Há alguns aspectos que precisam ser pontuados e discutidos na formulação de uma teologia preta libertadora. A princípio deve-se ressaltar que teologia é o estudo das relações humanas de fé e seu imaginário-real de adoração dos grupos sociais a Deus, sendo assim, a construção de uma teologia inclusiva e libertadora para o povo preto e seus diversos segmentos deve contemplar essas relações humanas de fé e adoração.
Uma das grandes questões não ainda discutidas dentro dos grupos de cristãos pretos é a homossexualidade. Em verdade, o que é ser preto homossexual e cristão? Quais são as nossas concepções acerca da homoafetividade? Quais são as respostas que os grupos cristãos pretos podem dar a pretos cristãos homossexuais? O que nos tem a dizer os homossexuais pretos sobre os seus sofrimentos? Quais são as indagações e posicionamentos que os pretos e pretas homossexuais têm aos grupos pretos cristãos? Como se portar em um processo de discriminação racial nos enfrentamentos da sexualidade do povo preto em suas diversidades?
De certo, é impossível se discutir uma ação libertadora e inclusiva para toda a comunidade preta omitindo que a prática da homofobia é real dentro das igrejas brasileiras. Impossível não constatar que a lacuna do combate à discriminação racial alija em suas discussões os nossos irmãos e irmãs. É também concreto afirmar que se tornará necessário que comecemos a construir novos olhares, em busca de uma nova teologia inclusiva para todas as pretas e pretos, baseada no amor e respeito das diversidades que possuem o nosso povo, sem nos distanciar dos ensinamentos de YAHoshua , o Messias.
A questão de milhões de irmãos e irmãs que são discriminados pela sexualidade, obviamente deve ser uma preocupação no processo libertário e reconciliador da teologia preta. Notamos que a omissão e a hipocrisia são caminhos da violência e da intolerância, e a religião tem se tornado porta-voz de perseguição. A teologia preta deve ser a porta-voz de todos os que estão sem voz, sem nenhuma exceção. Os teólogos e teólogas pretas têm que ouvir, entender e proclamar o amor de YAHoshua : inclusivo e reconciliador. Há práticas de permissividade eclesiástica para hipócritas, racistas, homofóbicos, caluniadores, dissimuladores, egocêntricos, capitalistas, machistas, e todos mentirosos que abrem as suas bocas e se colocam como embaixadores de “verdades” e “moralismos”, que não passam de sepulcros caiados, podres por dentro, alvos diretos dos questionamentos e repreensões de YAHoshua na sua vivência terrena.
Na concepção judaico-cristã qualquer relação sexual que não seja procriativa é pecado. O sexo é considerado permissivo e a homossexualidade é demonizada e execrada pelos defensores do puritanismo, que não raras vezes, praticam os atos censurados por si mesmos.
Pretas e pretos cristãos GLBTT nos perguntam: Qual o direito que temos de excluir a nossa irmã ou o nosso irmão do convívio religioso por causa da sua orientação sexual? Somos todos nós filhos e filhas de um mesmo Deus que não é do gênero masculino e nem do gênero feminino. Deus é Deus.
Segundo a concepção de pretas e pretos cristãos heterossexuais: Temos que pregar o amor a todos os homens e mulheres. Conseqüentemente com a conversão aYAHoshua , há uma transformação na vida, uma mudança de conduta, aumento da espiritualidade e comunhão, entretanto a homossexualidade é considerada pecado, impedindo a plena realização da Graça de Deus no ser humano.
Há duas posições defendidas entre os diversos grupos cristãos pretos protestantes sobre a questão da homossexualidade:
1- OS QUE DEFENDEM A INCLUSÃO DOS HOMOSSEXUAIS NAS IGREJAS
Herndon Davis, homossexual, filho de um pastor Batista, empresário bem sucedido, apresentador de televisão, conta que foi vítima de um sermão homofóbico na sua Igreja na cidade Atlanta quando estava com dois amigos gays e teve medo de ser linchado, levando-o a forte depressão, que durou até que o YAH lhe revelou, conforme o próprio afirma:
- "O Senhor falou para mim não só para escrever sobre a experiência, mas também para combater a homofobia”. E conclui dizendo:
- “O meu conhecimento e da educação teológica prova que não há condenação contra a homossexualidade, mas, há erro e má interpretação baseada em diferenças de língua, cultura e história”.Nas suas pregações ele aconselha como gays devem lidar com o conflito entre a sua fé religiosa e orientação sexual; e que recebeu de Deus a missão de escrever o livro Black, Gay & Christian: An inspirational Guidebook to Daily Living, que tem com objetivo ajudar às lésbicas e aos homossexuais enfrentarem a discriminação nas igrejas e na sociedade. Conforme o autor declara, este livro é cheio de espiritualidade.
Em sua opinião as pessoas devem professar o perdão, ler a escrituras, porque elas dão sabedoria e inspiração nas situações difíceis para entender que atrás das palavras sagradas está o Espírito de Deus.
Leia mais:
http://www.afterelton.com/archive/elton/TV/2005/7/herndondavis.html
2- OS QUE CONSIDERAM A HOMOSSEXUALIDADE PECADO.
O anúncio de Charlene veio em forma de artigo de primeira página na edição de Fevereiro da revista “Venus”, intitulado “Redimida: 10 Formas Para se Sair da Vida Gay, Se Quiseres Sair”. A revista outrora considerada por muitos como revista líder dos homossexuais Afro-Americanos, mudou de direcção.“Nos passados 29 anos da minha vida eu fui criadora e apoiante estratégica agressiva das questões de gays e lésbicas,” escreveu Charlene: “Organizei e participei em inúmeras marchas e vários lobbies na luta pelo tratamento igual para gays e lésbicas”.
A entrega de Charlene a Cristo levou-a a ver o seu lesbianismo sob uma nova luz.“Como uma crente na Palavra de Deus, aceito completamente que as relações com o mesmo sexo não são o que Deus concebeu para nós”, escreveu ela.
“Jesus limpará e perdoará a confissão, de todos os pecados, que provém de um coração voluntarioso e sincero”, declarou Charlene. “A homossexualidade é apenas um deles. Não há nenhum pecado maior que outro; é tudo pecado.”Leia mais: http://www.venusmagazine.org/cover_story.html e
http://pwp.netcabo.pt/iqc/lesbica.htm
Não há mais como esconder e nem negar o sofrimento que passam irmãs e irmãos pretos por causa da sua sexualidade, e da não permissão de comunhão de fé e adoração, por conta dos estigmas e preconceitos que nos afastam do amor, da resignificação harmoniosa de encontro fraterno na nossa comunidade, do vivenciar pleno da espiritualidade e da procura da felicidade individual e coletiva. O nosso vocabulário para a palavra felicidade foi esquecida e transformada na palavra dor e exclusão.
Devido o caráter polêmico da questão, o apresentador Herndon Davis está correto em afirmar que há interpretação errônea das escrituras? Ou Charlene E. Cothran está correta em afirmar que a homossexualidade é pecado e é necessário uma mudança de vida? Deixamos com voces irmãos e irmãs a reflexão sobre o tema. E dentro desse posicionamento, como construir uma Teologia Preta Libertadora e inclusiva, baseada no amor e respeito das diversidades que possuem o nosso povo, sem nos distanciar dos ensinamentos de Yeshua, o Messias?
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
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Isis -Deusa Preta do Egito

A Madona Preta do Nekromanteion- Grécia
Virgem Preta - Notre Dame - Dijon 

Diversos Blogs em muitos países divulgaram a situação de algumas igrejas e seus pastores na Nigéria que acusam crianças de bruxarias. Sem olhar mais acurado, de certo preconceituoso, usa-se a mídia como arma psicológica para agredir o povo preto, perpassando mais uma vez a ideologia caucasiana de que tudo na África é demoníaco.








O pastor nega cobrança de exorcismos, mas reconhece que sua congregação é pobre e tem que trabalhar duro para cumprir com as contas e vive das doações. Também pacientemente ele explica a condição das crianças bruxas:






Samuel Sharp nasceu na Jamaica em 1801 foi um homem letrado, estudioso e pastor da Igreja Batista. Ledor de diversos jornais ingleses observou que deveria implementar mudanças e liderar o seu povo e não confiar nos escravizadores. Ele passou a maior parte do seu tempo viajando para diversos estabelecimentos em St. James educando os escravizados sobre cristianismo e liberdade, formou uma sociedade secreta e se reunia a noite para planejar a luta pela emancipação; explicava o plano aos seus partidários escolhidos após as reuniões religiosas e os fazia beijar a Bíblia para mostrarem sua lealdade. Os participantes repassavam às outras paróquias, até que a idéia se espalhou ao longo de Saint James, Trelawny, Westmoreland, e até mesmo Saint Elizabeth e Manchester. Um orador de extrema sapiência que contagiava a platéia e usando palavras bíblicas afirmava que”
Em sua homenagem, também está o retrato na nota de cinqüenta dólares Jamaicanos.






Deus há de julgar a todos com sua benevolência. Só me pergunto: Como Deus julgará civilizações que usando o seu Santo nome trucidaram 200 milhões de seus filhos e filhas na África e seqüestraram quase 30 milhões para as Américas? Qual será o julgamento para a escravidão de homens e mulheres que se apropriaram da força de trabalho, mudaram as línguas, os nomes, costumes e cometeram atrocidades inimagináveis? Que enforcaram milhares de negros e depois foram para os cultos como nada tivessem feito, com sensação de missão cumprida, com “a alma limpa”, simplesmente por acharem que haviam feito um grande favor pra Deus, matando estes filhos do demônio. Já chegaram a dizer que Deus é branco e que o diabo é que é preto. Quem foram os seguidores e adoradores do diabo e satisfizeram os desejos do mal, foram os seqüestradores ou os meus ancestrais que viviam nas suas florestas e savanas, fazendo seus cultos nos terreiros em paz?