sábado, 5 de setembro de 2009

OS DOGONS - CONHECIMENTO DAS ESTRELAS E A MATEMÁTICA


Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano

Os conhecimentos cosmogônicos, astronômicos, matemáticos, metafísicos, filosóficos, biológicos dos dogon não são limitados a simplórias observações visuais do céu ou chamadas observações empíricas da vida. Com grande profundidade sempre souberam, por exemplo, a função do oxigênio no corpo e aspectos do sistema circulatório humano, conhecimentos que a ciência ocidental só descobriu em tempos modernos. Conheceram também os mistérios das principais estrelas do céu, das luas do Sistema Solar sem nunca terem manipulado telescópios.
Neste artigo iremos falar sobre uma das mais importantes civilizações do planeta, ela tem deixado o eurocentrismo sem respostas, gerado especulações e fantasias de cientistas e ficcionistas brancos que afirmam que o conhecimento dos dogon por ser tão profundo só pode ter sido ensinado por extraterrestres.

MALI : PAYS DOGON

A civilização dos Dogon está situada no Mali e uma pequenina parcela populacional em Burkina Fasso e Costa do Marfim, países da Costa Ocidental da África. A maior parte da população, estimada em 400 mil pessoas, vive nos distritos de Bandiagara e Douentza, no Mali. É uma área composta por três distintas regiões topográficas: a planície, as falésias e o planalto. Concentrados ao longo de 200 quilômetros (125 milhas) trecho da escarpa chamada Falésia de Bandiagara composto de arenito em direção sudoeste, para o nordeste margeando o rio Níger com altura de até 600 metros (2.000 pés). As falésias proporcionam um ambiente físico de beleza ímpar para as aldeias dogon construídas ao lado da escarpa. Há aproximadamente 700 aldeias sendo a maioria com média de 500 habitantes.
Os Dogon se estabeleceram nesta área de Bandiagara em conseqüência ao se recusarem a se converter a religião Islâmica, fato ocorrido há mil anos; como conseqüências de ataques de jihadistas islâmicos tiveram membros de sua comunidade escravizados por eles, inclusive mulheres e crianças. A localização geográfica das aldeias foram sabiamente escolhidas em posições defensáveis ao longo das paredes da escarpa, e a proximidade do rio Níger possibilitando acesso a água permitiu a continuidade deste maravilhoso povo.
Até 1946, a civilização Dogon foi o último grupo de pessoas a viver sob o domínio colonialista francês. Porque tinham mantido suas próprias crenças e práticas religiosas, sendo considerado pelo invasor-colonialista branco um dos maiores exemplos da “selvageria primitiva”, conhecido no mundo naquele momento. Os africanos muçulmanos afirmaram dificuldades para entender o sistema de crença Dogon.
Antes dos Dogon a região foi habitada por populações que viviam nos penhascos Há mais de 2.000 anos. Relíquias foram datadas sobre o povo “pigmeu” Toloy de 300 anos a.C, e mais tarde, entre o décimo e décimo quarto séculos d.C, o povo Tellem que viviam em cavernas cortadas nas falésias, onde deixou muitos artefatos ainda descobertos pelos dogon. Os Tellem (“aqueles que foram antes de nós” vocábulo dos Dogon), comprovada por escavações arqueológicas que tem descobertos cemitérios, ossos e objetos produzidos de cerâmicas, cestaria, miçangas, etc. Viviam em cavernas com as casas construídas para o precipício. Eram pessoas de pouca estatura e de cor avermelhada, considerados “pigmeus” que desapareceram. Há informações entre os habitantes do Mali que os Tellen tinham o “poder de voar”.
A origem precisa dos Dogon está perdida no tempo. As informações históricas de tradições orais diferem de acordo com o clã Dogon a ser consultado, também são baseadas em escavações arqueológicas. São fontes de informações inexatas e incompletas, porque há uma série de diversos mitos de origem, bem como versões diferentes de como chegaram a suas terras ancestrais para a região de Bandiagara. As informações mais antigas são chamados de Habe, uma palavra Fulbe que significa “estranho” “ou” pagão”. Algumas teorias sugerem de serem de ascendência egípcia, que foram para a Líbia, e migraram para algum lugar na região de Burkina Fasso, Guiné e Mauritânia. Em cerca do ano 1490, chegaram às falésias de Bandiagara, no Mali, perto do grande Centro Universitário de Timbukutu, tema já abordado neste blogger.
Trabalham a agricultura de subsistência, e cultivam milheto, sorgo e arroz, bem como a cebola, tabaco, amendoim e alguns legumes.
O saber endógeno da civilização dos dogon tem deixado abismado e sem respostas os eurocentristas e suas academias devido a seus conhecimentos profundos em astronomia, medicina, arquitetura, filosofia, psicologia, física, álgebra, geometria, aritmética, música. A civilização Dogon deve ser ensinada as nossas crianças em salas de aula, em matéria como matemática, biologia, geografia, física, artes e história.
O pensamento ocidental baseia-se no cartesianismo, enquanto o pensamento do dogon é baseado na espiral, o que o torna proporcionalmente mais eficiente e complexo. Inclusive ainda não são conhecidos seus princípios matemático-filosóficos, porque se torna necessário a iniciação, sendo que sua língua diária é radicalmente diferente daquelas que são faladas por seus vizinhos. Eles têm um segundo tipo de linguagem, um segredo e linguagem rítmica (Sigi So), apenas conhecida por certas pessoas usadas em casos específicos cerimônias e rituais.

Dogon Sigi Ritual Dances

O conhecimento Dogon foi pesquisado por muitos anos, ainda assim os eurocêntricos não conseguem entender a riqueza destes conhecimentos ocultos, que são apresentados paulatinamente em diferentes estágios de iniciação, e que são atingidos apenas pelos excepcionalmente dotados.
Eles têm um sistema patrilinear e cada comunidade e a família é dirigida por um idoso, sendo sempre herdado pelo primogênito. Há casamentos poligâmicos, mas esse fato ocorre raramente, e em caso de divórcios toda a comunidade tem que ser consultada.
As crenças religiosas dos Dogon são imensamente complexas e o conhecimento deles varia muito dentro da sociedade Dogon. A religião dos Dogon é definida principalmente através do culto dos antepassados e os espíritos que se depararam em que lentamente migraram de suas terras ancestrais para obscurecer as falésias Bandiagara.
Há três principais cultos entre os Dogon: Awa, Lebe e Binu.
O AWA é um culto dos mortos, cujo objetivo é reorganizar as forças espirituais perturbadas pela morte do Nommo, antepassado mitológico de grande importância para os Dogon. Os membros do culto dançam Awa e ornamentam se com máscaras esculpidas e pintadas em ambas as cerimônias fúnebres e aniversário de morte. Existem 78 tipos diferentes de máscaras de ritual entre os Dogon e suas mensagens iconográficas vão além da estética, no reino da religião e filosofia.

Dogon Funeral

O objetivo principal das cerimônias de dança Awa é conduzir as almas dos defuntos ao seu lugar de descanso final nos altares da família e consagrar a sua passagem para as fileiras dos antepassados.
O culto de Lebe, o deus da Terra, está relacionado com o ciclo agrícola e seu sacerdote é chamado de Hogon que é o líder espiritual, escolhido entre os idosos. Os dogon acreditam que o deus Lebe em forma de serpente visita os hogons à noite e lambe as suas peles, dando força vital e os purificando.
O culto a Binu é uma prática totêmica e tem associações complexas com os Dogon e seus lugares sagrados para o culto dos antepassados, comunicação e espírito de sacrifícios agrícolas. Os Santuários Binu são casas dos espíritos dos antepassados míticos que viveram antes do aparecimento de morte entre os homens. Binu muitas vezes torna-se a conhecer seus descendentes sob a forma de um animal que intercedeu em favor do clã durante a sua fundação, ou a migração, assim tornando-se totem do clã.
A fundição do ferro já era conhecida pelos dogons há mais de mil anos. Assista o vídeo.
HOUSE OF IRON - PREVIEW

Na filosofia dogon o gênero masculino e feminino carrega os dois componentes sexuais. O prepúcio é considerado feminino, enquanto que o clitóris é considerado ser do sexo masculino. Os ritos da circuncisão permitem cada sexo assumir sua própria identidade física. Os meninos são circuncidados em grupos de três anos, contando, por exemplo, todos os meninos entre 9 e 12 anos. As meninas são circuncidadas em torno da idade de 7 ou 8 anos, às vezes mais jovens. A circuncisão para homens e mulheres é vista como necessária para que o indivíduo possa assumir o gênero porque antes da circuncisão são considerados neutros.
Um dos maiores mistérios da civilização dogon está no seu conhecimento das estrelas e sua tradição astronômica remonta pelo menos 5.000 anos. Os sumos sacerdotes já tinham conhecimento profundo dos astros, incluindo Sirius, bem antes de serem detectados pelos telescópios modernos.
O deus Amma, em seguida, modelou duas cerâmicas brancas, simbolizando o sol e a lua. Além disso, os altos sacerdotes sabem há muito tempo que Sirius é acompanhada por outra estrela, conhecida pelos astrônomos como Sirius B. O que é extraordinário é que durante vários séculos, toda a cosmogonia dos Dogon é controlada por Sirius B.
A existência de Sirius B só foi inferida a existir através de cálculos matemáticos realizados por Friedrich Bessel em 1844 e identificado como uma anã branca, em 1915.
Os sábios dogon desenham o chão com varas voltadas para o céu, representando-as.
Esta estrela leva 50 anos para ir ao redor de Sirius e comemoram este evento a cada 50 anos na festa de "Sigui" para regenerar o mundo. O calendário Dogon é completamente não-tradicional em que o seu ciclo de cinqüenta anos não se baseia na rotação da Terra em torno do Sol (como é o nosso calendário Juliano), nem os ciclos da Lua (um calendário lunar). Em vez disso, os centros Dogon de cultura se baseiam em torno do ciclo de rotação de Sírius B, que circunda a principal estrela Sirius A cada 49,9 - ou 50 anos. Para incluir esta estrela menor, os Dogon escolhem o menor objeto em sua posse: a semente da variedade de grãos de milheto fonio como seu principal alimento.
Em sua língua, "Po Tolo” (Sirius B) é pequeno em tamanho, mas muito pesado. Sabe-se desde 1920 que as anãs brancas embora pequenas tenham uma densidade incrível. As tradições orais ensinam que há milhares de anos a Terra gira em torno do Sol e que Júpiter tem quatro satélites principais e Saturno tem anéis, e as estrelas são corpos em movimento perpétuo. Eles também sabiam que a lua é um planeta morto de natureza deserta e infecunda. Por gerações, os sacerdotes ensinam que a Via Láctea é animado por um movimento em espiral, que participa no nosso sistema solar.
Outro fato fenomenal são os argumentos de que Sirius seria acompanhado, não de uma estrela, mas de duas estrelas. Denominam PoTolo, e desenhavam, com exata precisão, a sua órbita elíptica em torno de Sírio. Projetaram corretamente a sua trajetória até o ano 1990, em desenhos que conferem precisamente com o curso projetado pela astronomia moderna.
Em 1950, dois antropólogos franceses, Marcel Griaule e Germaine Dieterlen, declararam que a Sirius B, embora absolutamente invisíveis a olho nu, foi durante séculos a espinha dorsal da cosmologia celeste dos Dogon.
O autor Robert Temple descreve o Nommo como seres anfíbios enviados para a Terra do sistema estelar de Sirius para o benefício da humanidade. Eles se parecem com Tritões, sereias e Mermens. Estes estrangeiros supostamente vieram do sistema estelar de Sírius. A nave mergulhou do céu e aportou em algum lugar a noroeste da pátria dos Dogon.
A Mitologia Dogon é baseada em uma unidade dualizada - ou uma uni-dualidade original - representada por uma infinitamente pequena forma de vida átomo (kize uzi), que se transforma no ovo do mundo (ADUNO talu), de onde o cosmos vem. Este átomo é simbolizado na terra, na semente da Digitaria exilis. Segundo a mitologia é conhecido como Po, e o Supremo Criador do Universo, Amma, fez o universo inteiro explodir um único grão de fonio, localizado no interior do ovo "do mundo".

MITOLOGIA E MATEMÁTICA DOGON
A mitologia Dogon é mais antiga do que a egípcia e a grega. Os dogon explicam a sua mitologia através dos símbolos matemáticos. Quando falam da criação se referem ao Senhor Supremo chamado Amma o deus do céu e criador do universo e o aparecimento de pares de gêmeos que se tornaram os ancestrais do povo Dogon. Amma casou-se com a terra e a tornou fértil com a sua semente divina (chuva), ou o homem se desenvolveu a partir do ovo do mundo, o princípio da dualidade aparece sempre com o primeiro conjunto de gêmeos, Nommo, (um masculino e outro feminino).
Segundo a mitologia Dogon, Nommo foi o primeiro ser vivo criado por Amma, multiplicado em seis pares de gêmeos. Esta é uma metáfora para a nossa original DNA-12. O nosso DNA físico atual contém dois fios que possuem os códigos genéticos para a nossa evolução física.
Nommo – Masculino e feminino
Esta dualidade é reforçada pelos dois ossos do colar a partir do qual o embrião do homem desenvolvido, (onde a dualidade se traduz como a simetria axial) e pelas duas complementares “meias placentas" do ovo do mundo ou matriz primordial. A dualidade é imediatamente aparente como cada um desta “Meia-placenta" produz uma jovem hermafrodita. Estes Casais se tornaram os 4 ancestrais míticos que por sua vez deu origem aos primeiros 80 descendentes.

Ao lidar com o caráter geral e totalizante de 4, podemos ver como estes 4 ancestrais em cadeias de correspondência simbólica, não apenas em 4 tribos, 4 árvores e 4 instituições sociais, mas também nos 4 pontos cardeais e os 4 elementos fundamentais.
O criador Amma usa os 4 elementos contidos no átomo inicial e cria a substância que mais tarde é vivificada.
Os problemas surgiram com o rival de Nommo, chamado Ogo ou Yurugu que desce a terra e se apropria das 8 sementes. Mas, Ogo ou Yurugu nasceu do ovo original sem o gêmeo do sexo feminino, então estava fora do processo normal de dualidade, trazendo problemas ao mundo, e Amma reorganiza o mundo através da morte e ressurreição do Nommos que é sacrificado e seu corpo jogado nas 04 partes do espaço.
Há outros números simbólicos os Dogon têm 266 sinais que prefiguram as categorias de tudo no universo: os dois objetos e seres.
O número 60: Nommos foi dividido em 60 partes para purificar o mundo e 60 é valor simbólico essencial nos rituais de chuva e na safra de outono, com a presença de 60 chefes, em cerimônias fúnebres, com 60 urnas; e, especialmente, no festival itinerante da estrela Sigui, realizadas a cada 60 anos e dedicado à revelação da "liberdade condicional tecida na água e para o surgimento da morte no mundo. A diferença entre esses 60 anos cíclicos corresponde ao tempo gasto por alguns corpos celeste em órbita em torno de Sirius, chamada pelos Dogon de "a estrela do Sigui”.
O número 22 é associado ao culto dos antepassados, que envolve a invocação dos 22 membros da primeira geração mítica. Tem as 22 famílias de liderança dos seres vivos e os atributos das 22 articulações do corpo ressuscitado de Nommo.
Para os Dogon, "A ciência da roupa" é uma conta do mecanismo da criação, o pano é considerado o "centro do mundo”: o número 22 está ligado a esse conhecimento de vestir, como a túnica do Hogon (líder religioso) é composta de 22 peças. Um homem só é considerado completamente adulto quando alcança os 22 anos de idade.
O número 7 representa as origens da criação. São 7 ordens de reprodução e vibrações, 7 números de segmentos que homem prefigura no ovo do mundo. Foi o sétimo ancestral do homem que ensinou a palavra de Nommo e 7 animais foram os seus aliados. O futuro Hogon retirar-se para uma caverna por 7 dias em preparação para sua missão entre os homens. Havia 7 plantas sagradas, 7 tabus e 7 sementes que Yurugu roubou do homem.
O número 5 representa as 5 gerações após o surgimento de Nommo que são veneradas e surgiram as instituições sociais e religiosas, sendo ainda hoje, seguido o relacionamento de cada dogon com as suas 5 gerações, as 03 anteriores, a sua e a que ele vai gerar. E em cada residência há 5 nichos de cada lado da porta representando os ancestrais e o número 5 representa os grupos de idade, desde o nascimento, adolescência, juventude, maturidade e velhice. As crianças são alimentadas por 5 temporadas consecutivas e a semana tem 5 dias e as feiras são realizadas a cada 5 dias. O sacrifício de Nommo durou 5 dias e passou 5 dias para Amma ressuscitá-lo, tanto assim que o ritual dos mortos ocorre de 5 em 5 anos, e a alma do morto demora 5 anos para chegar à terra dos antepassados. As festas itinerantes da Estrela Sigui relacionado com Sirius e o aparecimento de morte no mundo são celebrada por 5 dias consecutivos. As mulheres menstruadas têm que se retirar por 5 dias e permanecer na Casa das Mulheres fora da aldeia.

A unidade 10 é abstrata, inicialmente, visto como o conjunto de dedos de duas mãos, sendo 80, uma das bases fundamentais do julgamento mande, é obtido a partir de 8 conjuntos de 10 elementos. O número 80 é usado por diversos povos do ocidente africano, quando usam os 5 dedos das mãos para jogar os búzios, quando jogam 5 vezes com as duas mãos o resultado é 80
A outra base de calculo dos dogon é número 60 como uma meta unidade usando o número 5, criando uma relação isomórfica entre 5 e 60 para a purificação do universo realizado por Amma que dividiu o corpo do Nommo em 60 peças, em 04 elementos e jogado aos 4 ventos. O hogon em certos rituais de chuva e colheita de outono fica rodeado de 60 chefes, representando as 4 regiões do espaço. 60 está ligada a uma revolução astral em torno da estrela Sigui (o nome Dogon de Sirius), a relação é esclarecida quando consideramos que Sigui literalmente significa "o umbigo do céu" e Hogon (o centro de o corpo social) significa "cordão umbilical”. Esta cardinalidade holística provoca uma unificação, que também é traduzida por uma simbólica indivisível circularidade.
Explanation of symbols on a Dogon miniature door from Mali




Os dogon usam a espiral para o seu pensamento mítico e também no espaço simbólico do ensinamento gráfico. A espiral é uma palavra-chave geométrica com uma relevância única. Esta relevância deve ser abordada por dois principais razões. Em primeiro lugar, uma vez que a espiral é uma forma específica de importância do vestuário para os Dogon podemos acrescentar que as fibras do tecido são consideradas formas primárias de "liberdade condicional". “A palavra foi tecida no movimento de água, por isso é que a água se move em uma linha ondulada e a tecelagem produz um padrão em espiral do centro da coroa até a borda, que simboliza o caminho seguido pela semente original.
Esta analogia entre o movimento em espiral e desenvolvimento de sementes é revelada com particular clareza no caso das sementes de sene. A germinação segue um padrão representado pelas 5 centrados, mas também pode ser representado por um conjunto de elipses concêntricas (geometricamente, uma forma descontínua da espiral) ou equiparado a "teia de aranha”.

A segmentação do ovo do mundo pela primeira 7 vibrações ou a espiral de elementos contidos no original embrião e incluindo os 22 pontos considerados os Testemunhas da palavra exteriorizada e classificados, os exemplos de simbolismo da espiral no âmbito dos ensinos gráfico do dogon. Este também pode dar outro significado as mais pragmáticas questões, tais como dar números nos pilares vem em frente das casas, relacionados com a 8 pontos cardeais.
Estes exemplos mostram como a espiral atua no nível de um modelo cognitivo que abarca todo o projeto da criação concebida pelo criador de tudo. Ele está dentro da espiral que a palavra, a água e o sangue, então, o sol e as estrelas são todos formados e que a tecelagem do tecido e o desenvolvimento de sementes tem lugar. É no espiral que os 8 pontos cardeais, as 22 principais categorias de seres vivos e as 7 vibrações iniciais tomam forma. O universo é executado de acordo com seu ritmo, a dança dos homens o seu ritmo, e a serpente sagrada que instruem os chefes os movimentos das pessoas ao seu ritmo.
Este movimento em espiral é uma metáfora geométrica, que expressa à compreensão holística do mundo e todas as coisas. Em um nível cognitivo, a espiral é a Imagem simbólica de conhecimento profundo e harmonioso, que na vida normal é expressa pela categoria da boa palavra. É a partir desta categoria que vem a música, a bondade, o prazer e poesia - Uma palavra feminina ligada à natureza amorosa da mulher, a luz solar e a força totalizadora do 4º centrado.

ARTE DOGON
Os artesãos Dogon estão entre os melhores escultores do mundo. O chefe de cada família deve cuidar das figuras de culto de madeira em que os espíritos de seus ancestrais habitam e alimentá-los regularmente com milheto e de sangue para assegurar a fertilidade dos campos, o retorno das chuvas sazonais e à saúde das pessoas.

A melanina tem a capacidade de captar todos os tipos de freqüências de energia e por isso os Dogon em virtude de sua melanina são capazes de captar vibrações de Sirius B como se possuíssem telescópios infravermelhos. A melanina deu aos antigos habitantes de khemet (Egito) e outros pretos de civilizações antigas a percepção extra-sensorial, psi e a capacidade de prever o futuro. Por isso que o povo preto é o mais espiritual de toda a humanidade, criado a imagem e semelhança de Yah, sendo os primeiros humanos a desenvolver tecnologias, filosofias, ciências e a observar as estrelas e desvendar os seus segredos.


Crianças dogon

Dogon Drumming and Dancing (from rootsyrecords.com)


domingo, 9 de agosto de 2009

O OBELISCO NEGRO - O ANTIGO ISRAEL BÍBLICO

Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br

Skype: lindoebano



A comunidade COPATZION faz parte da história dos antigos hebreus relatados nos livros bíblicos, esta afirmação de pertencimento não é compreendida para além da nossa comunidade por motivos da maioria da população preta desconhecer a trajetória de migrações dos nossos ancestrais em direção a África. Fazemos parte da restauração mundial da nação dos verdadeiros hebreus. Acreditamos em Yah e no Messias Yahoshua.
Os pretos que se converteram ao cristianismo romano e protestante e suas variações, ao islamismo, ao espiritismo, ao budismo, e outras religiões permeiam no processo de catequização a se adequarem em sentido integral a filosofias não ancestrais, fora da história de seus antepassados. Fato este não ocorrido com os seguidores de religiões de matriz africana que perfazem, apesar das inferências, um sentimento étnico-religioso, e podem afirmar que seguem as religiões dos seus ancestrais, mantendo vivo o conhecimento repassado através de gerações e gerações, apesar das diversas realaborações provocadas pelo rapto do continente africano e necessidades de adaptações nas Américas. Por isso é muito forte na Bahia as nações africanas serem representadas em associações religiosas onde se tornou possível a identificação não somente simbólica, mas étnico-africana de ser ketu, angola-congo, jeje, ijexá, e outras, tanto assim que religião e identidade étnica se encontram no Brasil através das religiões de matriz africana, por isso o meu respeito aos praticantes dessas religiões e o respeito aos meus ancestrais (família) que praticaram essa religião e ainda aos remanescentes. O meu avô paterno nascido em 1884 era de candomblé e os pais dele também. Não tenho o histórico como o candomblé entrou na minha família.
Em primeiro momento é de estranhar para os cristãos que lêem os meus artigos as afirmações acima, mas são necessárias para entender o pertencimento da COPATZION na nação dos antigos hebreus.
Torna-se importante assimilar que nós não seguimos a religião chamada judaísmo e não somos judeus, é de fundamental importância esta distinção para não haver confusão. O judaísmo foi uma religião criada pelos askenazis, palavra no hebraico que significa alemão, após mais de 700 anos da morte de Yahshoua. Por isso é importante ler o livro The Thirteenth Tribe de Arthur Koestler, link disponível neste blogger.
Também não somos judeus messiânicos. Somos hebreus, descendentes e continuidade do verdadeiro Ysrayl.
Independente de prática religiosa os pretos escravizados do continente africano são de origem hebraica e neste artigo iremos começar a trabalhar estas afirmações, sendo assim necessário, para um melhor conhecimento pedagógico conhecermos os hebreus da Bíblia.
As imagens conhecidas dos personagens bíblicos em uma civilização judaico-cristã afetam o nosso cognitivo desde a tenra infância, e nestas imagens criamos os nossos referenciais para toda a vida. Dentro do mundo cristão católico e protestante essas imagens introjetadas através dos meios de comunicação, especialmente o cinema e a televisão forçaram os nossos neurônios a pensar que os hebreus bíblicos foram pessoas européias. Uma das imagens mais conhecidas é de Moisés, divulgada pelos quatros cantos do planeta por empresas de Hollywood:


Então vamos através dos escritos dos hebreus atestar como eles se declaravam. Onde estão esses escritos? Na coleção de livros que conhecemos por Bíblia.
As traduções do hebraico e aramaico são tendenciosas para esconder a verdadeira imagem preta dos hebreus. E também através dos livros didáticos nas chamadas escolas dominicais de igrejas protestantes, nas catequeses católicas, nas imagens do Messias, especialmente nas igrejas adventistas, nas revistas das Testemunhas de Jeová. Até em muitos centros de umbanda e em alguns terreiros de candomblé que aceitam o sincretismo religioso ou paralelismo religioso, dependendo a interpretação, as imagens que tentam retratar o Messias hebreu não são a realidade. Divulgam um homem europeu cooperando com a supremacia branca religiosa.

Yahoshua na Umbanda / Yahoshua no Espíritismo

E ATÉ A IGREJA METODISTA QUE TEM UMA PASTORAL CONTRA O RACISMO DIVULGA A IMAGEM DE YAHOSHUA EUROPEU.

http://www.metodistavilaisabel.org.br/missao_new/oracao2.asp
OS BATISTAS ASSIM ACREDITAM NO MESSIAS E ENSINAM AS CRIANÇAS PRETAS
http://br.geocities.com/jdbmibc/imagens


IMAGENS EM REVISTAS DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA
(Crianças pretas adventistas acreditam que são verdadeiras)


http://www.igrejaadventista.org.br/Ministeriodacrianca/capas1/biblia_p2.jpg



Os documentos históricos são provas incontestáveis, apesar dos escritos da Bíblia não deixarem dúvidas sobre a cor epitelial dos antigos hebreus, as interpretações são realizadas induzindo aos leigos e neófitos a acreditarem na branquitude dos personagens hebreus, que relataram a sua história em diversos livros, alguns perversamente retirados do Canon conhecido como erradamente como Primeiro Testamento, porque o Primeiro e o Segundo Testamento são contínuos que relatam o amor de Yah e o Messias com o verdadeiro Yasryl.
Existem diversas imagens dos hebreus cativos em Khemet, na Assíria e na Babilônia e retratam a sua pretitude. Interessante é a não divulgação nos meios de comunicação das religiões e da mídia.
Há um documento histórico que ajudou a desmascarar a farsa elaborada a partir do surgimento do cristianismo europeu e da difusão através do judaísmo de imagens européias para os personagens reais da história dos hebreus: a única imagem existente de um rei de Israel. Sobre ela que discorreremos e vocês ficarão estarrecidos em ver que o rei de Israel foi nesta escultura um preto, como todo o verdadeiro Israel.
E depois de lerdes esse artigo e se ainda continuares mentindo para as crianças nas suas igrejas sobre a cor dos hebreus, terei que chamá-lo de mentiroso (a) se as criancinhas desenharem hebreus com características européias e ficardes calado. Recusando-se a ensinar a verdadeira história.
Então vamos conhecer o Rei de Israel que foi descrito pelos seus conquistadores, os Assírios.
Após a morte de Salomão em 931 a. C. a ocorreu a divisão dos hebreus, em dois reinos: O Reino de Israel e o Reino de Judá. O seu filho Roboão seguindo os jovens conselheiros aumentou os impostos possibilitando a divisão das tribos nortistas, que se tornou um estado independente com a capital em Samaria, até o ano 721 a. C. Somente a tribo de Judá e Benjamim continuaram com Roboão, com a capital em Jerusalém; e as outras dez tribos seguiram Jeroboão da tribo de Efraim. A primeira capital do Reino do Norte (Israel) foi a cidade de Siquém, depois Fanuel, posteriormente Tersa.
A história dois reinos foi conturbada, em diversos momentos travaram guerras entre si e enfrentaram inimigos poderosos, entre eles, a Assíria que destruiu o reino de Israel e a Babilônia que destruiu o reino de Judá, nestes dois episódios, os hebreus foram levados cativos.
A Mídia divulga imagens sobre os hebreus na Babilônia, conforme os interesses dos europeus e askenazis vede abaixo:

As próximas imagens estavam em escavações de sítios arqueológicos que retratam o exílio babilônico:

As inscrições encontradas nas escavações da Assíria e da Babilônia retratam a imagem dos hebreus, e nelas encontramos um povo preto, que continua escondido pelos padres, pastores e guias do cristianismo e do judaísmo em todas as regiões do planeta. Quais serão os motivos de esconder a verdade? Por que falsearam as imagens dos hebreus? O leitor pode me responder? O que você acha?


A descoberta do obelisco preto de uma vez por todas desmascarou a farsa da cor epitelial dos verdadeiros hebreus. O "Black Obelisco" de Shalmaneser III (reinou 858-824 a.C) é um calcário preto Neo-assírio de baixo-relevo e retrata a escultura de Nimrud (antiga Kalhu), no norte do Iraque. É o mais completo obelisco da Assíria descoberto, e é historicamente importante porque mostra imagens de um antigo israelita. Foi erguido como um monumento público em 825 AC, num momento de guerra civil.
Descoberto em 1846 em Nimrud, no Iraque, o Obelisco Negro de Shalmaneser está atualmente no Museu Britânico.
O Obelisco Negro de Shalmaneser foi erguido em uma estela como uma vitória pelo rei assírio Shalmaneser III (858-824 a.C) em cerca de 841 a.C. A cerca de sete-pés, de quatro faces, monumento em calcário contém muitas imagens e aproximadamente 190 linhas de texto. A imagem abaixo mostra o rei de Israel Jéu abaixado em humilde homenagem depois da derrota para a Assíria (2 Reis 9-10).

Mas Jeú não teve o cuidado de andar de todo o seu coração na lei do Senhor Deus de Israel, nem se apartou dos pecados de Jeroboão, com os quais este fez Israel pecar. II Reis 10:31.

A representação de Jeú é uma das primeiras imagens de um sobrevivente israelita.

Observe os detalhes dos Hebreus cativos.


A importância do obelisco para a história é fundamental, pois
comprova os fatos da história de Israel relatados nos livros bíblicos e demonstra que houve um exílio das chamadas “Dez Tribos”. O caminho do povo hebreu se deu em direção a região chamada atualmente continente africano. Não somente após o exílio da invasão Assíria, também após a dominação do reino de Judá, pelos babilônios, no domínio grego e com a fuga de um milhão de hebreus na dominação romana que foram habitar Kemeth (Egito).
O obelisco comprova a cor epitelial dos hebreus bíblicos e eles sabem a verdade.


HEBREUS EM CATIVEIRO NA ASSIRIA

Escultura escavada na antiga cidade de Nínive (Capital da Assíria) observe os cabelos dos hebreus em cativeiro. Museu Britânico.
Pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Salmos 137:3.
Esta escultura escavada do palácio em Nínive mostra três prisioneiros de guerra tocando liras sendo levados embora por um soldado.

SOLDADO HEBREU

MÚSICOS HEBREUS




ELES SABEM A VERDADE
O obelisco comprova a cor epitelial dos hebreus bíblicos e eles sabem a verdade.
A vontade de Yah se estabelece na reestruturação da sua nação amada, que após sofrer o cativeiro e ser deportada em navios, novamente recebe a benção de Yah que nunca a abandonou.
A hebréia nação preta tem a história mais antiga em diásporas forçadas do planeta, e atualmente está sendo restaurada, conforme as palavras do profeta sobre o Vale dos Ossos Secos em Ezequiel 37:
1-Veio sobre mim a mão De YAH; e YAH me levou em espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos,
2 e me fez andar ao redor deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale e estavam sequíssimos.
3 E me disse: Filho do homem, poderão viver estes ossos? E eu disse: YAH, tu o sabes.
4 Então, me disse: Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra de YAH.
5 Assim diz o YAH a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
6 E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou YAH.
7 Então, profetizei como se me deu ordem; e houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso.
8 E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito.
9 E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz YAH: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
10 E profetizei como ele me deu ordem; então, o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército grande em extremo.
11 Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel; eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados
12 Portanto, profetiza e dize-lhes: Assim diz YAH: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, e vos farei sair das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
13 E sabereis que eu sou YAH, quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair das vossas sepulturas, ó povo meu.
14 E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra, e sabereis que eu, YAH , disse isso e o fiz, diz YAH.
15 E veio a mim a palavra de YAH, dizendo:
16 Tu, pois, ó filho do homem, toma um pedaço de madeira e escreve nele: Por Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros. E toma outro pedaço de madeira e escreve nele: Por José, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros.
17 E ajunta um ao outro, para que se unam e se tornem um só na tua mão.
18 E, quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo: Não nos declararás o que significam estas coisas?
19 Tu lhes dirás: Assim diz YAH: Eis que eu tomarei a vara de José, que esteve na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei à vara de Judá, e farei delas uma só vara, e elas se farão uma só na minha mão.
20 E os pedaços de madeira sobre que houveres escrito estarão na tua mão, perante os olhos deles.
21 Dize-lhes, pois: Assim diz YAH: Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra.
22 E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.
23 E nunca mais se contaminarão com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com as suas prevaricações; e os livrarei de todos os lugares de sua residência em que pecaram e os purificarei; assim, eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
24 E meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor; e andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão.
25 E habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; e habitarão nela, eles, e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente.
26 E farei com eles um concerto de paz; e será um concerto perpétuo; e os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.
27 E o meu tabernáculo estará com eles, e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
28 E as nações saberão que eu sou YAH que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles, para sempre.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A GUERRA NEGRA - GENOCÍDIO DOS ABORÍGENES DA TASMÂNIA

Por Walter Passos, historiador e teólogo

Pseudônimo: Kefing Foluke.

E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Facebook: Walter Passos

Skype: lindoebano

Na história das civilizações pretas ainda se pauta os estudos na invasão do continente africano, desenvolvendo uma pedagogia histórica restritiva e de negação das migrações do primeiro povo pelo planeta.
No século XIX os ingleses invadiram o continente atualmente conhecido por Oceania e realizaram um dos mais violentos genocídios da história mundial, destruindo civilizações milenares em um projeto de apropriação territorial, expropriação de riquezas, extermínio dos habitantes e a conversão forçada ao cristianismo.
Temos que entender esse projeto devastador do colonizador inglês como um ato de racismo, mais uma vez o invasor branco, com a sua idéia deformada de supremacia racial consegue ter atitudes diferentes conforme os seus interesses. A Inglaterra traficou escravizados do continente africano e combateu o tráfico quando mudou o seu modo produtivo com a Revolução Industrial.
Uma das regiões mais afetadas foi a Tasmânia, ilha e estado australiano situado a 240 km da costa sudeste da Austrália.
Sua superfície é de 65 022 km² e ela contava, em 2002, com uma população de 474 000 habitantes.
A população da Tasmânia provavelmente ultrapassasse 5.000 pessoas com uma história de mais de 10.000 anos que fora maldosamente destruída por uma nação racista que se dizia pautada nos ensinamentos bíblicos. Os habitantes da Tasmânia não tiveram chances de sobrevivências e foram exterminados.
A invasão do Império Britânico resultou no genocídio de milhares de “aborígenes” que resistiram bravamente à invasão colonial, tendo como resultado a deportação à Ilha Flinders, onde a vida dura escravizada e doenças levaram a extinção do valoroso povo da Tasmânia que não se deixou abater.

Atualmente os descendentes de ingleses habitam a ilha e sorriem como se nada tivesse acontecido.

Flinders Island Lions Club

Guerra Negra é usada na historiografia para ressaltar o extermínio realizado pelos ingleses contra a população preta da Tasmânia, sendo de vital importância compreendermos que a guerra realmente começou quando os ingleses desembarcaram em 1803 na Tasmânia com o projeto de extermínio do povo local, apesar da historiografia branca datar de 1828 a 1832. Em 1º De dezembro de 1826, a Tasmanian Colonial Times, jornal de circulação da época, declarou:

“Não fazemos exibição enfática de Filantropia. Dizemos isto sem ressalvas, à autodefesa é a primeira lei da natureza. O Governo deverá retirar os nativos - Se não, eles serão caçados como animais selvagens e destruídos!”

Cartaz usado para enganar o povo preto

Em 1816 antes da Guerra Negra representando o tenente-governador Arthur com a "política de amizade e igualdade de justiça" para “assentados” e Aborígenes.

O Governo devidamente declarou lei marcial em novembro de 1828 e "Brancos foram autorizados a matar negros à vista" (que foi por isso que nenhum colono branco nunca foi condenado pela morte de um aborígene). A recompensa foi fixada de £ 5 por adultos, £ 2 por criança.
Prêmios foram dados a captura dos nativos e além da guerra muitos morreram ao contraírem a gripe dos invasores.
Uma das táticas dos invasores ingleses foi o uso de pastores para enganar e persuadir os habitantes, fato esse ainda muito forte nas comunidades africanas e afro-diásporicas. Na Tasmânia invadida quem se deu a esse papel foi o pastor George Augustus Robinson “Protetor de Aborígenes”, chamado a montar uma "missão amigável" para encontrar os 300 restantes nativos na Tasmânia. Iludiu os nativos levando-os a escravidão e a morte. Um dos grandes objetivos da igreja cristã foi a “purificação” do povo preto que conseguintemente levou a destruição.
Robinson recebeu em pagamento um total de 8.000 libras em seu papel como protetor de Aborígenes. Ele construiu uma pequena comunidade, que incluiu uma igreja e chamou a área de “Ponto de Civilização”. Muitos dos indígenas que viviam no porto tinha sido removido sob falsos pretextos a partir de seu verdadeiro lar na Tasmânia. O Ponto de civilização foi essencialmente uma fábrica que existia para transformar os chamados “selvagens” em cristãos. Entre os 300 nativos que foram atraídos para a ilha apenas 40 permaneceram por meados dos anos de 1840. A maioria tinha morrido devido a doenças e a exploração do pastor.
Uma das práticas dos britânicos foi o rapto das mulheres para serem usadas sexualmente e as crianças foram tratadas como escravizadas. A grande tática dos invasores foi à destruição da família preta.
Caçaram o povo preto por diversão, raptaram, violaram as mulheres criando harens, desenvolveram o instinto de perversidade com uma disciplina da escravatura – com castigos e flagelos: desde chicoteadas com couro de Canguru a mulheres e crianças arrastadas nas fendas das rochas até terem os seus miolos expostos. Os cristãos britânicos na Tasmânia serviam ao Satanás que tem prazer em tentar destruir o povo original, feito a imagem e semelhança de Yah.
Foi necessária a resistência, então o governo britânico declarou a “Guerra Negra” que durou de 1828 a 1832. Em 1830 eles criaram a linha preta que objetivava destruir os povos da Tasmânia.
Mannalargenna (1770-1835), um chefe-guerreiroTasmaniano, foi o chefe dos Ben Lomond (Plangermaireener).
Como líder do Plangermaireener, ele organizava ataques de guerrilhas contra soldados britânicos na Tasmânia durante o período conhecido como a Guerra Negra. Manalargena tinha sido capturado por George Augustus Robinson e acompanhou-o, juntamente com Truganini em sua "missão amigável" para mover o restante da população aborígine para a Ilha Flinders. Infelizmente eles acreditaram nos invasores e foram traídos como foi Ganga-Zumba no Quilombo dos Palmares e Preto Cosme na Balaiada.
Em 1859 os números eram estimados em cerca de uma dúzia, o último sobrevivente morreu em 1876.
Sobrevivente do genocídio inglês foi à grandiosa mulher preta Truganini (1812-1876), sendo a última do seu povo. Teve uma vida difícil apesar de ser filha de um mangana (Chefe), pois com a presença dos invasores ingleses, a sua mãe foi assassinada por baleeiros, e o seu primeiro noivo foi morto ao tentar resgatá-la de um rapto. As suas duas irmãs Lowhenunhue e Maggerleede, foram seqüestradas e levadas para a Ilha Kangaroo, na região sul da Austrália e vendidas como escravizadas.
Abaixo uma foto dos últimos aborígenes da Tasmânia. Truganini é a última à direita.

Os restos mortais do povo da Tasmânia foram vilipendiados e expostos em museus como troféus de guerra e outros serviram para os estudos dos genocidas.
Um grupo de mestiços atualmente se diz descendente de ingleses e mulheres raptadas aborígenes, fato este em discussão porque perderem o fenótipo e a linguagem ancestral.
As conquistas européias devem ser estudadas como a prática abominável de racismo e destruição. O olhar simplório de simples avanço tecnológico, ou de missões cristãs deve ser sempre questionado. Os povos pretos foram e são as grandes vítimas da tentativa das civilizações brancas de se portarem como os donos do planeta e de suas riquezas. O racismo é anti-evangelho e todo aquele que o pratica serve a Sinagoga de Satanás.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

RACISMO PARA CRIANÇAS

Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano
“O vício do cachimbo deixa a boca torta!”. Ouvia sempre esse ditado da minha mãe e hoje vejo a profundidade dessas palavras no que concerne a formação psicológica, social das crianças. O racismo é introjetado de formas diretas que as crianças pretas não o percebem instantaneamente, mas traz conseqüências futuras perigosas.
Os brinquedos, especialmente as bonecas com características brancas, os gibis e os desenhos animados sempre foram formas utilizadas para manutenção das ideologias racistas, tendo duas facetas: de ensinar a discriminação racial às crianças brancas, notadamente aquelas agraciadas com a beleza, com a riqueza, heroísmo e majestade, e de baixar a auto-estima das crianças pretas, fazendo-as se sentir inferiores e desejarem ser como as caucasianas.


Diversos gibis e desenhos animados trazem em seu bojo mensagens de discriminação racial contra os africanos na África e africanos em diáspora.
O gibi “TINTIN NO CONGO” foi publicado entre 1930 e 1931, sendo o segundo da série das AVENTURAS DE TINTIN, que tinha cunho racista e colonialista, retratando pretos como macacos e imbecis.
Em 1930, o Congo representava um Eldorado para a Bélgica. O Congo é oitenta vezes maior que o país que o colonizava, possuindo um subsolo extremamente rico e com a população nativa e explorada. Por conseguinte, Hergé o autor do gibi devia fazer uma propaganda deste país, com a visão do colonizador belga.
O gibi cria estereótipos sobre os congoleses os colocando inferiores aos animais. Na versão em preto-e-branco, o quadro-negro é um mapa de geografia, e Tintim diz: "Hoje vamos falar de vossa pátria: a Bélgica".
Na versão colorida, Tintim é interrompido por um leopardo enquanto dá uma aula de aritmética. Os africanos possuem pronúncias erradas, enquanto os elefantes falam corretamente.


Quando os meus filhos (as) nasceram tive a preocupação de criar historiam infantis, porque é gostoso conversar com crianças, viajar no mundo da fantasia, é necessário para elas esses momentos do lúdico na formação da personalidade, e sem ser psicólogo acredito que as crianças tem o direito de sonhar. Os sonhos de nossas crianças são mergulhados em discriminação racial através da mídia.
Entre os desenhos animados bem conhecidos estão os do Patinho Feio que nasce preto e é discriminado, quando cresce se torna um lindo cisne branco admirado por sua beleza e grandeza.
Outro desenho que marca gerações é Pernalonga e Patolino, este último sempre leva a pior, um bobo, idiota e nunca consegue êxito, representado pelas penas escuras, comum nos desenhos norte-americanos para indicar indivíduos pretos, exportando esses Toons para o mundo, sendo um dos mais conhecidos e vistos até hoje por crianças brasileiras:


No desenho Pica-Pau, Zeca Urubu é uma figura corrupta, traiçoeira, e vive de trapaças e roubos segue a mesma dinâmica, este por sua vez na tentativa racista de representar os “malandros” norte-americanos da época.


Na chamada evangelização de crianças as igrejas difundem o racismo de uma maneira bem perspicaz que os próprios pretos não notam ou fingem não perceber as armadilhas na proposta das boas novas que afetam o psicológico das crianças pretas. Artigos foram escritos neste blogger convidando a reflexão desses desenhos. Um desses exemplos foi o artigo: DIANTE DO TRONO: AOS OLHOS DO PAI, A CRIANÇA PRETA NÃO ESTÁ NOS SONHOS DE DEUS?


Na concepção da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecida popularmente como Igreja Mórmon, os pretos foram amaldioçados por Deus, confira esse desenho:

Os estúdios da Disney sempre demonstram em desenhos os pretos como feios, inclusive no desenho a Bela e a Fera, o príncipe branco amaldiçoado é um fera de cor marrom:


Tentando agradar a comunidade preta a Disney vai lançar em novembro de 2009 o longa-metragem: A Princesa e o Sapo, anteriormente chamado de A Princesa Sapo.

Há uma boa controvérsia nos USA já que a princesa do filme original chamava-se Medda, nome comum entre as classes baixas, e era empregada doméstica, o que gerou uma mudança no roteiro por indignação da comunidade preta. Essa controvérsia foi postada no site Youtube com a incorporação proibida. Mas você poderá assisti-la clicando no link abaixo:
Disney's The Princess and the Frog – Controversy
E concluindo, um dos desenhos mais racistas da Disney também tem a incorporação desativada é um musical onde as representações das mulheres pretas são humilhantes e ultrajantes, Vale à pena conferir, clique: Fantasia - The Pastoral Symphony – UNCUT
Abaixo está um vídeo que demonstra como as crianças pretas introjetaram dentro de si o racismo:

terça-feira, 14 de julho de 2009

JIHAD OF LOVE – JIHAD DO AMOR

Por Aidan Foluke, Membro da COPATZION, Tesoureira do CNNC e Acadêmica de Enfermagem.
MSN: vanessasoares13@hotmail.com
Skype: aidanfoluke

O islamismo é a religião que mais cresce no planeta, sendo considerada a segunda maior em número de seguidores desde o surgimento do islamismo no século VII. Há 14 séculos tem se espalhado no mundo e transformado civilizações como no caso de inúmeros grupos étnicos na África, e atualmente diversos países africanos são de tradição islâmica.
JIHAD OF LOVE foi um documentário dirigido por Parvez Sharma que nasceu na Índia, que assume ser gay e muçulmano. Os participantes do documentário são muçulmanos que desejam viver a sua homossexualidade livremente e continuar praticando a fé islâmica.
A Jihad de Amor foi filmado em 12 países: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Paquistão, Egito, Bangladesh, Turquia, França, Índia, África do Sul, Estados Unidos e Reino Unido e em nove línguas, vindo dessa forma do coração do Islã.
‘A jihad for Love’ tem sido também conhecido sob a designação ‘Em nome de Deus’. A palavra ‘jihad’ ou ‘guerra santa’, diante das reações do povo islâmico as opressões tem tido outras conotações. O seu significado é bastante complexo e o documentário tenta recuperar o conceito que se refere à luta dos fiéis de se manterem no caminho de Deus.
Há uma luta extrema de muçulmanos e muçulmanas que vivem em países onde há proibições de seus relacionamentos homoeróticos, os levando a uma dupla vida para serem aceitos na sociedade.




Jihad of Love pela primeira vez trouxe a discussão através do cinema sobre a complexa relação de homossexualidade e islamismo.

A homossexualidade em uma religião de cunho patriarcal-poligâmica, onde as mulheres são sujeitas a funções de submissão e de procriação, é discutida no documentário trazendo a tona relações de poder, sexismo, fé e amor dentro do Islã.
O cineasta Parvez Sharma viajou a muitos mundos dessa fé dinâmica, descobrindo as histórias de seus mais improváveis narradores: lésbicas e gays muçulmanos.
O número de praticantes que apóiam a homossexualidade é bem ínfimo porque o Islã significa submissão, e ser homossexual nos padrões do Islamismo é quebrar todas as regras impostas pelos dogmas.
O Hadith, que são tradições orais relativas às palavras e atos de Maomé e considerada como ferramentas importantes para determinar o modo de vida muçulmano por todas as escolas tradicionais de jurisprudência, também contêm inúmeras declarações condenando a homossexualidade.

Relações entre o mesmo sexo são condenadas a pena de morte em vários países muçulmanos: Arábia Saudita, Irã, Paquistão, Mauritânia, no norte da Nigéria, Sudão e no Iêmen. Em muitos países não existe a pena de morte, que são variáveis desde excreção pública a chicotadas na Arábia Saudita.
O Irã é talvez a nação que executou o maior número de cidadãos por causa da homossexualidade. Desde 1979 com a revolução islâmica, o governo iraniano tenha executado mais de 4.000 pessoas acusadas de atos homossexuais.
Jihad of Love é um bom documentário que nos traz a reflexão sobre homosexualidade, respeito, tolerância e fé.


PRETAS POESIAS

PRETAS POESIAS
Poemas de amor ao povo preto: https://www.facebook.com/PretasPoesias