Por Walter Passos. Teólogo, Historiador, Pan-africanista, Afrocentrado e Presidente CNNC – Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos. Pseudônimo: Kefing Foluke. E-mail: walterpassos21@yahoo.com.br
- O senhor despreza os negros. No Brasil, apesar de serem vítimas de poderosos mecanismos de exclusão sóciocultural, existem negros que vêm se destacando em todas as áreas. O que o senhor tem a dizer a respeito, por exemplo, dos artistas, dos escritores, dos cientistas e dos juristas negros que venceram todos os enormes obstáculos e se impuseram à admiração geral?- Um negro que se torna advogado... Isso é um ultraje, uma ofensa à nossa razão! É uma idiotice criminosa a de quem adestrou durante tantos anos um meio-macaco até chegar ao ponto de fazer acreditarem que ele é um advogado. Enquanto isso acontecia, enquanto esse investimento era feito, milhões de indivíduos pertencentes às raças mais elevadas ficaram subaproveitados! [original]
Por Leandro Konder, no Jornal do Brasil de 25/1 e 1/2 (2003) http://www.consciencia.net/2005/mes/08/hitler-mussolini.html
O nazismo alemão perseguiu e assassinou pretas e pretos na Alemanha. Esse mesmo racismo anti-negro alemão já existia com suas barbáries no território africano. A Alemanha através do neocolonialismo dominou o Togo, Camarões, Namíbia e Tanzânia, onde foram realizados experimentos genéticos e massacre de mais de 60.000 africanos que resistiram nas terras africanas invadidas.
Na década de 1890, africanos foram torturados pelos alemães no Sudoeste da África, atualmente chamada Namíbia, antes do holocausto dos judeus na Alemanha, africanos sofreram torturas e foram vítimas de experiências médicas, o que resultou em milhares de mortes, aumentando o número de vítimas do neocolonialismo europeu, em conseqüência ao ódio para com povo original. A separação de brancos e pretos foi aprovada pela Reichstag (parlamento alemão), que promulgou uma lei contra os casamentos mistos nas colônias africanas.
"Fotos de nossas colônias," Der wahre Jacob (década de 1890)
Esta caricatura é intitulada "Fotos de nossas colônias" ["Bilder aus unsern Kolonien"]. Na legenda lê-se: "Um domingo a Tarde na África Ocidental." Ela mostra um mundo, no sudoeste africano: nativos vestindo uniformes militares prussianos, cavalgando animais selvagens, tigres comendo salsicha alemã, e o canibalismo como uma prática habitual.
O ódio aos africanos e a tentativa de bestialização pelos europeus foi publicada neste blogger no artigo intitulado: SAARTIJE BAARTMAN – ZOOLÓGICOS HUMANOS – A MULHER PRETA HUMILHADA
Show Popular ocorrido em Stuttgart na Alemanha, com amostras de africanos apresentado entre 02 de julho a 05 de agosto de 1928.O NAZISMO ANTI-NEGRO
Na década de 20 do século passado 24.000 mil pretos viviam na Alemanha e a maioria foi vítima do nazismo, após o tratado de Versalhes a França ocupou a Renânia, enviou soldados pretos que tiveram filhos com mulheres alemãs.
As Propagandas racistas contra os soldados pretos os mostravam como violadores de mulheres alemãs e portadores de doenças venéreas.

Negro ataca uma mulher em cartaz de propaganda
http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,675862,00.html
Sendo alvo da crítica no livro Mein Kampf (Minha Luta), Hitler acusa os judeus de imigrarem os pretos para Renânia com o real objetivo de arruinar a raça branca.
O destino do povo preto a partir de 1933 a 1945 foi a esterilização na Alemanha, considerados ameaça a pureza da raça germânica, justificado segundo os nazistas a não poluição dos arianos. As crianças “mulatas” foram isoladas na sociedade, impedidas de entrarem nas universidades, sendo a maioria da população preta esterilizada, presa pela gestapo (polícia secreta alemã) e muitos desapareceram. Alguns foram submetidos a experiências médicas; outros foram acusados de traição e jogados como bois nos campos de concentração.
Adolf Hitler durante os Jogos Olímpicos de Berlim, em agosto de 1936 divulgava a Deutschland, Deutschland über Alles (Alemanha acima de todos), teve a sua idéia de superioridade ariana desmascarada com a conquista da medalha de ouro aos 21 anos, por John Woodruff,na prova dos 800 metros, a 4 de Agosto de 1936, nos jogos Olímpicos de Berlim perante o olhar de Hitler. Cornelius Johnson, um outro atleta preto, ganhou a medalha de ouro no salto em altura e James Cleveland("Jesse" Owens) quebrou quatro recordes mundiais em 45 minutos conquistando quatro medalhas de ouro nos 100 e 200 m rasos, no salto em comprimento e nos 4x100 m. Os EUA, que trataram seus atletas pretos como auxiliares, conseguiram vencer 10 provas de atletismo. Destas, 06 medalhas de ouro foram conseguidas com a participação de quatro pretos.
A artista de jazz Valaida Snow (2 de junho de 1904-30 de maio de 1956), em Chattanooga,
Tennessee; foi encarcerada em campos de internamento para estrangeiros, quando presa na Dinamarca em 1941 pelos nazistas.
Muitos outros pretos foram vítimas do nazismo, entre eles podemos destacar Hilarius (Lari) Gilges, um dançarino de profissão, que fundou uma organização de artistas para combater Hitler, foi assassinado pela SS em 1933, a sua esposa mais tarde recebeu uma restituição de governo alemão por causa do seu assassinato pelos nazistas. O artista Josef Nassy, que vivem na Bélgica, foi preso como um inimigo estrangeiro por sete meses, no acampamento Beverloo na Bélgica ocupada. Ele foi posteriormente transferido para a Alemanha, onde passou o resto da guerra preso no acampamento Laufen e no sub-campo de Tittmoning na Alta Baviera.
Lionel Romney, um preto marinheiro da Marinha Mercante os EUA, foi preso no campo de concentração Mauthausen. Marcel Jean Nicolas, um haitiano, foi encarcerado na Buchenwald e Dora-Mittelbau, campos de concentração na Alemanha. Jean Vosté, congolês que viveu na Bélgica, foi detido no campo de concentração Dachau. Bayume Mohamed Hussein de Tanganica (hoje Tanzânia) morreu no acampamento Sachsenhausen, perto de Berlim.
Diversos prisioneiros de guerra foram encarcerados sofrendo violências dos nazistas, realizando trabalhos forçados e a maioria assassinada imediatamente pela Gestapo.

"Perigosa peste", segundo a propaganda nazista
Nesta propaganda nazista a foto retrata a amizade entre uma "Ariana" e uma mulher negra. A legenda afirma: "O resultado! Uma perda de orgulho racial"
Apesar de todas as atrocidades dos nazistas contra o povo preto, ainda hoje podemos encontrar defensores e amantes dessa ideologia caucasiana e desprezível.






O cristianismo se estabeleceu como religião oficial de Axum no quarto século, com a conversão do rei Ezana. Salmo 68: 32- “E a Etiópia estendia as mãos para Deus.”
A Arca da Aliança levada de Israel por Menelik estava no Monastério de Tana Kirkos, o lago mais largo da Etiópia e fonte do Nilo Azul. O Rei Ezana mandou buscá-la e a colocou em uma capela sagrada em Axum, onde só uma pessoa pode vê-la, o homem sagrado, o guardião das tradições religiosas.
O Imperador Lalibela viveu em 1185- 1225 d.C foi um dos mais proeminentes governantes de Axum. Conta à tradição que sua mãe o chamou de Lalibela porque no dia de seu nascimento ele foi cercado por diversas abelhas. Este mudou a capital para Rhoa e a rebatizou de Lalibela. Foi o primeiro a construir igrejas nas rochas, em locais que nomeou com passagens bíblicas: sepulturas com o nome de Adão e Jesus Cristo, córregos com o nome de Jordão e etc.
Ainda há monges negros seguidores da igreja etíope que moram nessas cavernas. A liturgia das onze igrejas continua a ser no Ge'ez antigo.
O incenso queimado em rituais religiosos de hoje foram herdados do antigo cristianismo etíope. O Cristianismo da Etiópia é um dos mais antigos do mundo, tem cerca de 1600 anos. A teologia da Igreja Ortodoxa Etíope mantém ritos do Antigo Testamento, como a guarda do sábado, a circuncisão no oitavo dia após o nascimento, a abstenção da carne de porco.




Isis -Deusa Preta do Egito

A Madona Preta do Nekromanteion- Grécia
Virgem Preta - Notre Dame - Dijon 

Diversos Blogs em muitos países divulgaram a situação de algumas igrejas e seus pastores na Nigéria que acusam crianças de bruxarias. Sem olhar mais acurado, de certo preconceituoso, usa-se a mídia como arma psicológica para agredir o povo preto, perpassando mais uma vez a ideologia caucasiana de que tudo na África é demoníaco.








O pastor nega cobrança de exorcismos, mas reconhece que sua congregação é pobre e tem que trabalhar duro para cumprir com as contas e vive das doações. Também pacientemente ele explica a condição das crianças bruxas:


