sábado, 16 de janeiro de 2010

HAITI - O PACTO COM O DIABO


Por Walter Passos
, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion).
Pseudônimo: Kefing Foluke.

E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

Msn: kefingfoluke1@hotmail.com

Skype: lindoebano


O terremoto que abalou o Haiti arrasou uma nação predominantemente africana nas Américas, a qual serve de exemplo para todos os africanos que foram colonizados ou escravizados, pela fragilidade econômica e tecnológica de seus países. Presidente do Haiti vê destruição similar a dias de guerra

“Autoridades do Haiti, a nação mais pobre do Ocidente, dizem acreditar que o número de mortos possa chegar a 200 mil mortos, enquanto três quartos da capital precisarão ser reconstruídos. Préval, de 66 anos, que como muitos compatriotas pareceu atordoado com a enormidade da catástrofe, afirmou que não dormiu por dois dias após o terremoto. Ele prefere não dizer quantas pessoas podem ter morrido na tragédia. Questionado sobre quais itens são prioridade - se comida, água, comunicações ou polícia nas ruas -, ele disse: "Todos, meu amigo. Todos.”
http://br.noticias.yahoo.com/s/16012010/48/manchetes-presidente-haiti-ve-destruicao-similar.html

Haiti earthquake aftermath


O histórico de resistência às civilizações cristãs é um marco na história da população preta mundial. O Haiti representa o não a escravidão e a exploração e, por isso juntamente com o Zimbábue na África são “maus exemplos” a dominação econômica, cultural e racial cristã e branca ocidental. Por isso estão no patamar dos países mais pobres do planeta.
A mídia eurocêntrica em um momento tão grave e de solidariedade ainda ataca o Haiti, tire suas próprias conclusões assistindo Arnaldo Jabor falando sobre a situação . Lamentável!!!

Arnaldo Jabor fala sobre a situação do Haiti - 13/01/10


Sobre o movimento de resistência e libertação no Haiti leia o nosso artigo: A REVOLTA DE ZAMBA BOUKMAN: O OGAN QUILOMBOLA

Em 1988, estive na cidade Colón no Panamá em um encontro de Teologia e conheci três pessoas bem interessantes, uma jovem preta dominicana e dois haitianos, sendo um deles, católico e outro praticante de religião de matriz africana. A dominicana falava bem o português porque tinha passado um período em São Paulo e tentava me convencer que eu não era negro, eu era diferente dos haitianos, eles eram negros e nós, a dominicana, os negros de outros países e eu não éramos negros. A discriminação dos dominicanos contra os haitianos é um fato ainda não digerido por mim, como o colonizador conseguiu nos dividir de uma forma tão violenta, africanos seqüestrados.
O haitiano católico também discriminava o outro haitiano por dizer ser o mesmo de origem bantu e afirmar que os negros que praticavam o “vodu bantu” eram os mais ignorantes de todo o Haiti. O que muitos chamam de vodu ou vodu haitiano é uma versão de cerca de tradições religiosas do que é agora o Benin, Togo, Nigéria e Congo. Há uma elite formada de pessoas mais claras, os mestiços e brancos, demonstrando um muro racial dentro da comunidade haitiana. Inclusive a declaração do cônsul geral do Haiti em São Paulo, George Samuel Antoine, gerou protestos de diversas organizações:

DESGRAÇA NO HAITI ESTÁ SENDO BOA PARA NÓS AQUI E FOI CULPA DA MACUMBA, DIZ CÔNSUL NO BRASIL

Estes fatos nos trazem a reflexão do racismo e intolerância com o povo haitiano, vítima de um desastre natural ocorrido, o qual não sabe das conseqüências trágicas que ainda ocorrerão no nível de endemias, e outras mazelas.Além disso, líderes religiosos aproveitam o desastre para divulgar ideologias racistas contra o povo preto no planeta, como se eles não fossem descendentes diretos dos algozes da população haitiana e de toda população outrora escravizada, onde seus ancestres através da guerra fizeram prisioneiros, para serem vítimas da exploração econômica nas Américas e herdeira da pobreza, da intolerância e de todas outras formas de violência, até os dias atuais:


O evangélico americano Pat Robertson, que anima um programa de TV, lançou uma polêmica nos Estados Unidos ao explicar que o terremoto que arrasou Porto Príncipe seria a consequência de um "pacto com o Diabo" selado pelos haitianos há dois séculos para se livrar dos franceses. "Eles se reuniram e selaram um pacto com o Diabo. Disseram a ele: 'serviremos a você se nos livrar dos franceses'. A história é verdadeira. E o Diabo respondeu: 'está certo'", relatou Pat Robertson, 80 anos, que foi candidato às primárias republicanas para a eleição presidencial de 1988. "Desde então, eles são vítimas de uma série de maldições", afirmou o evangélico, comparando a situação no Haiti com a do país vizinho, a República Dominicana, relativamente próspera.”

Declaração do Pastor Pat Robertson sobre pacto demoníaco feito pelo Haiti:

O tele-evangelista Pat Robertson exprime a idéia da maioria dos protestantes históricos no Brasil: Batistas, Presbiterianos, Metodistas, Anglicanos, Luteranos, das igrejas pentecostais e neopentecostais. Ele fala diretamente ao subconsciente de milhões de “evangélicos” que entendem que a prosperidade financeira é uma benção de Deus, por isso, o crescimento da Teologia da Prosperidade.

Pat Robertson é herdeiro do preconceito de uma sociedade sulista norte-americana que linchava e enforcava negros e descaradamente iam para as igrejas batistas, presbiterianas, anglicanas, pentecostais e outras aos sábados e domingos louvar e cantar ao Deus Cristão. Destas igrejas que vieram os missionários para o Brasil “evangelizar” e alienar os negros, que se tornaram os que mais odeiam a sua ancestralidade africana e se tornaram pessoas sem identidade, os quais se espelham na identidade do opressor cristão branco que os evangelizou. Pat Robertson e as igrejas que fazem missão no Haiti continuam a agredir e disseminar como lobos vestidos de ovelhas o racismo anti-preto. Os batistas brasileiros reforçam a idéia de Pat Robertson, neste artigo:

Batistas: Por um novo Haiti Por Marcia Pinheiro

“Desde 2008 os batistas brasileiros estão presentes no Haiti através de missionários da própria terra, conveniados com Missões Mundiais. Atualmente são 11 obreiros que trabalham na plantação de igrejas, evangelização, formação de liderança e em projetos sociais. Eles trabalham para mostrar o amor e a misericórdia do verdadeiro Deus àquela população que, em sua maioria, vive na mais profunda pobreza material, mergulhada na idolatria e feitiçaria, e escravizada pela prática do vodu.”

http://www.vigiai.net/news.php?readmore=788

Inclusive é engraçado a IURD falar aos quatro ventos de tanto poder que possui que os seus pastores e familiares no Haiti não foram atingidos pelo terremoto e nem o templo destruído. O Poder está na IURD. Imagine o resultado como mensagem poderosa a milhões de pretos que seguem essa igreja e demonizam os africanos e afro-diásporicos?

DEUS GUARDA, OS QUE GUARDAM A SUA PALAVRA !

“Os pastores e membros da Igreja Universal do Reino de Deus no Haiti não foram atingidos pelo terremoto que abalou a capital do país, o Universal.org apurou hoje. Os pastores Pedro e Marciano, encarregados do trabalho da Igreja no Haiti, confirmaram que todos os pastores e suas famílias estão bem, e até agora não houve registro de vítimas entre os membros da igreja. O edifício da IURD sofreu poucos danos, apenas uma parede rachada.”
http://www.movimentouniversal.com.br/terremoto-no-haiti-nao-atinge-membros-da-iurd%E2%80%8F/

O que está acontecendo na Comunidade Estudantes da Bíblia:
estudantesdebiblia@yahoogrupos.com.br


Ai de Ti, Haiti!


"Deus é soberano e justo, perdoa quem Ele quer perdoar e castiga quem Ele quer castigar (Romanos 9:15-16). E quem somos nós para censurarmos o que Ele faz ou deixa de fazer? (Romanos 9:20).

O mundo inteiro está sob a Sua ira santa e se Ele ainda não descarregou os Seus castigos sobre o Brasil, por causa da idolatria, da imoralidade e da incredulidade que tem grassado aqui (inclusive em algumas igrejas ditas evangélicas), é porque tem sido misericordioso demais com este país.

Lamento e até tenho chorado, emocionada, ao ver as manchetes que a TV tem apresentado sobre a enorme catástrofe que se abateu sobre o Haiti, mas os crentes bíblicos já podiam esperar que isto acontecesse, a qualquer momento, pois além da situação geográfica muito perigosa, o país tem se dedicado à prática do voodoo, há mais de 200 anos. Isto significa que Satanás e não o Senhor Jesus Cristo é o “deus” adorado naquele país pobre e atrasado.

Cada vez que eu lia um texto escrito por missionários batistas americanos, mostrando a adoração que o povo daquele país tem feito aos demônios, ficava me indagando até quando Deus iria suportar tanta iniquidade religiosa, antes de despejar a Sua ira sobre aquele povo infeliz. Deus é tão bondoso e paciente que suportou tudo, por muitas décadas, e somente agora resolveu agir. Isto porque, provavelmente, o Seu Filho está preste a regressar à Terra e o Pai está começando a purificar o que há de pior na mesma.

Nós, os crentes, devemos nos acautelar e seguir os mandamentos de Sua Palavra, pela qual seremos julgados, pois, conforme lemos na 1 Pedro 4:17, “Já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus”... E, com tantos crentes rebolando dentro das igrejas “animadas”, nesta cidade serrana, poderemos ser os primeiros a sentir o peso do castigo divino.

Certa vez, um engenheiro me contou que Teresópolis foi construída sobre um pântano (não sei se é verdade) e que, um dia, todo o seu chão de concreto poderá explodir, se forem dadas descargas sanitárias de uma só vez. Isto me deixou apavorada!

Voltando ao assunto do Haiti, vejamos abaixo as colocações de um irmão (batista) muito sábio e querido, moysesmagno@ hotmail.com sobre o assunto:

1. O Haiti foi dedicado ao "voodoo", em 1791.

2. O "voodoo" é uma mistura de espiritismo africano e bruxaria.
3. O presidente Jean-Bertrand Aristide, em 1991, REDEDICOU o país ao "voodoo". Ele foi deposto, logo após.

4. 75% dos haitianos professam o "voodoo" , junto com os católicos romanos.
5. A padroeira dos romanistas é a "sra. do perpétuo socorro" (Vade retro!).
6. Os evangélicos,com aproximadamente 20% de presença,são,até ,perseguidos por pregarem a Verdade.

"Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança" (Salmo 33.12).

"Não erreis: deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6.7).

Mary Schultze, 16/01/2010 – www.maryschultze.com "

É deveras interessante o artigo escrito pelo Pastor metodista Zé Do Egito que em um trecho diz:

“Concluo, dizendo que: Minha leitura bíblica me diz que o demônio escraviza, mostrando-me que, ele veio para roubar, matar e destruir. Com base nesse meu pensar eu gostaria de lembrar ao Cônsul, ao Pat Robertson e a outros que pensem iguais a eles, que, quem praticou roubos, morticínios e destruições de culturas e civilizações inteiras com maior eficácia e freqüência foram os chamados colonizadores europeus.

Além desse lembrete, deixo as seguintes indagações:

Se o diabo veio para roubar, matar e destruir: qual o espírito que movia a cristandade nas Cruzadas, inquisições, colonizações e outas atitudes que mataram a milhares de pessoas?

Sendo assim, quem mais se aproxima mais de ligações com o diabo? Os dominados, ou seus dominadores?”

http://brasilmetodista.ning.com/profiles/blogs/indagacoes-de-um

A ajuda humanitária dos países ocidentais não é 0,1% do que foi e é subtraído dos países africanos na invasão, colonização, escravidão, neo-colonialismo e atual exploração da África e nem da apropriação da mão-de-obra escravizada que passaram os africanos no Haiti e nas Américas.

Estamos caminhando para a grande festa brasileira do carnaval daqui a alguns dias e torna-se necessário que as “lideranças do Movimento Negro” possam mobilizar as organizações em uma grande campanha pan-africana de solidariedade aos nossos irmãos haitianos. Já há organizações que estão se mobilizando. As grandes escolas de samba que gastam milhões para se apresentarem deveriam abrir os seus barracões para receberem pelo menos um litro de água potável, neste momento de sofrimento, desespero, sede, fome e luto dos nossos irmãos e irmãs haitianos.

Os negros do cristianismo que ofertam milhões de reais diariamente e mensalmente nas igrejas católicas e evangélicas possam doar em suas igrejas, pelo menos uma garrafa de água mineral. Não são somente nossos irmãos por serem seres humanos. São nossos irmãos e irmãs por serem oriundos da Mãe-Africa.

Milhares de mortos estão ainda nas ruas de Porto Príncipe e você o que estás fazendo para ajudar os sobreviventes haitianos?



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A REVOLTA DE ZANJ – A REVOLTA DOS PRETOS - O ISLAMISMO E A ESCRAVIDÃO

                                                                                                 
Por Walter Passos - Historiador
Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos 

O historiador não é um colunista que escreve para agradar os seus leitores. A função do historiador é retratar a verdade histórica independente que os agrade ou desagrade. Nós, pretos e pretas, esquecemos de uma boa parcela da nossa história porque ela não foi repassada totalmente através da tradição oral pelos nossos ancestrais ou não foi documentado por nós no sequestro que nos foi imposto, isto não quer dizer que estes fatos foram apagados, pois, as fontes primárias e secundárias estão sendo redescobertas e pesquisadas, aliadas as pesquisas arqueológicas e outras fontes de estudos como a oralidade afro-asiática e afro-americana.
A escravização dos africanos teve como algozes nações muçulmanas, cristãs e com importante participação ativa dos judeus, sempre é bom ressaltar que os judeus ao qual nós referimos, não são os hebreus. Os judeus são europeus askenazis e sefardistas que enriqueceram com o tráfico escravagista especialmente de hebreus na África.
Há muitos estudos sobre o tráfico transatlântico que analisam a rota maldita de homens, mulheres e criança, prisioneiros de guerras feitas no continente africano por cristãos e judeus. Novas descobertas surgem a todo o momento, outrossim, sabemos que muito há ainda de ser escrito porque há casos encobertos e manipulados. Especialmente no tráfico feito pelo Islã pela rota através do Oceano Indico. Alguns historiadores estimam que entre 11 e 18 milhões de escravizados africanos cruzaram o Mar Vermelho, Oceano Índico e o Deserto do Saara ou mais de 9.4 a 14 milhões de africanos sequestrados para as Américas no Comércio escravista transatlântico .
Muitos escravizados africanos foram transformados em eunucos, uma violência dos árabes muçulmanos praticando a mutilação genital contra os homens pretos, castrando-os:
The Islamic slave trade : the untold story - (part 3 of 5)


Conforme Bokolo de Elikia M', abril 1998, Diplomatique do Le Monde:
“O continente africano foi sangrado de seus recursos humanos através de todas as rotas possíveis. Através do Saara, através do mar Vermelho, dos portos do Oceano Índico e através do Atlântico. Pelo menos dez séculos de escravismo para o benefício dos países muçulmanos (do nono ao décimo nono séculos).“ Continua: “Quatro milhões escravos exportados através do mar Vermelho, outros quatro milhões com portos Swahili do Oceano Índico, talvez tanto como nove milhões ao longo da rota da caravana transporte transariano, e onze a vinte milhões”
O racismo da elite muçulmana foi profundo e se agravou quando o império se tornou cada vez mais dependente do trabalho escravizado. Por exemplo, o famoso historiador muçulmano, al-Mas'udi, afirma as dez qualidades dos africanos, deste modo: "sobrancelhas finas, cabelos carapinha, nariz largo, lábios grossos, dentes afiados, pele fétida, sem inteligência, mãos e pés deformados, pênis alongado e alegria excessiva, certamente a pessoa com tez preta (al-Aswad) é esmagada pela alegria devido à imperfeição de seu cérebro e, portanto, seu intelecto é fraco"
Ibn Khaldun, um dos mais proeminentes historiadores árabes, fundador da sociologia cinco séculos antes de Auguste Conte (1840), possuía preconceito contra os pretos africanos:
"Portanto, as nações de negros são, em regra, submissas à escravidão, porque [os negros] tem pouco [que é essencialmente humano] e têm atributos que são bastante semelhantes aos animais mudos.
No que tange aos prisioneiros de guerra feitos pelo islamismo as discussões são recentes e dificilmente analisada nos centros acadêmicos e no chamado Movimento Negro no Brasil. O Islã escravizou milhões de africanos especialmente hebreus na África e neste artigo iremos discorrer de uma das revoltas de africanos escravizados por muçulmanos, considerada como a maior. A rebelião Zanj, uma série de revoltas que tiveram lugar ao longo de um período de quinze anos (869-883 d.C), perto da cidade de Basra (também conhecida como Basara) na região do Iraque no dias atuais.
Em 868 d.C, o império islâmico Abássida teve a sua capital em Bagdá, durante mais de um século. Foi o momento na história islâmica, quando o Oriente Médio estava em evolução. O império abássida era o maior do mundo, indo da costa atlântica da África do Norte no Ocidente até as fronteiras da China no Oriente. Bagdá era uma metrópole de um milhão de pessoas, um centro inovador em ciências, filosofia, literatura e música.
Com todo o seu poder, o império Abássida no século IX enfrentou um problema sério para se manter economicamente: recursos humanos. Assim, os turcos são trazidos como soldados, e milhares de africanos da África Oriental são raptados para o Oriente Médio como escravizados, oriundos do Quênia, Tanzânia, Etiópia, Malawi e Zanzibar (ilha ao largo da costa da Tanzânia continental Zanj que deu o seu nome).
Historiadores são incertos sobre quando e como o Zanj chegou pela primeira vez no Oriente Médio, mas ambos os poderosos impérios islâmicos que dominaram a região durante este período, o califado Omíada (661 - 750) e do califado Abássida (750 - 1258), foram conhecidos por terem reduzidos africanos a escravidão.
Escritores árabes chamaram a estes povos de língua Bantu da África Oriental do Zanj, que significa "negro". A visão negativa sobre os africanos é exemplificada na seguinte passagem do Kitab al-wah Bad '-tarikh, vol.4 pelo escritor medieval árabe Al-Muqaddasi:
- "Quanto ao Zanj, são pessoas de cor preta, nariz achatado, cabelo crespo, e pouca compreensão ou inteligência."
Al-Jahiz também afirmou em seu Kitab al-Bukhala ("avareza e dos avarentos") que:
- "Nós sabemos que o Zanj (negros) são os menos inteligentes e menos exigentes da humanidade, e os menos capazes de compreender as conseqüências de suas ações."
Al-Dimashqi (Ibn al-Nafis), diplomata árabe, também descreveu os habitantes do Sudão e da costa Zanj:
"... as características morais encontrados na sua mentalidade se aproximam das características instintivas encontrada naturalmente em animais."
Outro exemplo, o historiador egípcio Al-Abshibi (1388-1446) escreveu:
- "Diz-se que quando o [preto] escravo está saciado, ele fornica, quando ele está com fome, ele rouba."
A tática dos escravistas era que o povo Zanj não conhecia a língua árabe, e esta dificuldade tinha por objetivo particularmente de se tornarem dóceis. Isso também ocorreu nas Américas com os nossos ancestrais. Os Zanj em condições de extrema miséria foram obrigados a trabalhar no sul do Iraque, limpando o solo pantanoso de uma rocha dura de camada de sal em terríveis condições úmidas, com vários metros de espessura que cobriam a terra. Os fazendeiros árabes obrigavam o trabalho extremo da retirada de toneladas de sal antes que eles pudessem cultivar a terra, desenterrado camadas de solo arável e arrastado toneladas de terra para o trabalho intensivo de plantas de culturas como a cana de açúcar.
Possuíam uma dieta alimentar pobre composta basicamente de tâmaras, semolina e pouca farinha, além da exploração do trabalho brutal e extenuante, inevitavelmente, conduziu os Zanj à rebelião, envolvendo 500.000 escravizados.
Esta Revolta não foi à primeira registrada na região do sul do Iraque: um escravizado negro, Rabah Shir Zanji (o "Leão do Zanj"), liderou uma rebelião em Basra, em 694-695 d.C. Revoltas armadas continuaram a entrar em erupção nesta parte do Golfo Pérsico, mas a rebelião Zanj do final do século nono estava em uma escala sem precedentes.
Em toda história escrita pelos vencedores, existem relatos que precisam ser melhores investigados, de que um homem misterioso, foi aos escravizados Zanj e lhes prometeu uma vida melhor neste mundo, e no próximo. Dizendo que Deus lhe havia ordenado para liderar o Zanj na guerra. Seu nome era Ali Bin Muhammad e reivindica a linhagem do Profeta. Disse:
"Uma nuvem lançou uma sombra sobre mim e um trovão ressonou nos meus ouvidos e uma voz se dirigiu a mim. "
A maior dessas revoltas durou quinze anos, 868-883, durante o qual os africanos derrotam após derrota infligida sobre os exércitos árabes enviou para reprimir a revolta. É importante ressaltar que as forças Zanj foram rapidamente aumentadas por grandes deserções em massa dos soldados negros sob o emprego do Califado Abbassida em Bagdá. Zanj infligiram derrotas severas sobre os exércitos do Califado. A revolta foi chamada de "revolta ou rebelião negros Zanj.
Durante catorze anos, os Zanj venceram as batalhas e construíram a sua própria república, que incluíam no seu auge seis cidades, chegando a 70 quilômetros de Bagdá. Os historiadores árabes lembram o que chamam do dia "infame das barcaças", quando o líder Zanj apreendeu 14 navios. Os proprietários tentaram juntar os seus barcos, de modo a formar uma espécie de ilha, mas a liderança Zanj enviou reforços para garantir uma grande vitória. Eles dominaram os barcos, mataram os homens a bordo, libertaram os escravizados, tomaram tesouros cujo valor não pode ser estimado, e a luta ocorreu três dias seguidos, ocuparam a cidade matando muitos dos seus habitantes.
O povo Zanj construiu sua própria capital, chamada Moktara, significa "Cidade Eleita” que cobria uma grande área e floresceu durante vários anos. Eles ainda cunharam sua própria moeda e realmente dominaram o sul do Iraque.
O exército Abássida estava ocupado apagando incêndios em todo o império, mas naquele momento, o Zanj se tornou o inimigo número 1. O califa de Bagdá decidiu ordenar ao chefe do exército para concentrar o seu poder de fogo contra os rebeldes Africanos, e era apenas uma questão de tempo. A rebelião Zanj só acabou sendo suprimida com a intervenção de grandes exércitos árabes, inclusive através do reforço das tropas egípcias, e a lucrativa oferta de anistia e as recompensas para qualquer rebelde que optasse por se render. Não devemos esquecer que essas informações são de historiadores árabes.
O Exército cercou a capital da República Zanj e, no assalto final, os Zanj foram dispersos, e o líder Bin Mohamed Ali, morto, com a cabeça espetada num poste e os vencedores desfilaram pelas ruas de Bagdá. A derrota final da rebelião, não resultou na reintrodução da escravidão em massa, mas na integração dos rebeldes nas forças do governo central, na verdade a maioria dos escravizados foram mortos sofrendo imensas brutalidades.
Estes eventos foram escritos por historiadores árabes, em particular al-Tabari, são relatos de vencedores que escrevem a história conforme os seus desejos. Os Zanj nunca contaram o seu lado da história. Os historiadores árabes consideram as rebeliões Zanj como subversivas, e são lembrados como “inimigos", Um dos líderes Zanj Ali bin Muhammad foi amaldiçoado e apelidado de "o abominável".
When "Negroes" dominated "Arabs" part 2 (Zanj revolt)

O povo africano sempre se afirmou no mundo conquistando a sua dignidade básica, defendendo e exigindo seus direitos humanos inalienáveis. O povo africano em todo o planeta nunca aceitou a escravidão e nem se humilhou aos seus opressores.



ACESSE PRETAS POESIAS:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A ARCA DA ALIANÇA DOS HEBREUS – GOLDEN STOOL - ARCA DA ALIANÇA DOS ASHANTIS



Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano


"A verdadeira justiça é a justiça de Deus." Provérbio ashanti
«E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia.»
Salmo 37:6
Buscai em primeiro o Reino de Yah e a sua justiça e todas essas coisas vos serão dadas em acréscimo.
Mateus 6:33.

Palavras de Yahoshua


O povo de Ysrayl antes e pós-diáspora dos anos 70 d.C. migrou ao continente africano. Após a
destruição de Jerusalém muitos deles foram vendidos como escravizados pelos romanos e posteriormente pelos muçulmanos. Uma boa percentagem se estabeleceu em diversas regiões, especialmente na Costa Ocidental Africana fundando diversos reinos, mas, apesar de esquecer-se de Yah e da sua ancestralidade, mantiveram diversos aspectos culturais tradicionais hebraicos. Depois de mais de 1500 anos de resistência se tornaram prisioneiros de guerra e vendidos como escravizados para as Américas. Atualmente não é possível falar em revisão da história da África e afro-diásporica sem estudar o povo hebreu na África e na América Africana. Estes fatos históricos não são ensinados nos livros de história, escolas, instituições religiosas e em universidades eurocêntricas, estas manipularam a nossa história com o eurocentrismo.
Nas Américas muito de nós somos descendentes da civilização Akan e concomitantemente dos Ashanti. A civilização ashanti e outras da África têm muito de hebraísmos em seus hábitos. Interessante é que os professores de história da África desconhecem esses aspectos importantes que para nós os hebreus-israelitas são mais uma prova viva da nossa ascendência de Ysrayl.
Se desejar saber mais sobre a civilização Akan e a guarda do Sabbhat:
http://cnncba.blogspot.com/2009/05/os-akan-onyamee-kwaame-o-deus-do-sabado.html

Entre alguns hebraísmos destacamos:
Circuncisão; Divisão da tribo em doze, aspersão do sangue nos umbrais das portas e dos altares. Casar-se com a mulher do irmão após sua morte; Separação e purificação após o nascimento de filhos; Ritos de purificação durante o nascimento; Ritos de purificações durante a menstruação; Celebrações de luas novas; Guarda do Shabbat; O uso do shofhar;
O nome ASHANTI é de origem hebraica, a terminologia "Ti" ao final da palavra significa povo ou raça de ASHAN, nome de uma cidade localizada na Judéia ao sul de Israel. Em Josué 15:42:
Libhnâh vâ`etherve`âshân (transliterado do hebraico) Libna, Eter, Ashan,
E Josué 19:7:
Aim, Rimom, Eter e Ashan; quatro cidades e as suas aldeias;
Também encontrada referência no livro de I Crônicas 4:32:
As suas aldeias foram: Etã, Aim, Rimom, Toquem e Ashan, cinco cidades,
E também I Crônicas 6:59:
Ashan com seus arredores e Bete-Semes com seus arredores.
O verbete ASHAN em hebraico significa cidade em chamas ou em brandos. ASHANTI, portanto, significa o povo de ASHAN ou o povo da cidade em chamas.
A irmã Miryam, uma hebréia-israelita, escreveu:
Em um livro muito informativo intitulado: HEBREWISMO NA AFRICA OCIDENTAL (HEBREWISM OF WEST AFRICA) por Joseph J.Williams ele dá as descrições detalhadas dos costumes hebraicos em muitas das tribos da África Ocidental, ou seja, as tribos principais que supriam escravos durante o tráfico negreiro de onde descende a maioria dos hebreus que vivem atualmente no hemisfério ocidental.
Comparar o Golden Stoll com a Arca da Aliança foi muito profícua porque elas têm características semelhantes e servem de pacto e aliança e possuem uma conexão com o Sagrado e união com o povo. Então, vamos começar com a mais antiga, que foi a arca dos hebreus e depois com a arca dos ashantis, e finalmente faremos as comparações.
A Arca da Aliança tem sido estudada desde o seu desparecimento após a conquista de Jerusalém em 586 A.C. pelo imperador Nabucodonosor II que saqueou e destruiu o Primeiro Templo, levando o povo de Israel, escravizado. No relato bíblico fala do retorno do povo, desde então, esta, já não é mais mencionada, dando a entender que já havia desaparecido ou teria sido destruída pelo imperador. Na queda de Jerusalém no ano 70 da era cristã, o general Tito, de Roma, saqueou a cidade e levou consigo os seus utensílios. Em uma ilustração no arco de Tito, no Vaticano, é visto soldados levando a Grande Menorah de Ouro, e o que parece ser a Arca da Aliança e mais duas trombetas de ouro. Há aqueles que crêem que um dia esta teria sido depositada nos porões do Vaticano. Não podemos esquecer que a Igreja Católica é Romana, é o mesmo povo pagão (Romanos) que destruiu o Templo de Jerusalém e adulterou a Mensagem de Yahoshua.
Há outras hipóteses como a Arca está na Igreja Etíope levada de Jerusalém para Etiópia por Menelik, filho de Salomão com a rainha de Sabá. Os cristãos da Etiópia [antiga Abissínia] têm afirmado que a verdadeira Arca da Aliança existe e está guardada em uma capela na cidade de Aksum. Dizem às lendas que a Arca sagrada chegou à Etiópia há três mil anos e tem sido protegida por uma sucessão de sacerdotes virgens que, uma vez escolhidos, nunca mais põem os pés fora da capela, até a morte. O único homem do mundo autorizado a olhar para a Arca da Aliança israelita é escolhido pelos altos sacerdotes de Aksum e pelo guardião vivo. O guardião não entra em contato com leigos. Somente os líderes religiosos podem vê-lo ou falar com ele. Uma vez o escolhido, o guardião abandona seu próprio nome e passa a se chamar "Guardião da Arca" ou Atang.
Os askenazis através do Instituto do Templo de Jerusalém, organização judaica ultra-ortodoxa dedicada a “reconstruir” o edifício original, diz que a Arca está embaixo do primeiro templo e será revelada a tempo – quando ele for reconstruído.
O cineasta George Lucas inspirou-se na busca pela Arca para o roteiro do seu filme Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida.
A Arca da Aliança na Bíblia é relatada quase 200 vezes e com nomes distintos. Aqui estão alguns nomes mencionados nas Escrituras para a Arca da Aliança:

Ex 25:22: Arca do Testemunho
Js 3:6 :
Arca da Aliança
Js 3:13 Arca de Yah
1Sm 5:7 Arca do Deus de Israel
2Cr 6:41 Arca da tua Fortaleza
2Cr 35:3 Arca Sagrada

A Arca da Aliança é o maior símbolo físico do poder de Yah entre os hebreus, em diversas culturas a arca simboliza o seio materno e também dela surge o renascimento de um povo.
Yah ordenou diretamente a Moisés que construísse a Arca da Aliança como está escrito em Êxodo 25:10:
- Também farão uma arca de madeira de acácia: dois côvados e meio será o seu comprimento, e um côvado e meio a sua largura, e um côvado e meio a sua altura.
A Arca foi de 1,5 côvados de largo e alto, e 2,5 côvados, conforme a proporção áurea. (aproximadamente 130 x 78 x 78 cm ou 4,27 x 2,56 x 2,56 m, utilizando o cúbito real egípcia de conversão). Ela foi coberta com todo o ouro puro. Sua superfície superior ou tampa, o propiciatório (hebraico: כפורת, Kaporet), também foi cercado com um aro de ouro.

A Bíblia descreve a Arca de madeira da acácia
conhecida pelos egípcios como a Árvore da Vida. É uma planta importante na medicina tradicional em muitos casos, contendo alcalóides psicoativos.
Alguns estudiosos do Tanach (velho testamento) acreditam que a Acácia foi à planta da sarça ardente descrito em Êxodo 3:2. A Acácia é um arvore sagrada nas religiões afro-brasileiras, no Brasil é conhecida como Jurema, em um dos mais importantes candomblés da Bahia, de nação jeje, o Bogun, na acácia amarela era cultuado o vodun Azonodô, Zomadonu ou Zòònodó. Sendo considerada também arvore sagrada em diversas civilizações do planeta.
A arca da Aliança acompanhou o povo hebreu em diversos momentos importantes de sua história, era a presença de protetora de Yah os preservando de todos os males, demonstrando a sua vontade. Na tomada da cidade de Jericó os sacerdotes carregaram a Arca.
A civilização ashanti também tem a sua arca da Aliança e com muitas características da Arca dos hebreus. A tradição conta que este banco, coberto com ouro puro, flutuou fora do céu e aterrou no colo do primeiro Asantehene (o rei Asante), Osei-Tutu. Ele unificou as pessoas no século 17. Seu sacerdote declarou que a alma da nação residia na arca. O Banco de Ouro do Asante contém a alma ou sunsum da nação. É considerado tão sagrado que ninguém está autorizado a sentar-se nele. Ele é mantido sob a mais rigorosa segurança, é levado para fora somente em ocasiões excepcionais, e nunca entra em contato com terra ou no chão. É considerado maior e mais poderoso do que o Asantehene, o líder espiritual dos ashanti. A Arca da Aliança também não podia ser colocada no chão e somente o sumo sacerdote poderia tocá-la
Akan: The Story of the Asante Stool

O povo Asante sempre defendeu o Golden Stool quando ele estava em risco. Em 1900, o governador britânico da Gold Coast, Sir Frederick Hodgson, exigiu a Golden Stool, da maneira mais ofensiva possível, uma reunião de chefes de Ashanti, disse:
Onde está o Banco Ouro? Por que não estou sentado no banco de Ouro neste momento? Eu sou o representante do poder primordial; por que me relegou esta cadeira?"
Transcrição da mensagem do Sir Frederick Hodgson aos chefes Ashanti Janeiro de 1900.
Sir Frederick então ordenou a soldados que partissem para caçar o Banco de Ouro.
"O homem branco pediu às crianças que o Banco de Ouro fosse mantido em Bare. O homem branco disse que bateria nas crianças caso elas não trouxesse seus pais a partir do arbusto. As crianças disseram que o homem branco não chamar seus pais. Se ele queria vencê-los, ele deve fazê-lo. As crianças sabiam que os homens brancos estavam vindo para o Banco de Ouro. As crianças não tiveram medo da ameaça. Os soldados brancos começaram a intimidar e bater nas crianças.”
Testemunho ocular de Kwadwo Afodo, citado por Thomas J. Lewin em seu livro Asante antes dos britânicos: The Years Prempean 1875-1900.
Excerpt from "Golden Stool"
Inimigos do povo hebreu em diversos momentos tentaram possuir o a Arca da Aliança para mostrar o seu domínio e abaixar a moral do povo. Há o relato quando os filisteus se apropriaram em I Samuel 4:1-22.
21 Mas deu ao menino o nome de Icabô, explicando: A glória saiu de Israel. Disse isso, falando da tomada da arca de Deus e da morte do seu sogro e do seu marido. 22 Ela disse: A glória saiu de Israel, pois a arca de Deus foi tomada pelos nossos inimigos.
Os ashantes se consideram como o povo escolhido por Deus para trazerem à luz as outras nações, Os hebreus foram escolhidos por Yah.
O banco de Ouro de dos ashantes veio dos céus, das nuvens é o objeto mais sagrado. Os hebreus consideravam a arca como a própria presença de Yah.
O banco de ouro dos ashantes significa a união e a própria alma dos ashantes. Na arca da Aliança continha os simbolismos mais sagrados dos hebreus, as tábuas dos Dez Mandamentos, a Vara de Arão que floresceu (que não só floresceu mais que também brotou amêndoas) e o pote de maná escondido foram repousados no seu interior, a Arca é tratada como o objeto mais sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar em sua presença dentro do Tabernáculo. A Arca dos ashantes é sagrada que somente em ocasiões especiais é vista pelo povo, há casos de se passarem cinco anos ou mais.
A Arca representava o próprio Deus entre os homens. A crença de Sua presença ativa fez com que os hebreus, por várias vezes, carregassem o objeto à frente de seus exércitos nas batalhas realizadas durante a conquista de Canaã. O banco de ouro ashanti é a personificação do próprio Estado Ashanti, e o símbolo dos vivos, mortos, e ainda os que irão nascer.
Quando o imperialismo inglês profanou o a Arca da Aliança ashanti houve a última guerra liderada por uma mulher africana o qual convocou os guerreiros com estas palavras:
Em um discurso, Yaa Asantewaa reagrupou resistência ao colonialismo:
Agora eu vi que alguns de vocês temem ir à frente para lutar pelo nosso rei. Se fosse no dia bravos, os dias de Osei Tutu, Okomfo Anokye e Opoku Ware, chefes que não iriam se sentar para ver o seu rei tirado sem disparar um tiro. Nenhum homem branco poderia ter ousado falar com um chefe da Ashanti na forma como o governador falou a chefes você esta manhã. É verdade que a bravura dos Ashanti é nenhuma? Não pode ser! Devo dizer isso, se você, os homens de Ashanti, não irão à frente, então vamos. Nós, as mulheres, iremos. Nós lutaremos contra os homens brancos. Lutaremos até a última de nós cairmos nos campos de batalha.
Leia mais sobre essa poderosa rainha preta:
http://cnncba.blogspot.com/2007/11/yaa-asantewaa-rainha-guerreira-ashanti.html

Concluindo, ambas as arcas, arca da aliança e a arca dos Ashanti, foram feitas de madeira e revestida em ouro; em frente à arca da aliança foram feitos sacrifícios, na arca dos Ashanti sacrifícios eram feitos encima desta, ambas possuem representações de dois seres (anjos ou pessoas).
Os Ashanti têm na sua cultura diversos hebraísmos que em um artigo seria impossível descrever, mas sua história ancestral e analogias nos trazem a reflexão de que este povo é originário do povo de Ysrayl e os seus descedentes na América Africana também.
O shofhar é o instrumento sagrado do povo hebreu e também dos ashanti usado em grandes comemorações.
Kwame Nkrumah Memorial Park fountains, Accra, Ghana.

Asante Ivory Trumpets - Ancient Akan Music - Pt 1


Shalom!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

KWANZAA – OS SETE HOMENAGEADOS DA COMUNIDADE PRETA - A MELHOR KWANZAA DOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS


Por Aidan Foluke, membro da COPATZION, Tesoureira do CNNC/BA e Acadêmica de Enfermagem.
E-mail: vanessasoares13@hotmail.com
Skype: aidanfoluke

O Local da Kwanzaa foi modificado. Nos últimos dois anos a nossa festa fora realizada no CDCN (Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra) e esse ano a petição não foi deferida, dessa forma contamos com a solidariedade do nosso irmão Prof. Jorge Conceição, responsável pelo Museu do Objeto Imaginário, o qual todos nós agradecemos imensamente pelo espaço concedido e pela valiosa contribuição durante a Kwanzaa.
Os troféus entregados foram feitos pelo magnífico artista plástico preto Juninho, conhecido como Élson de Souza ou Gigante Negro, que participa constantemente dos eventos da nossa comunidade.
Élson de Souza e as Homenageadas

Dos escolhidos para receber o Troféu Kwanzaa somente não esteve presente o poeta e militante preto Hamilton Walê, pois viajou ao sul do Brasil com a família e infelizmente não teve condições de mudar a data do vôo, agendado antes do convite para a homenagem. O troféu de Hamilton está guardado para ser entregue em mãos na primeira oportunidade.
Homenageados - Da esquerda para a direita: Prof. Jorge Conceição, Makota Valdina Pinto, Profa. Dra. Ana Célia, Dra. Luiza Bairros, Dr. Silvio Humberto e o seu filho, Prof. Ademario Brito.

Dra. Ana Célia - UMOJA – Significa unidade, e representa manutenção da unidade na família, na comunidade, na nação e na raça.
A Profa. Dra. Ana Célia foi uma das primeiras a pesquisar acerca do racismo nos livros didáticos e publicou livros sobre esta temática, além da vida acadêmica como profª do mestrado da UNEB (Universidade Estadual da Bahia), continua a luta de militância pelo seu povo há décadas iniciada antes da sua valiosa contribuição a vida acadêmica. É uma doce pessoa que sempre nos traz alegrias e ensina que devemos continuar firmes na unidade da família e da comunidade. O troféu foi entregue por Walter Passos (Kefing Foluke) que emocionado reafirmou a admiração por Ana Célia por tantos anos de luta e amor pelo povo preto.


Dra. Luiza Bairros - KUJICHAGULIA – Significa Autodeterminação, representa os valores de determinação que o povo preto deve apresentar para resolver as questões que nos afligem.

Há mais de 30 anos, Drª. Luiza Bairros tem dedicado sua vida a luta do nosso povo preto com garra, amor e determinação. Cabe reafirmar que nossa organização não a homenageou por ser Secretária do Governo Estadual, mas sim, por seu histórico de militância, ao continuar sempre a Luiza da militância do MNU, das passeatas, das lutas por nosso povo. O troféu foi entregue por Manana que ficou muito emocionada, afirmando faltar palavras ao prazer de entregá-lo a grande amiga e militante. Foi um momento de grande emoção.
Poeta Hamilton Walê - UJIMA – Significa Trabalho Coletivo e Responsabilidade, Construção conjunta e manutenção da nossa comunidade unida para fazer nossos problemas da irmã e dos irmãos nossos problemas e para resolvê-los junto.
O Poeta Hamilton Walê atua principalmente na defesa do povo preto contra a força repressora do Estado. Militante importantíssimo oportunizou que representantes do CNNC e da COPATZION divulgassem o verdadeiro YAH e Yahoshua dentro do seu trabalho com penitenciários em Salvador. Foi um dos poucos militantes pretos que apóiam a nossas atividades desde inicio da nossa caminhada.

Poema Strong Hands of Mother Africa - J. Joy “Sistah Joy” Matthews Alford



Dr. Silvio Humberto - UJAMAA – Significa Economia cooperativa, para construir e manter nossas próprias lojas, supermercados e outros negócios e para comercializar junto com nossos irmãos e irmãs pretas.
Dr. Silvio Humberto, que esteve presente com seus lindos filhos, é um marketing na economia cooperativa do povo preto, com Instituto Cultural Steve Biko, o qual através da educação resgata os valores ancestrais auxiliando nossa juventude a entrada na Universidade e a um avanço técnico-intelectual.

Prof. Ademario Brito - NIA – Significa Finalidade, almeja a construção do coletivo e tornar-se de nossa comunidade a fim restaurar nossos povos a sua grandeza outrora tradicional.
O Griot Ademario Ashanti, o “Tio Ademario”, carinhosamente chamado pelos hebreus e hebréias mais novos, é um afrocentrista e pan-africanista, defensor da história das civilizações pretas que povoaram o planeta e nos repassa pacientemente todo esse conhecimento. Nos últimos anos tem dedicado a sua vida em divulgar a verdade do povo hebreu, o remanescente da Nação de Yah nas Américas. Entre outros estudos é um especialista na cultura Rastafári e suas influências de hebraísmos e músicas relacionadas com os escritos sagrados.

Prof. Jorge Conceição - KUUMBA – Significa Criatividade, tem por objetivo fazer sempre quanto nós pensemos ser necessário, a nossa maneira, a fim deixar nossa comunidade mais bela e benéfica do que quando nós a herdamos, sempre buscando a melhoria do povo preto.
O homenageado foi o prof. Jorge Conceição que se dedica ao povo preto através da defesa da alimentação saudável e equilibrada. Enfrenta às forças da morte que através da mudança dos hábitos alimentares tem continuado a escravizar e matar o nosso povo. O Prof. Jorge Conceição é também um geógrafo que há anos ensina História e Geografia da África, trabalhando com cartografia e o primeiro no Brasil a trabalhar seriamente a geografia africana. O Prof. Jorge é um símbolo de amorosidade, compreensão e luta. Publicou diversos livros infantis, como o Boi Multicor e recentemente lançando um livro sobre Capoeira Angola. Aidan ficou muito feliz em poder entregar ao “Tio Jorge” o Troféu Kuumba por considerá-lo um dos maiores intelectuais pretos do nosso país.
Da Esquerda para Direita: Kefing Foluke, Veronica, Prof Jorge Conceição e Fabíola.

Makota Valdina Pinto - IMANI – Significa Fé, para acreditar com nossos corações em nosso povo preto, nossos pais, nossos professores, nossos líderes e a vitória de nosso esforço.
Cresci ouvindo o nome da Makota Valdina como grande amiga do meu pai, e ele disse que ao conhecê-la a chamasse de tia em sinal de respeito e consideração. Assim o fiz juntamente com o meu irmão.
A Makota Valdina é um símbolo de resistência, amor, solidariedade, respeito pelo seu povo, tem sido convidada para proferir palestras no Brasil e no exterior pelo seu conhecimento vivencial de praticamente do candomblé e estudos sobre a cultura bantu. Hoje, a Makota Valdina é referência independente de nação religiosa porque é uma representatividade de todos e todas na defesa do povo preto em todas as suas expressões.
A Kwanzaa teve início com os irmãos Bete e Akil dando boas-vindas a todas e todos os presentes, foram momentos de grande descontração, reencontros e profundos estudos realizados pelo Griot Ademario Ashanti, um dos primeiros pretos na Bahia juntamente com Kefing Foluke ser reconhecerem pertencentes ao povo hebreu. O homenageado palestrou sobre o Rastafarianismo e a Bíblia nos trazendo belíssimas informações de tantos anos de estudos e sabedoria. Logo após Kefing Foluke apresentou slides e falou dos Hebreu-Israelitas com provas bíblicas, arqueológicas e históricas de que os verdadeiros hebreus são pessoas pretas e os remanescentes vieram prisioneiras de guerra na escravidão para as Américas.
Akil com irmã Bete e Fabíola

Em seguida Prof. Jorge Conceição falou de suas e experiências nas décadas de lutas e estudos realizados para a importância da alimentação vegan como o caminho da desconstrução imposta pelos colonizadores aos africanos escravizados.
Os irmãos Aidan e Simba Foluke, continuaram a apresentação falando da importância da Kwanzaa, da família preta e ancestralidade em sentido lato. Ocorrendo a entrega dos troféus às personalidades pretas e a celebração da Kwanzaa.

Kwanzaa - Festa da Família Africana


A presença dos jovens foi marcante nesta IIIª Kwanzaa que trouxeram a alegria e participaram ativamente das palestras e tiveram oportunidade de conhecer um pouco da filosofia dos hebreu-israelitas:

Simba Foluke com as acadêmicas de Geografia: Paula (esquerda) e Tícia (direita).

O momento de confraternização foi maravilhoso onde todas e todos puderam saborear a alimentação vegan e os deliciosos sucos de melancia e jaca com água de coco, preparados carinhosamente por Verônica e a haitiana Fabíola.Muitos irmãos sempre participam de todos os encontros de nossa organização, entre eles o sociólogo e militante da UNEGRO Valdir Estrela, ao qual agradecemos a constante solidariedade e presença.Como a reflexão da kwanzaa 2009 foi à família preta e ancestralidade não poderia falta à presença de famílias especiais, como as de Beto e Alexandre. Na foto uma parte da Grande Família Preta:Esta foi a nossa IIIª Kwanzaa e foi considerada por nós como a melhor delas. Agradecemos ao esforço de todas e todos que prepararam e participaram desse grande evento da família preta.
Maurinho o Hebreu, Irmã Bete e Simba Foluke.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

NATAL - A FESTA ROMANA DA SATURNÁLIA

Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano
No período das festas natalinas recordo-me da minha infância e adolescência, quando era membro da Igreja Presbiteriana. Lembro-me das crianças brancas vestidas de anjos, do Papai Noel, de Pinheiros e árvores natalinas repletas de algodão representando à neve, de cantatas e presentes, hinos como: “Nasceu Jesus”. É a maior festa da cristandade, onde se prega a Paz e o nascimento do Redentor. Minha mãe se sentia tão bem que todos os anos enfeitava a árvore de natal e preparava comidas gostosas. Meu pai comprava até frutas secas importadas e ganhávamos presentes caros. O Natal era pura alegria na Igreja e na família. Recebia muitos cartões e retribuía cartões, ainda os tenho guardados como recordações natalinas.
Minha residência parecia um trio elétrico com muitas luzes e músicas natalinas. Minha mãe também organizava o amigo secreto com os filhos, netos e amigos. Ela era uma festeira natalina, que juntamente com a Sexta-Feira Santa era a festa de maiores comemorações.
As crianças de todas as religiões ficam alegres com a chegada do Natal e inúmeros desenhos animados marcaram e marcam a infância, especialmente os desenhos da Disney, criando um clima de consumismo e desejos de presentes. Qual a criança que não fica encantada com um desenho natalino?
Um Conto de Natal do Mickey (3/3)


Este ano recebi “Feliz Natal” de amigas (os) as quais não irei responder e inclusive no Orkut recebo mensagens encaminhadas me desejando um Feliz Natal, evidente que ficarão sem respostas. Na minha casa não há mais árvore com algodão representando a neve, figuras de Papai-Noel e nem festejos natalinos. Não cultuamos esta festa do cristianismo. Você pode está se perguntando o por quê? Irei lhe dizer.
O natal é uma festa pagã e sempre quando me refiro ao paganismo identifico as culturas européias, porque nos escritos bíblicos a Europa é considerada “Terra dos Pagãos” e “Terra dos Gentios”. É importante conhecermos as comemorações do feriado de Saturnália, uma semana de anarquia celebrado entre 17 a 25 de dezembro em louvor ao deus romano Saturno, no solstício de inverno. Os romanos tinham a economia agrícola e o modo de produção escravista antigo. Nestas festas que duravam cinco dias a ordem romana era subvertida, os escravizados tinham “liberdade” de festejar, os romanos trocavam presentes, era coroado um rei que fazia o papel de Saturno, e havia orgias sexuais e outras práticas como a glutonaria.
O poeta, escritor e historiador grego Lucian em seu diálogo intitulado Saturnália descreve a respeito do festival em seu tempo:
“Além do sacrifício humano, intoxicação generalizada; iam de casa em casa realizado cantatas nus, estupro e outras licenciosidades sexuais”Consumiam biscoitos especiais os quais ainda são práticas em alguns locais da Inglaterra e Alemanha na época de Natal. Durante esse período, os tribunais romanos eram fechados, e o Direito Romano promulgava que ninguém poderia ser punido por causar danos materiais ou ferir as pessoas durante a semana de celebração. O festival começava quando autoridades romanas escolhiam "um inimigo do povo romano" para representar o "Senhor do Desgoverno." Cada comunidade romana selecionava uma vítima a quem eles forçavam a ceder alimentos e outros prazeres físicos durante a semana. No festival de Dezembro, as autoridades romanas acreditavam que estavam destruindo as forças das trevas e assassinavam brutalmente o homem ou a mulher inocente.
No século IV, o cristianismo europeu adotou a festa de Saturnália com o objetivo de converter os outros pagãos. Líderes cristãos pagãos conseguiram converter ao cristianismo grande número de pagãos, prometendo-lhes que eles poderiam continuar a comemorar a Saturnália como cristãos e adotou o dia 25 de dezembro como o nascimento de Yahoshua. Por causa de sua origem pagã conhecida, o Natal foi proibido pelos puritanos e a sua observância era ilegal em Massachusetts, entre 1659 e 1681.
Também adotaram as comemorações do deus Apolo, considerado como "Sol invicto", ou ainda de Mitra, adorado como Deus-Sol. Este último, muito popular entre o exército romano, era celebrado nos dias 24 e 25 de dezembro, datas que, segundo a lenda, correspondia ao nascimento da divindade. Em 273 d.C, o Imperador Aureliano estabeleceu o dia do nascimento do Sol em 25 de Dezembro: Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol invencível).
O natal não é uma festa oriunda dos seguidores de Yahoshua, foi mais uma invenção pagã do cristianismo romano realizando uma simbiose com a Saturnália objetivando converter outros pagãos à cristandade.
A entrada da árvore de natal nas comemorações cristãs pagãs tem a adoração de Asheria, os pagãos adoravam árvores na floresta e as colocavam decoradas com enfeites em suas casas e, e este costume foi aprovado e absorvido pela Igreja cristã romana e posteriormente pelo protestantismo europeu.

O chamado papai Noel é de origem pagã alemã e céltica, na adoração do panteão dos deuses Woden (deus-chefe) e pai de Thor, Balder e Tiw. Woden tinha uma longa barba branca e montava um cavalo no céu em uma noite em cada outono.
O cristianismo romano e protestante adotou Santo Nicolau que nasceu na Turquia no ano 270 d. C, e foi um dos bispos do Conselho de Nicéia. Em 1087, um grupo de marinheiros que idolatrava Nicolau mudou os ossos da Turquia para um santuário em Bari, Itália. A adoração a Nicolau juntou-se a divindade feminina considerada avó, ou Epiphania Pasqua, que costumava encher as meias das crianças com seus presentes. O culto a avó foi expulso de seu santuário de Bari, que se tornou o centro do culto de Nicolau. Os membros desse grupo deram presentes uns aos outros durante um concurso realizado anualmente, que no aniversário da morte de Nicolau, 6 de dezembro. Em um lance de adeptos pagãos na Europa Setentrional, a Igreja Católica adotou o culto a Nicolau e ensinou que ele fez (e devem) distribuir presentes em 25 de Dezembro, em vez de seis de Dezembro.
Quando a adoração a Nicolau juntou-se com Woden, na região do Mediterrâneo, a barba cresceu, montou um cavalo voador, e seu vôo foi remarcado para dezembro, e vestiu roupas de inverno pesado.
Em 1931, uma grande jogada de marketing como símbolo da poderosa coca-cola, a Coca Cola Corporation contratou Haddon Sundblom artista sueco para criar comerciais da coca-cola. Sundblom modelou seu Papai Noel em seu amigo Lou Prentice, escolhido por sua cara, alegre e gordinho. A empresa insistiu em que foi modelado em um terno brilhante vermelho de Coca-Cola. E surgiu uma mistura de deus pagão agora cristão e o ídolo comercial.
#1 CHRISTMAS PROVED TO BE THE WORSHIP OF SATAN !


Muitos dos costumes de Natal mais populares - incluindo árvores de Natal, presentes de Natal e Papai Noel - são encarnações modernas dos rituais mais depravados praticados pelos pagãos, e infelizmente, praticantes do cristianismo, líderes religiosos pretos como padres, pastores e pastoras ainda continuam ensinando nas suas comunidades e famílias a festejar e cultuar a Saturno, Asheria, Apolo e outras divindades pagãs e anti-Yahoshua. As garras do paganismo e do eurocentrismo continuam fortes na nossa comunidade e relembro as palavras dos antigos:"- O vício do cachimbo deixa a boca torta."Bob Marley:"- Libertem-se da escravidão mental "
E mais importante ainda as palavras do Messias Yahoshua:"- Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará."

PRETAS POESIAS

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