilha Flinders. Infelizmente eles acreditaram nos invasores e foram traídos como foi Ganga-Zumba no Quilombo dos Palmares e Preto Cosme na Balaiada.
Em 1859 os números eram estimados em cerca de uma dúzia, o último sobrevivente morreu em 1876.
Sobrevivente do genocídio inglês foi à grandiosa mulher preta Truganini (1812-1876), sendo a última do seu povo. Teve uma vida difícil apesar de ser filha de um mangana (Chefe), pois com a presença dos invasores ingleses, a sua mãe foi assassinada por baleeiros, e o seu primeiro noivo foi morto ao tentar resgatá-la de um rapto. As suas duas irmãs Lowhenunhue e Maggerleede, foram seqüestradas e levadas para a Ilha Kangaroo, na região sul da Austrália e vendidas como escravizadas.
Abaixo uma foto dos últimos aborígenes da Tasmânia. Truganini é a última à direita.

Os restos mortais do povo da Tasmânia foram vilipendiados e expostos em museus como troféus de guerra e outros serviram para os estudos dos genocidas.
Um grupo de mestiços atualmente se diz descendente de ingleses e mulheres raptadas aborígenes, fato este em discussão porque perderem o fenótipo e a linguagem ancestral.
As conquistas européias devem ser estudadas como a prática abominável de racismo e destruição. O olhar simplório de simples avanço tecnológico, ou de missões cristãs deve ser sempre questionado. Os povos pretos foram e são as grandes vítimas da tentativa das civilizações brancas de se portarem como os donos do planeta e de suas riquezas. O racismo é anti-evangelho e todo aquele que o pratica serve a Sinagoga de Satanás.

sexta-feira, 13 de março de 2009

GENOCÍDIO DOS ABORÍGENES AUSTRALIANOS - GERAÇÃO ROUBADA.

Por Walter Passos. Teólogo, Historiador, Pan-africanista, Afrocentrado
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail:
walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos

A Austrália está localizada no sudoeste da Oceania com uma área de 7.682.300 km², e possuí uma população de 19, 8 milhões de habitantes (censo 2006): 95% de europeus meridionais e setentrionais, 3,5% de asiáticos, 1,5% de grupos étnicos autóctones - aborígenes. As histórias dos grupos nativos da Austrália remontam a milhares de anos sendo uma das incontestes provas da afrocentricidade. Os nativos australianos são pessoas pretas, como todos os primeiros habitantes do planeta.
Novas evidências de DNA mostram que os aborígenes australianos descenderam de migrantes que deixaram a África há cerca de 50 mil anos, descobriram cientistas da Universidade de Cambridge. Os pesquisadores afirmam que as descobertas reforçam a teoria evolutiva conhecida como "Out of Africa" - saída da África -, segundo a qual todos os homens modernos são descendentes de um único grupo de Homo sapiens que deixou a África há quase 2 mil gerações.
Há uma necessidade urgente de se rever os estudos sobre a presença das populações originais e suas histórias. Infelizmente, os historiadores e educadores se atêm ao continente africano como o único continente a ser estudado, omitindo as migrações voluntárias que se destinaram a diversas regiões do planeta. Não conhecer e praticar a afrocentricidade é negar a presença das populações pretas como  primeiras civilizações, e corroborar na manutenção da educação reducionista e racista.
Os pretos da Austrália atualmente estão reduzidos a 1,5% da população, e houve um culpado desse extermínio. Não foram exterminados pela vontade de YAH, mas, exterminados pela usura e xenofobia da civilização branca cristã. Torna-se então, necessário conhecer um pouco dessa história e as táticas de extermínio de homens, mulheres e crianças originais.




A INVASÃO DO CONTINENTE PRETOA área da Oceania é de 8.480.355 km² e a população é aproximadamente de 32 milhões de habitantes, cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural, aproximadamente, 90% do continente está na Austrália.
Podemos tranquilamente afirmar que todo o continente da Oceania (nome dado pelos invasores brancos) foi originalmente um continete preto, como foi todo o planeta antes do aparecimento da civilização branca , eram terras sagradas de homens e mulheres pretas.


Os primeiros registros históricos da presença de brancos nos mares da Austrália datam de 1606 e 1770 com os famigerados calvinistas da Holanda, através da Companhia das Indias Ocidentais, que definiram as regiões norte, oeste e sul como Nova Holanda. Em 1770 a Inglaterra declarou-se dona da região Leste, denominando-a de Nova Gales do Sul. A Australia foi invadida de uma maneira concreta entre 18 e 20 de janeiro 1788 com 11 navios e 1350 pessoas e ai começou o inferno para a população preta.
Na historia das civilizações pretas não há recusa do estrangeiro, fato este proveniente da melanina que induz a espiritualidade e a respeitabilidade pelo diferente. Este foi o caso dos nativos autralianos que foram atraiçoados pela pervesidade do homem branco que bem recebidos começaram a destruir os nativos roubando os recursos e as terras, levando a reação armada especialmente do povo Eora que foram os primeiros a ter contatos com o invasor inglês, pois habitavam a região hoje conhecida como Sidney. Existiam mais de 400 etnias na Australia com diversas línguas e costumes e quase duzentas delas com extensões de certos países da Europa, vivendo em um sistema clânico de respeito a natureza.


Entre os povos importantes que resitem ao colonizador branco estão os Pitjantjatjara Anangu que residem na região sul.

A segunda importante população são os Arrernte que vivem nas terras centrais da Australia e são guardiães da tradição.
O terceiro povo são os Luritja que habitam no derserto ocidental
Entretanto alguns povos foram praticamente dizimados pela varíola, gripe e diversas outras doenças desconhecidas e pelo etnocídio praticado pelas armas dos invasores. Um dos casos mais demoníacos foi do povo da Tasmânia que somavam 8.000 pessoas e foram totalmente dizimadas na “Guerra Negra”. Sendo Truganini, a última sobrevivente uma guerreira que, no início do século XX, foi acorrentada e exposta como peça de museu vivo, morreu após uma greve de fome. Salve a memória dessa guerreira Preta!
A TÁTICA BRANCA DA MISCIGENAÇÃO RACIAL E DA DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA PRETA

Para os ingleses, aquele "novo continente" foi considerado, ou seja, terra-de-ninguém. Afinal, não havia pessoas vivendo lá, mas sim alguns “remanescentes do Neolítico”, como diziam.
"O Estado de Western Austrália (Austrália Ocidental) foi o primeiro a estabelecer leis discriminando e segregando a minoria aborígine da maioria branca. Os nativos ficaram restritos, em sua maioria, às reservas nas fronteiras da linha dos coelhos. E, quando eram enviados às cidades, eram impedidos de ter acesso acertas regiões, bem como a inúmeros direitos civis. Foi instituído nesta época o cargo de Protetor-Chefe dos Aborígines. Este era responsável pelo “bem-estar” dos nativos, podendo selecionar quais crianças desta população seriam retiradas de suas famílias e levadas aos “centros educacionais”, para aprenderem a viver como brancos.
Tais “centros” eram, na realidade, campos de concentração de aborígines, nos quais as crianças eram obrigadas a abandonar seus idiomas e costumes tradicionais, e assumirem uma orfandade. Passado este estágio, eram então, catequizadas e ensinadas a trabalhos da mais baixa qualificação: para os rapazes trabalhos agrícolas ou manuais urbanos, para as moças prendas domésticas. Após saírem dos “centros educacionais”, os jovens aborígines agora “civilizados”, eram enviados a famílias de toda a Austrália, que passavam a ser responsáveis por eles, inclusive por seus casamentos. Um detalhe sórdido era escondido dentro deste sistema: somente crianças mestiças eram levadas aos “centros educacionais”. Estas poderiam casar somente com brancos, para que seus traços sangüíneos aborígines fossem apagados em três ou quatro gerações. O discurso oficial de “civilizar os aborígines” se tornava insustentável diante do fato de que em uma mesma família, crianças mestiças foram levadas, e crianças “100% aborígines”, não. Em 1937, a Federação Australiana proclamou uma lei na qual os aborígines do centro e do norte, que fossem mestiços, deveriam ser “civilizados” de forma continuada. Em 1951, esta lei foi estendida a todos os aborígines da Austrália. Com o tempo, desapareceria o problema aborígine.
Entre 1910 e 1960, período em que a transferência de crianças de suas famílias para os “centros educacionais” esteve em seu auge, calcula-se que de 10% a 30% de todos os nascidos aborígines foram levados. Nenhuma família ficou intocada. A partir da década de 1960, este processo diminui gradativamente, até que em 1972 tal lei é finalmente abolida.
“Geração roubada” foi o nome dado a todas estas gerações de crianças aborígines levadas de suas famílias para a “civilização”. Quando o filme foi lançado, em 2002, o governo federal afirmou que o livro com o qual este se baseou e, o próprio filme, narravam mentiras. Resta lembrar que este mesmo governo, foi um dos poucos que respondeu prontamente à solicitação de tropas por parte de George W. Bush, para as invasões do Afeganistão e do Iraque. Em 1997, a Justiça Australiana havia deliberado que o ocorrido com as “gerações roubadas” havia sido um genocídio. Porém, negou quatro pedidos de ressarcimento estatal aos descendentes destas pessoas e de seus familiares. A alegação foi de que os pais haviam consentido com a retirada das crianças. Há imprecisões, pois estes pais eram analfabetos, e muitas vezes nem compreendiam o idioma inglês. Sua “assinatura” era na realidade um “X” em uma folha. "
A tática da destruição das famílias “aborígenes” deu resultado porque extinguiram  línguas e civilizações, miscigenando as famílias cortaram o laço da ancestralidade. A participação das Igrejas Católica, Anglicana e Presbiteriana foi fundamental para destruir as populações nativas.
Uma das principais táticas destruidoras dos invasores brancos foi a miscigenação racial, prática que gerou resultados, pois apaga a memória ancestral e cria uma geração de pessoas confusas e com crises de identidade, formando gerações que amam o chamado lado eugênico vencedor. Na Austrália os chamados aborígenes chegam a 455 mil pessoas, cerca de 1,5% a 2% da população, com uma expectativa de vida de 17 anos inferior a um branco e são discriminados, empobrecidos, marginalizados e a maioria nas prisões.

Assistiam o filme Geração Roubada e tirem as suas conclusões.







 

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