segunda-feira, 29 de março de 2010

AKHENATON E ÉDIPO - HISTÓRIA OU MITO - O PLÁGIO DOS GREGOS DA HISTÓRIA AFRICANA



Por Walter Passos,
Historiador,Panafricanista, Afrocentrista e Teólogo
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

Msn:kefingfoluke1@hotmail.com

 Facebook: Walter Passos
Skype: lindoebano



Pergunta da Esfinge?

"Que animal caminha com quatro pés pela manhã, dois ao meio-dia e três à tarde e, contrariando a lei geral, é mais fraco quando tem mais pernas?" Édipo conseguiu decifrar o enigma, dizendo que era o homem; ele engatinha quando bebê, anda com duas pernas ao longo da vida e precisa de um bastão na velhice. Ao ouvir a resposta, a esfinge, derrotada, jogou-se num abismo.

Sófocles, no século V a.C., narrou a história do personagem em três de suas obras mais notáveis: Édipo rei, Édipo em Colona e Antígona. O drama sofocleano suscita ilações em diversas culturas em diferentes épocas. Das numerosas obras para teatro baseadas no mesmo mito destacam-se, entre os romanos, o Édipo de Sêneca e, entre os clássicos, a tragédia publicada por Corneille em 1659. No século XX, o compositor russo Igor Stravinski criou o oratório Édipo Rei e os escritores franceses André Gide e Jean Cocteau retomaram o mito em obras literárias. especialmente no chamado “Complexo de Édipo. E não podemos esquecer de Shakespeare que em sua obra Hamlet relembra o mito, segundo os seus críticos.

NESTE MOMENTO DEVEMOS ATENTAR AO SEGUINTE FATO: TEBAS É CAPITAL DE KEMETE (EGITO ANTIGO) E TEBAS É O NOME DA CIDADE GREGA ONDE ESTAVA A ESFINGE NO MITO DE ÉDIPO.

Há muitas discussões sobre o tal “Complexo de Édipo”, Inclusive por intelectuais pretos na África e na diáspora. A peça teatral: ÉDIPO TIRANO: E SE UM HERÓI GREGO FOSSE NEGRO, dirigida por Ludmyla Pena e encenada pelo grupo teatral Cítero, composto pelo Coletivo de Estudantes Negros da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A idéia de produzir a peça nasceu da leitura e interpretação da monografia apresentada por Rogério José, também ator da peça. Rogério José estudou as traduções da história de Édipo de 1789 até 2002. E nestas leituras, conforme explica, comparou uma das versões, a produzida pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. No estudo norte-americano, observou que nos versos 742 e 743, Jocasta descreve Laio, pai de Édipo, como um melas, ou seja, alguém que tem forte melanina, um negro. Ao verificar a tradução da obra de Édipo para a língua portuguesa, Rogério então constatou que a expressão melas não fora traduzida corretamente, mas sim foi aplicada a expressão megas, a qual representa que Laio fora um homem grande e forte. "Na verdade houve sim uma desconstrução do real sentido da palavra melas, porque na versão da peça em português há sim a omissão do termo para assim omitir que Laio e que Édipo pudessem ser gregos, mas não negros", destaca o ator.


Ainda não li a peça, mas concordo plenamente que os mitos gregos foram africanos, como foi relatado no artigo anterior, de que os africanos povoaram e civilizaram a Grécia, sendo assim toda a mitologia grega é de personagens cheias de melanina. Não só Édipo, Jocasta, Laio e todas as personagens desta tragédia foram pretas.

O complexo de Édipo é uma das teorias desenvolvidas por Sigmund Freud, um dos criadores da Psicanálise, traçando um paralelo de uma das fases do desenvolvimento humano com o mito de Édipo. Simboliza o espírito de "disputa" entre a criança e seu progenitor do mesmo sexo pela atenção do progenitor do sexo oposto. Em primeiro momento há um questionamento da aceitação desta tragédia grega como um problema universal, o qual não é verdadeiro, apenas reforça o eurocentrismo na base das explicações dos problemas sociais. A concepção freudiana de analise mental também não é universal e muito menos as suas propostas de superação.

Outra interpretação de Édipo desposar a sua mãe Jocasta conforme estudiosos foi acrescentada posteriormente na tradição helênica. Erich Fromm, um europeu contesta essa concepção universal de Édipo e discorda das ilações de Freud. Fromm acreditava que o mito estava relacionado ao problema do poder matriarcal anterior e o poder patriarcal vigente na época.
Do outro lado a questão de Édipo historicamente surge por causa de Crísipo, que envergonhado cometeu suicídio, após ser estuprado por Laio, pai de Édipo. A deusa Hera envia a esfinge a Tebas para punir a cidade. A punição sugere que a prática da pedofilia ou pederastia era censurada na sociedade helênica.

A questão levantada por esse mito é: Por que Crísipo se mataria se o amar um homem fosse uma prática aceitável na sociedade helênica da época? As conseqüências desse ato de Laio trouxeram uma maldição sobre a sua família de consequências trágicas.

A sociedade grega posterior tinha uma concepção de sexualidade diferente de outras sociedades africanas da época, praticava a pederastia.

Um afresco de um túmulo em Paestum, uma colônia grega na Itália, representando casais pederastas.

O Batalhão Sagrado de Tebas, famoso por suas vitórias, era formado por 150 pares de amantes homoafetivos, ou seja, 300 homens.

Se houvesse maneira de conseguir que um estado ou um exército fosse constituído apenas por amantes e seus amados, estes seriam os melhores governantes da sua cidade, abstendo-se de toda e qualquer desonra. Pois que amante não preferiria ser visto por toda a humanidade a ser visto pelo amado no momento em que abandonasse o seu posto ou pousasse as suas armas. Ou quem abandonaria ou trairia o seu amado no momento de perigo? Platão (428 a.c - 348 a.c)

A mulher na sociedade helênica era um simples objeto, não sendo considerada cidadã, bem diferente das mulheres das civilizações do Vale do Nilo e de outras regiões africanas as quais eu tenho conhecimento.

Menandro, dramaturgo ateniense escreveu:
- "Ensinar uma mulher a ler e escrever? Que coisa terrível de se fazer! Como alimentar uma cobra de mais vil veneno.”

O mito de Édipo tem estudos que sugere mais um plágio da história de Kemete, através de Immanuel Velikovsky nascido em 1895 de uma família próspera judaica, em Vitebsk, Rússia (agora na Bielo-Rússia), aprendeu várias línguas, graduado em língua russa e matemática, após viajar pela Europa e Palestina matriculou-se na Universidade de Moscovo, e recebeu um diploma em medicina em 1921.

De 1924 -1939 Velikovsky viveu no Mandato Britânico da Palestina, e praticou a medicina (prática tanto geral e psiquiatria), e também a psicanálise (ele estudou com o aluno de Sigmund Freud, Wilhelm Stekel em Viena).

Residindo nos EUA escreveu diversos obras polêmicas e através da influência do livro Moisés e o Monoteísmo de seu antigo mestre Sigmund Freud, publicou Édipo e Akhnenaton, afirmando que a história do faraó egípcio Akhenaton foi a origem da lenda grega de Édipo, e que Amenófis III era Laio, e Tutankhamon foi Etéocles.

Nas comparações feitas por Velikovsky o mito grego foi mais um plágio da história real Kemete. Ele afirma através de suas pesquisas documentais que o verdadeiro a história de Édipo não foi um mito como acreditava Freud, mas uma personagem histórica que habitou em Kemete: Akhenaton.

Neste momento devemos atentar ao seguinte fato: Tebas é uma cidade de Kemete e Tebas é o nome da cidade grega onde estava a esfinge no mito de Édipo.

Akhenaton um faraó da XVIII dinastia de Kemet, que governou por 17 anos, iniciando o seu governo entre 1370 a.C a 1358 a.C filho de Amenhotep III e da Rainha Chefe Tiye. Seu irmão mais velho, o príncipe Tutmés morreu quando ambos eram crianças. Akenaton foi notável em abandonar o politeísmo tradicional e a introduzir a adoração centrada em Aton, às vezes é descrito como monoteísta ou henoteísta. Fundou uma nova capital para Kemete, a cidade de Armana.

Immanuel Velikovsky encontra um paralelo entre a família de Akhenaton e a família de Édipo, rei de Tebas - sua cegueira e o exílio, sua maldição sobre seus filhos, que posteriormente mataram uns aos outros nas portas de Tebas, e a coragem de sua filha, Antígona, que sepultou seu irmão caído, apesar do decreto oficial contrário e ficou enclausurada em um túmulo como punição. Dr. Velikovsky descobre e analisa as semelhanças entre o mito e a realidade, ele resolve uma série de mistérios sobre os túmulos no Vale dos Reis, terra de Tutankhamon e seu famoso enterro, que há muito intriga os arqueólogos, e traz a vida todos os números de ambas as tragédias antigas.

Há um divisor de águas muito profundo sobre o Mito de Édipo Grego e a sua versão anterior em Kemete, simplesmente porque a história de Akhenaton é ainda muito controversa. A primeira delas foi a esfinge feminina alada de Tye (mãe de Akhenaton), copiada pelos gregos, que introduziram as esfinges aladas na sua mitologia.

Não há túmulos convincentes ou locais de sepultamento para os participantes na tragédia grega, onde supostamente foram encontrados.



O Édipo rei, é um personagem inocente, obrigado a viver fora de sua família e posteriormente comete o parricídio inconscientemente e desposa a própria genitora. No caso de Akhenaton, Velikovsky chama a nossa atenção para a idéia de que o histórico Amenófis IV (Akhenaton) condenado à nascença, por causa de uma profecia sinistra que ele iria matar seu pai e os herdeiros com sua mãe, ele foi criado em uma terra distante no exílio, provavelmente com os parentes reais em uma região na Pérsia ou próxima, onde o incesto mãe-filho estava em voga. Voltando a Tebas (Kemete) reivindica sua realeza, alguns dizem que por ter assassinado seu pai, teve filhos com sua mãe, como profetizou ele sabia que a rainha Tiy (Kiya) foi a sua mãe. Acreditava-se que o incesto que trouxe uma praga sobre a sua cidade capital, para que seus súditos o expulsou, cego, para o deserto. Esta pode ser a história de Akhenaton.

Na tragédia grega, Édipo mata o pai em uma região desolada, onde três estradas se cruzam. Mesmo fato ocorreu no cruzamento de 03 caminhos em Kemete com Akhenaton.

Quando os sacerdotes de Amon da cidade de Tebas (os gregos plagiaram e chamaram Zeus) desaprovaram o casamento de Amenófis IV com a sua mãe, a recém-viúva rainha Tiy, ele substituiu o culto de Amon para o culto de Atom (O Disco Solar). Fato ocorrido com a desaprovação da homossexualidade em Tebas pela esfinge, representante da deusa Hera, e a ascensão do deus patriarcal Zeus que era um bissexual e gostava de meninos novos com a vitória de Édipo. Será que o mito de Édipo foi uma vitória da prática homossexual em Tebas e a derrota do poder matriarcal de Hera sendo substituída por Zeus?

A questão do incesto ocorre na história de diversas civilizações, entre os hebreus é notória a história de Ló que manteve relações com as filhas. Na mitologia yoruba Exu tenta manter relações sexuais com Yemanjá, sendo salva por seu outro filho Ogum, há a tentativa do incesto não realizado.

Apesar dos egiptólogos não terem conclusões definidas da vida de Akhenaton e muitas hipóteses irão ainda surgir sobre a sua vida e, há argumentos específicos que comparados ao Édipo grego são deveras interessante:

1- As esculturas de Akhenatom mostram que tinha os membros inchados e Édipo em grego significa “pés inchados”

2- As inscrições sugerem que desposou a sua mãe Tye e com ela gerou descendência, mesmo ocorrido com Édipo que a desposou sua mãe Jocasta e procriaram dois filhos e duas filhas.

3- Há especulações por causa do túmulo de Tye a sua morte foi proveniente de suicídio e Jocasta suicidou.

4- Há especulação seque Akheneton ficou cego e foi peregrinou com a sua Meritaten a qual teve uma morte drástica. Antigona, filha de Édipo foi enterrada viva.

5- A história conta que Akhnetom desapareceu e Édipo foi retirado da terra pelas Êumenidas, as desusas da vingança.

A vida dos faraós de Kemete (Egito Antigo) era conhecida pelo chamado mundo antigo e foi relatada através do poderoso comércio, das conquistas, da colonização de outros territórios fora da África, mas migrações africanas. Os grandes dramaturgos gregos e romanos aproveitavam histórias reais e criaram as suas peças teatrais, repetido por grandes escritores até os dias atuais.

Na nossa comunidade há um desejo incontido, um fetiche que envenena, e a satisfação de sentir-se inserido nas concepções eurocentradas. Evidente de que os estudos dos mitos europeus e as tentativas de comparação para a superação dos problemas da comunidade afro-diásporicos são imanentes. O que demonstra que esta necessidade de comparação e inserção, revela que a nossa mitologia é desconhecida, resultando na negação do passado.

Se encontrar nos mitos europeus, nas suas cosmogonias, religiões e filosofias aliadas a psicanálise na procura de respostas para as vivências não escravizadoras das mitologias africanas, das ciências não europeias, reflete em desejos de uma sociedade que supere a opressão de gênero, o racismo, os conflitos entre pais e filhos, a violência urbana, o encontro entre nós sem o desejo insano de competitividade, o qual nos separa e reforça as forças da discriminação e opressão. Urge o conhecimento das mais antigas sociedades africanas e como enfrentaram os seus conflitos, porque delas descendemos e com certeza poderá nos trazer explicações mais próximas aos nossos anseios e esperanças.

Shalom!!!


ACESSE PRETAS POESIAS:

terça-feira, 23 de março de 2010

A ESFINGE DE GIZÉ – A ESFINGE COPIADA PELOS GREGOS - A TENTATIVA DE BRANQUEAMENTO E A MUTILAÇÃO DA ESFINGE DE GIZÉ.


Por Walter Passos, Historiador,Panafricanista, Afrocentrista, Teólogo e Membro da COPATZION(Comunidade Pan-Africanista de Tzion).
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn:kefingfoluke1@hotmail.com
Skype: lindoebano


A cada momento os estudos da afrocentricidade funcionam como um delimitar do estabelecido como verdade histórica e a crítica histórica, realizando uma reescrita necessária para as sociedades independentes de cor epitelial.

Os gregos plagiaram os conhecimentos africanos e suas tecnologias, nas artes copiaram um dos seus maiores monumentos, o qual chamou de Esfinge.


A história da chamada “Esfinge” de Gizé remonta há milhares de anos a.C., localizada no planalto de Gizé, na margem ocidental do rio Nilo, próxima da cidade do Cairo - Egito. Este monumento de Kemete tem corpo de leão, com as patas dianteiras estendidas, e cabeça humana, coberta com uma manta. Parece representar o deus Hórus, guardião de templos e túmulos, nada ainda se pode afirmar. Algumas esfinges posteriores, no entanto, ostentavam cabeças de carneiros e falcões. As imagens ficavam diante dos templos, em ambos os lados da avenida de acesso (dromos), com função protetora (???), como no grande templo de Karnak.

The Pyramids at Giza circa 1920's

As dimensões da Esfinge de Gizé são de 73,5 metros (241 pés) de comprimento, 6 metros (20 pés) de largura e 20,22 m (66,34) de altura, é a maior estrutura criada a partir de um único pedaço de pedra.

Apesar da tentativa de datação, a esfinge tem sido relacionada pelos egiptólogos como a representação da imagem do faraó Quéfren, que é muitas vezes creditado como o criador do monumento. Isso colocaria o tempo de construção entre 2520 a.C e 2494 a.C. Porque a evidência limitada dando origem a Khafra é ambígua e circunstancial, a idéia de quem construiu a Esfinge, e quando, continua a ser objeto de debate. Não há um consenso da data de sua construção e os motivos.

Robert Bauval, um engenheiro belga, com um toque de astronomia, foi um dos primeiros a documentar como os monumentos da região de Gizé na terra imitam várias constelações no céu. Juntamente com Graham Hancock, Bauval fez a afirmação em uma série de livros populares que as três pirâmides alinham com o cinto "brilhante" das estrelas da constelação de Orion. Os matemáticos e astrônomos aprovaram o seu cálculo. Hancock faz as seguintes citações sobre o cálculo de Bauval.

"... Os monumentos de Gizé como um todo foram dispostos de modo a não fornecer um retrato do céu como os habitantes de Kemeth tinham olhado durante a Quarta Dinastia por volta de 2500 a.C, mas como eles... olharam em torno do ano 10.450 a.C Mais provocante, ele mostra que a Esfinge foi construída bem antes dos outros monumentos na área mais antigo como a data mais provável, mas como um ponteiro para o nosso próprio tempo em que teremos de enfrentar padrões semelhantes de mundos em colisão como calotas polares derretendo.
"

Nestes pressupostos datam a sua construção de até 13.000 a.C., baseando-se na análise do calcário e sinais de erosão provocados por água. Observem! Existe um grupo de pesquisadores que afirmam que a esfinge seria muito mais antiga, datando de, no mínimo, 10.000 a.C.

O monumento é ainda um enigma para os cientistas atuais, como foi para a civilização helênica e outras civilizações que o copiaram e dele criaram mitos para explicar os seus problemas sociais.
As primeiras esfinges gregas surgem em objetos cretenses do final do período minóico e nas sepulturas de Micenas do fim do período heládico. Na arte e literatura grega, esfinges femininas apareceram pela primeira vez por volta do século VIII a.C, tornando-se, nos próximos dois séculos, bastante populares, esculpidas em mármore, foram colocadas em lápides e nas colunas nos pátios dos templos. O nome Esfinge vem do grego antigo Σφιγξ (Sphinx), nome dado após a plagiarem e construírem uma parecida na cidade Tebas. Na tradição mais antiga é relatado que Hera ou Ares enviou a Esfinge de sua pátria Etiópia (os gregos sempre se lembraram da origem estrangeira da esfinge) para Tebas, na Grécia.

A história da esfinge contada pelos escritores gregos relata claramente que ela veio da Etiópia. Atenção: Os próprios gregos em seus escritos admitem a origem africana da esfinge, e nunca afirmaram que criaram este monumento. As esfinges influenciaram bastante a civilização helênica, tendo como conseqüência que outras foram construídas em diversas cidades gregas.

A Esfinge Naxos foi erguida em cima de 30 pés de altura na coluna jônica, no santuário de Apolo, em Delfos, por parte dos cidadãos da ilha de Naxos em 560-570 a.C - ou, dado o seu estilo sisudo "grave", logo em 580 aC.


Muitas esfinges na Grécia representavam as prostitutas (hetaira) que devoravam rapazes e crianças. Vários textos tratam as esfinges ironicamente como Hetairai, cortesãs, ou seja, especialmente como prostitutas de Megara. Plutarco compara a esfinge ao sorriso insidioso de Hetairai, particularmente em objetos para banheiros femininos, exibindo a Esfinge como um atributo de Afrodite!
No Egito, o monumento de Gizé foi alvo de militares e estudiosos que tentaram vilipendiar a esfinge, de mudar as suas características africanas. Atos desesperados por não aceitar que civilizações pretas construíram os monumentos mais importantes da história da humanidade. Agora com bastante calma olhe esta foto da esfinge atual:


Agora observe esta:

A Esfinge de Gizé - imagem do Joel A. Freeman Black History Collection.

Na foto acima: Os soldados de Napoleão continuaram o trabalho feito pelos turcos e mudaram as características para embranquecê-la, o rosto da Esfinge foi danificado objetivando a não identificação racial. No entanto, vários autores têm comentado sobre a sua aparência preta com as características da Etiópia, confirmada pela tradição de Hera, a deusa grega chamada de Rainha do Céu, que na sua mitologia informa que a Esfinge veio da Etiópia.


Você que é professor de História ou de Artes pode realizar um bom trabalho com os estudantes pedindo para comparar as esfinges e descobrir as diferenças. Com certeza surgirá um bom debate.

Vivant Denon retrata a imagem da Esfinge de Gizé em torno de 1798, antes da sua desfiguração. Denon declarou:

"... Apesar de suas proporções colossais, o contorno é puro e gracioso, a expressão da cabeça é leve, gracioso e tranqüilo, o personagem é Africano, mas a boca e os lábios são grossos, tem uma suavidade e delicadeza de execução verdadeiramente admirável, que parece a vida real e da carne. Arte deve ter sido em um ritmo elevado, quando este monumento foi executado...”

Conde de Volney escreveu:

“Que esta raça de homens negros, hoje, os nossos escravos e objeto de nosso desprezo, muito à qual devemos nossas artes, ciências e até mesmo o uso da fala! Imaginem, finalmente, que está no meio de pessoas (ou seja, os americanos) que se chamam os maiores amigos da liberdade e da humanidade e aprovou a escravidão mais bárbara e questionou se os homens negros têm o mesmo tipo de inteligência que os brancos! "


Pequena história sobre a negritude de Kemet (Antigo Egito)



No próximo artigo comentários sobre Édipo Rei.

quinta-feira, 11 de março de 2010

AFRICANOS - PRIMEIROS HABITANTES DA GRÉGIA


Por Walter Passos,
historiador, panafricanista,
afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion).
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: http://www.blogger.com/walterpassos21@yahoo.com.br

Msn: http://www.blogger.com/kefingfoluke1@hotmail.com

Skype: lindoebano





Hodiernamente, o eurocentrismo evoluiu de forma tão sagaz que os estudiosos oriundos destes países se denominam pós-modernos, e as discussões da modernidade e pós-modernidade afloram nas academias, nos livros, seus autores são bases para concurso de pós-graduação. Amplas discussões são realizadas, contrapondo a supremacia racial européia, seus defensores se contradizem, pois não podem sustentar a os argumentos da eurocentricidade, maior falácia criada pelos países colonialistas-escravistas, os que redesenharam o mapa do planeta, objetivando com o acumulo do capital explorar as civilizações fora do centro do poder europeu, marginalizando-as e colocando-as nas periferias dos seus interesses exploratórios. Antagonicamente criticam o capitalismo que idealizaram (e ainda o mantêm) e suas raízes maléficas, sem deixar de serem capitalistas e eurocentristas, com um discurso novo desvirtuam a base do conhecimento humano: África - berço de todas as civilizações da humanidade, exportadora de ciências através de suas escolas e migrações que povoaram o mundo.

Tentar especular as origens do conhecimento humano sem estudar as civilizações primevas africanas, as colocando na periferia dos discursos da pós-modernidade, é um ato de homogeneidade que pode caracterizar racialização histórica.

Os eurocentristas Pleiteiam um discurso inovador, abrangente, que cabem todas as linguagens, um discurso globalizado, na verdade injetam o vinho velho em odre novo. “Todos possuem a verdade e todas as linguagens são válidas”. Até que ponto estas verdades não foram construídas pelo grupo dominador? Não aceitam que houve uma guerra na África na qual os vencidos foram subjugados, seqüestrados e escravizados. A história é a maior arma de controle social que impede a formação de mentes analíticas e críticas da realidade do agente histórico.

A tentativa dos pós-modernistas é desmantelar todas as metodologias historiográficas construídas anteriormente. Todos os paradigmas do devir histórico têm que ser destruídos por serem considerados ultrapassados por não responderem os anseios criados pela pós-modernidade ao analisar os diversos falares sociais globalizados. O que era considerado central se torna periférico e as coisas periféricas do passado têm que estar no centro. No pós-modernismo as minorias têm tido a “prioridade”. Agora é o tempo dos direitos de todos os marginalizados pelo pré-modernismo. Só que entre as chamadas minorias, colocaram os africanos e afro-diásporicos detentores do saber primevo da humanidade.

Para os defensores da pós-modernidade o estudo afrocêntrico é uma heresia, sendo assim, sabemos que o eurocentrismo tomou novas formas para se manter no centro do poder, afirmando de que “todos têm o direito de sair das periferias”, sem contestar a escrita da história ainda propagada. Muito engenhoso e dissimulador. A história continua européia e o modo de pensar ocidental cria novas raízes de dominação.

Neste ínterim, devemos entender a cerne inicial que culminou na concepção ocidental de conhecimento em todos os seus matizes: A Civilização Helênica.

Quando comecei a me preocupar com a origem do pensamento humano, de como a humanidade deu seus primeiros passos evolutivos a desvendar as ciências e os questionamentos plausíveis, tornou-se necessário analisar como a civilização helênica deu os primeiros passos no que se chamou de filosofia. Esta civilização gentia assevera de que os seus primeiros filósofos surgiram a partir do ano 600 a.C. Linearmente bem atrasada comparando com o esplendor e conhecimentos das civilizações afro-asiáticas. E como os gentios conseguiram por tanto tempo enganar, cegando os africanos e afro-diaspóricos os acusando de ser meros copiadores e aprendizes da civilização helênica?

Cerâmica figura-negra (em grego, 'μελανόμορφα, técnica melanomorpha) é um estilo de pintura de cerâmica do grego antigo em que a decoração aparece como silhuetas negras sobre fundo vermelho. Originárias de Corinto, durante o início do século VII a.C, que foi introduzida em Ática cerca de uma geração mais tarde. Outras notáveis figuras negras existiam em olarias em Esparta, Atenas, na Grécia Oriental.

Os ataques aos historiadores afrocentristas que atestam através da documentação a primazia africana na formação das primeiras civilizações, cresce a todo o momento. Eles dizem que os africanos e afro-diaspóricos só têm credenciais para escrever a história partir do tráfico negreiro, que eles realizaram, seguindo os seus pressupostos metodológicos criados nas academias ocidentais, e não devem se meter a falar sobre o chamado mundo antigo. Segundo eles, são possuidores do conhecimento e tem a autoridade para escrever sobre as primeiras civilizações. Incrível, os descendentes das mais novas civilizações tentam impedir de que os descendentes das civilizações mais antigas, os homens e mulheres originais escrevam a história da humanidade.

Cheik Anta Diop, pesquisador afrocentrista, é contestado até por pesquisadores negros-eurocentrados-assenzalados. Contestar o afrocentrismo é um direito, mas o que não conseguem é contestar as imensas provas históricas a todo o momento descobertas e apresentadas. No vídeo abaixo há citações interessantes dos primeiros habitantes da Grécia:

Dentre os estudiosos do afrocentrismo há pesquisadores que apresentam documentos arqueológicos e escritos que provam a africanidade dos primeiros fundadores de cidades da Grécia, antes das invasões das tribos brancas dos jônios, aqueus e dórios, esses fatos têm criado profícuos debates, porque se torna uma constatação de que os africanos migraram para diversas partes do planeta. Estes relatos sobre a africanidade dos primeiros habitantes da Grécia estão em diversos textos escritos por historiadores gregos de eras posteriores. É sempre bom asseverar que a chamada filosofia grega começa a surgir aproximadamente nos 600 a.C. com Tales de Mileto.

Tales de Mileto:
Conhece-te a ti mesmo.
Espera receber de teus filhos, quando fores velho, o mesmo tratamento que dispensaste a teus pais.

No texto mais antigo que refere aos Sete Sábios da Grécia (fundadores da filosofia grega) o Protágoras (342e-343b), Platão, diz que o grupo é constituído por: Tales de Mileto, Pítaco de Mitelene, Bias de Priene, Sólon de Atenas, Cleobulo de Lindos, Míson de Queneia (noutros textos aparece Periandro de Corinto) e Quílon de Lacedemônia.



Os historiadores eurocêntricos em uma das tentativas de negar a presença Africana na Grécia Antiga criaram a idéia de uma sociedade miscigenada através do trafico de escravizados africanos, ou de mistura racial. Fato este também muito difundido de que os habitantes de Kemeth (Egito) foram europeus que migraram e criaram toda a ciência, e que os faraós foram brancos, somente na 25ª dinastia, que pretos dominaram Kemete através de faraós de Kush. Qual o crédito pode dar a estes historiadores? Negam também a pretitude do antigo Israel Bíblico, sem se preocupar a estudos mais detalhados sobre as origens dos askenazis e da sua religião o judaísmo, a qual não aparece em nenhum texto das escrituras. Para negar é preciso provar. Os próprios askenazis sabem da sua origem européia e no fundo crêem na pretitude dos hebreus da Bíblia.

Em muitos textos dos historiadores e poetas gregos há a menção das origens dos primeiros habitantes os Pelasgians, e da formação de Creta por povos pretos. Inclusive o professor George Wells Parker (foto ao lado), estudando o grego clássico, chegou à conclusão que Helena de Tróia, foi uma linda menina de pele marron.
Usando evidências arqueológicas e da literatura clássica CA Winters explicou como os fundadores Africano / Negro da civilização grega vieram originalmente do Saara antigo. Winters deixa claro que esses africanos vieram para o Egeu em duas ondas:

1) as pessoas que falam um Garamantes Malinka que agora vivem ao longo do rio Níger, mas antes viviam na região Fezzan da Líbia;

2) os egípcios, fenícios e Timor-africanos que foram gravados na história da Grécia como o Pelasgians. A civilização Pelasgian tem sido discutida em detalhes por Parker.

Barco usado pelos antigos pelasgianos na Grécia.

De acordo com o mito da criação do Olimpo os primeiros grupos a aparecer na Terra foram os Libios-trácios. Os líbios foram proto-Saarianos, assim como os trácios originais. Alguns trácios eram descendentes das tropas Kushitas e Kemetians (egípcias) com sede em Trace, por Sesostris (Tutmés III e Ramsés II), quando ele conquistou a Ásia e a Europa. (Diop, 1991; Winters 1983a, 1984b, 1985a)
Neste vaso fúnebre ateniense (750 a.C), os mortos e aqueles que choram por ele são representados na cerâmica de estilo geométrico têm características negras.

Os gregos freqüentemente chamavam os primeiros habitantes da Grécia de Pelasgians. Os escritores gregos afirmaram que Pelasgo, o grande ancestral da Pelasgians foi o primeiro homem. Os Pelasgians eram uma combinação de diversas tribos negras que incluíam os aqueus, Kadmeans e Leleges. Os Garamantes foram também muitas vezes chamados de Pelasgians por alguns escritores clássicos. Estrabão disse que:

"Os Pelasgis, a nação mais antiga, estava espalhada através de toda a Grécia, e especialmente entre os eólios".

Os Pelasgians (nome grego: Πελασγοί, Pelasgoí, Πελασγός singular, Pelasgos) foram usados por alguns escritores gregos antigos para se referir as populações que precederam os helenos na Grécia”, mantinham um termo abrangente para pessoas antigas, primitivas e presumivelmente autóctones no mundo grego. Em geral," Pelasgian" passou a significar de forma mais ampla todos os habitantes autóctones das terras do mar Egeu e suas culturas antes do advento do idioma grego.

Este é um dos afrescos de Thera. Observe o ambiente ocupado

Associada com as cidades Pelasgian durante o século 16 a.C.


Os Pelasgians fundaram muitas cidades. A fundação pelos Pelasgian de Atenas é notada por Plutarco em 12 de Teseu, e Ovídio em Metamorfose VII, 402 e ss. De acordo com Heródoto vii.91, os Pelasgians também fundaram Tebas. Muitos destes atenienses podem ter introduzido o estilo geométrico para a Grécia durante a chamada Idade das Trevas (1200 - 600 a.C).



Esta é a parte do estilo fino geométrica parecido com o "Dark Age"
Os ombros largos retratada nesta peça de arte.

Winters (1983b) deixa claro que o Garamantes fundou as cidades gregas da Trácia, Creta minóica e Ática. Os Garamantes também eram chamados Carians pelos Indo-Europeus gregos.Os Garamantes ou Carians originalmente viviam no Fezzan. Estes Garamantes foram descritos pelos escritores do latim clássico como preto ou de pele escura: perusti (Lucan 4,679), furvi (Arnoloius, Adversus Nationes, 6,5) e Nigri (Anthologia Latina, 155, no.183).

Além disso, a arte mais antiga de Atenas conhecida como o estilo geométrico retrata a população preta.

Aqui está um estilo geométrico (ou aqueus) cena de um Barco virado (c. 850 a.C) para Atenas



Anel de ouro que descreve uma caça ao veado ( 1500 a.C)
(Nota: o penteado afro usados pelos micênicos)

Muitos dos chamados mitos gregos são, na realidade, textos históricos que mostram o estilo antigo dos pré-arianos na Grécia e na transição do matriarcado Pelasgian ao patriarcado grego ariano a. O termo Amazônia foi usado freqüentemente pelos arianos para designar as sociedades matriarcais que viviam no Mar Negro. A batalha entre Thesus e as Amazonas, liderada pela rainha Melanippe, registra os conflitos entre os arianos, antigos gregos, e os líbios estabelecidos em torno do Mar Negro.



Pelasgians de Thera

As obras históricas gregas afirmam que os primeiros colonos das ilhas do Mar Egeu vieram da África, especialmente os Garamantes e os Pelasgians.

Entre esses fatos, podemos citar Enéias, o mítico fundador de Troia. A Ilíada e a Odisséia e todas as outros grandes épicos do mundo, é a história poética falando de povos africanos.
Estatueta de um grego- africano em Bronze (conhecido como Etiópia), 3 -2o século a. C.

Durante os séculos VIII e VII a.C, os gregos novamente em contacto com a periferia norte da África, estabeleceram assentamentos e postos de comércio ao longo do rio Nilo e em Cirene, na costa norte da África. Já na Naukratis, o mais antigo e mais importante dos postos de troca na África, os gregos tiveram certamente contato com os africanos. É provável que as imagens de africanos, se não os próprios africanos, começaram a reaparecer no Mar Egeu. Nos séculos VII e início do VI aC, mercenários gregos da Jônia e Caria serviram aos faraós egípcios Psametikus I e II.

Aryballos, 570 a.C., figura-negra, grego ático, assinada por Nearchos como oleiro, terracota.
Contos da Etiópia como uma terra mítica nos pontos mais longínquos da terra são registrados em algumas das primeiras literaturas gregas do século VIII a.C, incluindo os poemas épicos de Homero. Deuses e heróis gregos, como Menelaos, acreditava-se que tinha visitado este lugar à margem do mundo conhecido. No entanto, muito antes de Homero, a civilização marítima de Creta da Idade do Bronze, conhecido hoje como minóica, estabeleceu ligações comerciais com o Egito. Os minóicos podem ter primeiro entrado em contato com os africanos, em Tebas, no pagndo tributos ao faraó. Na verdade, as pinturas no túmulo de Rekhmire, datada do século XIV a.C, descrevem como africanos os povos do mar Egeu, núbios mais provável e minóicos. No entanto, com o colapso da minóica e micênica no final da Idade do Bronze , as ligações comerciais com o Egito e o Oriente Próximo foram cortadas, e a Grécia entrou em um período de empobrecimento e de contato limitado.


Heródoto referiu-se aos Pelasgians como "veneráveis ancestrais". Ele disse que os atenienses "primeiro foram Pelasgi .A fundação Pelasgian de Atenas também é notada por Plutarco em Os 12 de Teseu, e Ovídio em vii. 402ff Metamorfoses. De acordo com Heródoto vii. 91, os Pelasgians também fundaram Tebas na Europa. Pausânias observou que "Os árcades mencionam Pelasgo como a primeira pessoa que existiu em seu país. A partir deste rei toda a região tomou o nome Pilasgia". Hopper observou que os Pelasgians fundaram Ática.

Os imigrantes negros de Canaã também viveram no Egeu na Argólida. Eles se chamavam de "Filhos de Abas". Muitos dos Melampodes mais tarde participaram da Argolis .

O mais antigo alfabeto grego foi feito pelo Pelasgians, foi perdido e, mais tarde, reintroduzido por Kadmus a Beócia. Outro Pelasgian, Evander de Arcádia introduziu os escritos para os italianos. Este script foi utilizado para fazer os primeiros quinze caracteres do alfabeto latino de acordo com Plínio e Plutarco.

Os irmãos Atlas e Prometeu sofreram seus tormentos. Atlas, perseguido pela serpente Hesperian, detém a pedra do céu sobre os ombros e Prometeu, amarrado a um poste, tem o seu coração perfurado pela águia.

Museu Colecção: Musei Vaticani, Cidade do Vaticano
Catalogue Number: TBA
Beazley Archive: N / A
Ware: Laconiano Black Figura
Formato: Amphoriskos
Data: ca 530 aC
Período: Archaic

Diversos cientistas pretos questionam as ciências ocidentais.



É de mister importância conhecer profundamente os pensamentos e rever a ação da história dos dominadores e as suas táticas de exploração. O conhecimento, apropriação e o plágio das ciências africanas possibilitaram criar laços de mentiras para subsidiar a supremacia racial, ao invés de intermediar trocas para gerir laços fraternos para a humanidade. A humanidade precisa se reencontrar na busca da paz, nas trocas culturais e no aprendizado mútuo, reescrevendo verdadeiramente a sua história. A história primitiva africana não é uma história de pretos, mas é a história da humanidade, conhecê-la, propicia a quebra de discriminações feitas pelos primeiros eurocentristas.

Shalom !!!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

OS GREGOS E A FILOSOFIA PLAGIADA DOS AFRICANOS



Por Walter Passos,
historiador, panafricanista,
afrocentrista e teólogo
Pseudônimo: Kefing Foluke.E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn: kefingfoluke1@hotmail.com
Skype: lindoebano 

Facebook: Walter Passos


"As únicas pessoas que realmente mudaram a história foram os que mudaram o pensamento dos homens a respeito de si mesmos." Malcolm X


No Brasil, o ensino de filosofia é obrigatório nas escolas de ensino médio, e os docentes repetem todos os anos ensinamentos sem nenhuma reflexão aprofundada sobre o pensamento eurocêntrico. A filosofia grega é ensinada como a origem do pensamento reflexivo, intelectivo e criador humano. Como se o ato de pensar, criar tecnologias, realizar questionamentos acerca do cosmos, hermenêuticas da vida social humana, além de outras várias atitudes pensantes, iniciassem-se com os povos pagãos europeus. Estas afirmações corroboram com as imensuráveis falsidades históricas: as primeiras civilizações mundiais não foram africanas e os povos pretos desenvolveram o pensamento intelectivo após o contato com o invasor europeu.

O que é a filosofia? Sócrates, Platão e Aristóteles

Por que omitem que os europeus antes de invadirem a África já a conheciam e estudaram em suas escolas?

Quiçá, todo educador de filosofia deveria esforçar-se para, em nome do amor ao conhecimento, questionar a história eurocêntrica, tornando-se realmente, um educador-crítico das chamadas verdades estabelecidas, repassadas nos livros didáticos e nas academias. Os livros, as academias e os educadores são as maiores armas de manutenção da opressão mental e distorção histórica da origem do pensamento humano que paira na comunidade preta.

Em minha adolescência, aprendi nas aulas de filosofia no Colégio Arte e Instrução no bairro de Cascadura, cidade do Rio de Janeiro, de que os maiores pensadores da história humana foram os homens brancos: Sócrates, Platão e Aristóteles. Aprendi que o país o qual nós devemos a nossa Civilização, Filosofia, Artes e as Ciências, foi a Grécia. Que o homem mais sábio que o mundo já viu, foi o grego, Aristóteles. Que o maior matemático de todos os tempos, a pessoa que inventou o teorema do quadrado da hipotenusa, foi o grego Pitágoras.

Exformações continuaram com maior aprofundamento, repetidas nas aulas de filosofia no Seminário Presbiteriano de Campinas, no Seminário Batista do Rio de Janeiro e na faculdade de História. Temos teologias e teólogos pretos que baseiam as suas hermenêuticas na branquitude, graças ao bom aprendizado das filosofias ocidentais, e muitos se gabam de conhecer e repetir os grandes teólogos e filósofos da Escola Alemã. Na faculdade de história não foi diferente, formam-se historiadores, meros repetidores do pensamento europeu e de suas histórias dominadoras. Então, todo a exformação que eu aprendia devia ao esforço pensante das civilizações brancas, e nelas eu deveria me tornar informado e repassador das ditas verdades.

Acreditei que a civilização Greco-romana nos legou todas as boas exformações, as tinha como referências no aprendizado filosófico e pedagógico. Eu estava totalmente equivocado. Infelizmente, estas ideologias ainda são difundidas e ensinadas nas escolas sem um questionamento aprofundado.

Os estudantes acreditam nos educadores. Para o educando o educador conhece a verdade. Só que não sabem que eles assimilaram bem o conhecimento eurocêntrico, e estes donos da verdade, os iluminadores na educação, negam as condições de questionamentos das exformações ao iluminado, deixando-os sem condições de análise se são verdadeiros ou falsos os cruéis ensinamentos repassados.

Em contrapartida a África é negada, e quando é citada é relacionada com a selvageria, demonismo, canibalismo, pobreza, analfabetismo, fome, fonte de mão-de-obra escravizada, entre outras mazelas. Por que educadores especialmente os de origem africana são meros repetidores desses ensinamentos? Até que ponto os “conhecedores” de história da África questionam esses ensinamentos? Ou estes “doutores em África”, na verdade são lobos em vestes de cordeiros para continuar repetindo as exformações que serve a eurocentricidade, etnocentrismo e conseqüente racialização?

Ou são meros inocentes que falam em filosofia, pedagogia e história e não compreendem a própria essência das matérias que ousam ensinar? Ou tem meia culpa por repetir simplesmente o aprendizado de quatro anos de curso universitário, e de pós-graduações baseadas no pensamento homogênico ocidental branco? Qual a seriedade e ações que nós, os educadores afrocentristas, temos que ter em contatos com os estudantes do ensino médio e fundamental?

Já urge o tempo de desconstrução dos ensinamentos aparelhados e oferecer o contraponto a juventude preta, possibilitando-a realizar questionamentos mais diretos ao educador-serviçal e propagadores das “verdades” européias nas escolas e academias, convidando-os a debater, porque estão tão dominados pelo mal que não aceitam reestudar e se livrar da lavagem cerebral da academia branca os quais se tornaram os maiores defensores.

Quando escrevo este texto como toda amorosidade possível vem à mente um debate entre o Dr. Payson, professor universitário afro-americano, e Malcolm X, durante um programa de grande audiência de uma rede de TV americana:

Dr. Payson: - Por que ensina a supremacia negra? Por que ensina o ódio?

Malcolm X: - Um branco pergunta ao negro porque o odeio, é como o estuprador perguntar à violada: “Você me odeia?”. O Branco não está em posição moral para acusar o negro de nada.


Dr.Payson: - Mas é um negro que te faz a pergunta.


Malcolm X: - Quem chamaria você de negro com diploma de formação superior? E o que os brancos te chamam. É preciso entender o raciocínio, e para isso, é necessário saber que, historicamente, havia duas espécies de escravos: o negro da casa e o do campo. O negro da casa vivia junto do senhor, na senzala ou no sótão da casa grande. Vestia-se, comia bem e amava o senhor. Amava mais o senhor que o senhor o amava a ele. Se o senhor dizia: “Temos uma bela casa”. Ele respondia: “Pois temos”. Se a casa pegasse fogo, o negro da casa corria para apagar o fogo. Se o senhor adoecesse, dizia “estamos doentes”. Se um escravo do campo lhe dissesse: “vamos fugir desse senhor”, ele respondia: “existe uma coisa melhor do que o que temos aqui?”. “Não saio daqui.” O chamávamos de negro da casa. É o que lhe chamamos agora, porque ainda há muitos pretos de casa.”




THE HOUSE NEGRO AND THE FIELD NEGRO (2009 animation)



O maior desafio do educador preto é deixar de ser “preto da casa”. Sei quanto é difícil para o educador ter a baixo-estima construída em toda a vida educacional. Torna-se educador e ter a mente dominada e criar novos dominados sem permitir que descubram as mentiras proferidas através dos séculos, é continuar com a pedagogia da Casa-Grande mantendo os educandos assenzalados.

Devemos provocar no educando uma postura cética quanto à exclusividade européia na invenção de instituições e valores, permitindo que as exformações (formação vinda de fora) sejam questionadas possibilitando as novas informações (formação interior) sejam adquiridas.

A dominação do pensamento e a negação dos conhecimentos africanos tem sido a maior arma de propagação da superioridade branca, da manutenção do racismo, da racialização nas propostas educacionais. A tática usada é a negação das primeiras civilizações e desenvolvimento dos primeiros pensadores. Sempre explico aos estudantes como a “civilização européia” dá os primeiros sinais de conhecimento com os gregos, já no chamado período clássico em que aparecem no cenário histórico entre 2.000 e 1800 a.C., desenvolvendo um modo opressivo produtivo: a escravidão em uma sociedade de classes sociais, onde a democracia oprime as mulheres, os estrangeiros e todos aqueles não considerados cidadãos.

Antes deles não havia conhecimento, livros, sabedoria, tecnologia, medicina, mitologia, matemática, astronomia e outros conhecimentos? Como a historiografia é planejada e quais são os seus objetivos de poder?

Se a filosofia depende da história para explicar o desenvolvimento do pensamento da humanidade, o ato de negar as primeiras civilizações distorce o que chamamos de filosofia?

Os meus filhos(as) tiveram uma desconstrução necessária do que foi ensinado nas salas de aula. Meu filho caçula, com 11 anos de idade, recebe a exformação e eu levo ao questionamento para que adquira uma informação no seu ser, do seu passado e presente africano, porque a escola serve como descontruidora do passado glorioso dos seus ancestrais.

Os europeus através dos séculos têm usado a manipulação para omitir, mentir, dominar e excluir. O nosso grande desafio é perfazer os ensinamentos deformados sobre o conhecimento e desmascarar a falsidade ideológica de negação das primeiras civilizações pensantes do planeta: as civilizações africanas. Renomear a África como “O continente negro" foi um pretexto para “civilizar” (o que realmente significou: saquear, mutilar, escravizar e pilhar).

Não vou discutir e explicar a origem da palavra filosofia, todos sabemos da de origem grega Φιλοσοφία: philos - que ama + sophia - sabedoria, que ama a sabedoria ), resumindo no que os estudantes aprendem: Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita. Estas “verdades” excluem os estudantes pretos.

Estas exformações fazem com que os estudantes pretos tentem se adequar as verdades eurocêntricas, como um peixe fora d’água, sem passado pensante, e contribui com a omissão dos estudantes não pretos sobre a real origem dos primeiros pensadores humanos.

É interessante ressaltar, a África é o berço da humanidade e os mais antigos fenômenos civilizatórios surgiram nesta parte do planeta, inclusive de lá ocorreram migrações em direção a diversas regiões no mundo. E no continente africano, especialmente nas civilizações de Kush-Núbia, detentores das primeiras escritas conhecidas, conhecimento matemático, astronomia, arquitetura e outras ciências ainda em fase de escavações, e Kemet (atual Egito), e outras civilizações de um continente riquíssimo em desenvolvimento humano e tecnológico deram os passos iniciais do que entendemos de filosofia. Há algumas perguntas que servem para começarmos o nosso debate afrocentrado:

- Quais informações que você tem da origem dos primeiros habitantes da Grécia?
- Você sabe que os primeiros habitantes da região da Grécia foram povos pretos?
- Por que todas as escolas de arquitetura em todas as universidades ocidentais até hoje iniciam os estudos de seus alunos com as pirâmides?

- Por que há semelhanças da mitologia grega com as mitologias africanas?

- Por que Cheik Anta Diop acusou de plágio, gigantes da filosofia grega e da matemática, como Arquimedes, Platão, Aristóteles, Thales, e outros?

- Você sabe que as provas documentais provam que as civilizações desenvolveram o que chamam de filosofia?

- Por que há uma tentativa desvelada de historiadores ocidentais de branquearem as civilizações africanas?

- Por que Sócrates foi morto?

Na próxima postagem entraremos nas provas documentais do plágio feito pelos gregos do conhecimento africano. Este texto foi uma pequena introdução.

Há um livro que você poderá ler agora e o ajudará a compreender estes atos de plágio dos gregos e com certeza teremos bons debates.

Acesse e leia: Stolen Legacy by George G. M. James [1954]



Se não ler em inglês: O LEGADO ROUBADO por George G. M. James (1954)


Cheick Anta Diop Falsification De L Histoire

Abraços afrocentrados,

Shalom de Yah.

ACESSE PRETAS POESIAS:

sábado, 20 de fevereiro de 2010

UGANDA E A LEI ANTI-GAYS - O ÓDIO EM NOME DE JESUS


Por Walter Passos
, historiador, panafricanista,
afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion).
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

Msn: kefingfoluke1@hotmail.com

Skype: lindoebano




Está circulando na net mensagens e abaixo-assinados sobre a possibilidade de se aplicar a pena da morte em homossexuais em Uganda. Este fato chamou-me a atenção porque mais uma vez, infelizmente, o cristianismo está envolvido em ações que cerceiam o direito a vida; então, tive que pesquisar mais profundamente e tentar responder alguns questionamentos:

O que levou os ugandenses cristãos a entenderem que o evangelho (Boas Novas) pode significar morte? Quais foram às bases de entendimento? Quais as influências externas? Como está reagindo à comunidade homossexual em Uganda e em outros países africanos? Estas e outras respostas em um olhar mais profundo contribuirão para começarmos a entender a sociedade ugandense.



UGANDA

Em 1894, como resultado do Tratado de Berlim de 1890, no qual muitos países europeus se apropriaram de diversos territórios na África, Uganda foi declarada um protetorado britânico.

Uganda tem uma área de 197.058.000 km², com uma população de 31,9 milhões (ONU, 2008). Está localizada no planalto do Leste Africano, com média de cerca de 1100 metros (3250 pés) acima do nível do mar, e quase totalmente dentro da bacia do Nilo. Limitado a norte pelo Sudão, a leste pelo Quênia, a sul pela Tanzânia e por Ruanda e a oeste pela República Democrática do Congo. O principal grupo étnico é o Ganda e possui outros grupos étnicos incluindo entre eles os Lango, Acholi, Teso, Karamojong e Maasai.

A capital é a cidade Kampala, sua principal atividade econômica é a agricultura com 80% da população ativa. Uganda tem o seu nome a partir do Reino Buganda, anteriormente abrangia uma parte do sul do país, incluindo a capital, Kampala. Atualmente cerca de 76% da população do país vivem um pouco abaixo da linha internacional de pobreza dos Estados Unidos, US$ 2,00 por dia, atualmente passa uma grave crise alimentar.

Uganda


De acordo com o censo de 2002, os cristãos representavam cerca de 84% da população. A Igreja Católica (41,9%), seguido da Igreja Anglicana de Uganda (35,9%). A terceira religião é o Islã, representam 12% da população. O censo enumera apenas 1% da população que segue religiões tradicionais, e 0,7% são classificados como "outros não-cristãos”. Uma das sete Casas Bahá'í de Adoração do mundo está localizado nos arredores de Kampala. O Judaísmo também é praticado por um pequeno número de ugandenses nativos conhecidos como Abayudaya. Leia o nosso artigo sobre os hebreus em Uganda.

O atual presidente é Yoweri Kaguta Museveni e a primeira dama é Janet Museveni Kataha, evangélica, que sugeriu um censo sobre virgindade como forma de combater a AIDS.

A influência dos evangélicos no poder é proeminente. Há propostas governamentais de concessão bolsas de estudo a alunos que não mantenham experiências sexuais; canções evangélicas são entoadas para receber os visitantes nos aeroportos, adesivos nas portas do Legislativo definem Uganda como - abençoada por causa do cristianismo. Inclusive o ministro da Ética e Integridade de Uganda (que já havia ameaçado proibir o uso de minissaias) declarou recentemente que "os homossexuais podem se esquecer dos direitos humanos".

As propostas, ditas cristãs conservadoras têm um bom aceitamento em uma população majoritariamente residente nas zonas rurais e com grande influência de igrejas com histórico conservador, aliadas ao crescimento do pentecostalismo e neopentecostalismo. Os pentecostais possuem a Uganda Pentecostal University que oferece diversos cursos entre eles: Direito, Comunicação, Tecnologia da Informação e Administração.

KAMPALA PENTECOSTAL CHURCH - SONG


As igrejas conservadoras, pentecostais e neopentecostais possuem um histórico de combate aos homossexuais em todos os países do planeta, e não seria diferente em Uganda.

No Brasil, há a exceção da Igreja Universal do Reino de Deus, através do Bispo Edir Macedo, defensor do aborto, da distribuição de camisinhas e está se aproximando de maneira sutil dos homossexuais, em contrapartida o pastor Silas Malafaia continua com a sua “cruzada santa” de combate a homossexualidade e defesa da “moral evangélica”.

Diversas pessoas se manifestaram em bloggers contra e a favor da lei que pode aplicar pena de morte em homossexuais em Uganda, entre eles um cidadão que usou o pseudônimo de ÚLTIMO CRISTÃO:

“Até que enfim! Parabéns Uganda continue assim, que os outros países africanos sigam e implemente esta leis anti-gays.
Espero que o Brasil faça leis iguais. Lugar de gays é na jaula ou vala!
Levítico 18:22 (JFA))
Com homem não te deitarás, como se fosse mulher, é abominação.
Levítico 20:13 (JFA)
“Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”.
Saudações Evangélicas!”

http://noticias.gospelmais.com.br/uganda-lei-anti-gay-morte-homossexuais-igrejas-protestantes-entrevista-pastor-pro-vida-familia-martin-ssempa.html

Na África, 13 países não cerceam direitos a homossexuais, em contrapartida concentra o maior número de países com leis antigays no mundo. São 38 nações, mais da metade do continente, que proíbem legalmente o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Quatro países: Mauritânia, Nigéria, Sudão e Somália, aplicam a pena de morte, e Uganda pode ser o próximo se a lei for aprovada. Em muitos países islâmicos, especialmente no Irã, os gays são enforcados.


Em 25 de Setembro de 2009, o Deputado David Bahati, chefe do Conselho dos Escoteiros de Uganda, apresentou ao Parlamento ugandês o “Projeto de Lei contra a Homossexualidade 2009”. O autor da lei de pena de morte para os homossexuais afirma:

“A criminalização da homossexualidade para proteger as crianças e os jovens que são vulneráveis ao abuso sexual e desvio.”

A perseguição aos homossexuais em Uganda não é fato novo, já há uma lei que pune em até 14 anos de prisão, mas, a nova proposta é a pena de morte por enforcamento.

O ativista dos direitos humanos Peter Tatchell denunciou:

"O líder do Movimento Escoteiro em Uganda está exigindo a execução de todos os escoteiros que cometem repetidos atos homossexuais"


PARTES DO PROJETO DE LEI

“O objetivo deste projeto é criar uma legislação abrangente para proteger a família tradicional, proibindo (i) qualquer tipo de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, e (ii) a promoção ou reconhecimento de tais relações sexuais em instituições públicas como saudável , normal ou um estilo de vida aceitável, inclusive nas escolas públicas, através de ou com o apoio de qualquer entidade do governo em Uganda ou qualquer outra organização não-governamental, dentro ou fora do país. A pesquisa indica que a homossexualidade tem uma variedade de conseqüências negativas, incluindo maior incidência de violência, doenças sexualmente transmissíveis e uso de drogas.

Dada o histórico, os valores jurídicos, culturais e religiosos que defendem que a família fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher é a unidade básica da sociedade. Esse Projeto de Lei visa o reforço da capacidade do país para lidar com novas ameaças internas e externas à família tradicional heterossexual. Essas ameaças incluem: redefinição dos direitos humanos para elevar o comportamento homossexual e transgênero como categorias legalmente protegidos dos povos.

Esta legislação visa travar o avanço dos "direitos sexuais", que procura estabelecer as classes legalmente protegidas com base nas preferências e comportamentos sexuais, bem como dos créditos que as pessoas têm direito com base nessas preferências e comportamentos. “Direitos sexuais e ativistas criaram novos eufemismos para promover essa agenda, como “orientação sexual”, identidade de gênero”," minorias sexuais "e" direitos sexuais ".

Esta nova legislação reconhece o fato de que a atração pelo mesmo sexo não é uma característica inata e imutável e que as pessoas que sofrem deste transtorno mental e pode ter mudado para uma orientação heterossexual. Ele também reconhece que, porque os homossexuais não nascem dessa forma, mas desenvolver esse transtorno com base em experiências e as condições ambientais, é evitável, especialmente entre os jovens que estão mais vulneráveis ao recrutamento para o estilo de vida homossexual.

PARTE II: proibição da homossexualidade e as práticas

4. Agravadas homossexualidade

1 - Qualquer pessoa que comete o delito mencionado com outra pessoa que está abaixo da idade de 18 anos em qualquer dos casos previstos em caso de condenação é passível de sofrer a morte.
2 - As circunstâncias referidas na subsecção (1) são as seguintes:
a - Se a pessoa contra quem o delito é cometido é inferior a 14 anos de idade;
b - Se o infrator estiver infectado com o HIV;
c - Se o infrator for pai ou tutor ou pessoa em autoridade sobre a pessoa contra quem o delito é cometido;
d - Quando a vítima do delito é uma pessoa com deficiência, ou
e - Quando o agressor é um criminoso em série.
3 - Qualquer pessoa que tenta cometer o crime de homossexualidade com outra pessoa com menos de 18 anos em qualquer das circunstâncias especifica na sub-secção (2), comete um crime e é condenado à prisão perpétua.

PARTE V-DIVERSOS

10. Anulação dos tratados internacionais inconsistente, protocolos, declarações e convenções:
1- Qualquer instrumento jurídico internacional, cujas disposições são contraditórias ao espírito e às disposições consagradas na presente lei, são nulas e sem efeito na medida de sua inconsistência.
2 - As definições dos Negócios Estrangeiros da "orientação sexual", "direitos sexuais", "minorias sexuais", "identidade de gênero" não devem ser utilizadas em qualquer forma de legitimar o homossexualismo, transtornos de identidade de gênero e práticas relacionadas em Uganda.

Acesse a proposta da Lei completa:
http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html

A medida também obrigaria até ministros religiosos a denunciar às autoridades qualquer pessoa suspeita de ser homossexual, dentro de 24 horas. Se não fizerem e for comprovada a sua omissão, seriam punidas com até 03 anos de prisão.

O ativista de direitos gays na Uganda, Frank Mugisha, diz que:

"Esta lei nos colocará em grande perigo. Por favor, assine o abaixo-assinado e diga a outros para se juntarem a nós. Caso haja uma grande resposta global, nosso governo verá que a Uganda será isolada no cenário internacional, e não passará a lei".

O ativista gay David Cato disse que foi espancado por quatro vezes, duas vezes preso e demitido de seu emprego de professor por causa de sua orientação sexual.


Um dos maiores ativistas anti - gay e um dos mais altos defensores do projeto de lei é um pastor carismático, Martin Ssempa, da Igreja da Comunidade Makerere e integrante da Força-tarefa Contra o Homossexualismo em Uganda. Ele também tem papel de conselheiro e consultor no governo que dirige uma organização de Uganda para erradicação da Aids. Projeto financiado, em parte, pelos EUA e que foi associado com o alcance global da Saddleback Church do Sul da Califórnia, dirigida por Rick Warren, autor do best-seller "The Purpose Driven Life. Ssempa tem uma propensão para queimar camisinhas. Em 2007 organizou uma manifestação para protestar contra o homossexualismo e os "agentes homossexuais e ativistas" que estavam infiltrados em Uganda.

A história de sua vida não traz boas recordações porque dois de seus irmãos morreram de AIDS. Em janeiro, informou o anti-gay e pastor Rick Warren Buddy de que Martin Ssempa realizou uma exibição de pornografia gay para pedir o apoio do público para o anti-projeto de lei pendente a homossexualidade, que foi assistido por 300 pessoas que lotaram uma igreja evangélica na capital de Uganda, após os planos para uma “marcha de um milhão de homens” foram frustradas pela polícia devido a preocupações de segurança.

Disse Martin Ssempa a multidão:

"Os homossexuais têm como argumento principal o de que as pessoas fazem na privacidade de seus quartos não interessam a ninguém, mas você sabe o que eles fazem em seus quartos?", perguntou o pastor.

Ssempa exibiu um slide show de imagens pornográficas gay, e continua:
"Isto é “comer pênis de outro homem”", disse o pastor, antes de entrar ainda mais descrições gráficas. “É isso que Obama quer trazer à África?", disse ele após críticas ferozes dos USA ao projeto de lei em Uganda.

Representando inúmeras igrejas de Uganda, entre elas a Igreja Católica Apóstolica Romana e a Igreja Adventista do Sétimo Dia e parte do movimento islâmico, Ssempa responde a Rick Warren, pastor evangélico norte-americano, sobre o referido projeto de lei:

“Caro pastor Rick Warren,

Cumprimentos de Natal dos Pastores aqui, em Uganda. Acusamos a recepção de sua carta em que convida a nos pronunciar contra a proposta do Projeto de Lei contra a Homossexualidade, que está atualmente no processo de desenvolvimento no nosso Parlamento. Este projeto tem sido muito mal interpretado por alguns homossexuais causando histeria e aproveitamos esta oportunidade para lhe dar o fundo, educá-lo sobre os principais aspectos da lei, bem como responder às preocupações que você levantou.

Na verdade as manchetes que dizem que a lei de Uganda para matar gays, é deliberadamente enganosa. Deve realmente dizer, a lei propõe em Uganda pena capital para homens com HIV que estuprem meninos e infectá-los com o HIV/ SIDA assim como para heterossexuais que estupram meninas. Você vê, nós temos muitas preocupações perturbadoras, como uma crise das pessoas vivendo com HIV / SIDA (PVHS) que estupram e infectem crianças com HIV / AIDS em uma crença grotesca demoníaca de uma cura sexual através de "virgens", como prescrito por curandeiros satânicos. Somos perseguidos por uma invasão maciça de europeus ricos e os grupos americanos que estão desprezando nossa visão tradicional Africana de casamento e família, assédio moral e ameaça cortar a "ajuda" se nós não legalizar os pecados de Sodoma e Gomorra! Estamos preocupados com alguns membros da mídia ocidental, que é obcecada com a homossexualidade.

Na verdade, estamos preocupados que o cristianismo ocidental rompeu tanto com a palavra de Deus que os homossexuais e lésbicas estão sendo ordenados bispos, como atesta a eleição de Maria Glasspool em seu estado da Califórnia na semana passada!. Nós queremos ter certeza de que a África propositadamente evitará os erros da Igreja ocidental e nós esperamos aprender mais com o nosso diálogo encíclico pastoral.

A homossexualidade é ilegal, não natural, ímpia e Não-Africana: Em Uganda, e na maior parte do Sul do planeta, a homossexualidade é um "ato sexual mal e repugnante", que rompe simultaneamente quatro leis estabelecidas.

Primeiro, a lei da natureza, que afirma que os machos acasalam com as fêmeas;

Segundo a lei da nossa terra, como já foi dito em nosso Código Penal e na Constituição;

Em terceiro lugar, a lei da nossa fé como na Bíblia Sagrada para os cristãos e os Sargado Quran para os nossos amigos muçulmanos;

Em quarto lugar, a lei de de nossas culturas tribais africanas que têm sido proferidas por nossos pais há milhares de anos antes de tradições civilizadas.

Embora possamos ter diferenças de opinião sobre muitos assuntos como em muitas sociedades democráticas, esta é uma questão que todos nós concordamos.

Uma pesquisa local recente demonstrou que 95% dos ugandenses se opõem à homossexualidade. A atual lei sobre a homossexualidade (em Uganda, do Código Penal 145) pune todas as formas de sexo "não natural", ato punido até com prisão perpétua. Da mesma forma a tentativa de cometer os mesmos delitos é crime passível de sete anos de prisão. Estas disposições foram instituídas pela Lei de 15 de junho de 1950!

Nossa Luta Histórica:

Quando você chegou à Uganda em uma quinta-feira, 27 de março de 2008, e manifestou o seu apoio ao boicote da Igreja de Uganda ao pró-homossexual da Igreja da Inglaterra, você declarou: "A Igreja da Inglaterra está errada, e eu apoio a Igreja da Uganda".

Ainda se lembrou de dizer: "a homossexualidade não é uma forma natural de vida e assim não é um direito humano. Não vamos tolerar este aspecto a todos”.

Você estava na verdade afirmando a longa luta histórica cristã de Uganda contra a homossexualidade institucionalizada. Este boicote não foi o início da luta. De fato, em 03 de junho de 1886, 26 novos ugandeses convertidos ao cristianismo foram martirizados por sua posição contra um rei desviante, que tomou para si a prática da sodomia. Lá a fé em Cristo encorajou-os a posição contra a homossexualidade, resistindo ao "ponto de derramamento de sangue".

Hoje vamos honrá-los, e 3 de junho é feriado nacional, onde milhões de fiéis convergem Uganda para lembrar e renovar suas forças. (Quando se chocaram a fé e o estado homossexual).

Como você mesmo disse: "..a Bíblia diz que o mal tem de ser combatido. O mal tem de ser interrompido. A Bíblia diz para não se negociar com o mal. Ele diz que pará-lo. Parar o mal."

Uma vez que a homossexualidade é um mal, você não pode ser contra uma lei que visa pará-lo a menos que se tenha enraizado com isso.”

Carta completa em: http://www.martinssempa.com/warren-response.html

Afirmou também que em uma entrevista g1.globo.com :

G1 - Por que a lei é importante?

Martin Ssempa - É importante para colocar um fim na sedução e no recrutamento de nossas crianças na sodomia por meio da máquina de propaganda gay. Isso é financiado por George Soros, [da ONG] Hivos na Holanda e outras agências suíças. Sodomia é um crime, mas precisamos de uma lei para impedir sua disseminação.

G1 - Por que a família tradicional precisa ser protegida? O que acontece em Uganda?

Martin Ssempa - A família é a base da sociedade. Mas nós somos uma nação pobre com muitas famílias pobres... Esses ricos europeus e americanos chegam com seu dinheiro para corromper nossas crianças na sodomia. Precisamos protegê-las dessa exploração.
Ssempa está lutando duramente para aprovação do projeto antes de 04 de abril, como um "presente de Páscoa" para a nação.

ANTI-GAY PROTESTS IN UGANDA


As influências externas ocorreram através de organizações e pastores norte-americanos que foram proferir cursos em Uganda para ajudar a resolver o “grave problema da homossexualidade” e “curar os homossexuais”. Uganda se tornou alvo para grupos evangélicos norte-americanos e personalidades evangélicas conhecidas visitaram o país para difundir mensagens de combate ao homossexualismo, entre as quais o reverendo Rick Warren que visitou Uganda em 2008 e comparou homossexualidade a pedofilia.

Entre os que estiveram em Uganda está Lee Caleb Brundidge que afirma estar disponível por telefone e treinamentos on-line e palestras em igrejas para todos que desejam abandonar as práticas homossexuais, através do e-mail: cbrundidge@xpmedia.com
Scott Lively, Lee Caleb Brundidge e Don Schmierer, evangélicos norte-americanos, foram a Kampala para séries de conferências. O tema dos eventos, baseado na Bíblia de acordo com Stephen Langa, pastor ugandense: A ameaça de homens e mulheres homossexuais representa contra os valores da família africana tradicional.

Lively e seus colegas discutiram suas idéias sobre como as pessoas homossexuais podem ser transformados "em linha reta", como os homens gays freqüentemente sodomizam adolescentes e como "o movimento gay é uma instituição do mal", cujo objetivo é "derrotar o casamento social e substituí-lo por uma cultura de promiscuidade sexual.”

Em 17 de março de 2009, em seu blog, Lively escreveu que alguém comparou sua campanha como "uma bomba nuclear contra a agenda gay em Uganda."

As conversações foram, aparentemente, instrumentos para o desenvolvimento do projeto de lei pelo parlamento ugandês. O projeto, apresentado em Novembro de 2009, pediu a pena de morte em alguns casos, e recebeu opróbrio internacional. Ao saber das conseqüências, Lively deplorou que "a legislação foi muito dura”.



ANTI-GAY BILL INSPIRED BY AMERICAN PASTORS


Que a paz retorne a Uganda e o direito inalienável a vida seja preservado porque Yahoshua o verdadeiro Enviado de Yah veio trazer Paz, Justiça e Vida e não a pregação da morte que o cristianismo em suas diversas vertentes através do tempo tem propagado no planeta.

Shalom!

PRETAS POESIAS

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