segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A REVOLTA DE ZANJ – A REVOLTA DOS PRETOS - O ISLAMISMO E A ESCRAVIDÃO

                                                                                                 
Por Walter Passos - Historiador
Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos 

O historiador não é um colunista que escreve para agradar os seus leitores. A função do historiador é retratar a verdade histórica independente que os agrade ou desagrade. Nós, pretos e pretas, esquecemos de uma boa parcela da nossa história porque ela não foi repassada totalmente através da tradição oral pelos nossos ancestrais ou não foi documentado por nós no sequestro que nos foi imposto, isto não quer dizer que estes fatos foram apagados, pois, as fontes primárias e secundárias estão sendo redescobertas e pesquisadas, aliadas as pesquisas arqueológicas e outras fontes de estudos como a oralidade afro-asiática e afro-americana.
A escravização dos africanos teve como algozes nações muçulmanas, cristãs e com importante participação ativa dos judeus, sempre é bom ressaltar que os judeus ao qual nós referimos, não são os hebreus. Os judeus são europeus askenazis e sefardistas que enriqueceram com o tráfico escravagista especialmente de hebreus na África.
Há muitos estudos sobre o tráfico transatlântico que analisam a rota maldita de homens, mulheres e criança, prisioneiros de guerras feitas no continente africano por cristãos e judeus. Novas descobertas surgem a todo o momento, outrossim, sabemos que muito há ainda de ser escrito porque há casos encobertos e manipulados. Especialmente no tráfico feito pelo Islã pela rota através do Oceano Indico. Alguns historiadores estimam que entre 11 e 18 milhões de escravizados africanos cruzaram o Mar Vermelho, Oceano Índico e o Deserto do Saara ou mais de 9.4 a 14 milhões de africanos sequestrados para as Américas no Comércio escravista transatlântico .
Muitos escravizados africanos foram transformados em eunucos, uma violência dos árabes muçulmanos praticando a mutilação genital contra os homens pretos, castrando-os:
The Islamic slave trade : the untold story - (part 3 of 5)


Conforme Bokolo de Elikia M', abril 1998, Diplomatique do Le Monde:
“O continente africano foi sangrado de seus recursos humanos através de todas as rotas possíveis. Através do Saara, através do mar Vermelho, dos portos do Oceano Índico e através do Atlântico. Pelo menos dez séculos de escravismo para o benefício dos países muçulmanos (do nono ao décimo nono séculos).“ Continua: “Quatro milhões escravos exportados através do mar Vermelho, outros quatro milhões com portos Swahili do Oceano Índico, talvez tanto como nove milhões ao longo da rota da caravana transporte transariano, e onze a vinte milhões”
O racismo da elite muçulmana foi profundo e se agravou quando o império se tornou cada vez mais dependente do trabalho escravizado. Por exemplo, o famoso historiador muçulmano, al-Mas'udi, afirma as dez qualidades dos africanos, deste modo: "sobrancelhas finas, cabelos carapinha, nariz largo, lábios grossos, dentes afiados, pele fétida, sem inteligência, mãos e pés deformados, pênis alongado e alegria excessiva, certamente a pessoa com tez preta (al-Aswad) é esmagada pela alegria devido à imperfeição de seu cérebro e, portanto, seu intelecto é fraco"
Ibn Khaldun, um dos mais proeminentes historiadores árabes, fundador da sociologia cinco séculos antes de Auguste Conte (1840), possuía preconceito contra os pretos africanos:
"Portanto, as nações de negros são, em regra, submissas à escravidão, porque [os negros] tem pouco [que é essencialmente humano] e têm atributos que são bastante semelhantes aos animais mudos.
No que tange aos prisioneiros de guerra feitos pelo islamismo as discussões são recentes e dificilmente analisada nos centros acadêmicos e no chamado Movimento Negro no Brasil. O Islã escravizou milhões de africanos especialmente hebreus na África e neste artigo iremos discorrer de uma das revoltas de africanos escravizados por muçulmanos, considerada como a maior. A rebelião Zanj, uma série de revoltas que tiveram lugar ao longo de um período de quinze anos (869-883 d.C), perto da cidade de Basra (também conhecida como Basara) na região do Iraque no dias atuais.
Em 868 d.C, o império islâmico Abássida teve a sua capital em Bagdá, durante mais de um século. Foi o momento na história islâmica, quando o Oriente Médio estava em evolução. O império abássida era o maior do mundo, indo da costa atlântica da África do Norte no Ocidente até as fronteiras da China no Oriente. Bagdá era uma metrópole de um milhão de pessoas, um centro inovador em ciências, filosofia, literatura e música.
Com todo o seu poder, o império Abássida no século IX enfrentou um problema sério para se manter economicamente: recursos humanos. Assim, os turcos são trazidos como soldados, e milhares de africanos da África Oriental são raptados para o Oriente Médio como escravizados, oriundos do Quênia, Tanzânia, Etiópia, Malawi e Zanzibar (ilha ao largo da costa da Tanzânia continental Zanj que deu o seu nome).
Historiadores são incertos sobre quando e como o Zanj chegou pela primeira vez no Oriente Médio, mas ambos os poderosos impérios islâmicos que dominaram a região durante este período, o califado Omíada (661 - 750) e do califado Abássida (750 - 1258), foram conhecidos por terem reduzidos africanos a escravidão.
Escritores árabes chamaram a estes povos de língua Bantu da África Oriental do Zanj, que significa "negro". A visão negativa sobre os africanos é exemplificada na seguinte passagem do Kitab al-wah Bad '-tarikh, vol.4 pelo escritor medieval árabe Al-Muqaddasi:
- "Quanto ao Zanj, são pessoas de cor preta, nariz achatado, cabelo crespo, e pouca compreensão ou inteligência."
Al-Jahiz também afirmou em seu Kitab al-Bukhala ("avareza e dos avarentos") que:
- "Nós sabemos que o Zanj (negros) são os menos inteligentes e menos exigentes da humanidade, e os menos capazes de compreender as conseqüências de suas ações."
Al-Dimashqi (Ibn al-Nafis), diplomata árabe, também descreveu os habitantes do Sudão e da costa Zanj:
"... as características morais encontrados na sua mentalidade se aproximam das características instintivas encontrada naturalmente em animais."
Outro exemplo, o historiador egípcio Al-Abshibi (1388-1446) escreveu:
- "Diz-se que quando o [preto] escravo está saciado, ele fornica, quando ele está com fome, ele rouba."
A tática dos escravistas era que o povo Zanj não conhecia a língua árabe, e esta dificuldade tinha por objetivo particularmente de se tornarem dóceis. Isso também ocorreu nas Américas com os nossos ancestrais. Os Zanj em condições de extrema miséria foram obrigados a trabalhar no sul do Iraque, limpando o solo pantanoso de uma rocha dura de camada de sal em terríveis condições úmidas, com vários metros de espessura que cobriam a terra. Os fazendeiros árabes obrigavam o trabalho extremo da retirada de toneladas de sal antes que eles pudessem cultivar a terra, desenterrado camadas de solo arável e arrastado toneladas de terra para o trabalho intensivo de plantas de culturas como a cana de açúcar.
Possuíam uma dieta alimentar pobre composta basicamente de tâmaras, semolina e pouca farinha, além da exploração do trabalho brutal e extenuante, inevitavelmente, conduziu os Zanj à rebelião, envolvendo 500.000 escravizados.
Esta Revolta não foi à primeira registrada na região do sul do Iraque: um escravizado negro, Rabah Shir Zanji (o "Leão do Zanj"), liderou uma rebelião em Basra, em 694-695 d.C. Revoltas armadas continuaram a entrar em erupção nesta parte do Golfo Pérsico, mas a rebelião Zanj do final do século nono estava em uma escala sem precedentes.
Em toda história escrita pelos vencedores, existem relatos que precisam ser melhores investigados, de que um homem misterioso, foi aos escravizados Zanj e lhes prometeu uma vida melhor neste mundo, e no próximo. Dizendo que Deus lhe havia ordenado para liderar o Zanj na guerra. Seu nome era Ali Bin Muhammad e reivindica a linhagem do Profeta. Disse:
"Uma nuvem lançou uma sombra sobre mim e um trovão ressonou nos meus ouvidos e uma voz se dirigiu a mim. "
A maior dessas revoltas durou quinze anos, 868-883, durante o qual os africanos derrotam após derrota infligida sobre os exércitos árabes enviou para reprimir a revolta. É importante ressaltar que as forças Zanj foram rapidamente aumentadas por grandes deserções em massa dos soldados negros sob o emprego do Califado Abbassida em Bagdá. Zanj infligiram derrotas severas sobre os exércitos do Califado. A revolta foi chamada de "revolta ou rebelião negros Zanj.
Durante catorze anos, os Zanj venceram as batalhas e construíram a sua própria república, que incluíam no seu auge seis cidades, chegando a 70 quilômetros de Bagdá. Os historiadores árabes lembram o que chamam do dia "infame das barcaças", quando o líder Zanj apreendeu 14 navios. Os proprietários tentaram juntar os seus barcos, de modo a formar uma espécie de ilha, mas a liderança Zanj enviou reforços para garantir uma grande vitória. Eles dominaram os barcos, mataram os homens a bordo, libertaram os escravizados, tomaram tesouros cujo valor não pode ser estimado, e a luta ocorreu três dias seguidos, ocuparam a cidade matando muitos dos seus habitantes.
O povo Zanj construiu sua própria capital, chamada Moktara, significa "Cidade Eleita” que cobria uma grande área e floresceu durante vários anos. Eles ainda cunharam sua própria moeda e realmente dominaram o sul do Iraque.
O exército Abássida estava ocupado apagando incêndios em todo o império, mas naquele momento, o Zanj se tornou o inimigo número 1. O califa de Bagdá decidiu ordenar ao chefe do exército para concentrar o seu poder de fogo contra os rebeldes Africanos, e era apenas uma questão de tempo. A rebelião Zanj só acabou sendo suprimida com a intervenção de grandes exércitos árabes, inclusive através do reforço das tropas egípcias, e a lucrativa oferta de anistia e as recompensas para qualquer rebelde que optasse por se render. Não devemos esquecer que essas informações são de historiadores árabes.
O Exército cercou a capital da República Zanj e, no assalto final, os Zanj foram dispersos, e o líder Bin Mohamed Ali, morto, com a cabeça espetada num poste e os vencedores desfilaram pelas ruas de Bagdá. A derrota final da rebelião, não resultou na reintrodução da escravidão em massa, mas na integração dos rebeldes nas forças do governo central, na verdade a maioria dos escravizados foram mortos sofrendo imensas brutalidades.
Estes eventos foram escritos por historiadores árabes, em particular al-Tabari, são relatos de vencedores que escrevem a história conforme os seus desejos. Os Zanj nunca contaram o seu lado da história. Os historiadores árabes consideram as rebeliões Zanj como subversivas, e são lembrados como “inimigos", Um dos líderes Zanj Ali bin Muhammad foi amaldiçoado e apelidado de "o abominável".
When "Negroes" dominated "Arabs" part 2 (Zanj revolt)

O povo africano sempre se afirmou no mundo conquistando a sua dignidade básica, defendendo e exigindo seus direitos humanos inalienáveis. O povo africano em todo o planeta nunca aceitou a escravidão e nem se humilhou aos seus opressores.



ACESSE PRETAS POESIAS:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A ARCA DA ALIANÇA DOS HEBREUS – GOLDEN STOOL - ARCA DA ALIANÇA DOS ASHANTIS



Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano


"A verdadeira justiça é a justiça de Deus." Provérbio ashanti
«E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia.»
Salmo 37:6
Buscai em primeiro o Reino de Yah e a sua justiça e todas essas coisas vos serão dadas em acréscimo.
Mateus 6:33.

Palavras de Yahoshua


O povo de Ysrayl antes e pós-diáspora dos anos 70 d.C. migrou ao continente africano. Após a
destruição de Jerusalém muitos deles foram vendidos como escravizados pelos romanos e posteriormente pelos muçulmanos. Uma boa percentagem se estabeleceu em diversas regiões, especialmente na Costa Ocidental Africana fundando diversos reinos, mas, apesar de esquecer-se de Yah e da sua ancestralidade, mantiveram diversos aspectos culturais tradicionais hebraicos. Depois de mais de 1500 anos de resistência se tornaram prisioneiros de guerra e vendidos como escravizados para as Américas. Atualmente não é possível falar em revisão da história da África e afro-diásporica sem estudar o povo hebreu na África e na América Africana. Estes fatos históricos não são ensinados nos livros de história, escolas, instituições religiosas e em universidades eurocêntricas, estas manipularam a nossa história com o eurocentrismo.
Nas Américas muito de nós somos descendentes da civilização Akan e concomitantemente dos Ashanti. A civilização ashanti e outras da África têm muito de hebraísmos em seus hábitos. Interessante é que os professores de história da África desconhecem esses aspectos importantes que para nós os hebreus-israelitas são mais uma prova viva da nossa ascendência de Ysrayl.
Se desejar saber mais sobre a civilização Akan e a guarda do Sabbhat:
http://cnncba.blogspot.com/2009/05/os-akan-onyamee-kwaame-o-deus-do-sabado.html

Entre alguns hebraísmos destacamos:
Circuncisão; Divisão da tribo em doze, aspersão do sangue nos umbrais das portas e dos altares. Casar-se com a mulher do irmão após sua morte; Separação e purificação após o nascimento de filhos; Ritos de purificação durante o nascimento; Ritos de purificações durante a menstruação; Celebrações de luas novas; Guarda do Shabbat; O uso do shofhar;
O nome ASHANTI é de origem hebraica, a terminologia "Ti" ao final da palavra significa povo ou raça de ASHAN, nome de uma cidade localizada na Judéia ao sul de Israel. Em Josué 15:42:
Libhnâh vâ`etherve`âshân (transliterado do hebraico) Libna, Eter, Ashan,
E Josué 19:7:
Aim, Rimom, Eter e Ashan; quatro cidades e as suas aldeias;
Também encontrada referência no livro de I Crônicas 4:32:
As suas aldeias foram: Etã, Aim, Rimom, Toquem e Ashan, cinco cidades,
E também I Crônicas 6:59:
Ashan com seus arredores e Bete-Semes com seus arredores.
O verbete ASHAN em hebraico significa cidade em chamas ou em brandos. ASHANTI, portanto, significa o povo de ASHAN ou o povo da cidade em chamas.
A irmã Miryam, uma hebréia-israelita, escreveu:
Em um livro muito informativo intitulado: HEBREWISMO NA AFRICA OCIDENTAL (HEBREWISM OF WEST AFRICA) por Joseph J.Williams ele dá as descrições detalhadas dos costumes hebraicos em muitas das tribos da África Ocidental, ou seja, as tribos principais que supriam escravos durante o tráfico negreiro de onde descende a maioria dos hebreus que vivem atualmente no hemisfério ocidental.
Comparar o Golden Stoll com a Arca da Aliança foi muito profícua porque elas têm características semelhantes e servem de pacto e aliança e possuem uma conexão com o Sagrado e união com o povo. Então, vamos começar com a mais antiga, que foi a arca dos hebreus e depois com a arca dos ashantis, e finalmente faremos as comparações.
A Arca da Aliança tem sido estudada desde o seu desparecimento após a conquista de Jerusalém em 586 A.C. pelo imperador Nabucodonosor II que saqueou e destruiu o Primeiro Templo, levando o povo de Israel, escravizado. No relato bíblico fala do retorno do povo, desde então, esta, já não é mais mencionada, dando a entender que já havia desaparecido ou teria sido destruída pelo imperador. Na queda de Jerusalém no ano 70 da era cristã, o general Tito, de Roma, saqueou a cidade e levou consigo os seus utensílios. Em uma ilustração no arco de Tito, no Vaticano, é visto soldados levando a Grande Menorah de Ouro, e o que parece ser a Arca da Aliança e mais duas trombetas de ouro. Há aqueles que crêem que um dia esta teria sido depositada nos porões do Vaticano. Não podemos esquecer que a Igreja Católica é Romana, é o mesmo povo pagão (Romanos) que destruiu o Templo de Jerusalém e adulterou a Mensagem de Yahoshua.
Há outras hipóteses como a Arca está na Igreja Etíope levada de Jerusalém para Etiópia por Menelik, filho de Salomão com a rainha de Sabá. Os cristãos da Etiópia [antiga Abissínia] têm afirmado que a verdadeira Arca da Aliança existe e está guardada em uma capela na cidade de Aksum. Dizem às lendas que a Arca sagrada chegou à Etiópia há três mil anos e tem sido protegida por uma sucessão de sacerdotes virgens que, uma vez escolhidos, nunca mais põem os pés fora da capela, até a morte. O único homem do mundo autorizado a olhar para a Arca da Aliança israelita é escolhido pelos altos sacerdotes de Aksum e pelo guardião vivo. O guardião não entra em contato com leigos. Somente os líderes religiosos podem vê-lo ou falar com ele. Uma vez o escolhido, o guardião abandona seu próprio nome e passa a se chamar "Guardião da Arca" ou Atang.
Os askenazis através do Instituto do Templo de Jerusalém, organização judaica ultra-ortodoxa dedicada a “reconstruir” o edifício original, diz que a Arca está embaixo do primeiro templo e será revelada a tempo – quando ele for reconstruído.
O cineasta George Lucas inspirou-se na busca pela Arca para o roteiro do seu filme Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida.
A Arca da Aliança na Bíblia é relatada quase 200 vezes e com nomes distintos. Aqui estão alguns nomes mencionados nas Escrituras para a Arca da Aliança:

Ex 25:22: Arca do Testemunho
Js 3:6 :
Arca da Aliança
Js 3:13 Arca de Yah
1Sm 5:7 Arca do Deus de Israel
2Cr 6:41 Arca da tua Fortaleza
2Cr 35:3 Arca Sagrada

A Arca da Aliança é o maior símbolo físico do poder de Yah entre os hebreus, em diversas culturas a arca simboliza o seio materno e também dela surge o renascimento de um povo.
Yah ordenou diretamente a Moisés que construísse a Arca da Aliança como está escrito em Êxodo 25:10:
- Também farão uma arca de madeira de acácia: dois côvados e meio será o seu comprimento, e um côvado e meio a sua largura, e um côvado e meio a sua altura.
A Arca foi de 1,5 côvados de largo e alto, e 2,5 côvados, conforme a proporção áurea. (aproximadamente 130 x 78 x 78 cm ou 4,27 x 2,56 x 2,56 m, utilizando o cúbito real egípcia de conversão). Ela foi coberta com todo o ouro puro. Sua superfície superior ou tampa, o propiciatório (hebraico: כפורת, Kaporet), também foi cercado com um aro de ouro.

A Bíblia descreve a Arca de madeira da acácia
conhecida pelos egípcios como a Árvore da Vida. É uma planta importante na medicina tradicional em muitos casos, contendo alcalóides psicoativos.
Alguns estudiosos do Tanach (velho testamento) acreditam que a Acácia foi à planta da sarça ardente descrito em Êxodo 3:2. A Acácia é um arvore sagrada nas religiões afro-brasileiras, no Brasil é conhecida como Jurema, em um dos mais importantes candomblés da Bahia, de nação jeje, o Bogun, na acácia amarela era cultuado o vodun Azonodô, Zomadonu ou Zòònodó. Sendo considerada também arvore sagrada em diversas civilizações do planeta.
A arca da Aliança acompanhou o povo hebreu em diversos momentos importantes de sua história, era a presença de protetora de Yah os preservando de todos os males, demonstrando a sua vontade. Na tomada da cidade de Jericó os sacerdotes carregaram a Arca.
A civilização ashanti também tem a sua arca da Aliança e com muitas características da Arca dos hebreus. A tradição conta que este banco, coberto com ouro puro, flutuou fora do céu e aterrou no colo do primeiro Asantehene (o rei Asante), Osei-Tutu. Ele unificou as pessoas no século 17. Seu sacerdote declarou que a alma da nação residia na arca. O Banco de Ouro do Asante contém a alma ou sunsum da nação. É considerado tão sagrado que ninguém está autorizado a sentar-se nele. Ele é mantido sob a mais rigorosa segurança, é levado para fora somente em ocasiões excepcionais, e nunca entra em contato com terra ou no chão. É considerado maior e mais poderoso do que o Asantehene, o líder espiritual dos ashanti. A Arca da Aliança também não podia ser colocada no chão e somente o sumo sacerdote poderia tocá-la
Akan: The Story of the Asante Stool

O povo Asante sempre defendeu o Golden Stool quando ele estava em risco. Em 1900, o governador britânico da Gold Coast, Sir Frederick Hodgson, exigiu a Golden Stool, da maneira mais ofensiva possível, uma reunião de chefes de Ashanti, disse:
Onde está o Banco Ouro? Por que não estou sentado no banco de Ouro neste momento? Eu sou o representante do poder primordial; por que me relegou esta cadeira?"
Transcrição da mensagem do Sir Frederick Hodgson aos chefes Ashanti Janeiro de 1900.
Sir Frederick então ordenou a soldados que partissem para caçar o Banco de Ouro.
"O homem branco pediu às crianças que o Banco de Ouro fosse mantido em Bare. O homem branco disse que bateria nas crianças caso elas não trouxesse seus pais a partir do arbusto. As crianças disseram que o homem branco não chamar seus pais. Se ele queria vencê-los, ele deve fazê-lo. As crianças sabiam que os homens brancos estavam vindo para o Banco de Ouro. As crianças não tiveram medo da ameaça. Os soldados brancos começaram a intimidar e bater nas crianças.”
Testemunho ocular de Kwadwo Afodo, citado por Thomas J. Lewin em seu livro Asante antes dos britânicos: The Years Prempean 1875-1900.
Excerpt from "Golden Stool"
Inimigos do povo hebreu em diversos momentos tentaram possuir o a Arca da Aliança para mostrar o seu domínio e abaixar a moral do povo. Há o relato quando os filisteus se apropriaram em I Samuel 4:1-22.
21 Mas deu ao menino o nome de Icabô, explicando: A glória saiu de Israel. Disse isso, falando da tomada da arca de Deus e da morte do seu sogro e do seu marido. 22 Ela disse: A glória saiu de Israel, pois a arca de Deus foi tomada pelos nossos inimigos.
Os ashantes se consideram como o povo escolhido por Deus para trazerem à luz as outras nações, Os hebreus foram escolhidos por Yah.
O banco de Ouro de dos ashantes veio dos céus, das nuvens é o objeto mais sagrado. Os hebreus consideravam a arca como a própria presença de Yah.
O banco de ouro dos ashantes significa a união e a própria alma dos ashantes. Na arca da Aliança continha os simbolismos mais sagrados dos hebreus, as tábuas dos Dez Mandamentos, a Vara de Arão que floresceu (que não só floresceu mais que também brotou amêndoas) e o pote de maná escondido foram repousados no seu interior, a Arca é tratada como o objeto mais sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar em sua presença dentro do Tabernáculo. A Arca dos ashantes é sagrada que somente em ocasiões especiais é vista pelo povo, há casos de se passarem cinco anos ou mais.
A Arca representava o próprio Deus entre os homens. A crença de Sua presença ativa fez com que os hebreus, por várias vezes, carregassem o objeto à frente de seus exércitos nas batalhas realizadas durante a conquista de Canaã. O banco de ouro ashanti é a personificação do próprio Estado Ashanti, e o símbolo dos vivos, mortos, e ainda os que irão nascer.
Quando o imperialismo inglês profanou o a Arca da Aliança ashanti houve a última guerra liderada por uma mulher africana o qual convocou os guerreiros com estas palavras:
Em um discurso, Yaa Asantewaa reagrupou resistência ao colonialismo:
Agora eu vi que alguns de vocês temem ir à frente para lutar pelo nosso rei. Se fosse no dia bravos, os dias de Osei Tutu, Okomfo Anokye e Opoku Ware, chefes que não iriam se sentar para ver o seu rei tirado sem disparar um tiro. Nenhum homem branco poderia ter ousado falar com um chefe da Ashanti na forma como o governador falou a chefes você esta manhã. É verdade que a bravura dos Ashanti é nenhuma? Não pode ser! Devo dizer isso, se você, os homens de Ashanti, não irão à frente, então vamos. Nós, as mulheres, iremos. Nós lutaremos contra os homens brancos. Lutaremos até a última de nós cairmos nos campos de batalha.
Leia mais sobre essa poderosa rainha preta:
http://cnncba.blogspot.com/2007/11/yaa-asantewaa-rainha-guerreira-ashanti.html

Concluindo, ambas as arcas, arca da aliança e a arca dos Ashanti, foram feitas de madeira e revestida em ouro; em frente à arca da aliança foram feitos sacrifícios, na arca dos Ashanti sacrifícios eram feitos encima desta, ambas possuem representações de dois seres (anjos ou pessoas).
Os Ashanti têm na sua cultura diversos hebraísmos que em um artigo seria impossível descrever, mas sua história ancestral e analogias nos trazem a reflexão de que este povo é originário do povo de Ysrayl e os seus descedentes na América Africana também.
O shofhar é o instrumento sagrado do povo hebreu e também dos ashanti usado em grandes comemorações.
Kwame Nkrumah Memorial Park fountains, Accra, Ghana.

Asante Ivory Trumpets - Ancient Akan Music - Pt 1


Shalom!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

KWANZAA – OS SETE HOMENAGEADOS DA COMUNIDADE PRETA - A MELHOR KWANZAA DOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS


Por Aidan Foluke, membro da COPATZION, Tesoureira do CNNC/BA e Acadêmica de Enfermagem.
E-mail: vanessasoares13@hotmail.com
Skype: aidanfoluke

O Local da Kwanzaa foi modificado. Nos últimos dois anos a nossa festa fora realizada no CDCN (Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra) e esse ano a petição não foi deferida, dessa forma contamos com a solidariedade do nosso irmão Prof. Jorge Conceição, responsável pelo Museu do Objeto Imaginário, o qual todos nós agradecemos imensamente pelo espaço concedido e pela valiosa contribuição durante a Kwanzaa.
Os troféus entregados foram feitos pelo magnífico artista plástico preto Juninho, conhecido como Élson de Souza ou Gigante Negro, que participa constantemente dos eventos da nossa comunidade.
Élson de Souza e as Homenageadas

Dos escolhidos para receber o Troféu Kwanzaa somente não esteve presente o poeta e militante preto Hamilton Walê, pois viajou ao sul do Brasil com a família e infelizmente não teve condições de mudar a data do vôo, agendado antes do convite para a homenagem. O troféu de Hamilton está guardado para ser entregue em mãos na primeira oportunidade.
Homenageados - Da esquerda para a direita: Prof. Jorge Conceição, Makota Valdina Pinto, Profa. Dra. Ana Célia, Dra. Luiza Bairros, Dr. Silvio Humberto e o seu filho, Prof. Ademario Brito.

Dra. Ana Célia - UMOJA – Significa unidade, e representa manutenção da unidade na família, na comunidade, na nação e na raça.
A Profa. Dra. Ana Célia foi uma das primeiras a pesquisar acerca do racismo nos livros didáticos e publicou livros sobre esta temática, além da vida acadêmica como profª do mestrado da UNEB (Universidade Estadual da Bahia), continua a luta de militância pelo seu povo há décadas iniciada antes da sua valiosa contribuição a vida acadêmica. É uma doce pessoa que sempre nos traz alegrias e ensina que devemos continuar firmes na unidade da família e da comunidade. O troféu foi entregue por Walter Passos (Kefing Foluke) que emocionado reafirmou a admiração por Ana Célia por tantos anos de luta e amor pelo povo preto.


Dra. Luiza Bairros - KUJICHAGULIA – Significa Autodeterminação, representa os valores de determinação que o povo preto deve apresentar para resolver as questões que nos afligem.

Há mais de 30 anos, Drª. Luiza Bairros tem dedicado sua vida a luta do nosso povo preto com garra, amor e determinação. Cabe reafirmar que nossa organização não a homenageou por ser Secretária do Governo Estadual, mas sim, por seu histórico de militância, ao continuar sempre a Luiza da militância do MNU, das passeatas, das lutas por nosso povo. O troféu foi entregue por Manana que ficou muito emocionada, afirmando faltar palavras ao prazer de entregá-lo a grande amiga e militante. Foi um momento de grande emoção.
Poeta Hamilton Walê - UJIMA – Significa Trabalho Coletivo e Responsabilidade, Construção conjunta e manutenção da nossa comunidade unida para fazer nossos problemas da irmã e dos irmãos nossos problemas e para resolvê-los junto.
O Poeta Hamilton Walê atua principalmente na defesa do povo preto contra a força repressora do Estado. Militante importantíssimo oportunizou que representantes do CNNC e da COPATZION divulgassem o verdadeiro YAH e Yahoshua dentro do seu trabalho com penitenciários em Salvador. Foi um dos poucos militantes pretos que apóiam a nossas atividades desde inicio da nossa caminhada.

Poema Strong Hands of Mother Africa - J. Joy “Sistah Joy” Matthews Alford



Dr. Silvio Humberto - UJAMAA – Significa Economia cooperativa, para construir e manter nossas próprias lojas, supermercados e outros negócios e para comercializar junto com nossos irmãos e irmãs pretas.
Dr. Silvio Humberto, que esteve presente com seus lindos filhos, é um marketing na economia cooperativa do povo preto, com Instituto Cultural Steve Biko, o qual através da educação resgata os valores ancestrais auxiliando nossa juventude a entrada na Universidade e a um avanço técnico-intelectual.

Prof. Ademario Brito - NIA – Significa Finalidade, almeja a construção do coletivo e tornar-se de nossa comunidade a fim restaurar nossos povos a sua grandeza outrora tradicional.
O Griot Ademario Ashanti, o “Tio Ademario”, carinhosamente chamado pelos hebreus e hebréias mais novos, é um afrocentrista e pan-africanista, defensor da história das civilizações pretas que povoaram o planeta e nos repassa pacientemente todo esse conhecimento. Nos últimos anos tem dedicado a sua vida em divulgar a verdade do povo hebreu, o remanescente da Nação de Yah nas Américas. Entre outros estudos é um especialista na cultura Rastafári e suas influências de hebraísmos e músicas relacionadas com os escritos sagrados.

Prof. Jorge Conceição - KUUMBA – Significa Criatividade, tem por objetivo fazer sempre quanto nós pensemos ser necessário, a nossa maneira, a fim deixar nossa comunidade mais bela e benéfica do que quando nós a herdamos, sempre buscando a melhoria do povo preto.
O homenageado foi o prof. Jorge Conceição que se dedica ao povo preto através da defesa da alimentação saudável e equilibrada. Enfrenta às forças da morte que através da mudança dos hábitos alimentares tem continuado a escravizar e matar o nosso povo. O Prof. Jorge Conceição é também um geógrafo que há anos ensina História e Geografia da África, trabalhando com cartografia e o primeiro no Brasil a trabalhar seriamente a geografia africana. O Prof. Jorge é um símbolo de amorosidade, compreensão e luta. Publicou diversos livros infantis, como o Boi Multicor e recentemente lançando um livro sobre Capoeira Angola. Aidan ficou muito feliz em poder entregar ao “Tio Jorge” o Troféu Kuumba por considerá-lo um dos maiores intelectuais pretos do nosso país.
Da Esquerda para Direita: Kefing Foluke, Veronica, Prof Jorge Conceição e Fabíola.

Makota Valdina Pinto - IMANI – Significa Fé, para acreditar com nossos corações em nosso povo preto, nossos pais, nossos professores, nossos líderes e a vitória de nosso esforço.
Cresci ouvindo o nome da Makota Valdina como grande amiga do meu pai, e ele disse que ao conhecê-la a chamasse de tia em sinal de respeito e consideração. Assim o fiz juntamente com o meu irmão.
A Makota Valdina é um símbolo de resistência, amor, solidariedade, respeito pelo seu povo, tem sido convidada para proferir palestras no Brasil e no exterior pelo seu conhecimento vivencial de praticamente do candomblé e estudos sobre a cultura bantu. Hoje, a Makota Valdina é referência independente de nação religiosa porque é uma representatividade de todos e todas na defesa do povo preto em todas as suas expressões.
A Kwanzaa teve início com os irmãos Bete e Akil dando boas-vindas a todas e todos os presentes, foram momentos de grande descontração, reencontros e profundos estudos realizados pelo Griot Ademario Ashanti, um dos primeiros pretos na Bahia juntamente com Kefing Foluke ser reconhecerem pertencentes ao povo hebreu. O homenageado palestrou sobre o Rastafarianismo e a Bíblia nos trazendo belíssimas informações de tantos anos de estudos e sabedoria. Logo após Kefing Foluke apresentou slides e falou dos Hebreu-Israelitas com provas bíblicas, arqueológicas e históricas de que os verdadeiros hebreus são pessoas pretas e os remanescentes vieram prisioneiras de guerra na escravidão para as Américas.
Akil com irmã Bete e Fabíola

Em seguida Prof. Jorge Conceição falou de suas e experiências nas décadas de lutas e estudos realizados para a importância da alimentação vegan como o caminho da desconstrução imposta pelos colonizadores aos africanos escravizados.
Os irmãos Aidan e Simba Foluke, continuaram a apresentação falando da importância da Kwanzaa, da família preta e ancestralidade em sentido lato. Ocorrendo a entrega dos troféus às personalidades pretas e a celebração da Kwanzaa.

Kwanzaa - Festa da Família Africana


A presença dos jovens foi marcante nesta IIIª Kwanzaa que trouxeram a alegria e participaram ativamente das palestras e tiveram oportunidade de conhecer um pouco da filosofia dos hebreu-israelitas:

Simba Foluke com as acadêmicas de Geografia: Paula (esquerda) e Tícia (direita).

O momento de confraternização foi maravilhoso onde todas e todos puderam saborear a alimentação vegan e os deliciosos sucos de melancia e jaca com água de coco, preparados carinhosamente por Verônica e a haitiana Fabíola.Muitos irmãos sempre participam de todos os encontros de nossa organização, entre eles o sociólogo e militante da UNEGRO Valdir Estrela, ao qual agradecemos a constante solidariedade e presença.Como a reflexão da kwanzaa 2009 foi à família preta e ancestralidade não poderia falta à presença de famílias especiais, como as de Beto e Alexandre. Na foto uma parte da Grande Família Preta:Esta foi a nossa IIIª Kwanzaa e foi considerada por nós como a melhor delas. Agradecemos ao esforço de todas e todos que prepararam e participaram desse grande evento da família preta.
Maurinho o Hebreu, Irmã Bete e Simba Foluke.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

NATAL - A FESTA ROMANA DA SATURNÁLIA

Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano
No período das festas natalinas recordo-me da minha infância e adolescência, quando era membro da Igreja Presbiteriana. Lembro-me das crianças brancas vestidas de anjos, do Papai Noel, de Pinheiros e árvores natalinas repletas de algodão representando à neve, de cantatas e presentes, hinos como: “Nasceu Jesus”. É a maior festa da cristandade, onde se prega a Paz e o nascimento do Redentor. Minha mãe se sentia tão bem que todos os anos enfeitava a árvore de natal e preparava comidas gostosas. Meu pai comprava até frutas secas importadas e ganhávamos presentes caros. O Natal era pura alegria na Igreja e na família. Recebia muitos cartões e retribuía cartões, ainda os tenho guardados como recordações natalinas.
Minha residência parecia um trio elétrico com muitas luzes e músicas natalinas. Minha mãe também organizava o amigo secreto com os filhos, netos e amigos. Ela era uma festeira natalina, que juntamente com a Sexta-Feira Santa era a festa de maiores comemorações.
As crianças de todas as religiões ficam alegres com a chegada do Natal e inúmeros desenhos animados marcaram e marcam a infância, especialmente os desenhos da Disney, criando um clima de consumismo e desejos de presentes. Qual a criança que não fica encantada com um desenho natalino?
Um Conto de Natal do Mickey (3/3)


Este ano recebi “Feliz Natal” de amigas (os) as quais não irei responder e inclusive no Orkut recebo mensagens encaminhadas me desejando um Feliz Natal, evidente que ficarão sem respostas. Na minha casa não há mais árvore com algodão representando a neve, figuras de Papai-Noel e nem festejos natalinos. Não cultuamos esta festa do cristianismo. Você pode está se perguntando o por quê? Irei lhe dizer.
O natal é uma festa pagã e sempre quando me refiro ao paganismo identifico as culturas européias, porque nos escritos bíblicos a Europa é considerada “Terra dos Pagãos” e “Terra dos Gentios”. É importante conhecermos as comemorações do feriado de Saturnália, uma semana de anarquia celebrado entre 17 a 25 de dezembro em louvor ao deus romano Saturno, no solstício de inverno. Os romanos tinham a economia agrícola e o modo de produção escravista antigo. Nestas festas que duravam cinco dias a ordem romana era subvertida, os escravizados tinham “liberdade” de festejar, os romanos trocavam presentes, era coroado um rei que fazia o papel de Saturno, e havia orgias sexuais e outras práticas como a glutonaria.
O poeta, escritor e historiador grego Lucian em seu diálogo intitulado Saturnália descreve a respeito do festival em seu tempo:
“Além do sacrifício humano, intoxicação generalizada; iam de casa em casa realizado cantatas nus, estupro e outras licenciosidades sexuais”Consumiam biscoitos especiais os quais ainda são práticas em alguns locais da Inglaterra e Alemanha na época de Natal. Durante esse período, os tribunais romanos eram fechados, e o Direito Romano promulgava que ninguém poderia ser punido por causar danos materiais ou ferir as pessoas durante a semana de celebração. O festival começava quando autoridades romanas escolhiam "um inimigo do povo romano" para representar o "Senhor do Desgoverno." Cada comunidade romana selecionava uma vítima a quem eles forçavam a ceder alimentos e outros prazeres físicos durante a semana. No festival de Dezembro, as autoridades romanas acreditavam que estavam destruindo as forças das trevas e assassinavam brutalmente o homem ou a mulher inocente.
No século IV, o cristianismo europeu adotou a festa de Saturnália com o objetivo de converter os outros pagãos. Líderes cristãos pagãos conseguiram converter ao cristianismo grande número de pagãos, prometendo-lhes que eles poderiam continuar a comemorar a Saturnália como cristãos e adotou o dia 25 de dezembro como o nascimento de Yahoshua. Por causa de sua origem pagã conhecida, o Natal foi proibido pelos puritanos e a sua observância era ilegal em Massachusetts, entre 1659 e 1681.
Também adotaram as comemorações do deus Apolo, considerado como "Sol invicto", ou ainda de Mitra, adorado como Deus-Sol. Este último, muito popular entre o exército romano, era celebrado nos dias 24 e 25 de dezembro, datas que, segundo a lenda, correspondia ao nascimento da divindade. Em 273 d.C, o Imperador Aureliano estabeleceu o dia do nascimento do Sol em 25 de Dezembro: Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol invencível).
O natal não é uma festa oriunda dos seguidores de Yahoshua, foi mais uma invenção pagã do cristianismo romano realizando uma simbiose com a Saturnália objetivando converter outros pagãos à cristandade.
A entrada da árvore de natal nas comemorações cristãs pagãs tem a adoração de Asheria, os pagãos adoravam árvores na floresta e as colocavam decoradas com enfeites em suas casas e, e este costume foi aprovado e absorvido pela Igreja cristã romana e posteriormente pelo protestantismo europeu.

O chamado papai Noel é de origem pagã alemã e céltica, na adoração do panteão dos deuses Woden (deus-chefe) e pai de Thor, Balder e Tiw. Woden tinha uma longa barba branca e montava um cavalo no céu em uma noite em cada outono.
O cristianismo romano e protestante adotou Santo Nicolau que nasceu na Turquia no ano 270 d. C, e foi um dos bispos do Conselho de Nicéia. Em 1087, um grupo de marinheiros que idolatrava Nicolau mudou os ossos da Turquia para um santuário em Bari, Itália. A adoração a Nicolau juntou-se a divindade feminina considerada avó, ou Epiphania Pasqua, que costumava encher as meias das crianças com seus presentes. O culto a avó foi expulso de seu santuário de Bari, que se tornou o centro do culto de Nicolau. Os membros desse grupo deram presentes uns aos outros durante um concurso realizado anualmente, que no aniversário da morte de Nicolau, 6 de dezembro. Em um lance de adeptos pagãos na Europa Setentrional, a Igreja Católica adotou o culto a Nicolau e ensinou que ele fez (e devem) distribuir presentes em 25 de Dezembro, em vez de seis de Dezembro.
Quando a adoração a Nicolau juntou-se com Woden, na região do Mediterrâneo, a barba cresceu, montou um cavalo voador, e seu vôo foi remarcado para dezembro, e vestiu roupas de inverno pesado.
Em 1931, uma grande jogada de marketing como símbolo da poderosa coca-cola, a Coca Cola Corporation contratou Haddon Sundblom artista sueco para criar comerciais da coca-cola. Sundblom modelou seu Papai Noel em seu amigo Lou Prentice, escolhido por sua cara, alegre e gordinho. A empresa insistiu em que foi modelado em um terno brilhante vermelho de Coca-Cola. E surgiu uma mistura de deus pagão agora cristão e o ídolo comercial.
#1 CHRISTMAS PROVED TO BE THE WORSHIP OF SATAN !


Muitos dos costumes de Natal mais populares - incluindo árvores de Natal, presentes de Natal e Papai Noel - são encarnações modernas dos rituais mais depravados praticados pelos pagãos, e infelizmente, praticantes do cristianismo, líderes religiosos pretos como padres, pastores e pastoras ainda continuam ensinando nas suas comunidades e famílias a festejar e cultuar a Saturno, Asheria, Apolo e outras divindades pagãs e anti-Yahoshua. As garras do paganismo e do eurocentrismo continuam fortes na nossa comunidade e relembro as palavras dos antigos:"- O vício do cachimbo deixa a boca torta."Bob Marley:"- Libertem-se da escravidão mental "
E mais importante ainda as palavras do Messias Yahoshua:"- Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará."

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

AS NAÇÕES ANTIGAS INCLUINDO OS HEBREUS ISRAELITAS - 2ª parte

Por Miryahm Ysrayl, Hebréia Israelita.
E-mail: hebreu@email.com

OS HEBREUS NEGROS
O alemão Herbert Wendt foi o autor do livro Es began in Babel - Die Entdeckung der Völker (Tudo começou na Babilônia - O descobrimento dos povos) na pág. 65 escreveu:

"Muitos dos historiadores, pesquisadores culturais e etnólogos não querem se dá ao fato de que os povos da África oriental que atualmente são na maioria pastores de rebanho e agricultores eram os representantes de uma das maiores e mais antigas culturas já vivida pela humanidade, eles procuram pelo berço natal dos egípcios na Ásia Ocidental, entre os Semitas ou entre a Índia. Mas não há menor prova que comprove isso. A linguagem dos egípcios era de origem hamitica ocidental e por toda a parte encontramos provas sejam pinturas, estatuetas, esqueletos e inúmeras gravuras em templos e catacumbas que comprovam que os egípcios eram uma raça típica africana que podemos comparar aos núbios e aos nilotes, com suas tonalidades de pele que variam entre marrom até o tipo mais escuro de pele assim como os agricultores sudaneses da Savana.

Os egípcios com toda a certeza eram uma raça africana que construíram um grande reino, um dos mais importantes reinos africano da história humana."
Pequena história sobre a negritude de Kemet ( Antigo Egito )

A história do povo hebreu israelita se deu quase que inteiramente dentro do território Hamita "africano" (Canaã,= Israel, Egito, Etiópia “...)” até a nossa chegada ao Hemisfério Ocidental que se deu através do tráfico negreiro transatlântico.
Originalmente todos os hamitas e semitas eram negros. Abraão era de origem semita, os três patriarcas foram Abraão, Isaque e Jacó. Jacó teve 12 filhos que mais tarde deu origem às doze tribos de Israel. Abrão tornou-se o pai não somente dos hebreus israelitas, mas também da nação Árabe. Agora pense, se a mãe e a avó da nação árabe eram mulheres egípcias hamitas negras e o pai dessa nação árabe era Abraão e Ismael (negros semitas). Para todos aqueles que não acreditam que os ancestrais árabes e hebreus eram negros fica a pergunta: Se sua avó, mãe, pai eram negros qual será então a cor dos seus descendentes? Todas as doze tribos de Israel eram negras. Flavius Joseph escreveu que Ismael casou-se com mulheres negras egípcias, seus descendentes habitaram a região que vai desde Eufrates até o Mar Vermelho na Península Árabe, hoje conhecida como Arábia.
Cuxe era o patriarca de todos os etíopes, árabes, indianos, os habitantes da região do Rio Nilo e as tribos da Babilônia. Os mapas da África durante a Idade Média mostram que este continente era conhecido como Etiópia. O historiador Flavius Joseph escreveu o seguinte:
- Ophren, o neto de Abraão através de Quetura, liderou uma expedição militar contra a Líbia e a capturou, desde então os seus descendentes colonizaram aquela região e em sua homenagem deu aquele lugar o nome de África que é derivado do nome (Afer; Ophren).
Na época do profeta Zephanias por volta de 630 a.C. a Etiópia e suas adjacências (Uganda e Kenia) estavam repletas de hebreus negros, o profeta diz em Sofonias 3:10:
- "Dalém dos rios da Etiópia, meus zelosos adoradores, que constituem a filha dos meus dispersos, me trarão sacrifício”.
Esse verso é uma indicação que os israelitas estavam se multiplicando entre os habitantes atrás do rio da Etiópia.
Durante o período de Pompeu até Julius Cesar é estimado que mais de 1.000.000 de hebreus fugiram de Israel para a África, para se livrar da perseguição romana e escravidão. Os mercados escravos estavam repletos de hebreus escravos
Deuteronômio 28:64:
- E YHWH vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até a outra; e ali servireis a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra.
Essa profecia e todas as outras concernentes em Deuteronômio 28 do verso 15 até o verso 68 afetaram os hebreus negros depois de eles terem desobedecido às leis do Criador. Várias nações transportaram os hebreus à escravidão. E os filhos de Israel foram levados cativos para todos os continentes. De fato havia hebreus negros espalhados por Dahomey *Benin* Hebreus do Egito e Etiópia. Hebreus do Tabiban Kamante e Wasambara, hebreus na África do norte, hebreus do império de Gana, o império mouro (Hanibal) hebreus espalhados por Angola, hebreus ashantes, hebreus Yoruba da Nigéria, Igbo, os hebreus de Uganda e vários outros grupos de hebreus negros espalhados por toda a terra.
É fato conhecido que hebreus estavam por toda a parte na África 1500 anos antes do Islamismo se expandir por lá e que por toda a parte onde os árabes estiveram os hebreus já tinham estado antes. Com o passar do tempo os hebreus em Portugal e os hebreus em possessão da colônia portuguesa ficaram conhecidos como hebreus portugueses, porque a maioria deles nasceu em Portugal e herdou a historia, cultura e a língua de Portugal. Os portugueses foram os primeiros europeus a comercializar na Costa Ocidental da África e estabelecerem colônias em larga escala. As ilhas canárias foram invadidas pelos portugueses em 1341. É certo que muitos dos hebreus de Portugal, São Tomé e Angola que se tornaram vítimas da inquisição e da perseguição portuguesa foram vendidos como escravos durante o tráfico negreiro.
Esse tráfico negreiro transatlântico durou mais de 400 anos e em algumas partes da América do Sul, não temos condições de informar quanto do hebrewismo sobreviveu entre as comunidades hebraicas que foram transportadas como escravizados para esta parte do Hemisfério, pois eles estavam em constantes perigos, mais que os outros negros que eram nativos àquelas regiões, existem milhões de hebreus negros que foram transportados para as Américas, de acordo com as profecias bíblicas os hebreus negros seriam levados cativos por toda a parte “Judá foi para o cativeiro por causa da idolatria e agora habita entre os gentios, lá eles não encontram paz, todos os seus perseguidores... Esta é apenas parte da nossa história em resumo nós os hebreus israelitas, não fazemos parte de nenhum movimento que surgiu recentemente, ou seja, não somos parte de nenhum movimento religioso novo, mas sim pertencemos ao povo historicamente falando um dos mais antigos das escrituras que é o povo de Israel e assim como está escrito em Jeremias 31:35-36 :
-"Assim diz YHWH, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; YHWH dos Exércitos é o seu nome.
“Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz YHWH, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre”.

The Slave Trade Story in Pictures

Portanto nós como nação nunca deixaremos de existir, pois se não as ordenanças do céu também não mais existiriam, a nossa história, cultura e herança foram abruptamente retirada de nós, mas assim como diz as escrituras em Jeremias 31:10:
“- Ouvi a palavra de YHWH, ó nações, e anunciai-a nas ilhas longínquas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará como o pastor ao seu rebanho"

ISRAEL NAÇÃO OU RELIGIÃO?
Yah, o Altíssimo Criador de todas as coisas, formou os homens com a sua preciosa mão e as escrituras nos dizem que de todas as criações os homens foi a que Yah mais amou, e é lógico que todo e qualquer Criador deseja receber louvor e adoração da coisa criada, só que com os homens aconteceu diferente, eles não retribuíram o devido louvor e adoração ao seu Criador e ainda por cima se esquecerem Dele e começaram a formar para si deuses diversos estranhos para adorarem, logo após o dilúvio quando a terra estava começando a ser repopulada pelos filhos de Noé se levantou um rei deus sobre a terra e os homens começaram a adorar esse rei deus que se chamava Ninrode e se esqueceram do Altíssimo, devido a isso o Altíssimo dividiu a humanidade em 70 nações, e as espalhou pela face da terra, isso significa que no inicio éramos apenas uma única nação na face da terra, agora que Yah dividiu essa única nação em 70 nações distintas sobre a terra. Ele então formou outra nação bem especial que se originou a partir dum homem que buscava a sua face para adorá-lo e o servia constantemente, esse homem era Abraão, este era justo e correto e temente a Yah e a partir dele é que Yah formou uma nova nação a nação modelo que recebeu o nome de Israel, Israel foi formado para trazer essas 70 nações de volta para a adoração ao Altíssimo através do seu testemunho, as outras iam ver a diferença que faz servir ao Eterno e com isso iam se achegar a Israel para aprender como também adorar ao único e verdadeiro Altíssimo, visto que estas nações tinham se distanciado de Yah e então Yah declarou Israel como nação oficial a partir da sua saída do Egito quando através de Moises Ele nos deu suas leis, mandamentos, estatutos, juízes e nos ensinou a forma de como deveríamos cultuá-lo, para que fique bem claro, devo dizer que adorar ou cultuar a Yah não é preciso sermos parte de uma religião, o que precisamos é ter os nossos corações limpos e nos achegarmos a Ele de todo o nosso coração alma e em verdade, Yah determinou o modo de vida da nação israelita.
Se caso Israel tivesse obedecido desde o inicio e andado de acordo com as determinações do Altíssimo a nossa história hoje seria muito diferente, mas fato é que Israel não obedeceu completamente às escrituras várias vezes descrevem Israel como um povo de dura cerviz e que está sempre se voltando para as falsas adorações aos deuses da outras nações, por causa disso, fomos levados ao cativeiro alguma vezes, Yah sempre quis disciplinar o seu povo, mas quando o povo ia para o cativeiro ao invés de se arrepender e se voltar para o Altíssimo, eles acabavam se envolvendo com os deuses (religiões) das outras nações, Israel é um povo muito voltado para adoração, à maioria dos hebreus adora até o que nem conhece isto é fato comprovado, eles se sempre se voltavam a cultuar os deuses das outras nações.
Na antiguidade as nações da Babilônia (Etiópia), Egito Assíria etc. enfim as nações Américas e semíticas em geral viveram os seus tempos de apogeus de fama e glória por toda a terra, essas nações negras perderam o seu esplendor e gloria e agora estão vivendo apenas de monumentos em ruínas que lembram em parte a gloria por elas vividas, naquela época pouco ou quase nada se ouvia falar nas nações jafetistas somente após a idade média é que começou o período de glória das nações gentílicas (européias) essas por sua vez assumiram todos os deuses, forma de cultos das nações Hamitas em estado de decadência e agora estão cometendo os mesmos erros que levaram essas nações antigas a destruição, e mesmo apesar delas estarem vivendo atualmente o seu período de glória, as escrituras dizem em Mateus 24:15 que o reinado dos gentios durará até a volta do Messiyah Yahoshua, isto é todas as nações tiveram ou estão tendo o seu apogeu e tempo suficiente para se arrependerem.
Os egípcios antigos escravizaram Israel (escravizar Israel no sentido espiritual, pois significa fechar os olhos e tapar os ouvidos para não ouvir a voz de Yah, porque Israel é a nação portadora da palavra de Yah, escravizados = amordaçados, boca fechada) o mesmo aconteceu a nós no mundo (Egito) moderno eles nos escravizaram, ou seja, taparam as nossas bocas e nós tivemos que aceitar apenas ficar os ouvindo falarem, mas a grande verdade é Yah deu a essas nações tempo para se arrependerem, as escrituras dizem que bendita é a nação aonde Yah é o Altíssimo.
A nação de Israel representa a glória de Yah aqui na terra, Yah nos espalhou por entre as nações para sermos luz para essas nações mesmo apesar de que são poucos os hebreus israelitas que estão refletindo a glória de Yah no mundo, a maioria de nós perdeu a noção da identidade e assumiu a identidade das nações para aonde fomos levados. Mas mesmo assim os hebreus nunca deixaram de existir, Yah sempre tem um remanescente. Nesse exato momento Yah está despertando muitos dos israelitas da sonolência e do cativeiro espiritual, nossa prisão espiritual e cativeiro está sendo quebrada.
Genesis capitulo 10 dá as descrições das 70 nações que Yah formou, todos nós podemos traçar as nossas origens para uma dessas nações, ou que eu estou querendo explicar é que no inicio éramos apenas uma única nação, Yah nos dividiu em 70 nações, e mais tarde ele formou uma nação especial para trazer essas nações de volta a ele, na verdade essa é a nossa missão nós temos que trazer essas 70 nações de volta para a adoração do único e verdadeiro Criador, o Altíssimo de Israel que é YHWH Yah e então seremos novamente um único povo, ou seja, juntamente com os salvos dessas nações formaremos o povo de Yah.

Hebreus Israelitas na Alemanha

Todos estaremos adorando ao único e verdadeiro Criador, ninguém em nosso meio estará adorando a outros falsos deuses, foi por isso que Ele nos deu leis, mandamentos, estatutos e juízes e a forma do culto para que quando novamente formamos uma única nação todos nós seguiremos as mesmas leis, mandamentos, estatutos, juízos e a forma de culto, não seremos dois, três quatro ou cinqüenta nações, mas seres apenas uma.
Assim que comecei essa tese eu disse que todos nós originamos a partir de uma única família, a família de Noé, isto é a prova que somos todos irmãos, mas se pensarmos pelo lado da religião, então só teremos confusão (Babilônia), pois cada um vai seguir a sua e cada religião tem o seu próprio deus ou deuses, portanto, estude as escrituras e analise tudo o que você está fazendo ou seguindo, pois as religiões não vão te encaminhar ao único e verdadeiro criador, você não precisa de religião para servir ao Altíssimo, abra o seu coração e o próprio espírito de Yah vai te liderar nessa caminhada.
Desejo que todos tenham entendido qual é a missão de Israel aqui na terra, a cor da nossa pele não é o fator essencial, mas talvez sirva para identificação de quem são os verdadeiros sacerdotes responsáveis pela propagação da palavra nesses últimos dias, Yahoshua deu a ordem aos hebreus para irem por todo o mundo e anunciarem a palavra de Yah, em Atos 1:8:
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”
A nossa mensagem para você ainda hoje é arrependa-se e volta para o teu Criador, o reino de Yah está próximo!
The Curses Part12


Leituras relacionadas às escrituras:
º From Babylon to Timbuktu (Da babilônia para Timbuctu) Rudolph Windsor
º Es began in Babel (Tudo começou na Babilônia - o descobrimento dos povos) Herbert Wendt

PRETAS POESIAS

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