Os arawak foram os primeiros habitantes a ter contato com os europeus. Quando Cristóvão Colombo invadiu às Bahamas, o navio atraiu a atenção dos nativos que, maravilhados, foram ao encontro dos visitantes, a nado. Quando Colombo e seus marinheiros desembarcaram, armados com suas espadas e falando uma língua estranha, os arawak lhes trouxeram comida, água e presentes. Mais tarde, Colombo escreverá em seu diário de bordo:
"Eles nos trouxeram papagaios, trouxas de algodão, lanças e muitas outras coisas que trocaram por contas de vidro e guizos. Trocavam de bom coração tudo o que possuíam. Eram bem constituídos, com corpos harmoniosos e feições graciosas. [...] Não usavam armas, que
não conheciam , pois quando lhes mostrei uma espada, tomaram-na pela lâmina e se cortaram, por ignorância. Não conheciam o ferro. As lanças são feitas de cana. Dariam bons criados. Com cinquenta homens, poder-se-ia submeter todos eles e fazer deles o que se quisesse".
Colombo, fascinado por essa gente tão hospitaleira, escreverá ainda: "Desde que cheguei às Índias, na primeira ilha que encontrei, peguei alguns indígenas à força para que eles aprendam e possam me dar informações sobre tudo o que poderíamos encontrar nestas regiões". Leia Mais
A Jamaica foi reclamada pela Espanha depois de Cristóvão Colombo a ter invadido em 1494. Colombo usou a ilha como propriedade privada da sua família. Os ingleses conquistaram-na em 1670. Durante os primeiros 200 anos de domínio britânico, a Jamaica tornou-se o maior exportador mundial de açúcar, o que se conseguiu pelo uso maciço de trabalho escravizado africano.
No início do século XIX, o número de pretos era quase 20 vezes maior que o de brancos.
A conquista pelos caucasianos da ilha da Jamaica foi seguida de destruição da civilização dos aruaques em um dos genocídios mais violentos perpetrados nas Américas, e de exploração aos africanos e seus descendentes, com castigos horrendos, torturas e assassinatos, inclusive queimando vivos membros da comunidade escravizada, o incrível que eram protestantes e falavam do amor de Cristo e serviam a Sinagoga de Satanás.
PASTOR SAMUEL SHARP
Samuel Sharp nasceu na Jamaica em 1801 foi um homem letrado, estudioso e pastor da Igreja Batista. Ledor de diversos jornais ingleses observou que deveria implementar mudanças e liderar o seu povo e não confiar nos escravizadores. Ele passou a maior parte do seu tempo viajando para diversos estabelecimentos em St. James educando os escravizados sobre cristianismo e liberdade, formou uma sociedade secreta e se reunia a noite para planejar a luta pela emancipação; explicava o plano aos seus partidários escolhidos após as reuniões religiosas e os fazia beijar a Bíblia para mostrarem sua lealdade. Os participantes repassavam às outras paróquias, até que a idéia se espalhou ao longo de Saint James, Trelawny, Westmoreland, e até mesmo Saint Elizabeth e Manchester. Um orador de extrema sapiência que contagiava a platéia e usando palavras bíblicas afirmava que” os brancos não podiam escravizar os pretos como os pretos não podiam escravizar os brancos”; quem ouvia as suas pregações ficavam extasiados e felizes porque sentiam nele a presença do Espírito de Deus. O Espírito da Liberdade.
A GREVE GERAL E A GUERRA DOS BATISTAS PRETOS
O pastor Samuel Sharp planejou uma greve geral para ocorrer três dias depois do natal de 1831, a sua proposta foi de uma resistência pacífica contra os escravizadores, e sabia que devia está preparado para o confronto armado. O plano chegou ao conhecimento de alguns fazendeiros, e foram enviadas tropas à Saint James e navios de guerra eram ancorados em Montego Bay e Black River com as armas apontadas para as cidades. A rebelião durou oito dias e se espalhou por toda a ilha da Jamaica, resultando na morte de cerca de 190 africanos e 14 plantadores brancos ou superintendentes.
A VINGANÇA BRANCA
Houve mais de 750 condenações de escravos rebeldes, dos quais 138 foram condenados à morte. Muitos foram enforcados, as cabeças cortadas e colocadas nas lavouras. A maior parte das pessoas que escapou da condenação à morte foi brutalmente castigada e, em alguns casos, a punição a foi tão dura que eles não sobreviveram.
O Pastor Samuel Sharp cumpriu a sua missão como um verdadeiro pastor, sendo capturado e enforcado em na Praça Charles - Montego Bay em 23 de maio 1832.
No momento da sua morte ele disse: “Eu prefiro morrer enforcado a viver como escravo.”
HOMENAGEM DO POVO JAMAICANO
A luta dos batistas jamaicanos não foi em vão, em 01 de agosto de 1834 a escravidão terminou na Jamaica, conquistada pelos próprios escravizados. O povo jamaicano não esqueceu o pastor Samuel Sharp, relembrado como “Papai Sam Sharp” e inúmeras homenagens lhe são prestadas:
Em 1975, após a independência, Sam Sharpe foi feito um herói nacional e em sua honra esta praça foi renomeado Sam Sharpe Square.
Em sua homenagem, também está o retrato na nota de cinqüenta dólares Jamaicanos.
O povo jamaicano também homenagea A GRANDE NANNY QUILOMBOLA - A MÃE DA JAMAICA
CONCLUSÃO
O exemplo do pastor batista Samuel Sharp mostra-nos que a união do povo preto é essencial para a conquista da liberdade. As igrejas no Brasil conseguem manter através dos discursos milhões de descendentes de africanos na inércia, sonhando e esperando uma vida futura pós-morte de felicidade. Conseguiram criar batalhões enfurecidos para combater as religiões de origem africana, usando-nos como marionetes para perpetuar o racismo. Já passou o tempo do povo preto construir as suas próprias igrejas, pois as provas são incontestes que milhões estão marginalizados. As igrejas no Brasil conseguiram subjugar pastores e pastoras pretas que a todo o momento se acovardam e colocam vendas brancas nos olhos e continuam amendontrados (as), temerosos de usarem os púlpitos e a exemplo de Samuel Sharp levar a mensagem do Reino de Deus que é contra toda a injustiça.
Sharp declarou que o cristianismo não aceita opressão. Infelizmente, o cristianismo embranquecido se tornou escravidão para milhões de brasileiros pretos. A mensagem de Yeshua só é verdadeira se pregar a liberdade.







Deus há de julgar a todos com sua benevolência. Só me pergunto: Como Deus julgará civilizações que usando o seu Santo nome trucidaram 200 milhões de seus filhos e filhas na África e seqüestraram quase 30 milhões para as Américas? Qual será o julgamento para a escravidão de homens e mulheres que se apropriaram da força de trabalho, mudaram as línguas, os nomes, costumes e cometeram atrocidades inimagináveis? Que enforcaram milhares de negros e depois foram para os cultos como nada tivessem feito, com sensação de missão cumprida, com “a alma limpa”, simplesmente por acharem que haviam feito um grande favor pra Deus, matando estes filhos do demônio. Já chegaram a dizer que Deus é branco e que o diabo é que é preto. Quem foram os seguidores e adoradores do diabo e satisfizeram os desejos do mal, foram os seqüestradores ou os meus ancestrais que viviam nas suas florestas e savanas, fazendo seus cultos nos terreiros em paz?



Os pretos da Índia e Nepal são os mais discriminados do planeta, e por isso muitos têm se convertido ao islamismo, por causa de suas propostas de igualdade e liberdade.
Por último, o projeto Genoma Humano análise do DNA na composição dos seres humanos tem produzido evidência científica indicando que a origem genética das castas superiores na Índia é mais européia do que asiática.











Nos estudos do livro de Levítico é deveras interessante todo o direito normativo que orienta o povo hebreu, especificamente sobre a concepção de proibições às mulheres referentes à menstruação, encontrado no capítulo 15. O sangue menstrual nas sociedades primitivas foi motivo de diversas especulações e rituais que elevaram às mulheres à condição de detentoras do poder mágico do sangue, da maternidade, da perpetuação do grupo clânico, e a serem divinizadas e formarem as primeiras sociedades matriarcais e matrilineares.




- Não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo. Não posso ficar no meio de todas essas maldades sem tomar uma atitude.
