Por Walter Passos - Teólogo e Historiador
Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
Um dos mais belos ritmos musicais de resistência na
escravidão foram os chamados spirituals, e diversos estudos sobre a sua origem ainda são temas de pesquisas de musicólogos, teólogos e historiadores.
De acordo com o excelente artigo escrito pelo musicólogo Juarês de Mira:
“A musica sempre esteve presente nas aspirações e lutas por liberdade dos negros desde que nas Américas, aportaram trazidos como escravos. Deles foi roubado, sua língua, família, e grande parte de sua cultura; ainda assim seus opressores não puderam remover a sua música, que era a expressão da alma deste povo. Ano após ano esses escravos e seus descendentes aceitaram o cristianismo que era a religião de seus senhores. A Música era parte integrante do dia a dia do africano e era usada nos trabalhos, nas caçadas, nas festas, enfim toda a atividade era pontuada com musica. O poder desta musica da Diáspora aparece como elemento condutor da grande herança ancestral e cultural da Mãe África.
O Musicólogo M. Kolinsky fez um estudo comparativo de Negro spirituals e Canções Nativas da África Ocidental, e muitos eram idênticos, ou intimamente aparentados em estrutura tonal (escala e modo). Um Spiritual que ficou mundialmente conhecido no arranjo de Bob Dylan (many Thousands Go) , No More Auction Block For Me, segundo Kolinsky é claramente idêntico a uma canção do povo Achanti (Gana).”Leia todo o artigo: http://negrospirituals.blogspot.com/2008/05/negro-spirituals-um-canto-de-liberdade.html
Analisar as manifestações libertárias pretas com os olhares das ciências sociais brancas, utilizando os seus instrumentos metodológicos deformados e preconceituosos, infelizmente, tem levado estudiosos pretos a tecerem conclusões equivocadas, como se estes fossem modelos a serem seguidos por nosso povo. Já se passou o momento de aceitar as conclusões dos pesquisadores brancos sobre a nossa história, as nossas manifestações religiosas, as nossas vivências. Os que escreveram e escrevem sobre nós, as suas análises, independente se forem feitas em grandes centros acadêmicos, tem que ser questionados e postas à prova. Sempre duvide dos estudos feitos pelos descendentes dos escravizadores, e no caso especifico dos catequizados pelo catolicismo e convertidos ao protestantismo desconfiem quando falarem da história dos hebreus e da cor de Yahoshua.
“A musica sempre esteve presente nas aspirações e lutas por liberdade dos negros desde que nas Américas, aportaram trazidos como escravos. Deles foi roubado, sua língua, família, e grande parte de sua cultura; ainda assim seus opressores não puderam remover a sua música, que era a expressão da alma deste povo. Ano após ano esses escravos e seus descendentes aceitaram o cristianismo que era a religião de seus senhores. A Música era parte integrante do dia a dia do africano e era usada nos trabalhos, nas caçadas, nas festas, enfim toda a atividade era pontuada com musica. O poder desta musica da Diáspora aparece como elemento condutor da grande herança ancestral e cultural da Mãe África.
O Musicólogo M. Kolinsky fez um estudo comparativo de Negro spirituals e Canções Nativas da África Ocidental, e muitos eram idênticos, ou intimamente aparentados em estrutura tonal (escala e modo). Um Spiritual que ficou mundialmente conhecido no arranjo de Bob Dylan (many Thousands Go) , No More Auction Block For Me, segundo Kolinsky é claramente idêntico a uma canção do povo Achanti (Gana).”Leia todo o artigo: http://negrospirituals.blogspot.com/2008/05/negro-spirituals-um-canto-de-liberdade.html
Analisar as manifestações libertárias pretas com os olhares das ciências sociais brancas, utilizando os seus instrumentos metodológicos deformados e preconceituosos, infelizmente, tem levado estudiosos pretos a tecerem conclusões equivocadas, como se estes fossem modelos a serem seguidos por nosso povo. Já se passou o momento de aceitar as conclusões dos pesquisadores brancos sobre a nossa história, as nossas manifestações religiosas, as nossas vivências. Os que escreveram e escrevem sobre nós, as suas análises, independente se forem feitas em grandes centros acadêmicos, tem que ser questionados e postas à prova. Sempre duvide dos estudos feitos pelos descendentes dos escravizadores, e no caso especifico dos catequizados pelo catolicismo e convertidos ao protestantismo desconfiem quando falarem da história dos hebreus e da cor de Yahoshua.
A escravidão foi formada de grandes campos de concentração baseada no latifúndio, na monocultura e exploração da mão-de-obra escravizada. O alento, a esperança, a contestação e o desafio as normas escravistas vigentes, foram também expressas através da musicalidade em toda a América escravista.
Os Negros Spirituals tornaram-se uma das formas mais elaboradas de cânticos e práticas de resistência especialmente nos Estados Unidos da América, que serviram como mensagens e manutenção da unidade para o enfretamento contra o sistema cristão branco escravista e manutenção de resquícios históricos ancestrais.
Diversas canções foram códigos de fugas ocultos e de duplas mensagens, planejando rebeliões ou evitando recapturas de escravizados fugidos. Os negros spirituals estão fortemente ligados a revolta do pastor preto Nat Turner, terma já publicado neste blogger: http://cnncba.blogspot.com/2007/11/nat-turner-o-profeta-guerreiro-lder-da.html
Relacionamos também os spirituals a Harriet Tubman valorosa mulher preta que lutou contra a escravidão, o racismo e o direito ao sufrágio das mulheres, entre seus fatos importantes houve incursões para libertar mais de setenta escravizados, conhecidas como Black Moses.
Diversas canções foram códigos de fugas ocultos e de duplas mensagens, planejando rebeliões ou evitando recapturas de escravizados fugidos. Os negros spirituals estão fortemente ligados a revolta do pastor preto Nat Turner, terma já publicado neste blogger: http://cnncba.blogspot.com/2007/11/nat-turner-o-profeta-guerreiro-lder-da.html
Relacionamos também os spirituals a Harriet Tubman valorosa mulher preta que lutou contra a escravidão, o racismo e o direito ao sufrágio das mulheres, entre seus fatos importantes houve incursões para libertar mais de setenta escravizados, conhecidas como Black Moses.
Entre tantas canções citamos os exemplos de: "And He never said a mumbelin’ word," "Go down Moses," "Oh Freedom," e "Steal Away to Jesus."
Uma das grandes características dos intelectuais pretos protestantes brasileiros é desconhecerem a sua história africana. Ignorar a civilização hebraica e sua migração para extensas regiões da África Ocidental e conseqüente escravização para as Américas, criando diversas formas de resistência, tornou-se uma forma de embranquecimento histórico e teológico, os tornando co-participes da má interpretação da história bíblica e do verdadeiro Povo Hebreu. Não detendo esse conhecimento ou negando a aprendê-lo, incorre em erros de análises. Como foi o caso de um antigo pastor preto o qual escreveu um artigo na Revista Simpósio nº 27 de junho de 1983, páginas 237 -252. Este artigo escrito pelo Reverendo Leontino Farias dos Santos, doutor em teologia e pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI), intitulado: Aspectos sociolingüísticos da tradução de hinos protestantes Camp meetings e Negro Spirituals. Apesar de o reverendo tentar explicar a origem da musicalidade dos escravizados repete concepções calvinistas de superioridade racial branca:
“...Os fieis geralmente assim procediam porque estavam excitados a ponto de chegar ao frenesi, ao êxtase em seu mais alto grau, onde toda a ordem é esquecida e cada um dança, rodopia, pula berra e canta como quer, apesar de na vida normal ser pessoa pacta e disciplinada.
As pessoas envolvidas perdem a noção do ridículo e se lançam a histeria, possuídas por espíritos estranhos, com berros, uivos, linguagem ilógica e cânticos espirituais...
Queremos nos referir à criatividade, capacidade de improvisação e harmonia que caracterizam os cânticos espirituais dos negros. Sem técnica pré-estabelecida, sem ensaios, sem cultura musical e sem cultura geral historicamente reconhecida pelos povos mais desenvolvidos...
Outra característica é a criação de canções de sofrimento com demonstração de espírito de resignação...”O autor usa adjetivos discriminatórios ao referir-se a expressões corporais africanas, repetindo termos da academia branca que se considera humana e trata os africanos e seus descendentes como “bestiais”:
“As pessoas envolvidas perdem a noção do ridículo e se lançam a histeria, possuídas por espíritos estranhos, com berros, uivos, linguagem ilógica e cânticos espirituais..”.
“...Os fieis geralmente assim procediam porque estavam excitados a ponto de chegar ao frenesi, ao êxtase em seu mais alto grau, onde toda a ordem é esquecida e cada um dança, rodopia, pula berra e canta como quer, apesar de na vida normal ser pessoa pacta e disciplinada.
As pessoas envolvidas perdem a noção do ridículo e se lançam a histeria, possuídas por espíritos estranhos, com berros, uivos, linguagem ilógica e cânticos espirituais...
Queremos nos referir à criatividade, capacidade de improvisação e harmonia que caracterizam os cânticos espirituais dos negros. Sem técnica pré-estabelecida, sem ensaios, sem cultura musical e sem cultura geral historicamente reconhecida pelos povos mais desenvolvidos...
Outra característica é a criação de canções de sofrimento com demonstração de espírito de resignação...”O autor usa adjetivos discriminatórios ao referir-se a expressões corporais africanas, repetindo termos da academia branca que se considera humana e trata os africanos e seus descendentes como “bestiais”:
“As pessoas envolvidas perdem a noção do ridículo e se lançam a histeria, possuídas por espíritos estranhos, com berros, uivos, linguagem ilógica e cânticos espirituais..”.
Como é o caso do Reverendo Leontino, um homem preto, que deveria reanalisar o texto, e reescrevê-lo com uma concepção empretecida, livre das influências acadêmicas brancas calvinistas, apesar de trazer para época informações interessantes, no meu caso particular, de ter acesso há 26 anos a estas pesquisas.
O que me levou a refletir sobre esse tema não sendo um musicólogo foi a canção Kum Ba Yah, uma das musicas favoritas de muitos hebreus-israelitas.
O que me levou a refletir sobre esse tema não sendo um musicólogo foi a canção Kum Ba Yah, uma das musicas favoritas de muitos hebreus-israelitas.
O que chama a atenção imediata é o nome sagrado de Yah nesta linda canção. Yah é abreviatura de YHWH, não devemos pronunciar Jah, Javé ou Jeová porque não existe na língua hebraica a letra J.
Uma das primeiras perguntas: Como os escravizados conheciam essa canção com o nome sagrado de Yah?
Encontramos o nome de Yah que é uma abreviação de YHWH cerca de 50 vezes nos livros bíblicos e citamos alguns exemplos:
A primeira ocorrência do nome Yah ocorre em Êxodo 15:2, quando Moisés e o Povo Hebreu cantam uma canção sobre a derrota de Faraó e seus cavaleiros:
(Yah é a minha força e canção e Ele se tornou a minha salvação)
Esta canção veio do continente africano e não foi influenciada pelos escravizadores cristãos brancos, sendo especial entre os spirituals na escravidão.
O conhecimento do nome sagrado de Yah pelos escravizados pretos antes da catequização nos dá pistas sobre a presença de hebreus pretos na África Ocidental e faz-nos refletir a história do povo hebreu e sua diáspora, sendo este um tema a ser publicado futuramente neste Blogger.
O conhecimento do nome sagrado de Yah pelos escravizados pretos antes da catequização nos dá pistas sobre a presença de hebreus pretos na África Ocidental e faz-nos refletir a história do povo hebreu e sua diáspora, sendo este um tema a ser publicado futuramente neste Blogger.
Louvado seja Yah para sempre! Hal-le-lu-Yah!!!
Acesse:
Poemas de amor ao povo preto:
Poemas de amor ao povo preto:










Hendrik Witbooi
exterminada." 
A ilha de Shark foi o local usado de 1904 a 1907 que confinou membros das tribos Herero e Nama. Ao longo dos três anos foi o acampamento onde 3000 pessoas encontraram a morte. Para