Por: Aidan Dudu Labalãbã. Este é o meu pseudônimo, o qual escolhi por não aceitar os nomes dados pelo escravizador. O meu nome pela língua imposta pelos brancos é Vanessa e sou membro da Igreja Presbiteriana Unida, em Salvador-Bahia e Tesoureira do CNNC/Bahia
"As únicas pessoas que realmente mudaram a história foram as que mudaram o pensamento dos homens a respeito de si mesmos.” Malcolm X
Falar de cinema preto é maravilhoso, especialmente como uma jovem preta, pobre e cristã, vivendo em uma sociedade racista que, desde pequena, meus pais ensinaram-me a resistir. Tenho o privilégio de comentar um dos melhores filmes que assisti, diversas vezes, aqui em casa. O filme que marcou profundamente a minha vida nesse meu pouco tempo de existência foi Malcolm X, de Spike Lee. Tenho atualmente 18 anos de idade e o filme ajudou-me a ver, por outro lado, o sistema social discriminatório com o qual sou obrigada a conviver. E descobrindo assim que a problemática do povo preto é mundial. Seja aqui ou nos Estados Unidos, somos vítimas do racismo branco. Por isto estou iniciando os estudos do pan-africanismo e me considero uma africana no Brasil.
O Filme “Malcom X” foi produzido por um dos maiores cineastas pretos do mundo, Spike Lee, em 1992, tendo no elenco: Denzel Washington, Angela Bassett, Albert Hall, Al Freeman Jr., Delroy Lindo, Spike Lee e Theresa Randle. Spike Lee produziu, entre outros filmes, She's Gotta Have It (1986), Faça a Coisa Certa (1989), Febre da Selva (1990) e Mais e Melhores Blues (1991).
No filme, Spike Lee retrata a vida de Malcolm Little, que tem uma vida igual à de muitos pretos no mundo, mas com um desejo incomum e deturpado: de se parecer com o homem branco, de possuir a mulher branca, de se descaracterizar fisicamente e espiritualmente, possuindo os seus apetrechos, jeitos e trejeitos, até torna-se pior do que seu espelho: o homem branco.
No decorrer do filme observamos o avanço e tomada de consciência de Malcom, após ser preso e conviver com os seus próprios pesadelos e encontrar-se consigo mesmo através da Nação do Islã. Mudou o seu nome para Malcom X, porque os sobrenomes que temos foram colocados pelos senhores de escravizados, pois a letra X é uma incógnita nos estudos das áreas exatas.
Após a saída da prisão, Malcom X é um outro homem, com um discurso realista sobre o cotidiano da população preta dos Estados Unidos, bem diferente dos discursos de integração de Martim Luther King.
Se você ainda não assistiu a este filme, deve fazê-lo. Porém, não só; assista-o com seu grupo de amigos pretos e amigas pretas, com a sua família, com a sua igreja, para que todos possam adquirir uma nova consciência, tornando-se pan-africanistas como foi Malcom X. Considero o pan-africanismo o modo mais eficaz de solidariedade e luta para possuirmos novamente a essência que nos tentaram tirar após o seqüestro da Mãe – África.
EUA - 1992 - Drama - 192 minutos














Os cientistas afirmam que o ancestral comum dos Lembas viveu entre 2.000 e 3.100 anos, época que coincide com a vida de Arão, o irmão de Moisés. O chefe da equipe, que fez o exame de DNA, foi o geneticista inglês David Goldstein, da Universidade de Oxford, em 1999. Os lembas são cohanitas, descendentes dos sacerdotes do templo de Israel. Uma tradição afirma que eles são descendentes de Arão, irmão de Moises. Atualmente, no Judaísmo, os cohanitas possuem privilégios e obrigações.

