sexta-feira, 13 de março de 2009

GENOCÍDIO DOS ABORÍGENES AUSTRALIANOS - GERAÇÃO ROUBADA.

Por Walter Passos. Teólogo, Historiador, Pan-africanista, Afrocentrado
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail:
walterpassos21@yahoo.com.br
Skype: lindoebano
Facebook: Walter Passos

A Austrália está localizada no sudoeste da Oceania com uma área de 7.682.300 km², e possuí uma população de 19, 8 milhões de habitantes (censo 2006): 95% de europeus meridionais e setentrionais, 3,5% de asiáticos, 1,5% de grupos étnicos autóctones - aborígenes. As histórias dos grupos nativos da Austrália remontam a milhares de anos sendo uma das incontestes provas da afrocentricidade. Os nativos australianos são pessoas pretas, como todos os primeiros habitantes do planeta.
Novas evidências de DNA mostram que os aborígenes australianos descenderam de migrantes que deixaram a África há cerca de 50 mil anos, descobriram cientistas da Universidade de Cambridge. Os pesquisadores afirmam que as descobertas reforçam a teoria evolutiva conhecida como "Out of Africa" - saída da África -, segundo a qual todos os homens modernos são descendentes de um único grupo de Homo sapiens que deixou a África há quase 2 mil gerações.
Há uma necessidade urgente de se rever os estudos sobre a presença das populações originais e suas histórias. Infelizmente, os historiadores e educadores se atêm ao continente africano como o único continente a ser estudado, omitindo as migrações voluntárias que se destinaram a diversas regiões do planeta. Não conhecer e praticar a afrocentricidade é negar a presença das populações pretas como  primeiras civilizações, e corroborar na manutenção da educação reducionista e racista.
Os pretos da Austrália atualmente estão reduzidos a 1,5% da população, e houve um culpado desse extermínio. Não foram exterminados pela vontade de YAH, mas, exterminados pela usura e xenofobia da civilização branca cristã. Torna-se então, necessário conhecer um pouco dessa história e as táticas de extermínio de homens, mulheres e crianças originais.




A INVASÃO DO CONTINENTE PRETOA área da Oceania é de 8.480.355 km² e a população é aproximadamente de 32 milhões de habitantes, cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural, aproximadamente, 90% do continente está na Austrália.
Podemos tranquilamente afirmar que todo o continente da Oceania (nome dado pelos invasores brancos) foi originalmente um continete preto, como foi todo o planeta antes do aparecimento da civilização branca , eram terras sagradas de homens e mulheres pretas.


Os primeiros registros históricos da presença de brancos nos mares da Austrália datam de 1606 e 1770 com os famigerados calvinistas da Holanda, através da Companhia das Indias Ocidentais, que definiram as regiões norte, oeste e sul como Nova Holanda. Em 1770 a Inglaterra declarou-se dona da região Leste, denominando-a de Nova Gales do Sul. A Australia foi invadida de uma maneira concreta entre 18 e 20 de janeiro 1788 com 11 navios e 1350 pessoas e ai começou o inferno para a população preta.
Na historia das civilizações pretas não há recusa do estrangeiro, fato este proveniente da melanina que induz a espiritualidade e a respeitabilidade pelo diferente. Este foi o caso dos nativos autralianos que foram atraiçoados pela pervesidade do homem branco que bem recebidos começaram a destruir os nativos roubando os recursos e as terras, levando a reação armada especialmente do povo Eora que foram os primeiros a ter contatos com o invasor inglês, pois habitavam a região hoje conhecida como Sidney. Existiam mais de 400 etnias na Australia com diversas línguas e costumes e quase duzentas delas com extensões de certos países da Europa, vivendo em um sistema clânico de respeito a natureza.


Entre os povos importantes que resitem ao colonizador branco estão os Pitjantjatjara Anangu que residem na região sul.

A segunda importante população são os Arrernte que vivem nas terras centrais da Australia e são guardiães da tradição.
O terceiro povo são os Luritja que habitam no derserto ocidental
Entretanto alguns povos foram praticamente dizimados pela varíola, gripe e diversas outras doenças desconhecidas e pelo etnocídio praticado pelas armas dos invasores. Um dos casos mais demoníacos foi do povo da Tasmânia que somavam 8.000 pessoas e foram totalmente dizimadas na “Guerra Negra”. Sendo Truganini, a última sobrevivente uma guerreira que, no início do século XX, foi acorrentada e exposta como peça de museu vivo, morreu após uma greve de fome. Salve a memória dessa guerreira Preta!
A TÁTICA BRANCA DA MISCIGENAÇÃO RACIAL E DA DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA PRETA

Para os ingleses, aquele "novo continente" foi considerado, ou seja, terra-de-ninguém. Afinal, não havia pessoas vivendo lá, mas sim alguns “remanescentes do Neolítico”, como diziam.
"O Estado de Western Austrália (Austrália Ocidental) foi o primeiro a estabelecer leis discriminando e segregando a minoria aborígine da maioria branca. Os nativos ficaram restritos, em sua maioria, às reservas nas fronteiras da linha dos coelhos. E, quando eram enviados às cidades, eram impedidos de ter acesso acertas regiões, bem como a inúmeros direitos civis. Foi instituído nesta época o cargo de Protetor-Chefe dos Aborígines. Este era responsável pelo “bem-estar” dos nativos, podendo selecionar quais crianças desta população seriam retiradas de suas famílias e levadas aos “centros educacionais”, para aprenderem a viver como brancos.
Tais “centros” eram, na realidade, campos de concentração de aborígines, nos quais as crianças eram obrigadas a abandonar seus idiomas e costumes tradicionais, e assumirem uma orfandade. Passado este estágio, eram então, catequizadas e ensinadas a trabalhos da mais baixa qualificação: para os rapazes trabalhos agrícolas ou manuais urbanos, para as moças prendas domésticas. Após saírem dos “centros educacionais”, os jovens aborígines agora “civilizados”, eram enviados a famílias de toda a Austrália, que passavam a ser responsáveis por eles, inclusive por seus casamentos. Um detalhe sórdido era escondido dentro deste sistema: somente crianças mestiças eram levadas aos “centros educacionais”. Estas poderiam casar somente com brancos, para que seus traços sangüíneos aborígines fossem apagados em três ou quatro gerações. O discurso oficial de “civilizar os aborígines” se tornava insustentável diante do fato de que em uma mesma família, crianças mestiças foram levadas, e crianças “100% aborígines”, não. Em 1937, a Federação Australiana proclamou uma lei na qual os aborígines do centro e do norte, que fossem mestiços, deveriam ser “civilizados” de forma continuada. Em 1951, esta lei foi estendida a todos os aborígines da Austrália. Com o tempo, desapareceria o problema aborígine.
Entre 1910 e 1960, período em que a transferência de crianças de suas famílias para os “centros educacionais” esteve em seu auge, calcula-se que de 10% a 30% de todos os nascidos aborígines foram levados. Nenhuma família ficou intocada. A partir da década de 1960, este processo diminui gradativamente, até que em 1972 tal lei é finalmente abolida.
“Geração roubada” foi o nome dado a todas estas gerações de crianças aborígines levadas de suas famílias para a “civilização”. Quando o filme foi lançado, em 2002, o governo federal afirmou que o livro com o qual este se baseou e, o próprio filme, narravam mentiras. Resta lembrar que este mesmo governo, foi um dos poucos que respondeu prontamente à solicitação de tropas por parte de George W. Bush, para as invasões do Afeganistão e do Iraque. Em 1997, a Justiça Australiana havia deliberado que o ocorrido com as “gerações roubadas” havia sido um genocídio. Porém, negou quatro pedidos de ressarcimento estatal aos descendentes destas pessoas e de seus familiares. A alegação foi de que os pais haviam consentido com a retirada das crianças. Há imprecisões, pois estes pais eram analfabetos, e muitas vezes nem compreendiam o idioma inglês. Sua “assinatura” era na realidade um “X” em uma folha. "
A tática da destruição das famílias “aborígenes” deu resultado porque extinguiram  línguas e civilizações, miscigenando as famílias cortaram o laço da ancestralidade. A participação das Igrejas Católica, Anglicana e Presbiteriana foi fundamental para destruir as populações nativas.
Uma das principais táticas destruidoras dos invasores brancos foi a miscigenação racial, prática que gerou resultados, pois apaga a memória ancestral e cria uma geração de pessoas confusas e com crises de identidade, formando gerações que amam o chamado lado eugênico vencedor. Na Austrália os chamados aborígenes chegam a 455 mil pessoas, cerca de 1,5% a 2% da população, com uma expectativa de vida de 17 anos inferior a um branco e são discriminados, empobrecidos, marginalizados e a maioria nas prisões.

Assistiam o filme Geração Roubada e tirem as suas conclusões.







 

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terça-feira, 3 de março de 2009

NEGRO SPIRITUALS - CANÇÕES DE RESISTÊNCIA.


Por Walter Passos - Teólogo e Historiador
Pseudônimo: Kefing Foluke.
Um dos mais belos ritmos musicais de resistência na escravidão foram os chamados spirituals, e diversos estudos sobre a sua origem ainda são temas de pesquisas de musicólogos, teólogos e historiadores.
De acordo com o excelente artigo escrito pelo musicólogo Juarês de Mira:
“A musica sempre esteve presente nas aspirações e lutas por liberdade dos negros desde que nas Américas, aportaram trazidos como escravos. Deles foi roubado, sua língua, família, e grande parte de sua cultura; ainda assim seus opressores não puderam remover a sua música, que era a expressão da alma deste povo. Ano após ano esses escravos e seus descendentes aceitaram o cristianismo que era a religião de seus senhores. A Música era parte integrante do dia a dia do africano e era usada nos trabalhos, nas caçadas, nas festas, enfim toda a atividade era pontuada com musica. O poder desta musica da Diáspora aparece como elemento condutor da grande herança ancestral e cultural da Mãe África.
O Musicólogo M. Kolinsky fez um estudo comparativo de Negro spirituals e Canções Nativas da África Ocidental, e muitos eram idênticos, ou intimamente aparentados em estrutura tonal (escala e modo). Um Spiritual que ficou mundialmente conhecido no arranjo de Bob Dylan (many Thousands Go) , No More Auction Block For Me, segundo Kolinsky é claramente idêntico a uma canção do povo Achanti (Gana).”Leia todo o artigo: http://negrospirituals.blogspot.com/2008/05/negro-spirituals-um-canto-de-liberdade.html
Analisar as manifestações libertárias pretas com os olhares das ciências sociais brancas, utilizando os seus instrumentos metodológicos deformados e preconceituosos, infelizmente, tem levado estudiosos pretos a tecerem conclusões equivocadas, como se estes fossem modelos a serem seguidos por nosso povo. Já se passou o momento de aceitar as conclusões dos pesquisadores brancos sobre a nossa história, as nossas manifestações religiosas, as nossas vivências. Os que escreveram e escrevem sobre nós, as suas análises, independente se forem feitas em grandes centros acadêmicos, tem que ser questionados e postas à prova. Sempre duvide dos estudos feitos pelos descendentes dos escravizadores, e no caso especifico dos catequizados pelo catolicismo e convertidos ao protestantismo desconfiem quando falarem da história dos hebreus e da cor de Yahoshua.

A escravidão foi formada de grandes campos de concentração baseada no latifúndio, na monocultura e exploração da mão-de-obra escravizada. O alento, a esperança, a contestação e o desafio as normas escravistas vigentes, foram também expressas através da musicalidade em toda a América escravista.

Os Negros Spirituals tornaram-se uma das formas mais elaboradas de cânticos e práticas de resistência especialmente nos Estados Unidos da América, que serviram como mensagens e manutenção da unidade para o enfretamento contra o sistema cristão branco escravista e manutenção de resquícios históricos ancestrais.
Diversas canções foram códigos de fugas ocultos e de duplas mensagens, planejando rebeliões ou evitando recapturas de escravizados fugidos. Os negros spirituals estão fortemente ligados a revolta do pastor preto Nat Turner, terma já publicado neste blogger: http://cnncba.blogspot.com/2007/11/nat-turner-o-profeta-guerreiro-lder-da.html
Relacionamos também os spirituals a Harriet Tubman valorosa mulher preta que lutou contra a escravidão, o racismo e o direito ao sufrágio das mulheres, entre seus fatos importantes houve incursões para libertar mais de setenta escravizados, conhecidas como Black Moses.
Entre tantas canções citamos os exemplos de: "And He never said a mumbelin’ word," "Go down Moses," "Oh Freedom," e "Steal Away to Jesus."

Uma das grandes características dos intelectuais pretos protestantes brasileiros é desconhecerem a sua história africana. Ignorar a civilização hebraica e sua migração para extensas regiões da África Ocidental e conseqüente escravização para as Américas, criando diversas formas de resistência, tornou-se uma forma de embranquecimento histórico e teológico, os tornando co-participes da má interpretação da história bíblica e do verdadeiro Povo Hebreu. Não detendo esse conhecimento ou negando a aprendê-lo, incorre em erros de análises. Como foi o caso de um antigo pastor preto o qual escreveu um artigo na Revista Simpósio nº 27 de junho de 1983, páginas 237 -252. Este artigo escrito pelo Reverendo Leontino Farias dos Santos, doutor em teologia e pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI), intitulado: Aspectos sociolingüísticos da tradução de hinos protestantes Camp meetings e Negro Spirituals. Apesar de o reverendo tentar explicar a origem da musicalidade dos escravizados repete concepções calvinistas de superioridade racial branca:
“...Os fieis geralmente assim procediam porque estavam excitados a ponto de chegar ao frenesi, ao êxtase em seu mais alto grau, onde toda a ordem é esquecida e cada um dança, rodopia, pula berra e canta como quer, apesar de na vida normal ser pessoa pacta e disciplinada.
As pessoas envolvidas perdem a noção do ridículo e se lançam a histeria, possuídas por espíritos estranhos, com berros, uivos, linguagem ilógica e cânticos espirituais...
Queremos nos referir à criatividade, capacidade de improvisação e harmonia que caracterizam os cânticos espirituais dos negros. Sem técnica pré-estabelecida, sem ensaios, sem cultura musical e sem cultura geral historicamente reconhecida pelos povos mais desenvolvidos...
Outra característica é a criação de canções de sofrimento com demonstração de espírito de resignação...”
O autor usa adjetivos discriminatórios ao referir-se a expressões corporais africanas, repetindo termos da academia branca que se considera humana e trata os africanos e seus descendentes como “bestiais”:
“As pessoas envolvidas perdem a noção do ridículo e se lançam a histeria, possuídas por espíritos estranhos, com berros, uivos, linguagem ilógica e cânticos espirituais..”.

Como é o caso do Reverendo Leontino, um homem preto, que deveria reanalisar o texto, e reescrevê-lo com uma concepção empretecida, livre das influências acadêmicas brancas calvinistas, apesar de trazer para época informações interessantes, no meu caso particular, de ter acesso há 26 anos a estas pesquisas.
O que me levou a refletir sobre esse tema não sendo um musicólogo foi a canção Kum Ba Yah, uma das musicas favoritas de muitos hebreus-israelitas.

O que chama a atenção imediata é o nome sagrado de Yah nesta linda canção. Yah é abreviatura de YHWH, não devemos pronunciar Jah, Javé ou Jeová porque não existe na língua hebraica a letra J.
Uma das primeiras perguntas: Como os escravizados conheciam essa canção com o nome sagrado de Yah?
Encontramos o nome de Yah que é uma abreviação de YHWH cerca de 50 vezes nos livros bíblicos e citamos alguns exemplos:
A primeira ocorrência do nome Yah ocorre em Êxodo 15:2, quando Moisés e o Povo Hebreu cantam uma canção sobre a derrota de Faraó e seus cavaleiros:
(Yah é a minha força e canção e Ele se tornou a minha salvação)

Esta canção veio do continente africano e não foi influenciada pelos escravizadores cristãos brancos, sendo especial entre os spirituals na escravidão.
O conhecimento do nome sagrado de Yah pelos escravizados pretos antes da catequização nos dá pistas sobre a presença de hebreus pretos na África Ocidental e faz-nos refletir a história do povo hebreu e sua diáspora, sendo este um tema a ser publicado futuramente neste Blogger.
Louvado seja Yah para sempre! Hal-le-lu-Yah!!!

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sábado, 31 de janeiro de 2009

AL- KAINA- RAINHA PRETA HEBRÉIA

Por Walter Passos. Teólogo, Historiador, Pan-africanista, Afrocentrado e Presidente CNNC – Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos. Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Os Tamasheq são um grande grupo de povos nômades do Sahara e Sahel (região da África situada entre o deserto do Sahara e as terras mais férteis ao sul) região que partilham uma língua comum e à história. Os Tamasheq foram erroneamente denominados de berberes (bárbaros) pelas tropas romanas - hábito das civilizações brancas ou dos descendentes de Jafé, chamados de gentios ou pagãos nos livros bíblicos, de discriminar as outras civilizações. Os Tamasheq apesar de serem amplamente conhecidos como Tuaregues (palavra criada pelos árabes que significa “abandonados por Deus”) não se auto denominam desta forma e não gostam de serem assim chamados. Chamam-se de Imouhar(en), de Imajeghan ou de Kel tamasheq. "Imouhar” significa "aqueles que são livres”.

Sahel
Durante mais de dois milênios, suas caravanas têm atravessado o deserto do Sahara - uma área maior que o Brasil - conectando a região costeira do Mediterrâneo ao Norte de África para os grandes centros comerciais sobre a borda sul do deserto.

Tamasheq da Argélia
Família Tamasheq
Uma cultura matrilinear – importante não confundir com matriarcado – aonde questões como a herança, os nomes e títulos são transmitidos através da linhagem materna. Isto permite as mulheres Tamasheq deter posições autônomas na sua sociedade, apesar das atuais normas culturais predominantes serem de influência islâmica em toda a grande parte da sua região, incluindo Níger, Mali, Argélia, Burkina Faso e Líbia. Seus números populacionais são estimados em cerca de 3,5 milhões.
Os Tamasheq não transportam grandes posses nas suas viagens, concentram a maioria das suas riquezas em pequenos itens como jóias e artesanatos de couro, feitos da mesma forma que eles tenham sido por inúmeras gerações.
Iremos discorrer sobre uma importante rainha preta chamada de Al- Kaina que viveu no século sétimo após o nascimento de Yashosua e foi hebréia.
Os hebreus migraram em número de milhões para a África e muitos fatos da história africana tiveram como personagens os hebreus, seria redundância e contra-senso, adjetivá-los de pretos, porque os verdadeiros hebreus têm os corpos reluzentes de melanina.

Verdadeiros Hebreus
A comunidade hebréia dos Jarawas, membros do Zenata, uma das três principais divisões dos Tamasheq, juntamente com Senhaja e Masmuda, eram tradicionalmente nômades cujo principal local foi o Médio Magrebe (principalmente na Argélia ocidental).
Muitos estudiosos muçulmanos atestaram a veracidade da pretitude de Al- Kaina, entre eles citamos: Ibn Khaldun, que viveu no século 13, uma respeitada autoridade na história Tamasheq, o famoso geógrafo al-Idrisi, nascido em Ceuta, Espanha, no século 12, que escreveu sobre pretos hebreus no Sudão ocidental do século 16. O historiador e viajante Leon Africanus, um muçulmano da Espanha, conviveram com mulher hebréia que trabalhou na sua casa sua lhe ensinou hebraico e emigrou com a família para o Marrocos em 1492. Leon Africanus posteriormente foi convertido ao catolicismo, mas permaneceu interessado em comunidades hebraicas que encontrou durante a sua deslocação na África Ocidental. Qualquer pessoa em são consciência observando o período histórico e a espaço geográfico dos fatos, imediatamente há de contestar a brancura na personagem, criada para confundir e difundir mentiras.

Al-Kaina - criação dos brancos Mulher Tamasheq da Argélia.
Al-Kahina foi uma mulher hebréia na história da África do Norte, uma guerreira, líder do seu povo, rainha do povo Jarawa, figura religiosa importante, que nos faz lembrar a preta Débora o livro de Juízes. Conhecida como DAHIA-AL KAHINA, Dahia, Damia, Diah, Kahina é soletrado Kahena, Kaena ou Cahen.
Entendendo melhor a participação dessa rainha preta hebréia é de suma importância, seu genitor chamava-se Tabat, ou Thabitah, e o nome al-Kahina é uma forma feminina de "Cohen", isso pode indicar que a sua família ou os Jawaras foram Cohanim, descendência de Arão, irmão de Moisés, da tribo de Levi. Também poderia ter sido um título dado a ela pessoalmente, algo como "sacerdotisa" ou "profetisa". Seus inimigos a chamavam de bruxa, devido o seu conhecimento e o dom de profetizar. Ela casou pelo menos uma vez, e teve filhos. Além disso, quase nada se sabe da sua história pessoal.

Do lado esquerdo uma falsa kaina no seriado Xena, a direita uma Tamasheq.
Em muitos momentos históricos os Tamasheq tiveram que enfrentar inimigos, como os cartagineses, romanos, vândalos, bizantinos e árabes. Na época da morte do profeta Maomé em 632, os muçulmanos apenas estavam na Arábia. Apenas dez anos mais tarde árabes muçulmanos tinham atingido uma das mais espetaculares conquistas na história. Eles conquistaram a Síria (635-636), a Palestina (638-640), e o Egito (639-642), a partir do primeiro e conquistaram os bizantinos (635-637) e, em seguida a Pérsia (637-642).
No ano de 680 D.C os árabes varreram toda a África do Norte a partir do Egito para o Atlântico. O líder muçulmano Oqba ibn Nafi atingiu o Atlântico em Marrocos e, segundo a lenda, andava no mar e cortou a água com sua espada na frustração de que não havia mais terras a conquistar.
Pretos escravizados pelos árabes
Em seu retorno, em março 683, Oqba foi derrotado e morto pelos Tamasheq. A conquista árabe parou por uma década, mas no ano 698 os muçulmanos finalmente conquistaram Cartago, expulsaram completamente os cristãos bizantinos a partir de África. Agora, os conquistadores enfrentaram a sua última e mais obstinado inimigo. O povo comandado por Al-kaina, a rainha hebréia.
O que se sabe é que logo após o general árabe Hassan ibn al Numan sair vitorioso dos bizantinos de Cartago, foi derrotado pelas tropas de Kahina. Hassan recuou provavelmente todo o caminho de volta ao Egito. E Kahina apossou-se de Cartago e governou a maior parte do norte da África.
De acordo com Ibn-Khaldun, como ela esperou para a inevitável renovação das tropas árabes, realizou uma desastrosa política. Ela declarou que os árabes pretendiam conquistar a África do Norte só em virtude da sua riqueza, e ordenou que os nômades Tamasheq destruíssem as cidades, pomares e rebanhos dos sedentários Tamasheq, e fazer da África do Norte um deserto.
Kahina enganou-se com esta decisão. Os árabes estavam determinados a tomar a África do Norte, independentemente da sua riqueza ou pobreza, porque havia pessoas a serem convertidas ao Islã, e a África do Norte era uma porta de entrada para a Espanha e Europa. Sem surpresa, de acordo com Ibn-Khaldun, esta tática de cidades queimadas, custou a Kahina o apoio dos outros Tamasheq.
Em 702 D.C, Hassan novamente invadiu as terras dos Tamasheq e rapidamente derrotou Kahina. Na véspera da batalha final, Kahina ordenou seus filhos irem ao inimigo e tiveram de se converter ao Islã. Kahina acreditava que a sobrevivência de sua família e a supremacia sobre o seu povo, em última instância, eram mais importantes do que as questões do nacionalismo ou da religião.
Podemos afirmar que existiu um “pan-africanismo” de Kahina e este superou no momento de guerra as diferenças religiosas entre hebreus, cristãos e praticantes de religiões locais, os quais se uniram com o lema: "Leões de Judá e África" contra a propagação e a escravização do Islamismo". Kahina reuniu oito grupos de Tamasheq, unidos pela liberdade e pelo bem-comum. Cerca de 50.000 guerreiros e entre eles milhares de hebreus foram massacrados. A maioria dos hebreus foi forçada a converter-se ao Islã.
A importância pan-africana de Kahina é fundamental na junção de comunidades em sonhar em usufruir uma África livre do terremoto islâmico que na jihad destruiu reinos e mudou para sempre o mapa e civilizações africanas, trazendo a escravidão para populações outrora livres e preparando o caminho para o cristianismo deformado europeu, sendo vítimas especialmente os descendentes de hebreus na África , que mantinham tradições e normas hebraicas em diversos grupos que posteriormente foram seqüestrados para as Américas.
Danse Tamacheq
 

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domingo, 18 de janeiro de 2009

O GENOCÍDIO ESQUECIDO – A REVOLTA DOS HEREROS E NAMA NA NAMÍBIA

Por Walter Passos -Teólogo, Historiador
Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
O POVO HERERO
Provenientes da migração dos bantos da região oriental da África, o povo Herero instalou-se na Namíbia entre os séculos XVII e XVIII. Atualmente tem sua população estimada em 240 mil pessoas vivendo na Namíbia, Botsuana e Angola. O Ovaherero engloba vários subgrupos, incluindo o Ovahimba, o Ovatjimba o Ovambanderu e os vaKwandu, grupos em Angola incluem o vaKuvale, vaZemba, Hakawona, Tjavikwa e Tjimba (herero pobres) e Himba que regularmente atravessam fronteira da Namíbia com Angola quando migram com os seus rebanhos.
Durante o período colonial, os europeus tentaram defini-los como grupos étnicos distintos, mas as pessoas consideram-se todos Ovaherero. Apesar de divididos em diversos subgrupos, possuem o mesmo idioma herero, além de português em angola, inglês em Botsuana e inglês e africâner na Namíbia. Também, os antropólogos brancos a serviço do colonizador-racista tentaram dividi-los em seus estudos de antropologia dizendo que são de origens diferentes. Hábito dos brancos em dividir para governar ou exterminar.

O POVO NAMA OU NAMAQUA
Nama (em fontes mais antigas também chamados Namaqua) é um grupo étnico da África do Sul, Namíbia e Botsuana. Eles falam a língua Nama do Khoe-Kwadi (Khoisan central). Os Namas são o maior grupo de pessoas Khoikhoi, a maioria deles já desapareceram em grande parte como um grupo, exceto os Namas. Muitos vivem em Namaqualand.
Após a Conferência de Berlim, a Alemanha invadiu o continente africano e além de outras regiões anexou à Namíbia, enviando para a África invasores (colonos ou descobridores – denominações usadas pela historiografia branca) que pilharam as terras e riquezas da população nativa. Difundido a supremacia branca e comparando o povo herero a babuínos.

Babuínos

Os homens eram constantemente espancados até a morte e as mulheres vítimas de estupro e escravizadas sexuais dos colonos e soldados alemães.
Como conseqüência dessas violações em 12 de janeiro de 1904 o povo Herero resolveu resistir ao invasor-colonizador - racista alemão, liderados por Samuel Maharero. Conforme os historiadores essa guerra de libertação teve como conseqüência o primeiro genocídio do século do XX, impetrado pelo império alemão contra homens, mulheres e crianças originais: as populações Herero e Nama, habitantes na Namíbia.

Samuel Maharero
Líder guerreiro e chefe do povo Herero, ainda criança foi catequizado e frequentou escolas luteranas que o viam como um futuro pastor, ao crescer e tomar consciência da opressão, rebelou-se contra os invasores alemães e enfrentou as famigeradas tropas colonialistas. Teve que exilar-se em Botsuana onde continuou líder dos exilados herero vindo a falecer em 1923. É relembrando na Namíbia como herói em 26 de janeiro, dia dos hereros.
Hendrik Witbooi
Hendrik Witbooi tem o seu rosto estampado nas notas bancárias na Namíbia. Para seus seguidores ele era conhecido por seu nome de Nama Khaob! Nanseb/Gabemab, que significa "O capitão, que desaparece na grama”, uma referência à sua famosa habilidade como lutador de guerrilha. Nasceu em 1830 em uma família de líderes.
Hendrik Witbooi era um homem religioso. Mais tarde, durante a guerra com os alemães, em 1904-1905, Witbooi voltou ao seu povo com a convicção de que Deus o havia de guiá-los para lutar por sua liberdade contra os imperialistas.

Em Outubro de 1904, dez meses após os hereros estarem em guerra contra os alemães em sua totalidade, Hendrik Witbooi levou Namaland a aliança contra os alemães. No 28 de outubro de 1905 perto de Vaalgras, com 80 anos de idade lutou com os seus soldados e morreu no campo de batalha decorrente de um ferimento na coxa.


Cédula com a foto de Hendrik Witbooi

GENOCÍDIO PRATICADO PELOS ALEMÃES

Kaiser Wilhelm II
Com a mobilização do povo herero, o kaiser Wilhelm II enviou 14.000 mil soldados sob o comando do Tenente-General Lothar Von Trotha, conhecido pela brutalidade ao combater a revolta boxer na China e a violenta repressão aos povos pretos que ofereceram resistência à ocupação alemã na África Oriental (Ruanda, Burundi e Tanzânia), e ao chegar à Namíbia disse a sua finalidade:

- "Eu acredito que a tribo herero como tal deve ser exterminada."
E escreveu:
- "O exercício da violência e do terrorismo é a minha política. Eu vou destruir as tribos Africanas com fluxos de sangue e de dinheiro. Só após essa limpeza pode surgir algo novo, que permanecerá.”E em um comunicado ao povo Herero disse:
"Todos os herero devem deixar a terra. Se recusarem, então eu vou obrigá-los a fazê-lo com as grandes armas. Qualquer herero encontrado dentro de fronteiras alemãs, com ou sem uma arma, vai ser abatido. Não serão tomados prisioneiros. Essa é a minha decisão.”Inspirador e executor do massacre dos hereros na Namíbia o general Lothar Von Trotha seguiu um plano elaborado na Conferência de Berlim de 1885, onde os Hereros e Namas foram eliminados sistematicamente, já que o objetivo era apoderar-se de suas terras; para isso estabeleceram um campo de concentração, trabalhos forçados e execuções em massa.
Em contraste, uma carta do chefe herero Samuel Maharero ao seu povo logo após a eclosão da guerra estabelece que os ingleses, Boers, missionários e pessoas de outras tribos não viriam a ser prejudicados. A história tem demonstrado que ambas as instruções foram diligentemente realizadas.
Em uma batalha decisiva no Hamakari, perto Waterberg, em 11 de Agosto de 1904, as tropas de Von Trotha cercaram a nação herero em três lados e estes foram brutalmente derrotados. Em uma jogada cínica, ele deixou o caminho aberto apenas para a área do deserto do Kalahari. O plano de batalha para as pessoas que escaparam das balas do exército alemão deveriam morrer de sede e poços de 150 milhas (240 km) ao redor do deserto ou eram patrulhados ou envenenados, e aqueles hereros que vieram rastejando para fora do deserto, desesperados por água, foram mortos a baioneta. Isto os deixou com uma única opção: atravessar o deserto dentro de Botsuana, na realidade, marchar para a morte. Esta é, na verdade, como a maioria dos hereros foi exterminado.

Hereros no deserto famintos e sedentos após as tropas alemãs envenenarem os poços de água.
Devido a escassez de trabalho na colônia, o extermínio da campanha de Von Trotha foi finalmente parado por Berlim, e os hereros sobreviventes foram aprisionados em campos de concentração, obrigados ao trabalho escravizado, sobrecarregados, com fome, e expostos a doenças como a febre tifóide e a varíola, a maioria dos homens pereceu e as mulheres foram transformadas em escravas sexuais.
O resultado desta política foi que, a partir de 1904 para 1908, foram reduzidas a nação herero de 80.000 a 15.000 pessoas famintas e refugiadas em sua própria terra.

Guerreiros herero capturados por tropas alemãs
Após a guerra, todos os herero de idade superior a sete anos eram obrigados a vestir um disco metálico em torno de seus pescoços com seu número de registro, designando-os como mão-de-obra disponível.
O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NA ILHA SHARK
A ilha de Shark foi o local usado de 1904 a 1907 que confinou membros das tribos Herero e Nama. Ao longo dos três anos foi o acampamento onde 3000 pessoas encontraram a morte. Para todos os efeitos, considera-se um acampamento de morte, tal como o seu único propósito era o de exterminar pessoas herero e Namaka.
O trabalho forçado do acampamento foi utilizado para construir Lüderitz e vias férreas. Outros campos existiam em regiões invadidas pela Alemanha, incluindo Swakopmund, Windhoek e Okahandja.

Campo de Concentração na Ilha Shark
EXPERIÊNCIAS GENÉTICAS
Foi no Campo de Concentração da Ilha de Shark que Eugen Fischer realizou as suas primeiras experiências "médicas" sobre raça, genética e eugenia, utilizando como cobaias tanto hereros como os mestiços descendentes dos estupros das mulheres herero. Sob sua supervisão, foram preservados corpos e cabeça que tinham sido enforcados e enviados à Alemanha para dissecção.
Fischer tornou-se diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Antropologia, Hereditariedade Humana e Eugenia. Foi co-autor do livro - Os Princípios da Hereditariedade, Raça e Higiene - que se tornou o livro padrão sobre o assunto na Alemanha.
Hitler nomeou Fischer como reitor da Universidade de Berlim, em 1933, onde lecionou medicina para médicos nazistas. Fischer é por vezes referido como o pai da moderna genética. Este homem foi um grande defensor do aborto e da esterilização dos não-brancos.

Foto de Eugen Fischer - Observe a foto de mulheres pretas nos seus estudos eugênicos.

“EU TAMBÉM VIAJO PARA O CÉU EM UMA CARROÇA."Em seu livro Heróis Herero, Jan-Bart Gewald descreve a morte de um dos líderes cristãos herero, testemunhado por um missionário alemão Friedrich Meier:
“Fraco de doença e de maus tratos, Kukuri foi transportado para a sua execução nas costas de um carro de boi. Ele não mostrou o menor vestígio de medo, mas, em vez disso olhou como se estivesse indo para um casamento! Em uma etapa da viagem, disse ao “Pastor” Meier: como Elias, também eu vou viajar para o céu em um vagão.
Quando eles chegaram o local ainda estava sendo preparado. Meier temia pela tranqüilidade de Kukuri e pediu que parasse de olhar para a forca. Ele respondeu:
- Por que não devo olhar para ela? Não é “a minha madeira" (a minha cruz)?
Os dois oraram e juntos cantaram um belo hino: Então tome minha mão e leva-me. Então Kukuri disse:
- Parece que você ainda teme que eu tenha medo, mas quando um pai chama seu filho, o filho tem medo de ir para ele? Dê a minha esposa, que está em Okahandja, a minha saudação e diga a ela que eu já morri na fé do Senhor Jesus Cristo, assim também diga aos meus filhos, pois você deve sempre vê-los.
Em seguida, disse:
- Senhor Jesus, me ajude.
Kukuri subiu a escada e a corda foi colocada em volta do seu pescoço. Como ele estava caindo, o nó escorregou, de forma que ele caiu no chão, inconsciente. Dois soldados o levantaram e, seguindo ordens, e realizaram disparos de arma de fogo, matando-o. Assim entrou Kukuri na presença do Senhor.
Ainda hoje muitos Hereros são membros da Igreja Luterana, defendendo esta ideologia, e comungando com os brancos que assassinaram seu povo na chamada “Guerra de Pacificação da Namíbia”.

"Irmãs" Luteranas na Namíbia.

Em Windhoek, a Christuskirche e o Reiterdenkmal, monumento que homenageia os soldados alemães que morreram na “pacificação” da Namíbia ao fundo uma igreja luterana.

CONCLUSÃO
A Alemanha compensou os Askenazis (descendentes dos kazars) que se dizem judeus após a 2ª guerra mundial em milhões de dólares e apoiou o mundo branco ocidental cedendo terras no Oriente Médio, para a criação do estado de Israel. Mas, até hoje o brutal genocídio dos povos Herero e Nama não foram compensados, os seus descendentes que perderam terras, gados, e potenciais recursos minerais que estão nas mãos dos descendentes de alemães, não receberam das autoridades alemãs nenhum pedido de desculpas e reparação. Apesar dos protestos e mobilizações das minorias étnicas Herero e Nama.
O povo preto não pode esquecer dos 105 anos da resistência dos Herero e Nama! E também do Genocídio impetrado pelos Alemães.
Viva a memória de Hendrick Vitbooi, Samuel Maharero, e dos 65.000 mil hereros (70% da população) e 10.000 Namas (50% da população) que foram dizimados pelas forças genocidas da Alemanha.
Genocide and the second Reich 7: Shark Island.

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