terça-feira, 16 de junho de 2009

OLMECAS - A CIVILIZAÇÃO PRETA AMERICANA

Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano

Ao iniciar as discussões acerca dos Olmecas, importante é ressaltar que esta nomeação foi posta por arqueólogos ao se depararem com essa civilização preta, e não sabendo como chamá-la optaram por este nome asteca referente à população que habitava essa região. As pessoas que habitavam a região na qual a cultura se desenvolveu eram chamados de Olmecas que, em Nahuatl (a língua dos Astecas), quer dizer: Habitantes do País da Borracha. Isso se deve ao fato de que naquela região havia muitas seringueiras, árvores de onde se extrai o látex utilizado na fabricação da borracha. Então, já sabemos que o nome Olmeca não é como os membros dessa civilização africana se autodenominavam. Mas, enquanto os estudos arqueológicos continuam, apesar de uma parte dos sítios se encontrarem em propriedade das instalações do PEMEX (Petróleos Mexicanos), o equivalente a Petrobrás e outros soterrados pelos pântanos mexicanos, aguardamos novas descobertas e decifrações dos hieróglifos para sabermos a verdadeira denominação.
Sempre digo aos estudantes a necessidade da localização espacial dos fatos históricos, não há história sem geografia, a interdisciplinaridade entre estas duas ciências é fundamental paras o entendimento das civilizações. Uma das táticas do eurocentrismo é negar ou tentar modificar as localizações das civilizações pretas, como o caso de Khemet, da negação dos estudos dos povos do Vale do Indo, a ausência de discussão geográfica das civilizações pretas na Oceania e na Europa. A arte de negar e dissimular os fatos históricos tem contribuído para o desconhecimento das civilizações pretas no planeta, com os Olmecas a questão ainda é mais profunda, pois há todo um complô acadêmico de negação da africanidade desta civilização dentro do próprio México e no mundo ocidental, apesar das provas arqueológicas, os defensores do eurocentrismo dominam as principais academias de história. A nossa equipe se sente desafiada a desmitificar a história eurocêntrica, por este motivo a nossa equipe em breve disponibilizará o curso de Geografia e História da América-Africana, com uma concepção afrocentrada, sendo o primeiro do Brasil.
A civilização dos Olmecas estava situada no Golfo do México e começou a ser pesquisada através da arqueologia no século XX:

A descoberta de uma antiga agenda no México de 3113 anos a.C. comprova que a civilização dos Olmecas é muito mais antiga deixando exasperados muitos historiadores e arqueólogos que tentam negar esta civilização preta. Os relatórios apontam que as autoridades mexicanas ficaram "envergonhadas", porque afirmavam que o início cerca de 1200 anos a.C. A descoberta do calendário comprova que há 3113 anos antes de Cristo, os pretos habitavam a América.

Hieróglifos Olmeca



Os cientistas afrocentrados têm realizados diversos estudos que comprovam que os Olmecas possuem ligação direta com as civilizações africanas, e de acordo com Clyde Winters, os Olmecas foram africanos Mandinka da África Ocidental que utilizaram a forma de escrita Mende para escrever e falar a língua Mende, a mesma língua falada por Cinque no filme Amistad.

Homem Mandinka Atual

A forma de escrever Mende foi encontrada em monumentos no Monte Alban, no México, posteriormente descobiu-se que a língua é a mesma falada pelo povo Mende da África Ocidental.
Não somente o fenótipo com os pretos africanos comprovam a origem dos olmecas e também muitos dos seus rituais religiosos, como a utilização de machados como adereço e respeitabilidade a força da natureza, representada pelo trovão, a utilização de sacerdotes-rei e o respeito às crianças.
Após escavações na região costeira de Vera Cruz foram encontradas muitas casas em três locais: La Venta, Tres Zapotes, e San Lorenzo; os quais mostram especialmente em La Venta os antecedentes das futuras civilizações da Mesoamerica, com templos construídos em torno de praças em padrão regular e toda a área de cerimonial de um longo eixo central em direção norte-sul. O fator interessante é que esta ordenação é parecida e contemporânea das civilizações do Vale do Indo, como o caso das ruas de Monhejo-Daro e Harappa.

A civilização olmeca é batizada de futura-mãe, devido aos traços comuns legados a outras civilizações meso-americanas. Esses traços seriam: o culto ao jaguar, os centros cerimoniais, a escrita, o calendário, a construção de pirâmides escalonadas e o jogo ritual com bolas de borracha. Ao redor desses centros os olmecas cultivaram o milho, o feijão e a abóbora aplicando uma agricultura de coivara ao longo dos rios. A dieta alimentar ainda era complementado com a caça e a pesca. Os olmecas não conheciam os metais, mas usavam o jade como principal minério para construção de maravilhosos trabalhos artísticos.

Artesãos Olmecas foram hábeis em retratos de animais, por exemplo, o peixe navio.Os olmecas, como outras civilizações americanas, construíram templos e pirâmides parecidas com as construídas pelos pretos de Khemth e Kush-Nubia, sendo uma preocupação aos eurocentristas, evidente que a migração dos povos pretos confirma que foram primeiros a fazer comércio ao redor do planeta e desenvolver civilizações.
Mais de 22 pedras esculpidas em forma cabeças de rocha basalto sólida tem identificados pretos em características raciais, bem como traços culturais como penteados, tranças com pérolas e cabelo retorcido, além de um tipo de capacete de guerra identificado como Nubiano foram encontrados esculpidos nas esculturas colosais Olmecas em conexão com a África Ocidental e Khemth / região de Kush.

Em 1982 Professor Alexander von Wuthenau comparou cabeças Olmecas com Rei Taharka, um Nubio-Kushita, Faraó do Egito antigo.

Destarte, é impossível em um artigo de blogger descrever essa importante civilização preta, mas, é um dos caminhos simplórios para uma desconstrução do mito eurocentrista, e não somente os Olmecas tem características africanas. Outras importantes civilizações da América - Africana a possuem, por isso em breve a nossa equipe estará oferecendo o curso Geografia e História da América-Africana.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O PRETO NA AMÉRICA ANTES DA INVASÃO EUROPÉIA

Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano


CONSIDERAÇÕES INICIAIS: A TENTATIVA DA NEGAÇÃO DA HISTÓRIA PRETA
Diversas descobertas arqueológicas continuam sendo feitas comprovando o único caminho para entender as civilizações ancestrais: a afrocentricidade. Historiadores, antropólogos, lingüistas, arqueólogos, biólogos e outras áreas do conhecimento tentaram esconder durante séculos e acobertar achados históricos que comprovam a presença africana em todo o planeta - a conexão preta na civilização mundial.
São vãs as tentativas de embranquecer Khemet, Mesopotâmia (Terra dos Etíopes), os chamados aborígenes e outras populações da Oceania, o Vale do Indo, as primeiras populações pretas na China e do Japão, na Tailândia, os primeiros habitantes da Grécia e de toda a Europa, a Espanha Mourisca, a população preta inicial das Américas, e especialmente os verdadeiros hebreus que são os pretos cativos que vieram para as Américas conforme a releitura de Deuteronômio 28 e de toda a história bíblica. Se você se interessa por esta verdade escondida, escreva para hebreuspretos@gmail.com
Para Hegel, a África era a parte do continente situado ao sul do Saara e habitado pelos pretos. Ele considerava o norte da África como parte da Europa, continente de história, e o Egito, em seu pensamento, era isolado como um grade sítio de cultura oriental. A partir dessa distinção, percebemos que para Hegel, os pretos constituem um grupo humano sem qualquer forma de história, porque seu continente, a África, “é o país da infância que para além do dia da história consciente, é envelopado pela cor negra da noite.”. Ainda segundo ele, os pretos não têm nem história empírica, o que significa que eles não têm nem civilização e nem cultura. De outra parte, eles não têm história de pensamento, o que testemunha sua incapacidade para pensar e da existência de pensamento na África.
Fico deveras pensativo quando intelectuais pretos conhecem de cor as escolas racistas não as compreendendo assim, e tentam procurar saídas para o nosso povo baseados em ideologias discriminatórias.
Os defensores da incoerência histórica baseadas no eurocentrismo não conseguem se manter de pé, por causa das provas incontestes, e os ataques aos historiadores pretos afrocentrados não estão mais surtindo efeito. Está sendo desmantelada a grande mentira eurocêntrica criada na invasão do continente africano e americano através da escravidão e colonização: O POVO PRETO NÃO TEM HISTÓRIA. A máxima na história das civilizações do planeta atualmente é: O POVO PRETO É O INÍCIO E CONTINUIDADE DE TODA A HISTÓRIA.
Todas as concepções filosóficas e políticas estruturadas na base do eurocentrismo, rotuladas de direitas ou esquerdas combatem a afrocentricidade, seja marxista, weberiana, não importa.
O europeu e seus descendentes acreditam que são superiores e se apropriaram de riquezas artísticas, de tesouros ancestrais, maculando a verdade, e expondo as suas prendas de guerra em museus: Museu do Louvre, Museu do Homem e, recentemente, o Museu do Quai Branly, tornando-se provas incontestes da apropriação de uma parte da história africana e afro-diásporica. As concepções formuladas no pensamento europeu não compreendem e não aceitam a história baseada nas sociedades africanas e suas migrações pelo planeta.

Estátua de Imhotep no Museu do Louvre

Muitos com a concepção eurocêntrica começam a mudar de opiniões porque não podem violar os fatos e infelizmente muitas pessoas pretas que nada sabem sobre a ciência da história e da afrocentricidade andam se autotitulando de “afrocêntricos”, sendo meros eurocêntricos maquilados de pretos, mas, deve ter cuidado para não servirem de repetidores da história eurocêntrica e de suas táticas da pós-modernidade, outra invenção eurocêntrica que em breve será discutida neste blogger pelo Griot Ademário ou por mim.
Sobre a população preta inicial das Américas antes da invasão dos europeus é mister que a História das Américas seja enriquecida com uma nova matéria: Geografia e História da América-Africana. Os chamados “detentores de conhecimentos” que repassam informações européias as nossas crianças e adolescentes, obrigados pelas leis que tentam normatizar fora da afrocentricidade à história dos povos africanos e afro-diásporicos, repito com a visão do europeu, libertem-se da escravidão mental e aproveitem a oportunidade de conhecer a face preta da história americana. Geografia e História da América - Africana será um dos cursos que a nossa equipe de História afrocentrada disponibilizarará em breve. Por mais informações entre em contato com historiafrocentrada@gmail.com

LUZIA E O HOMEM DA LAGOA SANTA
Lembro-me da saudosa Maria Beatriz do Nascimento (Bia) lá pelo final da década de 70 no Grupo de Trabalhos André Rebouças da UFF (Universidade Federal Fluminense quando conversávamos e afirmava que os povos pretos habitaram as Américas antes dos chamados ameríndios e da invasão branca européia.
Um dos achados arqueológicos pela missão arqueológica franco-brasileira considerado um dos fósseis mais antigos da América de 11.500 a 12 mil anos encontrado em escavações na Lapa Vermelha, uma gruta na região metropolitana de Belo Horizonte - Minas Gerais refere-se ao crânio de uma mulher com idade entre 20 e 25 anos . Os traços lembram os atuais aborígenes da Austrália e os pretos africanos - com o nariz largo, e bochechas e queixos salientes que foi chamada de Luzia, apelidado pelo bioarqueólogo Walter Alves Neves, do Instituto de Biociências da USP. Ele se inspirou em Lucy, a célebre fóssil de Australopithecus afarensis de 3,5 milhões de anos achado na Tanzânia em 1974. As pesquisas na Lagoa Santa foram feitas pelo pioneiro das descobertas dessas ossadas humanas, o naturalista dinamarquês Peter Lund que se radicou em Lagoa Santa na década de 1830. Ele encontrou grande número de fósseis humanos e de animais pré-históricos já extintos nas cavernas da região. O maciço calcário do carste de Lagoa Santa favorece a fossilização das ossadas.
Segundo a arqueóloga Rosângela Albano, que dirige o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire (é o nome da arqueóloga francesa que coordenou junto com André Prous a missão franco-brasileira que descobriu o crânio de Luzia, em 1975), Lund descobriu cerca de 70 ossadas humanas, a maioria das quais enviadas para o museu de Copenhague. Naquele século, muitas outras ossadas foram encontradas por pesquisadores brasileiros e de outros países.
A presença das populações pretas na América é bem difusa em diversas regiões e hoje começaremos uma discussão simplória sobre a mais conhecida que a cada momento
OS OLMECAS

Estátua Olmeca

O conhecimento da civilização Olmeca é iniciante, quando falamos das civilizações nas Américas o conteúdo é sobre os Maias, Astecas e Incas, e pronto. Explicou-se e exformou o que chamam das civilizações “pré-colombianas”. Sendo assim, os Olmecas será a primeira civilização que iremos comentar , e de antemão, saibam que estamos falando de uma civilização preta, considerada pela arqueologia como mais antiga que a civilização dos Maias. Os Olmecas deram um xeque-mate nos defensores do eurocentricismo que se apegam a qualquer centelha que possa surgir objetivando negar a migração dos povos africanos há milhares de anos.
Continua na segunda-feira dia 15/06 neste blogger.

terça-feira, 2 de junho de 2009

ESCRAVIDÃO, ALCOOLISMO E DESTRUIÇÃO DO POVO PRETO

Por Aidan Foluke, Enfermeira
MSN:vanessasoares13@hotmail.com
Skype: aidanfoluke

"Estarás perdido, tornando-te o ludíbrio e escárnio de todos os povos onde YAH te houver levado" Dt 28:37
Na história da escravidão as conseqüências do contato dos europeus invasores com os africanos foram devastadoras no âmbito da espiritualidade, do psicológico e da morfofisiologia. As patologias oriundas desse contato forçado suscitaram distúrbios homeostáticos que ainda hoje afetam os africanos na África e Afro-América. O desequilíbrio ecológico da destruição do habitat natural dos povos africanos, a mudança dietética, a negação da farmacopéia oral africana, os traumas da escravidão, o trabalho forçado e insalubre, habitações desprovidas do mínimo saneamento, a demonização cultural e a introdução do álcool da cana-de-açúcar e de outros elementos na dieta foram causas de proliferação de endemias nos escravizados e atualmente afetam os afro-diásporicos.
O uso da fermentação de cereais e frutas existe no histórico das populações africanas e muitos deles usados em rituais religiosos que sofreram transformações profundas com a introdução da fermentação da cana-de-açúcar no Brasil. Aliás, em muitos rituais afro-americanos são veneradas entidades que se embebedam com cachaça. Neste artigo vou discorrer sobre o vício do alcoolismo proveniente da escravidão e sua conseqüência na formação de patologias entre os descendentes de africanos, como um fato inteiramente novo de dominação e perda da identidade ancestral.
O alcoolismo afeta a espiritualidade e a psicomorfofisiologia do dependente. A mudança dietética foi fundamental para quebrar a resistência do organismo do escravizado proporcionando-lhe as adaptações desejadas do agressor-escravizador.
É lastimável o uso das bebidas fermentadas de cana-de-açúcar, a conhecida cachaça, pela maioria da população preta brasileira e se torna ainda mais estranho, quando após reuniões da juventude preta com propósitos libertários uma grande parcela continua coabitando com os vícios impostos pelos dominadores. Na escravidão a cachaça fazia parte da dieta para deixar o escravizado lerdo, abestalhado e de fácil dominação no aceitamento de trabalhos desumanos. Nos engenhos do nordeste era costume dar cachaça aos escravizados na primeira refeição do dia, a fim de que pudessem suportar melhor o trabalho árduo dos canaviais, prática de todo o escravismo no Brasil, que obrigava os escravizados a usarem a cachaça diversas vezes ao dia.
Na musicalidade brasileira inúmeras são as músicas relacionadas ao povo preto e a cachaça, entre estas umas das que mais chama a atenção no intuito discriminatório em todos os sentidos relacionados ao homem preto.

O grupo pernambucano “Quinta Ladeira” reforça o estigma da mulher preta como cachaceira:


Uma parte do álcool é absorvida pelo organismo através da parede do estômago. Outra parte é metabolizada pelas enzimas do fígado. Quando a pessoa bebe muito, o fígado começa a acumular gordura, tornando-se um "fígado gorduroso", cujo tecido se deteriora, levando à hepatite alcoólica ou cirrose, ascite (barriga d'água) e, até, à morte. Entre os homens pretos, a ocorrência de morte devido ao alcoolismo acontece duas vezes mais do que na população branca.
Uma das mais nefastas saídas dos traumas impostos na escravidão na população preta tem sido o refugio ao vício maléfico da aguardente, tornando o Brasil o maior consumidor de cachaça do mundo e levando dessa forma ao consumo recorde pelo povo preto. Baseado nisto, observa-se patologias que são facilmente encontradas em nossa população como: alterações no sangue - hepatite; ossos e articulações - degeneração dos ossos; lesão cerebral - síndrome de Wernicke-Korsakoff; câncer - na boca, esôfago, estômago, fígado; pulmão - pneumonia, tuberculose; epilepsia; síndrome fetal; coração - arritmias, cardiopatia, hipertensão e doença coronariana; fígado - cirrose hepática; transtornos sexuais - disfunção testicular e impotência; esôfago e estômago – corrosões que levam a gastrite, úlcera péptica, esofagite. E os mais diversos sintomas - dificuldade na fala e distúrbios da sensação; apatia e inércia geral; vômitos; incontinência urinária e fezes; inconsciência e anestesia. Além de todas essas patologias e sintomas podem-se citar os transtornos na personalidade dos seus consumidores, os quais são visíveis bem, como: a perda de eficiência, diminuição da atenção, julgamento e controle, instabilidade das emoções, menor inibição.

Fígado com cirrose hepática
As relações interpessoais de uma pessoa que bebe são modificadas, o caráter agressivo é predominante, principalmente nos homens pretos. Segundo especialistas, filhos de pais que consomem álcool em grandes quantidades desenvolvem a chamada síndrome do alcoolismo fetal, que se manifesta em atrasos no crescimento, tendência a ataques epilépticos, anormalidades faciais e problemas de aprendizagem e comportamento, retardamento mental.
Dois graves problemas do vício de álcool na mulher preta são a predisposição da Síndrome de Down - atraso mental em seus bebês e os grandes índices de aborto. Os danos são produzidos, porque a gestante elimina duas vezes mais rápido o álcool do seu sangue que o bebê, forçando-o a realizar uma tarefa para quais seus órgãos não estão preparados.
As mulheres pretas quando grávidas e são viciadas os seus fetos adquirirem defeitos que varia de leve a grave, os quais poderão ser evitados se elas aprenderem a se amar e ao seu povo preto.

É necessário que a mulher preta ame a si própria e ao seu povo preto
O uso do álcool tem aumentado o número de agressões na família, principalmente nas companheiras e nos filhos e filhas. Há inúmeros casos de mulheres pretas dominadas pelo vício da bebida abandonar e até mesmo mutilar as suas crianças. Nas nossas famílias temos históricos de familiares dependentes e sabemos quão mal faz ao equilíbrio familiar e da comunidade preta.
Muito dos delitos cometidos está na violência no transito. A quantidade de presos pretos que cometeram delitos após o uso do álcool, isto é, furtos, agressões, homicídios o fizeram depois de ingerirem bebidas. É necessário que os homens pretos se livrem da maldição da branquinha e da lourinha, as quais trazem males irremediáveis à família afro-diasporica e as mulheres pretas não concordem com a bebedeira de seus companheiros.

Há uma predisposição genética dos descendentes de escravizados a usarem a cachaça, isto explica o projeto do escravizador em longo prazo de dominar uma população através da bebida. Este é um fato que merece melhores discussões em reuniões da juventude preta. Imaginemos uma reunião da juventude com o tema: A dominação racial através da cachaça. Você participaria? Qual seria a sua opinião de acordo com os fatos e observando a sua árvore genealógica?

Quem sabe um dia iremos cantar: 
Na minha casa todo mundo é bamba
Ninguém bebe
E todo mundo samba. 
ACESSE PRETAS POESIAS:

quarta-feira, 27 de maio de 2009

HARAPPA E MONHEJO–DARO – CIVILIZAÇÃO PRETA DO VALE DO INDO

Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano

É abissal e crítico o desconhecimento da afrocentricidade entre os estudiosos de história. A maioria dos leitores do artigo anterior ficou espantada e em alguns fóruns fui chamado de insano, confesso fiquei feliz por ter a oportunidade de trazer a algumas pessoas o questionamento sobre a história afro global. Um membro da comunidade de Budismo, neste fórum disse que os pretos agora iriam pedir cotas para o Nirvana e outro em uma comunidade de estudante de história afirmou que os pretos não têm mais o que inventar. Discorrer sobre o Buda Preto foi mexer no vespeiro do eurocentricismo e fazer com que pessoas seguidoras do budismo pudessem demonstrar que a verdade de acreditarem em uma filosofia não branca os afeta profundamente apesar de não se declararem racistas. A incongruência é visível: Dizem que acreditam na igualdade entre os seres humanos e a importância da cor da pele nada significa, mas, seguir filosofias fundadas por pretos é inconcebível.
A ciência da história está acima dos desejos do que pensamos ou do que queremos.
A História das civilizações primevas remonta a única raiz: os povos pretos e suas migrações no planeta. Entender e ensinar história permeia-se no conhecimento dos povos originais como base da evolução da humanidade.
A história civilizatória no Vale do Indo remonta a milhares de anos com a população preta dos dravidianos que fundaram a desenvolvida civilização das cidades de Harappa e Mohenjo-Daro (Colina dos Mortos) aproximadamente em 2200 a.C, seu sitio arqueológico começou a ser estudado somente em 1920 na província de Sind no Paquistão. Foram as primeiras cidades urbanizadas do planeta, contemporâneas ao antigo Kemeth e civilizações mesopotâmicas como a dos sumerianos; com uma extensão territorial maior e ainda desconhecida. Esta civilização ainda está em fase das escavações dos sítios arqueológicos e podendo superar a civilização de Khemet em algumas áreas de conhecimento e tecnologia. Os arqueólogos descobriram na Índia e no Paquistão mais de mil sítios arqueológicos pertencentes ao que hoje chamamos de civilização do Indo, ou de Harappa.
Os sítios arqueológicos, cuja maior parte apresenta uma superfície entre 80 ares e dois hectares, estão espalhados por uma área de 780 mil quilômetros quadrados, ou seja, duas vezes maior que o território da antiga Suméria. Nenhuma civilização da idade do bronze possuía área de influência geográfica tão extensa.
URBANIZAÇÃO:
É considerada a maior das civilizações urbanizadas da antiguidade, superando Khemet, Mesopotâmia e a China. O planejamento urbano foi muito desenvolvido milhares de anos antes do urbanismo do Império Romano. São consideradas Harappa e Monhejo-Daro as cidades mais antigas em planejamento urbano do planeta.
Monhejo-Daro possuía grandes artérias, orientadas na direção norte-sul, com cerca de dez metros de largura, cruzavam em ângulo reto, a cada 200 metros, com ruas que seguiam a direção leste-oeste. Esse traçado dividia a metrópole em quadriláteros, no interior dos quais havia um emaranhado de ruelas sem plano preciso, com larguras variando entre um metro e meio e três metros.
Harappa, que também ostentava uma planificação igualmente avançada, foi construída com um conjunto de pequenas elevações, dominado por uma cidadela, e um quadrilátero de avenidas orientadas na direção norte-sul, delimitando amplos bairros.
As ruas foram matematicamente construídas em forma de cruzamento no sentido norte sul, verdadeiros bulevares, com lojas e restaurantes. Havia poços públicos e sistemas de esgotos e coletores de lixo.
Houve uma preocupação com os trabalhadores e criaram bairros operários para melhorar o seu bem-estar.
A população dessas cidades possuía cabelos crespos, lábios carnudos e narizes largos.

O historiador grego Diodurus Siculus relaciona essas civilizações parecidas com a civilização da Etiópia e o povo de Harappa identificava Osíris como o seu fundador e, conforme Diodurus Siculus Osíris fundou diversas cidades no Vale da Índia, inclusive Nysa, em memória da cidade de Khemet onde fora educado. Outro escritor grego Apolônio de Tyana visitou a Índia no final do primeiro século e escreveu que os seus habitantes eram colonos da Etiópia. Há um documento latino chamado Alexandria Itenerari escrito em 345 d. C para o Imperador Constantino relatando que a Índia é uma continuidade de povos do Egito e Etiópia. O historiador Eusébio escreveu que no reinado do Faraó Amenofis IV, um grupo de etíopes do vale do Indo se estabeleceu no vale do Nilo.
Como já é de notório saber dos estudiosos da afrocentricidade a yoga é uma criação das civilizações pretas detentoras das práticas de curas possibilitadas através da melanina condutora da espiritualidade. Imagino neste momento como ficam os defensores do eurocentrismo. Quais serão os seus argumentos e ataques as provas históricas e arqueológicas? Serão que deixarão de praticar a yoga? A yoga era praticada nesta civilização como também no antigo Khemet (Egito), sendo este o próximo tema deste blogger.
Foi descoberta uma piscina de banho público com águas aquecidas em Monhejo-Daro. A escrita de Harappa ainda não foi decifrada e quando forem descobertos novos escritos grandes revelações surgirão dessa majestosa civilização preta.
Desenvolveram grande tecnologia na produção de alimentos com técnicas avançadas de irrigação e aproveitamento da terra com a plantação do trigo, milho, cevada, ervilhas, gergelim, arroz, cebola, algodão e armazenamento de milhares de toneladas de cereais.
A engenharia naval foi proeminente com navios feitos com teca uma madeira resistente e apropriada que possibilitou a escoação comercial dos produtos tendo uma administração central representada por autoridades religiosas. O comércio exterior atingia toda a região da Mesopotâmia, antes da invasão dos gregos chamada de Terra dos Etíopes, Irã, Ásia Central e possivelmente a regiões da África chegando a Khemet, recebendo como pagamento metais preciosos, possuindo pesos e medidas padronizadas, usavam vinte e um pesos.
Conheciam a mineração e a fundição, pois trabalhavam o ferro, o bronze, o ouro, pedras preciosas e semipreciosas como o lápis, ágata, pérola, cornalina, madrepérola, lápis-lazúli e turquesa foram encontrados sinetes de estealite e outros metais. Foram grandes ceramistas na produção de telhas e vitrais.
A produção dos oleiros através de suas oficinas descobertas deixa os arqueólogos boquiabertos, além de terem usados tinturarias e trabalhado no artesanato de contas.
Os artesãos produziam figuras de elefantes, tigres, crocodilos e diversas pessoas em posição de yoga, fato este já relatado.

Tigre em terracota

Os meios de transportes usavam os bois puxando carroças com rodas de madeira.
Esta poderosa civilização preta foi de uma índole pacifista e de grande sensibilidade espiritual e contemplativa possivelmente sem a existência de classes sociais, que leva aos graves conflitos na sociedade.
Não foram encontrados grandes monumentos louvando os poderosos como grandes palácios, templos, túmulos com tesouros. A eles é denotado o surgimento da religião jainista que prega a paz entre os seguidores e a o respeito profundo pela natureza. Os grandes líderes do jainismo foram homens pretos, inclusive o vigésimo terceiro líder janista é retratado com uma aparência negro-azulada de exemplar beleza.
Além da yoga é destacada a criação do jogo de xadrez, a preocupação e dedicação a infância com a fabricação de brinquedos para as crianças.

E similares a esses carrinhos ainda hoje são usados em áreas rurais do Paquistão e da Índia.
Muito ainda poderíamos escrever sobre estas civilizações, mas, estamos em um blogger e os textos não devem ser cansativos.
Concluindo, estas civilizações do Vale do Indo ainda estão em fase de descobertas e escavações dos sítios arqueológicos. É importante ressaltar que esta civilização existiu antes da invasão dos arianos que impuseram o sânscrito como língua oficial e, hoje os seus descendentes tentam negar a pretitude das civilizações do Vale do Indo e dizem que foram eles os habitantes autóctones da região. Mas, não podem destruir todos os achados em terracota e não poderão deformar a história.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

BUDA NEGRO

Por Walter Passos, historiador, teólogo e membro da COPATZION (Comunidade Pan-Africanista de Tzion). Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano


Sempre reitero de que os estudos da afrocentricidade são primordiais para o entendimento da diáspora afro global que é desconhecida da maioria da população dentro e fora do continente africano. Os ensinamentos e discussões sobre a história do nosso povo são tendenciosos objetivando negar legados importantíssimos. Muitos afrocentrados trabalham isoladamente por não concordarem com a história eurocentrada e reducionista ensinada pelos doutores da história que formam meros repetidores da concepção européia sobre as civilizações originais, e nesta caminhada muitos africanos e afro-diásporicos das mais renomadas escolas se tornaram defensores.
Um dos graves desconhecimentos é sobre a história preta da Ásia oriunda das migrações de africanos que povoaram o planeta, e não conhecer essas migrações torna-se difícil comentar sobre o Budismo.

Fotos de Mulheres de Orissa no nordeste da Índia. Observe o vestido, brincos e o olhar como mulheres africanas etíopes.
Discordo como professores de história da África tentam “exformar” os estudantes com suas experiências educativas não baseadas na afrocentricidade, veiculando informações do seu próprio ego e suas crises de africanidade misturadas com a vaidade, os considero detentores do conhecimento “afro-eurocentrado”. A informação é um crescimento interior e dependendo da “exformação” o interior do estudante ficará também deformado.
O budismo é a quarta religião mundial sendo superada pelo cristianismo, islamismo e Hinduísmo, pressupõe que há 365 milhões de praticantes budistas no planeta seguindo linhas diferentes de teologia e prática. É interessante ressaltar da negação de budistas da qualificação de religiosos, dizem-se praticante de uma filosofia não religiosa.
As imagens que vemos de Buda o retratam gordo e não preto e não retratam a verdade histórica. O poder da imagem é fundamental para inserir nas mentes a mentira.

O Buda histórico era da cor do ébano e foi retrato fielmente durante centenas de anos por diversas civilizações asiáticas.
Buda do templo Nara no Japão do ano 770 d.C

Neste artigo simplório não iremos dirimir a doutrina budista, o nosso objetivo, é discorrer resumidamente sobre a origem preta de Buda e de seus seguidores que fundaram o budismo, e como os arianos mudaram a história.



A antiga Índia é citada na bíblia quatro vezes e estava localizada no Vale do Indos e abrangia uma área do rio Oxus no Afeganistão até o Golfo de Bombaim na região meridional da Índia do Sul. Atualmente as regiões que compõem a Índia, Paquistão e Bangladesh eram partes integrantes de uma civilização conhecida por Harappans que floresceu entre 2000 a 1700 a.C. e tinha várias cidades, sendo as mais importantes Harrappan e Mohenjo-daro (Monte dos Mortos), Chanhu-Daro, Kalibagan, Quetta e Lothal. Escreverei sobre essa civilização no próximo assunto deste blogger.

Menina dançarina de Mohenjo-Daro.

A população preta do Vale do Indo foi derrotada por diversas invasões dos arianos (brancos) que deram o nome a região de Aryavarta (terra dos arianos), nos últimos anos diversos escritores brancos escrevem livros e artigos negando qualquer invasão ariana na região e criando um mito de “democracia racial”, de paz e boa convivência entre os arianos e os povos pretos do Vale do Indo até hoje, sendo desmentidos pelos próprios escritos religiosos e históricos.
A Teoria da invasão ariana baseia-se em ruínas que foram descobertas no Vale do Indo, e demonstram como foi interrompida a evolução da Índia e da sua população preta, depois dos ataques arianos. A Índia foi invadida e conquistada por nômades indo-europeus por volta de cerca de 1500-100 a.C. que lutaram contra a “Civilização Dravidiana”.
O povo ariano também criou formas opressivas relatadas nas escrituras arianas védicas, as quais dizem que houve uma guerra entre os poderes da luz (brancos) e da escuridão (povos pretos).
Foi elaborado um sistema hierarquizado denominado Varna que significa cor e instituído pela classe dirigente dos nômades do norte de pele branca que ficaram na parte superior da sociedade hindu e povos de pele preta na parte inferior.
Varnas nos Vedas:
Brâmanes (sacerdotes, professores, sábios) - saíram da boca de Brahma. Essa classe preservou os Vedas por milhares de anos.
Kshatriyas (governantes e guerreiros) - saíram dos braços de Brahma. Ações para o bem comum.
Vaisyas (comerciantes, artesões) - saíram das pernas de Brahma. Ações com interesse pessoal.
Sudras (agricultores, prestadores de serviço) – saíram dos pés de Brahma. Cumprem ordens.
Hoje este código religioso é chamado de sistema de castas. Leia o artigo sobre os dalits.
Conforme os Vedas os que são denominados Sudras (pretos) não possuem clareza mental e capacidade de pensar e decidir, são propensos à inércia e a preguiça por isso precisa de alguém que os comanda, assim é a força braçal da sociedade e cumprem ordens somente. Aquilo que foi citado nos Vedas como Varna com o sentido de qualidade (Gunas), tornou-se Casta (Varna no sentido de cor de pele) ou divisão fixa da sociedade indiana conforme a cor da pele, onde os dominadores (povo Asiático de cor branca) se colocaram no topo das castas obrigando o povo preto a cumprir as regras impostas por eles, usando como critério a cor da pele, sendo o povo invasor asiático de cor branca os privilegiados e distintos da cor negra do povo nativo.
Este povo invasor também criou códigos de leis como as “Leis de Manu” que prescrevem leis favoráveis aos Brâmanes dando-lhes poder absoluto e punições severas as outras castas que não cumprissem as leis. Para os Sudras as punições eram mais severas (como corte da mão ou dos órgãos genitais por roubo ou desejo pela mulher de um Brâmane, chumbo derretido nos ouvidos se ouvisse as escrituras, corte da língua se recitasse, e ser cortado ao meio se guardasse na memória...), verdadeiras torturas eram praticadas com o povo Indiano – Aborígenes ou Nagas e Nishadas e Drávidas membros da civilização do Vale do Indo, as mulheres foram consideradas fonte de discórdia e pecado e as leis prescreviam regras de submissão ao marido e a sociedade. Colocados para fora da sociedade hindu estavam os outros pretos considerados intocáveis ou Pária (fora da casta), que recebiam apenas os serviços que eram considerados impuros ou imundos, geralmente associados com os mortos (homens ou animais) ou com excrementos. Essa dominação dos arianos forçou grande parte da sociedade indiana ao refugio nas florestas e o desenvolvimento de parte dos vedas chamado Aranyakas. Os tantras santras também se desenvolveu em uma sociedade a parte.
As leis de Manu foram instrumento de controle social e manutenção de poder do povo branco invasor sobre a sociedade original preta.
Os documentos, as descobertas arqueológicas e o sistema de castas na Índia corroboram a verdade histórica: Os arianos invadiram a Índia. Realizaram genocídios e criaram o opressivo sistema de castas baseados na cor epitelial.

O BUDA NEGRO
Sidarta Gautama o Buda Shakyamuni nasceu da Rainha Mahamaya e do Rei Shudhodana de Kapilavastu, em aproximadamente 563 antes de Cristo em Lumbini, que é atualmente a divisa entre Índia e Nepal. Era um reino preto de guerreiros e foi treinado nas artes marciais e resistiu à invasão ariana. O Buda da Índia foi um chefe que liderou a primeira guerra contra os arianos seguidores do Bramanismo na Índia e uniu os Sudras (pretos) à quarta casta aos intocáveis.
No ano 800 d.C os lideres brâmanes liderados por Sankara criou um deus preto, chamado Krishna, que era um herói popular para contrapor as idéias pretas budistas.

Os arianos não praticavam budismo que pregava a igualdade, eles odiavam e destruíram universidades budistas, como a universidade de Nalanda, assassinando eruditos professores pretos budistas e o Bramanismo foi substituído pelo Hinduísmo.

O Budismo é uma religião de pretos na Índia, que enviou missionários para a Tailândia, China, Japão e outros países. Os arianos não praticavam o budismo e Buda nunca foi um Indo – ariano.

Buda do sétimo século na Tailândia

Buda do Vietnam / Estátua de Buda do século X

A não divulgação das estátuas pretas do Buda Histórico é meramente ideológica para evitar a discussão das civilizações pretas na Ásia e negação da invasão ariana. Os arianos se apropriaram das filosofias pretas e negam a luta de um dos primeiros revolucionários da história contra a opressão do povo preto: Sidarta Gautama – o Primeiro Buda.

PRETAS POESIAS

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