Por Aidan Foluke, membro da COPATZION, Tesoureira do CNNC/BA e Acadêmica de Enfermagem. E-mail: vanessasoares13@hotmail.com
Skype: aidanfoluke
Um dos primeiros relatos bíblicos sobre a fome está relacionado com KEMET onde José interpreta um sonho do faraó e abastece os celeiros por 07 anos, e torna-se a salvação para todas as nações circunvizinhas e por este motivo os hebreus foram residir em Kemet. A África sempre é relacionada como local de bênçãos tanto assim que lá foi o Jardim do Éden.
No dia 16 de outubro, dia Internacional contra a fome, os olhos do mundo se voltam para as populações pretas no planeta que é sua maior vítima. Esta data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Interessante lembrar que algumas nações participantes da ONU foram às principais colonizadoras e destruidoras do equilíbrio do continente Africano. Celebrado em mais de 150 países o dia mundial contra a fome (ou dia mundial da alimentação) tem como objetivo conscientizar a humanidade sobre a difícil situação enfrentada pelas pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome. Segundo dados da ONU, 854 milhões de pessoas sofrem de fome em todo mundo, e, aproximadamente 24 mil pessoas morrem de fome por dia. Desses, estima-se que 16 mil sejam crianças. A maioria das pessoas quando ouve a palavra África associa à pobreza, AIDS, guerras étnicas, pecado, demonismo e principalmente a fome. O Continente-Mãe se tornou o modelo da morte (vitória do colonizador- cristão imperialista que conseguiu desestruturar sociedades equilibradas). Inventaram mitos para culpar os próprios africanos e afro-diásporico da pobreza e da fome, fazendo com que fossem esquecidas as causas do empobrecimento da população: Colonialismo e Racismo - de mãos dadas se apropriaram das riquezas naturais, escravizaram e mudaram hábitos alimentares e de cultivos, escondendo os reais motivos do empobrecimento e da fome dos pretos no planeta. Poverty in Africa - In your Eyes
Entre algumas mentiras propagadas, destacamos:
A NATUREZA É A PRINCIPAL CAUSA DA FOME NA ÁFRICA - MENTIRA
Ecologicamente equilibrados os sistemas alimentares africanos foram prejudicados, pois as melhores terras agrícolas foram tomadas para o cultivo de café, cana de açúcar, cacau e outras colheitas de exportação que eram vistos como os meios para o desenvolvimento econômico de acordo com a teoria neoclássica da vantagem comparativa. Privados e fundos do governo foram investidos para desenvolver estas culturas, enquanto a produção de alimentos para a maioria pobre foi negligenciada. Milhões de hectares de florestas e árvores foram destruídos, roubando a terra do reabastecimento orgânico. Culturas de exportação como algodão, amendoim e tabaco absorvem grandes quantidades de nutrientes do solo. Após a colheita de cada ano, o solo foi deixado nu e desprotegido levando a erosão acelerada. É esta infeliz, mas evitável situação que tem contribuído para a fome provocada pela desertificação de vastas áreas na África.
A FOME É CAUSADA PELA SUPERPOPULAÇÃO - MENTIRA Contrariamente à opinião popular, a fome não é causada pela extrema densidade populacional. Se fosse, nós esperaríamos encontrar fome generalizada em países densamente povoados como Japão e Holanda e pouca ou nenhuma fome nos países de baixa densidade populacional como o Senegal e Zaire, onde, de fato, a desnutrição e a fome são comuns. Os africanos usam uma porcentagem muito pequena dos recursos do globo. Por exemplo, 850 milhões de habitantes da África (11,3 % da população mundial) consomem apenas 2,4 % da energia comercial do mundo, enquanto 300 milhões de pessoas os EUA (4,9 %da população mundial) consomem 25,1% É verdade que a taxa de crescimento da população da África (3,0% por ano) é maior do que a de qualquer outro continente. É importante, no entanto, para compreendermos a relação real entre as taxas de crescimento populacional e da fome. Elevadas taxas de crescimento da população não causam fome. Ao contrário, ambos são conseqüências das desigualdades sociais que privam as maiorias pobres - especialmente mulheres - da segurança e oportunidade econômica necessária para que optar por ter menos filhos.
OS GOVERNANTES AFRICANOS SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA NÃO PRODUÇÃO DE ALIMENTOS - MENTIRA
Para colocar toda a culpa nos governos africanos é dar a entender que eles só controlam o destino dos seus países. As forças que institucionalizou a fome em África são compostas por corporações transnacionais, os governos ocidentais, agências internacionais e as elites africanas, bem como os governos. A África é um continente diverso, com mais de 50 governos que vão desde alguns que são descaradamente anti-agricultores e de pessoas que realmente tentando ajudar a maioria pobre. Mas em cada nação, pode-se dizer que apenas quando o ganho maior controle dos recursos do seu país é que vamos ver um fim às políticas que sistematicamente empobrecem as pessoas e deixá-los vulneráveis a desastres naturais. Muitos governantes africanos se preocupam em adaptações ao modelo ocidental, apesar de um grupo de líderes estarem convictos que na formação de um modelo panafricanista ira começar a resolver as questões africanas.
O MERCADO DE ALIMENTAÇÃO MUNDIAL PODE RESOLVER OS PROBLEMAS DA FOME NA ÁFRICA - MENTIRA A maioria das pessoas não consegue perceber que o mercado mundial é o pior inimigo da África. Quase todos os países Africanos dependem da exportação de tecnologia, alimentos industrializados e são grandes devedores internacionais. Enquanto os preços reais no mercado mundial para estes produtos têm diminuído durante o período pós-II Guerra Mundial, os preços das importações de manufaturados dos países industrializados aumentaram de forma constante. Ao longo da África Subsaariana, os preços baixos afetaram mercados e comunidades locais que dependem de um leque muito restrito das exportações. A maioria de africanos encontra-se na armadilha do "comércio", onde são forçados a produzir culturas de subsistência e continuam a viver suas vidas em extrema pobreza.
A AJUDA HUMANITÁRIA PODE RESOLVER A FOME NA ÁFRICA – MENTIRA Os Estados Unidos e a Europa dooam grandes quantidades de alimentos de emergência para a África, o alimento que tem, sem dúvida, salva milhares de vidas. Mas, embora seja essencial para ajudar as pessoas em necessidade, é preciso lembrar que a ajuda alimentar, na melhor das hipóteses, só trata os sintomas da fome e da pobreza, e não suas causas. A ajuda alimentar pode comprometer a produção alimentar local, inundando os mercados africanos com preços dos alimentos inaccessíveis a maioria da população. A concentração da ajuda os USA e da Europa possuem objetivos estratégicos e não humanitários. De todos, os USA ajudam à África sendo que 60 % dos recursos se concentram em apenas um país: Egito. Os USA ajudam outros 53 países africanos e quase metade desta é remetida para apenas seis países (África do Sul, Moçambique, Etiópia, Senegal, Libéria e Zâmbia). A ajuda humanitária é uma falácia porque detrás há interesses de exploração e as nações mais ricas do mundo são acusadas de padrões duplos - exportam bilhões de dólares em armas para países pobres, enquanto debatem medidas para tirá-los da pobreza.
A SOBERANIA ALIMENTAR SERÁ RESOLVIDA PELA AGRA (ALIANÇA PARA UMA REVOLUÇÃO VERDE NA ÁFRICA) – MENTIRA
A iniciativa ‘Aliança para uma Revolução Verde na África’ (AGRA) financiada pelas Fundações Gates e Rockfeller chegou à África anunciando que irá ajudar os pequenos agricultores a entrar no mercado, são projetos milionários financiados para a promoção da biotecnologia na agricultura fazendo os agricultores mais dependentes de produtos químicos de alta toxicidade, sementes hibridas e plantações geneticamente modificadas, destruindo os conhecimentos ancestrais de agricultura, beneficiando os fazendeiros ricos e aumentando as dívidas dos africanos. Em maio de 2008, delegados de organizações de camponeses de diferentes países africanos que compartilham a visão do movimento internacional camponês, La Via Campesina, se reuniram em um encontro regional em Madagascar. Eles expressaram sua oposição à introdução de políticas destrutivas que estão minando a produção local de alimentos ao forçarem os agricultores a produzir cultivos comerciais para as corporações transnacionais (TNCs) e a comprar seus próprios alimentos no mercado mundial. Os camponeses e os pequenos agricultores não colhem nenhum benefício dos preços mais altos. Plantam alimentos, mas os benefícios da colheita geralmente são tirados de suas mãos: também muito freqüentemente já têm sido prometidos aos credores, às empresas de insumos agrícolas, ou diretamente aos comerciantes ou à unidade de processamento. As conseqüências são imprevisíveis com apropriação das terras florestais desalojando as comunidades tradicionais com monoculturas para biocombustíveis, como: jatrofa em Gana e Zâmbia; cana-de-açúcar na Uganda, Tanzânia e Quênia; dendezeiro em Benim, Camarões e Costa do Marfim. Resultado de mais miséria para os africanos e benefícios aos países ocidentais, estas políticas destrutivas estão minando a produção local de alimentos ao forçarem os agricultores a produzir cultivos comerciais para as corporações transnacionais (TNCs) e a comprar seus próprios alimentos no mercado mundial, colocando também os sistemas sociais e toda a cultura africana em maior decadência. A ÁFRICA PAGA O PREÇO DO PECADO - GRANDE MENTIRA
De todos os mitos este com certeza é a matriz que os sustentam. Baseados na maldição do continente africano que todos os malefícios foram, são e serão feitos. A péssima interpretação, falsificação e omissão dos escritos bíblicos propiciam a total perversidade feita em África. O Cristianismo protestante e católico mantém milhares de missionários no continente africano, constroem templos majestosos e convencem os africanos que eles são amaldiçoados e precisam mudar seus hábitos culturais e renegarem os seus hábitos milenares, inclusive hábitos alimentares. Ressaltando que seus missionários serviram para observar a África e suas riquezas. Do continente abençoado a África se tornou amaldiçoada pela grande mentira das igrejas cristãs. Conclusão Do Saara, o maior deserto do Planeta, às riquezas em fauna e flora das florestas equatoriais da África Central. A África apresenta variações climáticas impressionantes sendo considerado o paraíso na terra. A África cobre apenas 20% do território do mundo, mas estima-se que 90% das reservas mundiais de platina e 65% dos diamantes. Ela também tem cerca de 40% de ouro e 60% de manganês e cobalto, enquanto a África do Sul reivindica 80% de cromita do mundo. A fome entre os africanos é um objetivo mundial de destruição do povo santo, morte daqueles que são a imagem e semelhança de YAH. Pois as mesmas nações que levam a sua desarmonia para a Continente Mãe são aqueles que “desejam” criar novas formas de cultivo para atender os interesses ocidentais. Catequizar os africanos para se sentirem culpados da fome como grandes pecadores e incultos. Propagando pela mídia os modelos ocidentais de vida. Criando até uma data de reflexão das misérias feitas por eles e doando migalhas estratégicas para o povo original. Estes fatos “solidários” disfarçam os horrores que eles mesmos organizaram. A fome se tornou também uma arma política em que os países ocidentais estão projetando suas agendas nos países afetados da África. A China e a Índia são as últimas potencias na entrada do clube de exploração, ambos os países estão lutando arduamente para influenciar mais e mais países para expropriar as riquezas africanas.
Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br Skype: lindoebano
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O Zimbábue está localizado na África Austral com uma Área de 390.759 km². A população do Zimbábue, em 2005, foi estimada pela Organização das Nações Unidas em1 3.031.000, o que a colocou como número 67 na população entre as 193 nações do mundo. A prevalência de HIV / SIDA tem tido um impacto significativo sobre a população do Zimbábue. As Nações Unidas estimaram que 33,9% dos adultos entre as idades de 15-49 estavam vivendo com HIV / AIDS em 2001. A epidemia de AIDS tem elevadas causas de mortalidade na população e alta também as taxas de mortalidade infantil e baixa expectativa de vida, conseqüente da exploração invasora britânica.
O nome original é Dzimbabew: DZIMBA= Casa, IBWE= Pedra, significa Casa de Pedra. A origem desta nação remonta ao século XIV, quando uma tribo Bantu fixou-se no local. Ali se desenvolvia a civilização dos Makaranga à qual se integraram os nativos locais, o povo Chona. Mais tarde foi chamado Império do Monomotapa, ou, ainda, Mwanamutapa. No Congresso de Berlim (entre novembro de 1884 a fevereiro de 1885), a Inglaterra recebeu a região como protetorado, e para homenagear a si próprio, Rhodes a batizou de Rodésia. Depois o território foi dividido em duas áreas: a Rodésia do Norte e a Rodésia do Sul. A Rodésia do Norte conquistou a independência e rebatizou-se de Zâmbia, mas, na Rodésia do Sul os colonos brancos apropriaram-se da região implantando o sistema de apartheid, semelhante ao da África do Sul e foram derrotados pelo valoroso povo que consegui a independência em 1980, tomando então o nome de Zimbábue e a capital é a cidade de Harare. Em 1980, Robert Mugabe, o líder nacionalista negro, foi eleito. Em 1987 foi estabelecido um regime presidencial, sendo Mugabe escolhido chefe de Estado. O Zimbábue é um país que sofre ataques diretos da mídia ocidental que tentam isolá-lo internacionalmente por causa da expulsão dos fazendeiros brancos após a independência e as terras distribuídas para os fazendeiros negros por Robert Mugabe. A civilização do Grande Zimbábue foi uma das mais importantes do mundo e deve fazer parte dos estudos africanos e ensinados as nossas crianças e adolescentes. Os primeiros invasores a chegarem a esta região ficaram abismados com esta poderosa civilização no interior da África Austral. Um dos primeiros europeus a visitar a Grande Zimbábue foi um geólogo alemão Carl Mauch, em 1871. Como outros antes dele, Mauch se recusou a acreditar que os africanos poderiam ter construído uma rede tão extensa de monumentos feitos de pedra de granito. Assim, afirmou que os grandes monumentos de Zimbábue foram criados por personagens bíblicos do Norte: "Eu não acho que estou muito errado se supor que a ruína do morro é uma cópia do Templo de Salomão no Monte Moriá e no edifício a cópia de uma planície do palácio onde a rainha de Sabá viveu durante sua visita a Salomão”. Mauch afirmou ainda que somente civilizados (brancos) poderiam ter construído os monumentos. Interessante que a historiografia da época e ainda hoje acreditam que Makeda a rainha de Sabá e os hebreus foram brancos. Há um grupo de hebreus que vivem no Zimabaue há muito tempo em Rusape, e possui reivindicações antigas e contemporâneas. De acordo com a tradição da comunidade, do povo banto, que a história tem provado não eram os moradores originais da África Austral, mas migrou do norte, eram realmente hebreus. A comunidade se compara favoravelmente com símbolos tradicionais banto, mas, ritos funerários, os padrões de circuncisão, os costumes matrimoniais e as práticas agrícolas, aos dos antigos israelitas. Eles estão convencidos de que são descendentes de uma tribo dos verdadeiros hebreus.
History project - Great Zimbabwe
Outros europeus especularam que os a civilização do Zimbábue foi construída por chineses, portugueses, árabes, persas ou outras civilizações consideradas superiores aos africanos nativos. E muitos afirmaram que as construções foram realizadas por uma raça branca perdida, há 1100 a.C ou por seres de outros planetas ou até pelo próprio diabo. Cecil Rhodes e Richard Hall, e outros britânicos continuaram mentindo sobre os monumentos, removendo e destruindo uma importante parte do sitio arqueológico. Em 1905, o arqueólogo britânico David Randall-MacIver estudou os monumentos, e ele se tornou o primeiro pesquisador europeu do sitio a afirmar que as habitações eram "inquestionavelmente Africanas em cada detalhe." Após a afirmação MacIver, foi considerado autor de uma blasfêmia para os imperialistas britânicos, e os arqueólogos foram banidos do site do Zimbábue por quase 25 anos. A arquitetura do Grande Zimbábue foi uma das mais desenvolvidas do planeta, são quinhentas impressionantes estruturas. A maioria delas tem a forma cônica. O lugar apresenta uma extensão de aproximadamente 385 km², no mais alto planalto da África Austral. Estas belíssimas construções foram feitas de pedra, divididas e separadas em blocos e colocadas juntas com algum desconhecido método e sem usar argamassa. É considerado o mais importante de toda a África só sendo superado pelo sitio do Vale do Nilo com as suas pirâmides. Na região foram encontrados fósseis que datam de 500 mil anos antes de Cristo e se desenvolveu uma das culturas mais avançadas do continente, comparável à de Khemth, Kusch, Mali, Axum e à da Abissínia, nos tempos da Rainha de Sabá.
Na cidadela, haviam sido encontrados alguns pássaros de pedra sabão, colocados em cinco pesados pedestais de pedra. Um número de achados que nos remetem a antiga civilização Egípcia e a América Pré-Colombiana. Tem sido teorizado que as construções vieram do norte da África, mas não contém inscrições, que possa solucionar uma mínima parte do grande mistério que ronda as ruínas. Contudo, muitos artefatos foram desenterrados como jóias e braceletes da Arábia, objetos trabalhados na Índia. Distinguem-se três importantes construções: um templo oval cercado por uma muralha de 2,5 km com 9m de altura e 4,5m de largura; no interior da muralha erguem-se duas torres, a maior, com 10m de altura; e mais, uma fortaleza e casas. A pesquisa arqueológica e histórica também encontrou objetos de ouro, cobre bronze, jóias, marfim e gemas preciosas, alguns destes, oriundos da Índia e da China, esculturas de pedra e desenhos O arqueólogo e jornalista francês Robert Charroux disse: "No meio das ruínas, mas em bom estado de preservação, nós encontramos, como em Machu Picchu, no Peru, altas torres ovais como silos, sem fendas nas paredes, só poderiam ser habitadas por homens voadores. Machu Picchu é conhecido como: o domicílio dos homens voadores." Os complexos do vale são dominados pelo Huru Imba. A altura da parede principal do Huru Imba é de cerca de 32 pés, que é de 800 metros de comprimento, e utiliza uma surpreendente 15.000 toneladas de blocos de granito. Os blocos impressionantes foram construídos sem argamassa. A construção deste complexo teve habilidade, determinação e indústria, e assim o Huru Imba demonstra um elevado nível de concretização administrativa e social, reunindo pedreiros e outros trabalhadores em grande escala. A extensa rede de negócios feitos no Grande Zimbábue uma das regiões comerciais mais importantes do continente africano. Os itens de negociação principais foram de ouro, ferro, cobre estanho, gado, e também conchas de búzios. Encontraram vidros da Síria, uma moeda cunhada em Kilwa, Tanzânia e persa e cerâmica chinesa a partir do 13-14 º séculos. O Grande Zimbábue foi um importante centro comercial e político. Além de estar no coração de uma rede comercial extensa. O local foi o centro de um poderoso reino político, que estava sob um governante central cerca de 350 anos (1100-1450 dC). Muitos escritores ocidentais têm tentado reduzir a importância do Grande Zimbábue criando especulações absurdas por não aceitarem que as civilizações pretas foram às matrizes de todo o conhecimento humano e civilizatório. Os exploradores-invasores europeus saquearam e roubaram grande parte da riqueza. O sitio arqueológico está muito violado, sendo destruído e artefatos levado para vários museus em toda a Europa, América e África do Sul. Atualmente mais de 20.000 turistas visitam o sitio todos os anos e continuam a causar danos às ruínas, enquanto esses turistas violam as paredes para encontrar emoções e lembranças. Hábito dos ocidentais de destruir os sítios arqueológicos do povo preto. Grande Zimbábue foi utilizado e construído como um centro religioso e um lugar de onde eles adoraram Mwari, o criador de toda a vida, bem como o sustentador de todas as coisas e tem o status de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1986. As construções do Grande Zimbábue comprovam o desenvolvimento tecnológico das primeiras civilizações do planeta que surgiram no continente africano. A historiografia ocidental tenta a todo o custo esconder a verdadeira história da África e nesse mês de novembro, infelizmente, muitos professores vão trabalhar o chamado folclore e perdem uma grande oportunidade de falar para os estudantes que são descendentes de civilizações aguerridas e desenvolvidas que foram os primeiros habitantes do planeta e conhecedores de toda a ciência. Ter consciência negra é conhecer o seu passado histórico para poder desenvolver o seu presente com orgulho de ser afro-diásporico.
A história da escravidão precisa ser recontada sem esconder os atos de desumanidade e humilhação que passaram os nossos ancestrais concomitantemente com a resistência impetrada de heroísmo que permitiram a nossa sobrevivência em terras estranhas. Há um esquecimento premeditado das diversas facetas do cotidiano do escravizado, e muitos professores evitam falar das torturas sofridas pelos nossos antepassados, alegando que as nossas crianças já passam por diversos sofrimentos e relembrar fatos de extrema violência perpetrados pelo homem branco cristão escravizador afetará a auto-estima da criança e servirá de chacota em salas de aula. Os educadores estão errados, porque a história não deve e nem pode ser escondida e remodelada conforme os gostos dos acadêmicos que vivem enfeitando a escravidão para suprir a falsa democracia racial. Na história da escravidão ocorreram diversas torturas independentes de gênero e idade. As mais horripilantes se referem às crianças pretas e, na memória dos africanos nos Estados Unidos remete quando foram usadas como iscas para jacarés na Flórida
Logo após a guerra civil americana foram criadas diversas imagens retratando o horror da escravidão como uma afronta ao povo preto, especialmente as lembranças de Iscas feitas com crianças pretas. Nesta imagem ao lado reparem como a imagem da criança é animalesca.
As imagens são temáticas de jacarés. A análise de uma grande coleção de artefatos com imagens de africanos pelos racistas americanos revela vários temas de interesse comum. Um deles é o retrato do povo preto (muitas vezes nu), em especial as crianças, como alimento para os jacarés. Imagens de pretos como "iscas de jacaré" pode ser encontrado em gravuras, postais, e mesmo na publicidade de produtos. Alguns modernos itens ainda conectam as pessoas pretas aos jacarés famintos. Abaixo estão expostas algumas imagens que refletem a violência racial e os seus próprios olhos te ajudarão refletir sobre os objetivos humilhantes que serviram para atacar todo um povo afro-diásporico: Na campanha presidencial dos Estados Unidos no ano passado na convenção nacional do partido republicano um representante da Flórida foi com um chapéu de jacaré relembrando esse massacre do povo preto. Repare os detalhes e tire a sua própria conclusão:
É um chapéu de jacaré, com um boneco semelhante ao candidato presidencial Barack Obama nas mandíbulas.
Por Ademário Ashanti, Professor e Pan-Africanista e Afrocentrista. E-mail: ademaravilha@yahoo.com.br
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32
A força propulsora que me moveu a produzir este texto vem da minha fé e esperança de que um dia a Nova Jerusalém seja estabelecida para todo o sempre, livre das garras de Lúcifer e de seus anjos malignos que governam este Sistema de Coisas. Sistema este que tem na Besta do Apocalipse sediada em Roma um dos seus mais autênticos representantes. A falsificação da verdade, a camuflagem e o estabelecimento do europeu à “imagem e semelhança” do Filho de Deus, o negro Yahoshua, o Leão Conquistador da tribo de Judá, tem sido a tática mais perversa imposta pela Europa para o domínio dos povos africanos, asiáticos e americanos a nível psicológico, religioso e político. Esta tática tinha como objetivo principal, a negação dos verdadeiros hebreus ao mundo, enquanto os askenazis e sefardins se apropriavam da identidade dos hebreus e da terra prometida (Israel) e apoiados pelo Vaticano escravizaram os negros semitas (hebreus) aqui na América. Tomo como exemplo a “imagem de Cristo” que é usada como modelo desde o Renascimento europeu, especificamente o italiano. Nela o modelo utilizado em nada identifica a verdade histórica. Trata-se de um homem comum que viveu na Itália Renascentista: ele chamou-se Cesare Borgia. Este é o Garoto Propaganda do Vaticano que “deu certo”. ESTAS IMAGENS REPRESENTAM A MESMA PESSOA: CESARE BORGIA (O ANTICRISTO)
Cesare Borgia/The Deceiver (Cesare Borgia/ O Enganador)
Vejamos um pouco a biografia dele e decidam vocês se o mesmo teve uma vida que justificasse tal honra: Como a maioria dos segundos filhos da nobreza italiana, César foi educado em seus primeiros anos para se tornar um homem da Igreja, como seu pai o Papa Alexander VI. Indubitavelmente seu caráter não era de um religioso. Como o pai, Cesare foi um bi-sexual, e suas ligações femininas e masculinas são amplamente reconhecidas desde sua adolescência. Foi apontado como amante de sua própria irmã Lucrecia Bórgia. Abandona a carreira eclesiástica (para a qual tinha pouco gosto), utilizando como justificativa o assassinato do seu irmão João, (assassinato este cometido pelo próprio Cesare Borgia), o qual deveria substituir nos assuntos temporais (João era capitão das forças militares do papado). Feito Duque Valentino em 1498 pelo rei Luís XII de França, que queria um papa aliado, Cesare Borgia tornou-se modelo para o livro O Príncipe, de Maquiavel. Calculista e violento tentou, com o apoio do pai, constituir um principado na Romanha em 1501. Posou para Michelangelo a pedido do pai, Papa Alexander VI, para substituir a imagem do verdadeiro Messias (Yahoshua) que até então era representada na sua cor original, negra, tanto em Roma quanto nas principais catedrais européias, asiáticas e africanas. Foi um projeto maligno e satânico concebido pelo Vaticano para substituir e apagar da memória histórica todas as personagens bíblicas reais hebraicas negras por imagens caucasianas. No dia 31 de dezembro de 1502, para se livrar de seus inimigos (entre eles, Oliverotto de Fermo), convidou-os para seu palácio de Senigallia, depois os aprisionou e assassinou-os. Após a morte de seu pai, foi encarcerado sucessivamente pelo Papa Júlio II e pelo rei de Castela. Escapando daquele reino, serviu como soldado no exército de Navarra (que tinha por rei o cunhado de César), e morreu aos trinta e um anos, no ano de 1507, em Viana, na Espanha. Ao que consta, César Bórgia foi contemporâneo do escritor Nicolau Maquiavel, tendo servido de modelo para o autor em sua obra "O Príncipe". No cinema, César Bórgia foi representado por Orson Welles no filme Prince of Foxes. CESARE BORGIA IDOLATRY V. ORIGINAL BLACK ETHIOPIAN YESUS!
É triste e vergonhoso ver muitos IRMÃOS PRETOS em suas Igrejas louvarem diariamente a este "Yahoshua" fictício. Mas o apóstolo João nos testifica: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". João 8:32 Esta é a nossa esperança e a nossa missão. Diga não a esta farsa e não a este garoto propaganda imposto pelo Vaticano Renascentista. Shalom!
Por Aidan Foluke, membro da COPATZION, Tesoureira do CNNC/BA e Acadêmica de Enfermagem. E-mail: vanessasoares13@hotmail.com
Skype: aidanfoluke
Desde os primórdios as questões fisiológicas feminina sempre foram ponto de questionamento, principal quanto se fala nos seus órgãos sexuais/reprodutores. Sabe-se que o sistema reprodutor feminino é divido em órgãos genitais internos e externos. Na sua porção interna encontramos o útero, tubas uterinas, ovário, vagina e na parte externa os lábios maiores e menores, o monte púbico, o vestíbulo da vagina, o clitóris, o bulbo do vestíbulo e as glândulas vestibulares maiores. A partir desse pontuamento dos órgãos genitais, vamos entender o que significa a tão complexa e polêmica circuncisão feminina.
A circuncisão feminina pode ser chamada de mutilação genital feminina (MGF) ou castração feminina. O geógrafo Agatharchides de Cnido, no século II a.C. relatou nos seus escritos a prática dessa cirurgia mutiladora nas comunidades que habitavam na costa ocidental do Mar Vermelho (agora atual Egito). Com base nessa localização geográfica, parece que a origem desse ato é Egípcia e se espalhou em direção ao sul e ao oeste. Alguns pesquisadores acreditam que a circuncisão feminina estava enraizada na mitologia de Kemet da bissexualidade dos deuses, sendo refletida aos mortais essa característica a cada indivíduo possuidor de uma alma masculina e uma alma feminina. A alma feminina do homem foi localizada no prepúcio do pênis e a alma masculina da mulher no clitóris. Para que houvesse o desenvolvimento saudável e equilibrado dos gêneros, a alma feminina tinha que ser extirpada do homem e a alma masculina da mulher. A circuncisão foi, portanto a prática essencial para a transição dos meninos em homens e das meninas em mulheres. Entretanto, é questionável o conhecimento das populações que praticam a circuncisão feminina com a mitologia de Kemet.
Em muitas comunidades a maior justificativa para circuncisão feminina é o controle sexual das mulheres. Tal controle psicofísico é imposto de maneira tão violenta que deixam seqüelas por toda vida. Esse controle sexual pode ser pontuado como:
1. Preservação da virgindade; 2. Ajuda a ter uma boa saúde; 3. Tem um valor estético muito grande; 4. Previne a promiscuidade; 5. Cria mais oportunidade de matrimônio; 6. A conservação da fidelidade; 7. Aumenta a fertilidade; 8. Potencializa a desempenho sexual e o prazer masculino; 9. Promove a coesão política e social; 10. A conservação da opção sexual – não lesbianismo.
FEMALE GENITAL MUTILATION...WHY SHOULD WE CARE??
A mutilação foi e é comum em diversas culturas. Sendo praticada por indígenas da América Central e do Sul e ainda faz parte do cotidiano cultural dos Shipibo-Conibo do Peru, um povo guerreiro da família Pano que vive na região do Ucayali. Segundo sua tradição, depois da menarca, toda jovem deve se submeter à circuncisão. Eles abordam outras justificativas muito interessantes como: “se não tirasse cresceria um pênis ali”; “se não todas as suas inimigas caçoariam dela”; “ela seria discriminada”; “a verdadeira mulher não tem”. Na América do Norte os puritanos praticaram a mutilação como respostas médicas a masturbação das mulheres. O Dr. AJ Bloco de New Orleans, em um artigo intitulado "Sexual Perversion in the Female" (1894) cita um de seus casos, e descreveu como uma estudante de quatorze anos que sofria de nervosismo e palidez tinha sido curada por "liberar o clitóris de suas adesões" e se livrou da lepra moral. Em 1866, um jornal médico americano discutindo o trabalho de um médico britânico, Dr. Isaac Brown Baker, que afirmou ter sucesso no tratamento de epilepsia e outras perturbações do sistema nervoso em pacientes do sexo feminino por excisão do clitóris. Depois de notar que a grande massa da opinião médica inglesa foi de forte oposição às idéias de Baker e "irrestritamente condenou" o seu funcionamento. O editor americano concordou com a profissão médica Inglês, declarando que a retirar do clitóris é "para acalmar a irritabilidade sexual é tão filosófico como a retirar o órgão análogo do macho”. Entre outros artigos médicos defendiam nos U.S.A a extirpação do clitóris para curar o lesbianismo e mulheres ninfomaníacas. No continente Africano a circuncisão feminina surgiu antes da invasão do Islamismo. A lei islâmica, conhecida como sharia é baseado especialmente no Alcorão, que segundo os islamitas contém proclamações do próprio Deus ao profeta Maomé não diz nada de suporte em apoio à circuncisão feminina. Na igreja Copta, uma das igrejas mais antiga do cristianismo fundada segundo a tradição pelo apóstolo Marcos no Egito em meados do I século d.C. há prática da circuncisão feminina, porém sem bases na doutrina teológica. Mas seguindo parte da tradição religiosa, que as mulheres devem permanecer castas até o casamento. Apesar de altos líderes religiosos manifestarem oposição a esta prática, é ainda apoiada por séculos de tradição e fé da família. Uma tradição relata que Sara esposa de Abraão, percebendo o interesse crescente de Abrão por Agar, uma princesa de Khemeth que foi escolhida para engravidar, ficou enciumada e irada, mandando mutilar os órgãos sexuais de Agar, tendo ai uma circuncisão. Inicialmente as circuncisões eram feita por mestres homens, os quais decidiam sobre a função sexual feminina. Reforçando historicamente a idéia de que as mulheres são propriedades de seus maridos que lhe devem toda e total submissão, que os corpos femininos necessitam de correção, a contestação do respeito, dignidade e pudor das mulheres e especialmente a independência e diferenciação na aparência natural da sua genitália e sua função sexual normal. Essas mulheres são submetidas à circuncisão há milhares de anos, e o costume está profundamente enraizado no pensamento humano de cada região. Muitas vezes é a própria mulher que deseja dar continuidade a esse ritual. É uma prática de diversas culturas em todos os continentes, e utilizada em diversos países da África, da Ásia, ente populações de imigrantes africanos na Europa. No mapa há uma relação das nações que grupos culturais continuam com a mutilação feminina.
A circuncisão feminina é característica pela retirada totalmente ou parcial das partes da genitália externa feminina, principalmente do clitóris, órgão que quando estimulado proporciona o prazer sexual feminino. A Organização Mundial da Saúde (OMS) condena a prática da mutilação genital feminina tão prejudicial à mulher, tanto física como emocionalmente. Geralmente é feito sem anestesia ou antibióticos. Esta prática é agonizante, dolorosa e extremamente perigosa. Muitas meninas morrem de hemorragia, muitas têm infecções crônicas que dura toda a vida, como também muitos problemas com parto, no relacionamento conjugal, na menstruação e de caráter psicológico. Female Genital Mutilation (Circumcision)
A Organização Mundial de Saúde conjuntamente com nove dos mais representativos organismos das Nações Unidas, publicou o acordo específico sobre a Mutilação Genital Feminina, com a reclassificação dos quatro tipos de identificados: 1. Remoção parcial ou total do clitóris e/ou do prepúcio (clitoridectomia). • Tipo I a - remoção apenas do prepúcio (capuz) do clitóris; • Tipo I b - remoção do clitóris com o prepúcio. 2. Remoção parcial ou total do clitóris e dos pequenos lábios, com ou sem excisão dos grandes lábios (excisão). • Tipo II a - remoção apenas dos pequenos lábios; • Tipo II b - remoção parcial ou total do clitóris e dos pequenos lábios; • Tipo II c - remoção parcial ou total do clitóris, dos pequenos lábios e dos grandes lábios. 3. Estreitamento do orifício vaginal através da criação de uma membrana selante, pelo corte e aposição dos pequenos lábios e/ou dos grandes lábios, com ou sem excisão do clitóris (infibulação). • Tipo III a - remoção e aposição dos pequenos lábios; • Tipo III b - remoção e aposição dos grandes lábios. 4. Atos não classificados: todas as outras intervenções nefastas sobre os órgãos genitais femininos por razões não médicas, por exemplo: punção/picar, perfuração, incisão/corte, escarificação e cauterização.
Qualquer tipo de MGF provoca danos nos genitais femininos e no seu funcionamento, originando complicações físicas que podem ser mais ou menos severas consoante o tipo de corte e sua extensão; quem realiza a mutilação, a existência ou não de condições assépticas e a própria condição física da mulher, jovem ou menina. Profissionais de saúde que realizem MGF violam o princípio fundamental de ética médica de “primeiro, não prejudicar”. Os riscos imediatos de complicações de saúde resultantes dos Tipos I, II e III: • Dor intensa devido ao corte de terminações nervosas e de tecido genital; • Choque hipovolêmico; • Sangramento excessivo e choque séptico; • Dificuldades na eliminação de urina ou fezes; • Infecções; • Vírus de Imunodeficiência Humana; • Morte por hemorragia ou infecções diversas, incluindo tétano e septicemia. Os riscos em longo prazo para a saúde resultantes dos Tipos I, II e III • Dor crônica; • Infecções; • Infecções pélvicas crônicas; • Infecções do trato urinário; • Quelóides; • Infecções do aparelho reprodutivo e infecções sexualmente transmissíveis; • Vírus de Imunodeficiência Humana; • Aumento da prevalência de herpes genital; • Complicações no parto; • Fístulas obstétricas devido a um parto mais demorado e obstruído; • Perigos para os recém-nascidos; • Diminuição da qualidade de vida sexual. Os riscos adicionais de complicações resultantes do Tipo III (infibulação) • Intervenções cirúrgicas subseqüentes; • Problemas urinários e menstruais; • Incontinência urinária; • Relações sexuais dolorosas; • Infertilidade. Alguns estudos revelam um aumento de: • Medo/receio de ter relações sexuais; • Síndrome de stress pós-traumático; • Ansiedade, depressão e perda de memória; • Perturbações psicossomáticas com quadros de sintomatologia como insônia, pesadelos, perda de apetite, perda de peso ou ganho de peso excessivo, pânico, dificuldades desconcentração e aprendizagem, Cleptomania. Disfunção sexual feminina e dispareunia(…), alterações no relacionamento do casal ou da sexualidade masculina. Existem estudos que referem que homens casados com mulheres excisadas procuram, fora do contexto do casamento, mulheres não excisadas que descrevem como “completas” e “quentes”. Texto modificado o original é encontrado no site: http://www.apf.pt/cms/files/conteudos/file/folhas%20de%20dados/MGF2009.pdf Estudos atuais afirmam que mesmo após a circuncisão a mulher continua tendo libido sexual em suas relações. Sendo mutilação genital feminina é uma operação destrutiva com resultados altamente patológicos, entretanto, é uma questão cultural de milhares de anos, praticadas em diversas culturas e religiões. Na nossa concepção é uma violação fundamental dos direitos humanos e viola o corpo das mulheres. Nós mulheres e homens que acreditamos na respeitabilidade da infância, na dignidade e espiritualidade dos seres humanos, temos que levantar a nossa voz de protesto e na desmistificação das suas justificativas.Maasai Female Circumcision Dance
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