domingo, 8 de novembro de 2009

ABAYUDAYA - OS HEBREUS PRETOS DE UGANDA

Por Walter Passos, historiador, panafricanista, afrocentrista, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke.

E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano


“Para destruir um povo, primeiro você deve cortar as suas raízes.”
Alexander Solzhenitzyn

Uganda está localizada no planalto do Leste Africano, com média de cerca de 1100 metros (3250 pés) acima do nível do mar, e quase totalmente dentro da bacia do Nilo. Limitado a norte pelo Sudão, a leste pelo Quênia, a sul pela Tanzânia e por Ruanda e a oeste pela República Democrática do Congo. A sua capital é Kampala.


KAMPALA UGANDA


Possui uma população atual com cerca de 24 milhões de habitantes, vivendo principalmente à beira dos Grandes Lagos Africanos. Estão catalogadas 39 línguas africanas, dos grupos bantu e nilóticas, entre as quais, a mais falada (por cerca de 16% da população, de acordo com o Ethnologue – Languages of Uganda) é a língua “ganda” ou luGanda, relativa ao principal grupo étnico deste país, os buGanda. Outras línguas faladas pelos residentes no Uganda são o inglês (língua oficial), o kiSwahili e línguas indianas.
Infelizmente a mídia ocidental quando falava de Uganda se referia ao governo de Id Amin Dada, questionado por muitos de seus atos e ao enfrentar o mundo ocidental. Foi feito um filme O Último Rei da Escócia, lançado em 2006 com atores: Forest Whitaker, James McAvoy, Kerry Washington, Simon McBurney, David Oyelowo.
Uganda tem se sobrepujado e conseguido vitórias contra a AIDS, que precisam ser melhoradas. Embora aclamada pelas Nações Unidas como o maior sucesso da África, Uganda ainda tem muitos problemas. Um milhão de pessoas morreu, deixando um milhão de órfãos. O índice de AIDS foi reduzido em dois terços, para 5%, mas ainda contrasta com o de 0,3% da Europa Ocidental. Mais de 250 ugandenses são infectados todos os dias.
A história dos hebreus em Uganda remonta há milhares de anos.

"Há uma tradição de 33 reis, e uma linha legendária que remonta ao rei Davi. É uma história de orgulho. As lendas falam do povo ugandense e sua trajetória seguindo o curso do Rio Nilo, no decorrer dos séculos, subjugando todas as tribos dos países por eles atravessados."Hermann Norden, White and Black in East Africa, Boston, 1924, p. 248.
De acordo com a tradição e reforçando as observações do autor do livro, o fundador da Comunidade hebraica em Uganda (Abayudaya), Semei Kakungulu era realmente um descendente do Rei David e da tribo de Judá.
Semei Kakungulu nasceu em 1889 e faleceu em 1928, poderoso guerreiro e estadista do povo Baganda. Em 1880 foi convertido ao cristianismo por um missionário protestante o qual lhe ensinou a ler a bíblia em swalli o qual discordou pouco tempo depois das práticas nocivas do cristianismo europeu. No início dos anos 1900, um desencanto lento, mas contínuo mútuo surgiu entre Kakungulu e os britânicos. Em 1913, tornou-se cristão malaquita. Este foi um movimento descrito pelos britânicos como um "culto", que foi "uma mistura de Judaísmo, Cristianismo e Christian Science". Muitos dos que aderiram à religião de Malaki onde Kakungulu estava no controle foram Baganda.
Embora ainda um malaquita, Kakungulu chegou à conclusão de que os missionários cristãos não estavam lendo a Bíblia corretamente. Ele ressaltou que os europeus ignoravam o sábado real, e guardavam o domingo. Como prova, ele citou o fato de que Yahoshua foi enterrado na sexta-feira anterior ao sábado, e que sua mãe e seus discípulos não visitaram o túmulo no dia seguinte porque era o sábado, mas esperou até domingo.
Em 1919, Kakungulu circuncidou seus filhos e de si mesmo e declarou que a sua comunidade era da tribo de Judá, fugiu para o pé do monte Elgon e se estabeleceu em um lugar chamado Gangama onde começou um grupo separatista conhecido como Kibina Kya Bayudaya Absesiga Katonda (Comunidade dos judeus que confiam no Senhor). Os britânicos ficaram enfurecidos com essa ação e que efetivamente cortados todos os laços com ele e seus seguidores.
Abayudaya significa: Filhos de Judá, e vivem em uma área remota ao leste de Uganda com práticas milenares as quais estão sendo modificadas paulatinamente com a presença dos askenazis.
Ugandan Jews getten down (Oseh Shalom)


Vivem com uma prática rigorosa das leis do Tanach (Leis, profetas e escritos). Sua população é estimada em cerca de 1.100 pessoas, já foram 3.000, antes das perseguições do regime de Idi Amin Dada; Mesmo durante o regime quando sinagogas foram fechadas e as orações tinham de ser mantido em segredo, cerca de 80-90% da comunidade Abayudaya foi convertida ao cristianismo e ao Islã em face da perseguição religiosa o povo Abayudaya não abandonou suas crenças. Como os seus vizinhos, eles são agricultores de subsistência. A maioria Abayudaya é de origem Bagwere, exceto para os de Namutumba que são Basoga. Eles falam Luganda, lusoga ou Lugwere, alguns falam hebraico.
Em 2003, JJ Keki, um membro da comunidade Abayudaya, criou uma cooperativa de produtores de café na região, incluindo não só os produtores de sua comunidade, mas os produtores de café, cristão e muçulmano.

Praticam uma dieta seguindo os ensinamentos dos ancestrais e com abstinência da carne de porco.

Há diversos projetos educacionais e na foto abaixo vemos uma escola homenageando Semei Kakungulu.

Schools of the Abayudaya


A comunidade vem aumentando a uma taxa constante. Eram apenas 300 pessoas no momento da queda de Idi Amin. O povo Abayudaya têm crescido e os seus ensinamentos transmitidos de geração em geração.

Infelizmente a presença askenazi dos USA e Israel tem aumentado e influenciado a comunidade com o poder do dinheiro, este apoio humanitário e político tem ajudando a suprir as necessidades que passam esta comunidade, o resultado foi à conversão ao judaísmo conservador.
Os askenazis que não são semitas, e sim caucasianos, afirmam que a comunidade Abayudaya é de novos conversos e não tem sangue dos hebreus, ignorando uma tradição de 33 reis, e uma linha legendária que remonta ao rei Davi e a migração em diferentes momentos de diversos grupos de hebreus para regiões africanas. O povo Abayudaya inicialmente praticava uma forma de mosaismo bíblico, praticando inclusive o sacrifício de animais, entre outros costumes. No entanto, como a comunidade aumentou as suas relações e interações com comunidades judaicas, nomeadamente nos Estados Unidos e Israel, a sua filosofia religiosa e os costumes mudaram para o judaísmo normativo.

Nós, hebreus-israelitas, sabemos que isso faz parte das profecias, e os askenazis que fundaram o judaísmo e se apropriaram da nossa verdadeira identidade, precisam dos verdadeiros hebreus abençoados com a melanina, pois eles sabem que não são hebreus, mas europeus. Oremos a Yah para que muito em breve estes irmãos e irmãs de Abayudaya saiam do laço do passarinheiro.

Abayudaya - We Are Happy

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A FOME NA ÁFRICA - OS MITOS DA FOME AFRICANA

Por Aidan Foluke, membro da COPATZION, Tesoureira do CNNC/BA e Acadêmica de Enfermagem. E-mail: vanessasoares13@hotmail.com

Skype: aidanfoluke


Um dos primeiros relatos bíblicos sobre a fome está relacionado com KEMET onde José interpreta um sonho do faraó e abastece os celeiros por 07 anos, e torna-se a salvação para todas as nações circunvizinhas e por este motivo os hebreus foram residir em Kemet. A África sempre é relacionada como local de bênçãos tanto assim que lá foi o Jardim do Éden.

No dia 16 de outubro, dia Internacional contra a fome, os olhos do mundo se voltam para as populações pretas no planeta que é sua maior vítima. Esta data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Interessante lembrar que algumas nações participantes da ONU foram às principais colonizadoras e destruidoras do equilíbrio do continente Africano. Celebrado em mais de 150 países o dia mundial contra a fome (ou dia mundial da alimentação) tem como objetivo conscientizar a humanidade sobre a difícil situação enfrentada pelas pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome.

Segundo dados da ONU, 854 milhões de pessoas sofrem de fome em todo mundo, e, aproximadamente 24 mil pessoas morrem de fome por dia. Desses, estima-se que 16 mil sejam crianças.

A maioria das pessoas quando ouve a palavra África associa à pobreza, AIDS, guerras étnicas, pecado, demonismo e principalmente a fome. O Continente-Mãe se tornou o modelo da morte (vitória do colonizador- cristão imperialista que conseguiu desestruturar sociedades equilibradas).

Inventaram mitos para culpar os próprios africanos e afro-diásporico da pobreza e da fome, fazendo com que fossem esquecidas as causas do empobrecimento da população: Colonialismo e Racismo - de mãos dadas se apropriaram das riquezas naturais, escravizaram e mudaram hábitos alimentares e de cultivos, escondendo os reais motivos do empobrecimento e da fome dos pretos no planeta.

Poverty in Africa - In your Eyes




Entre algumas mentiras propagadas, destacamos:

A NATUREZA É A PRINCIPAL CAUSA DA FOME NA ÁFRICA - MENTIRA

Ecologicamente equilibrados os sistemas alimentares africanos foram prejudicados, pois as melhores terras agrícolas foram tomadas para o cultivo de café, cana de açúcar, cacau e outras colheitas de exportação que eram vistos como os meios para o desenvolvimento econômico de acordo com a teoria neoclássica da vantagem comparativa. Privados e fundos do governo foram investidos para desenvolver estas culturas, enquanto a produção de alimentos para a maioria pobre foi negligenciada. Milhões de hectares de florestas e árvores foram destruídos, roubando a terra do reabastecimento orgânico. Culturas de exportação como algodão, amendoim e tabaco absorvem grandes quantidades de nutrientes do solo. Após a colheita de cada ano, o solo foi deixado nu e desprotegido levando a erosão acelerada. É esta infeliz, mas evitável situação que tem contribuído para a fome provocada pela desertificação de vastas áreas na África.

A FOME É CAUSADA PELA SUPERPOPULAÇÃO - MENTIRA

Contrariamente à opinião popular, a fome não é causada pela extrema densidade populacional. Se fosse, nós esperaríamos encontrar fome generalizada em países densamente povoados como Japão e Holanda e pouca ou nenhuma fome nos países de baixa densidade populacional como o Senegal e Zaire, onde, de fato, a desnutrição e a fome são comuns.
Os africanos usam uma porcentagem muito pequena dos recursos do globo. Por exemplo, 850 milhões de habitantes da África (11,3 % da população mundial) consomem apenas 2,4 % da energia comercial do mundo, enquanto 300 milhões de pessoas os EUA (4,9 %da população mundial) consomem 25,1%
É verdade que a taxa de crescimento da população da África (3,0% por ano) é maior do que a de qualquer outro continente. É importante, no entanto, para compreendermos a relação real entre as taxas de crescimento populacional e da fome. Elevadas taxas de crescimento da população não causam fome. Ao contrário, ambos são conseqüências das desigualdades sociais que privam as maiorias pobres - especialmente mulheres - da segurança e oportunidade econômica necessária para que optar por ter menos filhos.

OS GOVERNANTES AFRICANOS SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA NÃO PRODUÇÃO DE ALIMENTOS - MENTIRA

Para colocar toda a culpa nos governos africanos é dar a entender que eles só controlam o destino dos seus países. As forças que institucionalizou a fome em África são compostas por corporações transnacionais, os governos ocidentais, agências internacionais e as elites africanas, bem como os governos. A África é um continente diverso, com mais de 50 governos que vão desde alguns que são descaradamente anti-agricultores e de pessoas que realmente tentando ajudar a maioria pobre. Mas em cada nação, pode-se dizer que apenas quando o ganho maior controle dos recursos do seu país é que vamos ver um fim às políticas que sistematicamente empobrecem as pessoas e deixá-los vulneráveis a desastres naturais. Muitos governantes africanos se preocupam em adaptações ao modelo ocidental, apesar de um grupo de líderes estarem convictos que na formação de um modelo panafricanista ira começar a resolver as questões africanas.



O MERCADO DE ALIMENTAÇÃO MUNDIAL PODE RESOLVER OS PROBLEMAS DA FOME NA ÁFRICA - MENTIRA
A maioria das pessoas não consegue perceber que o mercado mundial é o pior inimigo da África. Quase todos os países Africanos dependem da exportação de tecnologia, alimentos industrializados e são grandes devedores internacionais. Enquanto os preços reais no mercado mundial para estes produtos têm diminuído durante o período pós-II Guerra Mundial, os preços das importações de manufaturados dos países industrializados aumentaram de forma constante. Ao longo da África Subsaariana, os preços baixos afetaram mercados e comunidades locais que dependem de um leque muito restrito das exportações. A maioria de africanos encontra-se na armadilha do "comércio", onde são forçados a produzir culturas de subsistência e continuam a viver suas vidas em extrema pobreza.

A AJUDA HUMANITÁRIA PODE RESOLVER A FOME NA ÁFRICA – MENTIRA

Os Estados Unidos e a Europa dooam grandes quantidades de alimentos de emergência para a África, o alimento que tem, sem dúvida, salva milhares de vidas. Mas, embora seja essencial para ajudar as pessoas em necessidade, é preciso lembrar que a ajuda alimentar, na melhor das hipóteses, só trata os sintomas da fome e da pobreza, e não suas causas. A ajuda alimentar pode comprometer a produção alimentar local, inundando os mercados africanos com preços dos alimentos inaccessíveis a maioria da população. A concentração da ajuda os USA e da Europa possuem objetivos estratégicos e não humanitários. De todos, os USA ajudam à África sendo que 60 % dos recursos se concentram em apenas um país: Egito. Os USA ajudam outros 53 países africanos e quase metade desta é remetida para apenas seis países (África do Sul, Moçambique, Etiópia, Senegal, Libéria e Zâmbia). A ajuda humanitária é uma falácia porque detrás há interesses de exploração e as nações mais ricas do mundo são acusadas de padrões duplos - exportam bilhões de dólares em armas para países pobres, enquanto debatem medidas para tirá-los da pobreza.

A SOBERANIA ALIMENTAR SERÁ RESOLVIDA PELA AGRA (ALIANÇA PARA UMA REVOLUÇÃO VERDE NA ÁFRICA) – MENTIRA

A iniciativa ‘Aliança para uma Revolução Verde na África’ (AGRA) financiada pelas Fundações Gates e Rockfeller chegou à África anunciando que irá ajudar os pequenos agricultores a entrar no mercado, são projetos milionários financiados para a promoção da biotecnologia na agricultura fazendo os agricultores mais dependentes de produtos químicos de alta toxicidade, sementes hibridas e plantações geneticamente modificadas, destruindo os conhecimentos ancestrais de agricultura, beneficiando os fazendeiros ricos e aumentando as dívidas dos africanos.
Em maio de 2008, delegados de organizações de camponeses de diferentes países africanos que compartilham a visão do movimento internacional camponês, La Via Campesina, se reuniram em um encontro regional em Madagascar. Eles expressaram sua oposição à introdução de políticas destrutivas que estão minando a produção local de alimentos ao forçarem os agricultores a produzir cultivos comerciais para as corporações transnacionais (TNCs) e a comprar seus próprios alimentos no mercado mundial. Os camponeses e os pequenos agricultores não colhem nenhum benefício dos preços mais altos. Plantam alimentos, mas os benefícios da colheita geralmente são tirados de suas mãos: também muito freqüentemente já têm sido prometidos aos credores, às empresas de insumos agrícolas, ou diretamente aos comerciantes ou à unidade de processamento.

As conseqüências são imprevisíveis com apropriação das terras florestais desalojando as comunidades tradicionais com monoculturas para biocombustíveis, como: jatrofa em Gana e Zâmbia; cana-de-açúcar na Uganda, Tanzânia e Quênia; dendezeiro em Benim, Camarões e Costa do Marfim. Resultado de mais miséria para os africanos e benefícios aos países ocidentais, estas políticas destrutivas estão minando a produção local de alimentos ao forçarem os agricultores a produzir cultivos comerciais para as corporações transnacionais (TNCs) e a comprar seus próprios alimentos no mercado mundial, colocando também os sistemas sociais e toda a cultura africana em maior decadência.

A ÁFRICA PAGA O PREÇO DO PECADO - GRANDE MENTIRA

De todos os mitos este com certeza é a matriz que os sustentam. Baseados na maldição do continente africano que todos os malefícios foram, são e serão feitos. A péssima interpretação, falsificação e omissão dos escritos bíblicos propiciam a total perversidade feita em África. O Cristianismo protestante e católico mantém milhares de missionários no continente africano, constroem templos majestosos e convencem os africanos que eles são amaldiçoados e precisam mudar seus hábitos culturais e renegarem os seus hábitos milenares, inclusive hábitos alimentares. Ressaltando que seus missionários serviram para observar a África e suas riquezas. Do continente abençoado a África se tornou amaldiçoada pela grande mentira das igrejas cristãs.
Conclusão
Do Saara, o maior deserto do Planeta, às riquezas em fauna e flora das florestas equatoriais da África Central. A África apresenta variações climáticas impressionantes sendo considerado o paraíso na terra. A África cobre apenas 20% do território do mundo, mas estima-se que 90% das reservas mundiais de platina e 65% dos diamantes. Ela também tem cerca de 40% de ouro e 60% de manganês e cobalto, enquanto a África do Sul reivindica 80% de cromita do mundo.
A fome entre os africanos é um objetivo mundial de destruição do povo santo, morte daqueles que são a imagem e semelhança de YAH. Pois as mesmas nações que levam a sua desarmonia para a Continente Mãe são aqueles que “desejam” criar novas formas de cultivo para atender os interesses ocidentais. Catequizar os africanos para se sentirem culpados da fome como grandes pecadores e incultos. Propagando pela mídia os modelos ocidentais de vida. Criando até uma data de reflexão das misérias feitas por eles e doando migalhas estratégicas para o povo original. Estes fatos “solidários” disfarçam os horrores que eles mesmos organizaram. A fome se tornou também uma arma política em que os países ocidentais estão projetando suas agendas nos países afetados da África. A China e a Índia são as últimas potencias na entrada do clube de exploração, ambos os países estão lutando arduamente para influenciar mais e mais países para expropriar as riquezas africanas.

The Beauty Of Africa


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

OS GRANDES MONUMENTOS DO ZIMBABWE


Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano


Agradecemos aos nossos leitores por mais de 110 mil visitas oriundas de 111 países e continuem acessando e emitindo as suas opiniões e sugerindo temas para serem discutidos. Também iremos aceitar artigos comprometidos com a questão panfricanistas a afrocentristas, basta entrar em contato com a direção do CNNC/BA, se for aprovado serão publicados.

O Zimbábue está localizado na África Austral com uma Área de 390.759 km². A população do Zimbábue, em 2005, foi estimada pela Organização das Nações Unidas em1 3.031.000, o que a colocou como número 67 na população entre as 193 nações do mundo. A prevalência de HIV / SIDA tem tido um impacto significativo sobre a população do Zimbábue. As Nações Unidas estimaram que 33,9% dos adultos entre as idades de 15-49 estavam vivendo com HIV / AIDS em 2001. A epidemia de AIDS tem elevadas causas de mortalidade na população e alta também as taxas de mortalidade infantil e baixa expectativa de vida, conseqüente da exploração invasora britânica.

O nome original é Dzimbabew: DZIMBA= Casa, IBWE= Pedra, significa Casa de Pedra. A origem desta nação remonta ao século XIV, quando uma tribo Bantu fixou-se no local. Ali se desenvolvia a civilização dos Makaranga à qual se integraram os nativos locais, o povo Chona. Mais tarde foi chamado Império do Monomotapa, ou, ainda, Mwanamutapa. No Congresso de Berlim (entre novembro de 1884 a fevereiro de 1885), a Inglaterra recebeu a região como protetorado, e para homenagear a si próprio, Rhodes a batizou de Rodésia. Depois o território foi dividido em duas áreas: a Rodésia do Norte e a Rodésia do Sul. A Rodésia do Norte conquistou a independência e rebatizou-se de Zâmbia, mas, na Rodésia do Sul os colonos brancos apropriaram-se da região implantando o sistema de apartheid, semelhante ao da África do Sul e foram derrotados pelo valoroso povo que consegui a independência em 1980, tomando então o nome de Zimbábue e a capital é a cidade de Harare.

Em 1980, Robert Mugabe, o líder nacionalista negro, foi eleito. Em 1987 foi estabelecido um regime presidencial, sendo Mugabe escolhido chefe de Estado. O Zimbábue é um país que sofre ataques diretos da mídia ocidental que tentam isolá-lo internacionalmente por causa da expulsão dos fazendeiros brancos após a independência e as terras distribuídas para os fazendeiros negros por Robert Mugabe.
A civilização do Grande Zimbábue foi uma das mais importantes do mundo e deve fazer parte dos estudos africanos e ensinados as nossas crianças e adolescentes. Os primeiros invasores a chegarem a esta região ficaram abismados com esta poderosa civilização no interior da África Austral. Um dos primeiros europeus a visitar a Grande Zimbábue foi um geólogo alemão Carl Mauch, em 1871. Como outros antes dele, Mauch se recusou a acreditar que os africanos poderiam ter construído uma rede tão extensa de monumentos feitos de pedra de granito. Assim, afirmou que os grandes monumentos de Zimbábue foram criados por personagens bíblicos do Norte: "Eu não acho que estou muito errado se supor que a ruína do morro é uma cópia do Templo de Salomão no Monte Moriá e no edifício a cópia de uma planície do palácio onde a rainha de Sabá viveu durante sua visita a Salomão”. Mauch afirmou ainda que somente civilizados (brancos) poderiam ter construído os monumentos. Interessante que a historiografia da época e ainda hoje acreditam que Makeda a rainha de Sabá e os hebreus foram brancos.
Há um grupo de hebreus que vivem no Zimabaue há muito tempo em Rusape, e possui reivindicações antigas e contemporâneas. De acordo com a tradição da comunidade, do povo banto, que a história tem provado não eram os moradores originais da África Austral, mas migrou do norte, eram realmente hebreus. A comunidade se compara favoravelmente com símbolos tradicionais banto, mas, ritos funerários, os padrões de circuncisão, os costumes matrimoniais e as práticas agrícolas, aos dos antigos israelitas. Eles estão convencidos de que são descendentes de uma tribo dos verdadeiros hebreus.

History project - Great Zimbabwe


Outros europeus especularam que os a civilização do Zimbábue foi construída por chineses, portugueses, árabes, persas ou outras civilizações consideradas superiores aos africanos nativos. E muitos afirmaram que as construções foram realizadas por uma raça branca perdida, há 1100 a.C ou por seres de outros planetas ou até pelo próprio diabo.
Cecil Rhodes e Richard Hall, e outros britânicos continuaram mentindo sobre os monumentos, removendo e destruindo uma importante parte do sitio arqueológico.
Em 1905, o arqueólogo britânico David Randall-MacIver estudou os monumentos, e ele se tornou o primeiro pesquisador europeu do sitio a afirmar que as habitações eram "inquestionavelmente Africanas em cada detalhe." Após a afirmação MacIver, foi considerado autor de uma blasfêmia para os imperialistas britânicos, e os arqueólogos foram banidos do site do Zimbábue por quase 25 anos.
A arquitetura do Grande Zimbábue foi uma das mais desenvolvidas do planeta, são quinhentas impressionantes estruturas. A maioria delas tem a forma cônica. O lugar apresenta uma extensão de aproximadamente 385 km², no mais alto planalto da África Austral. Estas belíssimas construções foram feitas de pedra, divididas e separadas em blocos e colocadas juntas com algum desconhecido método e sem usar argamassa. É considerado o mais importante de toda a África só sendo superado pelo sitio do Vale do Nilo com as suas pirâmides. Na região foram encontrados fósseis que datam de 500 mil anos antes de Cristo e se desenvolveu uma das culturas mais avançadas do continente, comparável à de Khemth, Kusch, Mali, Axum e à da Abissínia, nos tempos da Rainha de Sabá.

Na cidadela, haviam sido encontrados alguns pássaros de pedra sabão, colocados em cinco pesados pedestais de pedra. Um número de achados que nos remetem a antiga civilização Egípcia e a América Pré-Colombiana.
Tem sido teorizado que as construções vieram do norte da África, mas não contém inscrições, que possa solucionar uma mínima parte do grande mistério que ronda as ruínas.

Contudo, muitos artefatos foram desenterrados como jóias e braceletes da Arábia, objetos trabalhados na Índia. Distinguem-se três importantes construções: um templo oval cercado por uma muralha de 2,5 km com 9m de altura e 4,5m de largura; no interior da muralha erguem-se duas torres, a maior, com 10m de altura; e mais, uma fortaleza e casas. A pesquisa arqueológica e histórica também encontrou objetos de ouro, cobre bronze, jóias, marfim e gemas preciosas, alguns destes, oriundos da Índia e da China, esculturas de pedra e desenhos
O arqueólogo e jornalista francês Robert Charroux disse: "No meio das ruínas, mas em bom estado de preservação, nós encontramos, como em Machu Picchu, no Peru, altas torres ovais como silos, sem fendas nas paredes, só poderiam ser habitadas por homens voadores. Machu Picchu é conhecido como: o domicílio dos homens voadores."
Os complexos do vale são dominados pelo Huru Imba. A altura da parede principal do Huru Imba é de cerca de 32 pés, que é de 800 metros de comprimento, e utiliza uma surpreendente 15.000 toneladas de blocos de granito. Os blocos impressionantes foram construídos sem argamassa. A construção deste complexo teve habilidade, determinação e indústria, e assim o Huru Imba demonstra um elevado nível de concretização administrativa e social, reunindo pedreiros e outros trabalhadores em grande escala.
A extensa rede de negócios feitos no Grande Zimbábue uma das regiões comerciais mais importantes do continente africano. Os itens de negociação principais foram de ouro, ferro, cobre estanho, gado, e também conchas de búzios. Encontraram vidros da Síria, uma moeda cunhada em Kilwa, Tanzânia e persa e cerâmica chinesa a partir do 13-14 º séculos. O Grande Zimbábue foi um importante centro comercial e político. Além de estar no coração de uma rede comercial extensa. O local foi o centro de um poderoso reino político, que estava sob um governante central cerca de 350 anos (1100-1450 dC). Muitos escritores ocidentais têm tentado reduzir a importância do Grande Zimbábue criando especulações absurdas por não aceitarem que as civilizações pretas foram às matrizes de todo o conhecimento humano e civilizatório.
Os exploradores-invasores europeus saquearam e roubaram grande parte da riqueza. O sitio arqueológico está muito violado, sendo destruído e artefatos levado para vários museus em toda a Europa, América e África do Sul.
Atualmente mais de 20.000 turistas visitam o sitio todos os anos e continuam a causar danos às ruínas, enquanto esses turistas violam as paredes para encontrar emoções e lembranças. Hábito dos ocidentais de destruir os sítios arqueológicos do povo preto.

Grande Zimbábue foi utilizado e construído como um centro religioso e um lugar de onde eles adoraram Mwari, o criador de toda a vida, bem como o sustentador de todas as coisas e tem o status de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1986. As construções do Grande Zimbábue comprovam o desenvolvimento tecnológico das primeiras civilizações do planeta que surgiram no continente africano. A historiografia ocidental tenta a todo o custo esconder a verdadeira história da África e nesse mês de novembro, infelizmente, muitos professores vão trabalhar o chamado folclore e perdem uma grande oportunidade de falar para os estudantes que são descendentes de civilizações aguerridas e desenvolvidas que foram os primeiros habitantes do planeta e conhecedores de toda a ciência. Ter consciência negra é conhecer o seu passado histórico para poder desenvolver o seu presente com orgulho de ser afro-diásporico.

Zimbabwe - The Great Zimbabwe Ruins

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

CRIANÇAS PRETAS USADAS COMO ISCAS DE JACARÉS - TORTURA NA ESCRAVIDÃO


Historiador e Hebreu-Israelita
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Msn: kefingfoluke1@hotmail.com
Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos

A história da escravidão precisa ser recontada sem esconder os atos de desumanidade e humilhação que passaram os nossos ancestrais concomitantemente com a resistência impetrada de heroísmo que permitiram a nossa sobrevivência em terras estranhas. Há um esquecimento premeditado das diversas facetas do cotidiano do escravizado, e muitos professores evitam falar das torturas sofridas pelos nossos antepassados, alegando que as nossas crianças já passam por diversos sofrimentos e relembrar fatos de extrema violência perpetrados pelo homem branco cristão escravizador afetará a auto-estima da criança e servirá de chacota em salas de aula. Os educadores estão errados, porque a história não deve e nem pode ser escondida e remodelada conforme os gostos dos acadêmicos que vivem enfeitando a escravidão para suprir a falsa democracia racial. Na história da escravidão ocorreram diversas torturas independentes de gênero e idade. As mais horripilantes se referem às crianças pretas e, na memória dos africanos nos Estados Unidos remete quando foram usadas como iscas para jacarés na Flórida


Logo após a guerra civil americana foram criadas diversas imagens retratando o horror da escravidão como uma afronta ao povo preto, especialmente as lembranças de Iscas feitas com crianças pretas. Nesta imagem ao lado reparem como a imagem da criança é animalesca.
As imagens são temáticas de jacarés. A análise de uma grande coleção de artefatos com imagens de africanos pelos racistas americanos revela vários temas de interesse comum. Um deles é o retrato do povo preto (muitas vezes nu), em especial as crianças, como alimento para os jacarés. Imagens de pretos como "iscas de jacaré" pode ser encontrado em gravuras, postais, e mesmo na publicidade de produtos. Alguns modernos itens ainda conectam as pessoas pretas aos jacarés famintos.

Abaixo estão expostas algumas imagens que refletem a violência racial e os seus próprios olhos te ajudarão refletir sobre os objetivos humilhantes que serviram para atacar todo um povo afro-diásporico:



Na campanha presidencial dos Estados Unidos no ano passado na convenção nacional do partido republicano um representante da Flórida foi com um chapéu de jacaré relembrando esse massacre do povo preto. Repare os detalhes e tire a sua própria conclusão:

É um chapéu de jacaré, com um boneco semelhante ao candidato presidencial Barack Obama nas mandíbulas.



Black babies used for alligator bait


PRETAS POESIAS

PRETAS POESIAS
Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias